Notas iniciais
Oi, gente linda! Cá estou com mais um capítulo de DI. Tenho certeza que vão gostar desse... Obrigada pelos comentários no último capítulo. ✧ Boa leitura! ✧

O casal ainda estava ofegante, Edward tinha a cabeça descansando no vão dos seios de sua esposa enquanto acariciava a lateral do corpo mulher, que estava de olhos fechados tentando se recuperar do orgasmo recente, o que era difícil considerando que o marido ainda estava dentro dela.
Definitivamente era cada dia melhor para eles, para Bella principalmente já que tudo aquilo era novo e ela não estava mais assustada como no início.

— Eu te amo. – Edward sussurrou, esticando-se para beijar os lábios de Bella, que sorriu.

Isabella amava ouvir aquilo e sentia-se ansiosa para dizer, ela era apaixonada por Edward, isso não tinha dúvida, mas sentia que ainda faltava algo para amor, ela não entendia, era apenas intuição.

— Acho melhor nos vestirmos, pode entrar alguém aqui. – Edward comentou, levantando-se. Isabella segurou um gemido quando sentiu o marido abandonar seu corpo, mas logo em seguida se pôs de pé, alarmada.
O que eles haviam acabado de fazer?! Aquilo era uma biblioteca, a porta não estava fechada na chave e as janelas estavam abertas, mesmo sendo no segundo andar, era estranho. Ela correu rapidamente para perto da estante, onde seu vestido estava caído ao chão, junto de sua roupa íntima, inclinando-se para pegar as vestes no chão.

— Por favor, não fique nessa posição, Bella. – Edward pediu, aproximando-se por trás, suas mãos alisaram os quadris da moça que levantou rapidamente assustando-se. Edward riu.

— Desculpe. – ela sussurrou, vestindo as caçolas.

— Não se desculpe, querida. Só que te ver assim tira-me o juízo. – ele beijou seu rosto. — Agora vou ficar com essa imagem na cabeça até a noite, quando com certeza a verei novamente. – e dizendo isto se afastou vestindo suas próprias roupas.

O casal continuou na biblioteca por mais algum tempo, Edward mostrou alguns livros para ela, uns de poesia, alguns sobre filosofia, mas ela se encantou mesmo foi com os romances de cavalaria. Estava encantada com o herói valente que enfrenteva desafios por sua amava, as histórias eram lindas, porém ela sentia que faltava um quê de realidade, eram fantasiosas demais, os personagens eram perfeitos, o amor era sempre isntantâneo e havia muitos enredos fantasiosos. Ela ficou imginando como seria se os autores escrevessem histórias como a dela e de Edward, daquele tipo de recionamento, verdadeiro, que tinha dúvidas e defeitos, e contassem o que acontecia depois do felizes para sempre, depois que o cavalheiro desposava a dama.

— Você gostou mesmo desse. – Edward comentou, alisando os cabelos da esposa, que encontrava-se com um livro em mãos a seu lado.

— É com certeza melhor que os sermões para moças. Aqui tem um herói, ele tem que levar uma donzela para se casar com seu rei, mas então eles tomam um vinho enfeitiçado e se apaixonam. – a moça contou.

— Meu pai lia essa história para mim quando eu era adolescente, na época achava romantica demais, mas gostava da parte do dragão. – ele comentou, fazendo a esposa sorrir.

— Bella! Bella! – Alice entrou na biblioteca correndo. — Achei você!

— Onde é o incêndio, Alice? – Edward perguntou.

— O casal Uley está nos visitando para o jantar, sua irmã disse que tem uma novidade. – ela disse animada.

— Uma novidade? – Bella perguntou, deixando o livro de lado.

— Sim, uma novidade! – Alice exclamou e saiu da biblioteca novamente.

Edward riu, novidade era uma das palavras preferidas de sua irmã.

— Vamos, querida. – Edward chamou por Bella.

— Vou guardar o livro. – a morena virou-se para as estantes.

— Leve-o com você, pode ler no quarto mais tarde. – Edward sugeriu, porém não tinha a intenção de deixá-la ler quando se deitassem, tinha planos melhores.

O casal foi até a sala de jantar, onde a família estava toda reúnida, inclusive a irmã de Bella e seu cunhado, que ultimamente jantavam todas as noites ali.

— Então, querida. Qual é a novidade? – Reneé perguntou a Leah, que tinha uma expressão cansada, porém feliz.

— Eu andei passando mal esses últimos dias, como a senhora reparou. – ela começou. — O Sr. Uley ficou preocupado e chamou o Dr. Snow, ele disse que estou esperando uma criança.

A comoção a mesa foi grande, todos sorriram contentes e parabenizaram o casal, fazendo do novo membro da família Uley o assunto do jantar.

— Eu estou muito alíviado que Leah finalmente ficou grávida. Mas de seis meses de casamento e nada, já estava pensando que havia algo de errado com ela. – o Sr. Uley comentou.

— Claro que não haveria nada de errado com ela, Sr. Uley, às vezes demora um pouco, isso é normal. – Renée se manifestou.

— Que bom que é assim, Leah é uma boa esposa, cuida muito bem da nossa casa e é um bom exemplo para a comunidade, seria uma pena se fosse seca. – o Sr. Uley continuou. Leah sentiu-se mal por aquilo.

— Ela ainda continuaria sendo uma boa mulher se não tivesse filhos, Sr. Uley. – Edward não resistiu ao comentário.

— Como pode dizer isso, Sr. Cullen, pra que serve uma mulher que não dá herdeiros ao seu marido? – Samuel perguntou como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— A vida de uma mulher não se resume ao que ela pode dar ou não ao seu marido, Sr. Uley. – Edward respondeu inabalável.

— Para que serve uma mulher então, Sr. Cullen? – o homem retrucou.

— E o problema está justamente no servir, uma mulher não precisa servir para nada, meu caro cunhado. Existem para fazer o mundo mais encantador e merecem respeito, carinho e amor, afinal o que seria de nós sem elas? – o jovem terminou levantando sua taça de vinho antes de levá-la aos lábios.

Os ocupantes da mesa observavam atentos a conversa. Carlisle sentia-se orgulhoso de seu sobrinho, sabia que ele havia tido uma excelente criação, mesmo que seu cunhado tenha se virado sozinho por um tempo, quando sua esposa morreu, e depois que Anthony partiu precocemente ele tomou para si a responsabilidade de tornar Edward o homem de caráter que é hoje. Pelo visto ele tinha conseguido.

— Concordo com você, sobrinho. Mulheres são seres encantadores. – Carlisle confirmou, pegando mão de Esme ao seu lado e deixando um beijo ali.

— Não estou dizendo que discordo disso, senhores. – o Uley disse desconfortável. — Nossas senhoras e filhas são, de certo, encantadoras, foram feitas a partir de nossa costela pelo Senhor Deus, para que não ficássemos desamparados nesse mundo, mas o Senhor disse "Crescei e multiplicai-vos", logo há lógica para o que digo. Não há infortúnio maior para o homem que a falta de descendência, pois deste modo estaria desobedecendo ao Senhor. – ele concluiu seu discurso.

— Bem, penso que há infortúnios maiores, mas isso é a minha opinião.

— Acredite, meu caro Cullen, sou um homem dedicado às coisas divinas e tenho algumas primaveras a mais, possuo alguma autoridade no meu dizer. – Samuel disse tentando sair de forma superior.

— Ah, isso com certeza. – Edward disse sorrindo, foi um sorriso irônico, mas outro não entendeu isso.

O Cullen não viu dificuldade alguma naquela discussão, como advogado e filósofo tinha certeza que conseguiria com sua retórica abrir os olhos de qualquer um naquela mesa, menos do cunhado da esposa. Samuel Uley era uma mente pequena, não sabia se por tendência inata, até porque ele não acreditava muito nessa teoria; ou por alienação da sociedade em geral, a opção mais provável.
Mas as pessoas podiam escolher, entre continuar no escuro e enxergar as luzes, bastava permitir-se ouvir, pensar criticamente e entender, para em seguida concordar ou discordar, tendo argumentos lógicos e ideológios, afinal, Edward estava naquela linha que acreditava que nada era livre de ideologia. Mas o Uley só tinha os argumentos ideológicos, porque os lógicos não cabiam em sua mente limitada.
Edward decidiu por fim não tentar retrucar, Samuel não entenderia, porque não queria entender. Tinha pena de sua cunhada por ter um marido bem fechado mentalmente, provavelmente não seria um bom pai também, mas ele não poderia julgar. O importante é que ele se esforçaria para ser o melhor marido para sua mulher, e quem sabe futuramente um bom pai.

— Você acha que é menino ou uma menina? – Alice perguntou, já inaginando os bordados que faria para o enxoval.

— Eu não sei, espero que um garoto. – Leah deu de ombros.

— Espero ter a sorte do meu sogro e ter mais filhos homens. – o futuro pai disse. Charlie deu um discreto sorriso.

— Não é algo que importa realmente, amo minhas princesas da mesma forma que amo meu garoto. – Carlisle comentou.

— Porque você ainda não pagou nenhum dote. – Samuel comentou, fazendo risadinhas surgirem à mesa.

Charlie havia pago um bom dote por Leah e também pagou um por Bella, mesmo que o Cullen tivesse recusado inicialmente, o Sr. Swan considerou uma desfeita e o obrigou a aceitar, Edward estava planejando uma gratificação no natal, para devolver o dinheiro de forma oculta.

O jantar seguiu com assuntos variados, mas sempre voltando em algum momento ao novo membro da família. Em seguida reuniram-se na sala para jogos e conversas, o que fez Bella recordar-se do dia em que Edward a pediu em casamento, ela olhou pro marido e ele sorriu para ela, com certeza lembrando do mesmo momento, um tanto perturbador considerando que a moça desmaiou, mas logo depois ele ouviu a tão sonhada resposta positiva.

— Não tem graça jogar com você, Edward. – Carlisle comentou, depois de perder mais uma vez.

— Eu que deveria reclamar por não ter adversários a altura. – Edward respondeu divertido. — Querida, uma partida antes de nos recolhermos? – ele chamou.

— Claro. – Bella largou seu livro, e se juntou ao marido no jogo de cartas.

Ela havia ganhado, não porque o marido havia deixado, muito pelo contrário, Edward deu o máximo de si, pois sabia que Bella era capaz, e como prova disso, ganhou duas das três partidas que jogaram.

Edward já estava no quarto quando Bella chegou com o chá, ela encheu a xícara e deixou a bandeja em cima da mesa que havia no quarto. Estava ansiosa, o assunto do jantar a fez ficar pensativa, e ela havia tomado coragem para esclarecer suas dúvidas sobre o assunto com seu marido.

— Posso te contar um segredo? – Edward perguntou. Ele já estava sentado confortavelmente na cama apenas com a roupa de baixo.

— Claro. – Bella acomodou-se próxima ao marido.

— Eu não gosto de tomar chá antes de dormir. – ele sussurrou como se fosse realmente um segredo.

— Eu não entendo... – a garota o olhou confusa.

— Na primeira vez eu pedi porque tava com insônia realmente, mas quando você trouxe eu vi ali uma oportunidade. – ele comentou com um sorriso.

— De roubar-me um beijo todas as noites. – Bella disse sorrindo também.

— Minhas noites se tornaram bem melhores desde então, mas nada supara as de agora. – ele inclinou-se acariciando o rosto da esposa.

Bella corou. Edward juntou seus lábios num beijo lento e delicioso.

— Se quiser ler o seu livro, prometo não atrapalhar. – disse quando se afastou. — Mas presumo que tenhamos coisas muito mais interessantes para fazer...

Bella parecia um pimentão de tão vermelha, mas o brilho em seus olhos mostrava que ela queria tanto quanto ele. Porém ela ainda tinha dúvidas.

— Queria que me respondesse algumas questões. – ela começou tímida.

Edward animou-se por tê-la se abrindo, no bom sentido, para ele.

— Você pode perguntar qualquer coisa, meu lírio.

— É sobre a conversa do jantar. – ela começou.

— Pergunte-me.

— É que a Leah está esperando um bebê, e por vezes vi minha mãe ou outras damas grávidas também. Porém ninguém nunca me explicou como isso acontece. Já ouvi algo relacionado a um passáro, mais o que isso tem a ver com uma criança estar na barriga de uma mulher? Aliás como ela faz para entrar lá? Por que só mulheres casadas podem ter filhos? Agora que nos casamos vou ter um filho também? Ele já está na minha barriga? Como entrou? Você vai querer ter um filho também? – Bella soltou tudo de uma vez.

Edward ficou surpreso com a enxurrada de perguntas e com o tema também, sua mulher era mais inocente do que poderia imaginar. Ele tentou, realmente tentou não rir, mas a situação foi no mínimo inusitada.

— São muitas dúvidas realmente. – ele comentou.

— Pareço boba, não é? Por isso ri. – Bella fez um bico.

— Não, querida. É que foram muitas perguntas... – ele explicou.

— Você irá respondê-las? – perguntou ansiosa. Sua curiosidade tinha superado a vergonha.

— Claro. Bem, acho que sua mãe deveria ter te explicado isso, mas claro que ela não faria...

Bella o olhava ansiosa, odiava se sentir ignorante, tinha sede de conhecimento, que muitas das vezes lhe era negado.

— Bom, por onde eu começo?

— Que história é essa de passáro?

— É uma lenda, não há cegonha alguma. – Edward revirou os olhos.

— Como a criança vai parar na barriga da mãe? – ela perguntou.

— Sabe, toda noite quando nos deitamos, e eu toco em você? – Bella assentiu, já começando a corar. — Quando nossas intimidades estão unidas e nos sentimos bem, é tão gostoso que temos um orgasmo... – falar sobre isso era díficil para Edward, não pelo tabu, mas porque fazer era melhor que falar.

— Orgasmo? – Bella perguntou curiosa. Aquela conversa estava respondendo mais dúvidas que ela imaginava. Estava satisfeita por isso.

— Quando alcançamos as estrelas. – Edward respondeu sorrindo maliciosamente. Bella automaticamente entendeu do que se tratava com a analogia que o marido fez.

— E o que isso tem a ver com bebês?

— Quando um homem tem um orgasmo ele ejacula um tipo de líquido branco e viscoso, você deve ter percebido. – ela acenou positivamente. — São nossas sementes.

— Como uma planta?

— É uma analogia válida... As mulheres também têm uma semente dentro do ventre, essas sementes se encontram e geram uma criança, que crescerá na barriga da mulher até estar pronta para vir ao mundo. – ele concluiu.

— Então é por isso que só as mulheres casadas podem ter filhos? – Bella começara a ligar os fatos.

— Cientificamente qualquer mulher que se deitar com um homem, casada ou não, pode ter um filho.

— Mas como uma mulher pode se deitar com homens que não são seu marido? – Bella perguntou assustada.

— Isso é algo da sociedade em que vivemos, esses valores. Mas há mulheres que não escolheram ter um marido ou não tiveram a oprtunidade de ter um. Nesse caso algumas vivem só, para sempre, pelo menos as vistas da sociedade, e outras vivem em casas e se deitam com vários homens.

— Por que elas fazem isso? – a garota estava espantada.

— Por dinheiro.

— Elas se deitam com que tipo de homens? – Bella perguntou, tinha levantado outra questão.

— Homens solteiros, mas com homens casados também. – Edward disse desconfortável.

— Você já se deitou com alguma dessas mulheres? – Bella perguntou. Ela sentia uma coisa ruim ao pensar nisso.

— Sim. – Edward não ficava à vontade em falar disso com Bella, não seria legal para ele se fosse o contrário.

— Você vai continuar fazendo isso? – Bella perguntou temerosa, sentia pela primeira vez a potencia do ciúmes.

— Não, claro que não! – Edward respondeu rapidamente. — Isso foi antes de casarmos, antes de te conhecer. Depois que eu te vi nunca mais desejei outra pessoa, Isabella. – o Cullen disse firme.

— Você assim como o sr. Uley quer ter um filho, não é? Por isso fazemos todas as noites... – Bella concluiu, já aliviada pelo marido não querer fazer filhos em outras mulheres.

— Eu adoraria ter filhos com você, querida. – Edward pegou nas mãos dela. — Mas talvez ainda seja cedo para isso.

— Por que fazemos todos os dias então? E hoje mais cedo na biblioteca...

— Filhos são apenas uma consequência, o que a gente faz é "fazer amor".

— Fazer amor... – Bella testou o termo.

— Quando um casal se sente atraído demais, quando o sentimento é tão grande que não conseguimos segurar, precisamos externá-lo, tocar, sentir...

— Eu sinto isso. – ela sussurrou se identificado.

— Eu sei, Bella. Eu percebo como seu corpo responde ao meu. – Edward se aproximou, fazendo a garota cair deitada e ficando por cima. – Nós somos perfeitos juntos, meu amor.

— Eu gosto de sentir você... – Bella disse em tom de confissão, e com toda coragem do mundo tomou a iniciativa de beijar o marido.

Edward foi ao céu com o ato.

— Ah, Bella... – sussurrou em seus lábios.

— Posso te fazer mais uma pergunta? – a jovem aproveitou sua recém adquirida coragem.

— Quantas quiser...

— Por que eu tenho que ficar em silêncio quando estamos fazendo amor?

Notas finais
Gostaram? O que têm a dizer sobre os pensamentos do Sr. Uley? Vcs queriam conversa? Rolou conversa! ~comemora o/~ E esse final? Vem mais conversa por aí, ou quem sabe ele prefira mostrar na prática... Comentem, favoritem e recomendem!!! Beijinhos... 10/10/17