Notas iniciais
Oi, amores! Mil desculpas pela demora, mas eu tive um probleminha com o meu notebook esse fim de semana, mas já tá resolvido. Estou amando os comentários de vocês, e as recomendações que a fic está recebendo. Muito obrigada pelo carinho, vocês são demais. Capítulo super dedicado a Marina Cullen, pela linda recomendação! Agora vamos ver mais um pouquinho do nosso casal mais fofo no século XVIII...

Bella acordou desnorteada. Ela abriu os olhos e percebeu a claridade da manhã. Se assustou ao notar que o sol já adentrava pelas frestas das grandes janelas do quarto, ela estava atrasada para os afazeres do dia.

Tentou levantar-se, e só então percebeu que braços fortes envolviam sua cintura, praticamente impedindo-a de se mover.

O coração da jovem acelerou-se. Ela olhou assustada para o homem adormecido ao seu lado. E então todo o torpor do sono desapareceu. Isabella recordou-se de todos os momentos da noite anterior ficando envergonhada.

Em sua mente todas as coisas que ele fez com ela. Eram tão gostosas, mas ao mesmo tempo tão erradas. E a forma como ela reagiu era ainda pior. Sua mãe foi bem clara quando disse que ela deveria ficar quieta, mas ela falhou algumas vezes, principalmente quando sentiu aquela sensação.

Seu corpo se arrepiou ao lembrar das vezes que o marido a levou ao ápice, mesmo não entendendo muito bem o que havia acontecido com seu corpo. Porém ela não tinha dúvidas que havia sido a melhor coisa que sentiu em toda sua vida.

Bella pensou sobre as coisas que a irmã falou, ela sentiu sim uma dor no início, quando ele colocou aquilo nela, mas essa dor não demorou muito a passar. E depois de alguns instantes ela nem lembrou que a mesma existiu em algum momento. Agora ela podia sentir uma leve ardência em sua intimidade, sentia-se pegajosa também. Precisava muito de um banho, mas como faria isso se estava presa a cama?

Ela não acordaria o homem ao seu lado de jeito nenhum. O que diria a ele quando o mesmo acordasse? E ele ainda estava nu! Ela corou ao notar isso, ficou ainda mais rubra ao perceber que também não estava vestida.

Ela não saberia como seria dali pra frente, como seria se portar como uma mulher casada, como cuidar de uma das maiores propriedades do reino, como conviver com um homem, com seu marido. Ele a intimidava tanto, apesar da forma carinhosa que sempre a tratou, apesar de tudo que aconteceu na noite passada, algo na forma com que ele a olhava, era intenso demais.

Enquanto Bella estava imersa em suas indagações, Edward despertava de seu sono cheio de sonhos, sonhos bons, sonhos que eram um retrato da noite anterior. Ele apertou mais a mulher em seus braços, sentindo o cheiro gostoso que vinha dos cabelos dela.

A moça se assustou ao perceber que o homem se movimentava, ele apertou mais seu copo contra o dele, se é que isso era possível, e mergulhou o rosto em seus cabelos.

— Bom dia, Sra. Cullen. – ele sussurrou ainda entre seus cabelos, sua boca muito perto do ouvido da morena. Bella arrepiou-se, o que não passou despercebido pelo seu marido, que sorriu maliciosamente ainda de olhos fechados.

— Bom dia. – Bella respondeu ainda tímida, sua voz mal saía.

Edward abriu os olhos e encarou a linda jovem, lançando-lhe o sorriso sonolento mais perfeito do mundo. O coração de Bella acelerou, ele era sem dúvida o homem mais lindo que ela teve a oportunidade de conhecer, e inevitavelmente orgulhou-se por ele ser o seu marido.

Edward sentia-se nas nuvens, essa era a primeira manhã que acordava ao lado da esposa, a primeira do resto da sua vida. Para qualquer outro homem, pensar em ter apenas uma mulher para o resto dos seus dias poderia parecer desagradável, mas não para Edward Cullen, ele sentia-se realizado, desde que pôs os olhos em Isabella, sabia que a queria para o resto dos seus dias.

— Você não sabe o quanto estou feliz em finalmente estarmos casados. – ele disse afastando os cabelos do rosto da morena.

Bella corou.

— Você é tão linda... – disse ele, passando o polegar nas bochechas coradas.

Bella estava corada pelos elogios e também pelo fato de estarem nus, mesmo com uma coberta fina por cima dos corpos.

— Nós precisamos nos levantar. – ela falou sem graça. Edward não conseguiu conter uma careta. Isabella estava muito enganada se pensasse que ia sair daquele quarto hoje.

— Não precisamos não. – ele riu a abraçando mais. – Estamos em lua de mel.

— Lua de mel? – Bella perguntou confusa.

— Sim, um período após o casamento em que o casal se conhece melhor. – ele sorriu, suas bochechas iam ficar doloridas em breve, mas sorrir era inevitável.

— Certo. – ela disse abaixando a cabeça. Como dizer e a ele que precisava urgentemente de um banho e utilizar o pinico?

— Você está bem? – Edward perguntou segurando em seu queixo a fazendo olhar para ele. – Está sentindo alguma coisa?

— Err, não. Eu acho que realmente precisamos levantar. Agora eu tenho muitas responsabilidades na casa e...

— Shiiii... Você não precisa fazer nada, meu amor. Não hoje, temos muitos empregados pra isso. Eu quero você ao meu lado o dia todo. – ele disse afagando seu ombro.

— O que faremos agora então? – perguntou confusa. Edward desceu a mão de seu ombro, pegando em sua cintura, trazendo seu corpo para mais perto do dele. Bella pode senti-lo quente e duro contra ela. Ela assustou-se, ao mesmo tempo outro sentimento passou por seu corpo, ela não sabia muito o bem o que era, mas que havia sentido isso, algumas horas atrás quando consumaram o casamento.

— Eu estou louco para te ter novamente, mas sei que deve estar se sentindo incomodada, vou te dar mais um tempo. – Bella arrepiou-se pela segunda vez naquela manhã. Mas logo tratou de esquecer as sensações desconhecidas e se perguntou se era certo fazer aquilo a luz do dia? Ela sabia se aquilo que fizeram ontem era certo. Tinha quase certeza que não. – Vou preparar um banho pra gente. – ele começou a se levantar.

— Eu devo fazer isso, é minha obrigação como mulher. – Edward a olhou. Ele sentiu uma pontinha de decepção ao notar que Bella não era tão livre como imaginou. As regras antiquadas dessa sociedade já estavam encrustadas na jovem, mas não combinavam nada com a imagem de moleca que corria pelos campos. Ele a ajudaria com isso.

— Quero que entenda uma coisa, Sra. Cullen. – Edward olhou em seus olhos, estava sério. – Você tem uma única obrigação ao meu lado a partir de hoje, e como sou seu marido você precisa me obedecer e fazer de tudo para cumprir essa obrigação, certo?

Bella apenas acenou afirmativamente com a cabeça, um tanto temerosa com a ordem que o marido lhe daria. Mas este sorriu, contrariando todas as temerosidades de Isabella.

— Você tem a obrigação de ser feliz, Isabella. Estamos entendidos? – ele perguntou, seu tom era divertido, Bella se sentiu bem confortável com isso. Seu coração aqueceu-se. Ele a tratava tão bem. Por um momento percebeu que os seus medos eram infundados. – Agora, eu vou preparar o banho, acho que tenho o direito de mimar minha esposa. – e dizendo isso ele se levantou.

Isabella ainda sorria como uma boba, mas arregalou os olhos quando viu o corpo nu do marido. Durante a noite estava nervosa demais para reparar mais detalhadamente, mas agora, apesar de envergonhada, não conseguia desviar os olhos. Edward gostou imensamente disso, tanto que deixou escapar um sorrisinho tirando Isabella do transe. A jovem, muito vermelha de vergonha, cobriu o rosto com o lençol. Fazendo Edward rir ainda mais, antes de se dirigir para o quarto anexo, onde ficava a banheira.

Ele esquentou a água na lareira que tinha ali para este fim, e encheu a banheira. Nesse meio tempo Bella aproveitou para lavar o rosto com a água que tinha no quarto, assim como fazer suas necessidades matinais. Ela havia colocado a camisola assim que o marido saiu de sua vista. E de repente, ao se olhar no espelho de uma penteadeira de carvalho que havia ali, Bella reconheceu o desejo de ficar mais apresentável para o marido, e assim tentou ajeitar o cabelo da melhor forma.

Foi assim que Edward a encontrou ao voltar para o quarto, ele caminhou até ela, que estava tão concentrada em arrumar os cabelos que pareciam um monte de feno, que só o viu pelo espelho quando este já tinha as mãos nela.

Bella se assustou.

— Desculpe pelo susto. O banho está pronto. – disse beijando o rosto de Bella.

— Você realmente, não precisava preparar um banho pra mim. – a moça disse tímida.

— Eu não preparei um banho para você, preparei um banho para nós. – Bella arregalou os olhos quando percebeu o que ele queria dizer. – Ou você não quer minha companhia? – ele fez uma carinha manhosa, apoiando o queixo no ombro da moça, a encarando pelo espelho.

— Não é isso, é que... – ela não soube se explicar. Edward a virou para ele.

— Tudo bem se quiser privacidade, eu entendo. – Edward disse encarando a esposa. A decepção pela eminente rejeição, estava clara em sua expressão, mas ele queria apenas que Bella ficasse confortável com ele.

— Não, está tudo bem. Vamos juntos. – Isabella respondeu rapidamente, ao notar que o marido parecia decepcionado. Edward abriu um largo sorriso, que deixou Bella tão deslumbrada que a moça olhou pra baixo, corada.

Ela logo se arrependeu ao notar as partes intimas do marido bem expostas aos seus olhos. Ele ainda estava nu, e não parecia se importar nem um pouco com isso. E sem falar nada, caminhou até o local do banho.

Bella encarou a banheira espaçosa, nunca tinha tomado banho de banheira, apenas de tina, sua família tinha boas condições, mas banheira era para pessoas muito ricas e para nobres. Agora ela era uma dessas pessoas, não que se importasse muito, na verdade nem sabia muito bem o que isso representava, havia sido apresentada a sociedade há apenas quatro meses e já estava casada.

Ela estava quase entrando quando Edward parou ao seu lado, ele entrou na banheira primeiro, fazendo Bella desviar o olhar de sua nudez, até esta ser coberta pela água.

— Quer que eu esfregue suas costas? – ela perguntou solicita. Costuma ajudar a mãe ou a irmã no banho, mas com um homem é diferente, não sabia exatamente o que fazer.

— Quero que entre aqui comigo? – ele pediu.

Bella fez movimento de entrar da água.

— De roupas? – perguntou o Cullen arqueando a sobrancelha. – Não gosto de banhos com roupas.

Bella enrubesceu. Ela ficou parada tentando tomar coragem de se livrar da camisola.

— Não precisa ter vergonha de mim, amor. Somos um do outro agora. – com essas palavras Bella fez o que ele desejava, sem parar muito para pensar, se não perderia a coragem.

Edward, devorou o corpo da esposa com os olhos, ela era tão linda. Ele estendeu a mão para ajudá-la a entrar na banheira, e assim ela fez, sendo guiada pelo marido para que se acomodasse entra as pernas dele.

Edward jogava água delicadamente com as mãos sobre os ombros e braços da esposa, que, mesmo confusa, apreciava seu toque.

— Eu quero conhecê-la melhor, Bella. – ela gostou de ouvi-lo chamar pelo apelido de família. Afinal ele era sua família agora.

— Como? – ela perguntou confusa. Sua mente estava trabalhando em não surtar por estar nua com ele numa banheira. Isso era estranho, um estranho bom, mas um estranho errado também.

— Quero saber coisas sobre você, o que gosta de fazer, de comer, que lugares gosta... – Bella não esperava por isso. Todo esse interesse, mas se sentiu tola por isso. É claro que ele estaria interessado, ele não casaria com ela, se não o tivesse. Ela não consegui segurar o sorriso.

— É só perguntar, Senhor.

— Senhor? – ele repetiu chateado. Ele já havia pedido para que ela o chamasse pelo nome no dia em que ficaram noivos. Mas ela raramente fazia isso.

— Desculpe, Edward. É apenas estranho. – ele disse envergonhada pelo deslise.

— É estranho como? – ele perguntou curioso.

— É estranho estar casada. – ela respondeu sem pensar. Mas se arrependeu na mesma hora, ao notar que o marido parou com o carinho que fazia em seu ombro. Ela não podia velo já que estava de costas para ele, mas sentia que ele havia ficado chateado.

— Você não queria isso, não é? O fez porque não queria chatear seu pai. – ele afirmou.

O coração do Cullen doía. Ele fantasiava que Bella também nutria sentimentos por ele, mas, no fundo, ela só aceitou seu pedido por que sua família queria assim. Sua prima Jéssica estava certa, ela havia desmaiado naquele dia porque não queria se casar, ela assustou-se com o pedido. O que ele estava pensando afinal? Ela era apenas uma menina de dezessete anos, recém-apresentada à sociedade, ele mal se conheciam.

— Por favor, não se chateie. – Bella pediu virando na banheira para olhar no rosto do marido, por um momento sua vergonha esquecida. Ela só conseguia pensar que havia magoado a pessoa que melhor a tratou em toda vida.

— Você está aqui obrigada, Bella. Eu só pensei que gostasse de mim. – ele tinha os olhos cheios de lágrimas, não condizia com o homem que ele era. Mas ele realmente a amava, e queria ser amado também.

— Não! Não diga isso! Eu gosto de você! – ela disse desesperadamente, surpreendendo a si própria. Sim ela gostava dele. Não compreendia esse sentimento, não poderia definir o que era esse gostar, mas sabia que o marido mexia com ela de uma forma inexplicável.

— Gosta? – Edward, perguntou surpreso também. Ela acenou positivamente com a cabeça, as bochechas coradas como sempre. – Não se arrepende de ter aceitado o meu pedido?

— Eu não me arrependo. – ela negou. Respirando fundo tomou coragem para, pela primeira vez, se abrir para o marido. – Sabe, eu não esperava me casar, lembro de você de quando era criança, você o filho mais velho do patrão e eu a filha da governanta, irmã de leite da Alice. Só isso. Eu tenho apenas dezessete anos, fui apresentada a sociedade recentemente, mas, mesmo assim, nunca fui munto longe desta propriedade, ainda ontem nem me considerava muito como uma adulta, gosto de correr pelos campos, brincar com meus irmãozinhos e não entendo nada de casamentos. Eu não sei o que fazer, e tenho dificuldade para definir o que é certo e o que é errado na vida adulta. Mas então você chegou e ficava olhando pra mim. – ele o olhou bem nos olhos. – Do jeito que está olhando agora, e isso me deixava desconcertada. E depois do pedido eu não soube o que fazer. Eu confesso que não queria magoar meus pais, mas me conheço bem o bastante para saber que não me casaria com um praticamente estranho só para o contentamento deles, alguma coisa em seu olhar, Edward, – ele sorriu quando ela o chamou pelo nome. – me fez dizer sim.

Edward estava em êxtase pelo que acabara de ouvir, ela gostava dele, e ele sabia que em pouco tempo a faria amá-lo. Ele seria o melhor marido do mundo para ela. E depois disso, não pode fazer outra coisa senão beijá-la.

Bella foi surpreendida pelo beijo ardente, seu corpo parecia que tinha controle próprio e quando percebeu, já estava em cima dele, montada em seu colo, suas mãos em seus molhados cabelos cor de cobre. Ela não conseguia pensar em nada, ainda mais depois que sentiu o marido encaixar-se nela, daquela forma estranha que ele havia feito na noite anterior. Dessa vez não houve dor, apenas uma leve ardência, que passou quase despercebida em meio a tamanho prazer.

Edward tentou com todas as forças se conter, não queria tomá-la ali, sabia que a esposa poderia estar dolorida pela última noite, na qual ele tirou sua pureza. Mas o desejo foi mais forte, assim como todo amor que sentia por ela. A necessidade de tê-la era maior. Então ele não resistiu.

Com seus braços fortes ele a fazia subir e descer pelo seu membro necessitado, enquanto se perdia em meio aos longos cabelos mogno, deixando beijos na pele de seu pescoço.

Bella apenas sentia, permanecia quieta, de olhos fechados e deixava-se ser guiada pelo marido. As sensações eram maravilhosas, e ela parecia estar cada vez mais próxima do paraíso recém-descoberto. Ela involuntariamente jogou a cabeça para trás ao começar a sentir as sensações que conheceu na noite anterior.

Aproveitando-se da abertura, Edward migrou do pescoço para os seios da esposa, chupando um deles de forma ávida.

Bella ofegou. E, sem conseguir conter-se, se entregou ao orgasmo alucinante que a alcançou. Fazendo o marido vir ao mesmo tempo dentro dela, enterrando a cabeça em seus seios e entrando fundo em sua carne.

Ambos estavam ofegantes. Extasiados pelo momento, Bella ainda confusa pela rapidez com que o ato se desenrolou abriu os olhos lentamente encontrando o olhar que bagunçava não só sua cabeça, mas bagunçava todo o seu corpo.

Notas finais
Então, gostaram do capítulo? Juro que não ia ter essa pegação no final, era só conversa, mas eu não resisti, a cena pediu. ;) A Bella começou a se abrir para o Edward, será que acabaram os receios e as vergonhas? Fácil assim? O que ela vai pensar sobre esse ato? No próximo capítulo esse dia continua. Olha pessoas, eu andei fazendo umas pesquisas para essa fic, e tenho que dizer que o negócio naquela época era pior de que eu imaginava, qualquer dúvida que vocês tiverem, se ficar alguma lacuna, é só perguntar, ok? Espero ansiosa os comentários, e se acharem que mereço, mais recomendações! Favoritem e indiquem pras amiguinhas... Bejinhos, até breve! 23/05/17 PS¹. Deem uma olhada o meu perfil pra verem minhas outras fics, principalmente OR, que está em reta final, seria bem legal vcs (quem ainda não acompanha) acompanhando ela também... PS². Quem acompanha minha fic Eu Odeia a Lagoa Azul, deve ter percebido que ela tá meio paradinha. Isso é por conta do final de OR, que é uma fic mais trabalhosa que requer um pouco mais de dedicação nessa reta final. Mas assim que der volto a atualizar EOaLA. E vou terminá-la também já que é uma short, que tá se encaminhando pro fim. Bye!