Notas iniciais
Oi, isso não é uma miragem, é capítulo mesmo. Quem viu no meu perfil sabe que tô com um terrível bloqueio que dura quase um ano, mas incrivelmente hoje depois de uma boa soneca da tarde fiquei inspirada para escrever um capítulo aqui. Espero que isso aconteça mais vezes! Espero que eu ainda saiba escrever...

Se perguntassem ao casal alguns meses antes o que era o amor, eles não saberiam muito bem o que responder, mas naquele momento de suas vidas Edward e Bella eram o exemplo mais puro daquele sentimento.

Os recém casados estavam vivendo os melhores dias de suas vidas. O mundo ao redor parecia insignificante, isso com menos de um mês de casamento.

Era verdade que o amor vir com o tempo não era lá uma das coisas mais fáceis de acontecer, mas com eles havia sido diferente. Edward se apaixonou por Bella a primeira vista, e depois de garantir que ela se tornasse sua esposa fez com que ela o amasse na mesma proporção, e isso não tinha pouco mais de um mês apenas. No fim das contas para o casal a ordem dos fatores não alterara o produto.

Adormecer e acordar com sorrisos satisfeitos no rosto era uma rotina do casal, no momento a cama era o lugar preferido no mundo de Edward, principalmente na melhor companhia, o inverno cada vez mais próximo só tornava o abraço do outro mais confortável, porém Bella não estava muito bem aquela manhã, não havia dormido muito bem, o que consequentemente fez com que o marido passasse a noite em clara tbm, preocupado com a esposa.

— Acho que deveria comer alguma coisa, talvez se sinta mais forte. – o homem comentou, mesmo que não entendesse do tipo de dor que a mulher sentia.

— Se eu comer eu vou vomitar, assim como ontem a noite após o jantar. – Bella resmungou, parecia pálida demais, o que deixava Edward muito preocupado.

— Acho que devo chamar meu tio, você não pode ficar sem se alimentar, amor.

— Eu estou acostumada, todo mês é a mesma coisa, fico pelo menos uns dois dias de cama sempre que minhas regras vêm. – Bella explicou.

— E isso é normal?

— Acho que sim, algumas mulheres são mais sensíveis, sinto essas dores fortes desde que virei mocinha.

— A algo que eu possa fazer pra ajudá-la? – Edward perguntou desesperado, odiava se sentir inútil quando alguém que amava não estava bem.

— Se puder me arrumar um pouco de água morna para uma compressa… – Bella resmungou manhosa.

— Vou providenciar isso. – Edward se retirou depositando um beijo delicado no rosto de Bella.

A rotina de fazer amor todos os dias havia sido interrompida pelas regras de Bella na manhã anterior. E junto com isso vieram as fortes cólicas que acompanhavam a jovem desde que passou a menstruar. Os homens geralmente mal olhavam para suas esposas nesse período, muitas das vezes ficavam irritados por não poderem ter sexo, porém Edward estava preocupado, as dores de Bella pareciam fortes demais, ele morou numa casa com quatro mulheres durante anos e nunca reparou que sentiam tantas dores assim. Ele estava realmente preocupado com Bella, depois conversaria com seu tio sobre o assunto, talvez houvesse algum remédio que pudesse ajudar a esposa.

Ele tinha acabado de arrumar uma pequena bacia de água quente quando Renée e Esme apareceram na cozinha.

— Posso ajudá-lo em alguma coisa, querido? – Renée perguntou vendo o genro se virar sozinho na cozinha.

— Está tudo bem, só vim pegar um pouco de água quente para Bella, ela está sentindo dor.

— Que tipo de dor? Devo chamar o seu tio? – Esme perguntou preocupada.

— Não é necessário. – Renée respondeu. — É a mesma coisa todo mês, são apenas cólicas, ela sente muitas desde novinha, vou preparar um chá para ela.

— Quer que eu leve isso pra ela, filho? Esme apontou para a água, mas o sobrinho negou.

— Não, eu levo. Vou ficar fazendo companhia a ela, precisa de um pouco de atenção.

— Talvez fosse mais adequado uma mulher cuidar dela, querido. – Renée falou.

— Eu realmente posso fazer isso, Bella é minha esposa e devo cuidar dela.

— Tudo bem, eu levarei um chá para dores em breve.

— Certo.

Edward voltou o mais rápido possível para seu quarto, não queria deixar Bella sozinha, ela parecia tão frágil.

— Ei, amor, voltei. – ele disse entrando nos aposentos.

Bella tinha os olhos fechados, estava entre acordada e dormindo.

— Obrigada por isso. Me arrume uma toalha, preciso colocar a compressa sobre o ventre.

— Claro.

Enquanto Edward providenciava a toalha, Renée apareceu com o chá da filha. Falou algumas poucas palavras com Bella e depois se retirou.

— Sente-se para tomar um pouco do chá, amor.

Bella o fez, se recostando na cabeceira da cama, e bebeu da xícara que o marido ofereceu fazendo careta, o gosto não era dos melhores, mas o chá que sua mãe fazia aliviava parcialmente as dores.

— Agora vamos pôr isso aqui.

Edward desamarrou cuidadosamente a frente da camisola de Bella a abaixando pelos ombros. Tentou ignorar os seios inchados expostos e focou na barriga da garota. Bella tornou a deitar, enquanto o marido pressionava a toalha quente sobre seu ventre.

— Você não precisa fazer isso. – Bella resmungou, apesar de não ser contra o cuidado que estava recebendo.

— Claro que preciso, eu prometi cuidar de você na saúde e da doença, lembra? – Edward sorriu para Isabella e acariciou seu rosto com a mão livre.

— Você existe de verdade? Se não fosse essa dor que estou sentindo diria que estou vivendo um sonho.

— Sim, eu existo e te amo muito.

— Eu também te amo muito, Sr. Cullen. – Bella deu um pequeno sorriso. Parecia que o carinho do marido estava sendo o melhor remédio pra sua dor.

— Eu ainda não me acostumei a ouvir isso, parece mágico demais. – Edward comentou.

— É a verdade sobre o que eu sinto, amor. É impossível não amar você.

— Eu sou o homem mais feliz do mundo.

— E está me fazendo a mulher mais feliz também. Acho que quase não estou sentindo mais dor. – Bella sorriu.

— O chá e a compressa devem ter feito efeito.

— Não você fez efeito, Edward Cullen. Você faz bem a tudo o que toca.

— Bom saber disso. – ele disse com um sorriso malicioso. Bella imediatamente percebeu isso.

— Você não tem jeito, não é? – a mulher estreitou os olhos. Agora já não sentia quase nenhuma dor.

— Você é quem me deixa assim, louco por você. Mas não se preocupe quando isso acabar, vou matar as saudades com juros. – ele disse inclinando-se para que seus lábios se encontrassem.

O beijo que começou calmo, mas como sempre logo se transformou em algo mais voraz. Edward se afastou para evitar a tentação, mas Bella não pareceu contente com isso.

— Não quer me beijar? – ela perguntou, estava cada dia mais solta sobre as questões de contato físico com o marido.

— Eu quero fazer tantas outras coisas, mas você está impossibilitada e com dores e eu vou respeitar isso.

— Eu não me importo se fizer carinho em mim, Edward.

Edward estreitou os olhos, o que ela queria dizer? Bella estava corada, mas a verdade é que agora que não sentia mais dor, ansiava pelo toque do marido. Ela não entendia muito bem, mas tudo tinha esquentado de repente, havia uma necessidade avassaladora.

O Cullen se aproximou acariciando o rosto da esposa, mas Bella agora parecia impaciente e Edward percebeu isso. Beijou Bella delicadamente, boca, nariz, bochechas, pescoço…

— Por favor, Edward, beije os meus seios! – ela implorou para a surpresa do homem.

Edward se afastou e olhou para a esposa entre espantado e divertido, mas apenas por um segundo, logo obedeceu a ordem impaciente da mulher.

Bella finalmente pôde ter o que ansiava, a boca de Edward estava finalmente onde ela queria. Ele beijava e chupava seus seios delicadamente, sabendo que aquela região ficava mais sensível nesse período.

Bella tinha simplesmente esquecido que havia sentido dores instantes atrás, tudo o que ela sentia era Edward e sua língua quente.

Suas mãos agarraram-se aos cabelos ruivos como se para mantê-lo ali.

— Edward… – ela gemeu baixinho antes de deixar-se vir. Tão rápido… tão fácil… Os carinhos do marido tinham um poder absurdo sobre o seu corpo.

Edward levantou a cabeça sorrindo satisfeito, amava dar prazer a mulher agora corada e ofegante a sua frente.

— Satisfeita? – perguntou divertido.

— Sim. – Bella disse sem fôlego.

— Eu simplesmente amo quando se abre comigo dessa maneira, Bella.

Bella não pode evitar corar, agora que a ficha havia caído sentiu-se envergonhada, ela havia pedido a ele, nunca havia feito antes. Mas Edward pareceu gostar disso, talvez ela pudesse trabalhar para ser mais ousada…

— Você está necessitado. – Bella observou apontando o volume sob a calça do marido.

— Não se preocupe comigo, você é quem precisa de muito carinho hoje.

— Eu posso tocá-lo. – Bella sugeriu surpreendendo o marido pela segunda vez naquela manhã.

— Você quer realmente isso ou a acha que tem algum tipo de obrigação de me retribuir?

— Eu realmente quero isso, Edward. Eu gosto de tocar em você.

— Ah, Bella…

Edward não se fez de rogado, logo suas calças estavam fora do jogo e ele estava disponível para as tímidas mãos cada vez mais experientes da esposa. Aquilo era o paraíso para ele. Porém ele queria mais dessa vez, e pedir não custava nada.

— Bella?

— Não está bom? – ela levantou seus olhos para ele, como malícia e inocência podiam dividir o mesmo olhar, o homem se perguntava.

— Está maravilhoso, mas eu queria te pedir uma coisa, só não se sinta obrigada, tudo bem? Se você não sentir vontade pode me falar.

— O que é?

— Eu gostaria muito de sentir sua boca em mim, Bella. Venho sonhando com isso por várias noites. – Edward confessou.

— Quer que eu chupe você como faz comigo? – Bella perguntou.

— Sim, mas vou entender se não quiser, amor.

— Eu não sei como fazer, se você me disser como…

Edward sorriu.

— Só siga seu instintos e tome cuidado com os dentes, sei que vai se sair bem.

Bella respirou fundo e tentou não pensar no que estava prestes a fazer, era verdade que ela queria, mas estava insegura.

Inclinou-se tomando o membro do marido nas mãos, ainda se sentia envergonhada de encará-lo diretamente. Aos poucos o colocou na boca, e tomando cuidado para não machucá-lo com os dentes o apreciou com se fosse um doce.

Edward estava nas nuvens com aquilo, mais um de seus sonhos perversos realizados, vê-la ali, tão linda, agora não tão inocente, tomando-o para si era demais para ele.

Ela ainda não dominava muito bem a técnica, mas parecia ter fome por ele e isso era esplêndido para o homem. Ele não durou muito, apenas uns poucos minutos depois afastou a doce boca de seu comprimento e derramou-se sobre o lençol.

— Você é perfeita, Sra. Cullen. – ele disse com um sorriso lânguido.

— Eu fiz certo? – Bella perguntou curiosa. A maneira como Edward a tratava a fazia querer retribuir tudo da melhor forma possível.

— Sim, você sempre faz, amor. Eu te amo.

— Eu também amo você, querido.

— E eu sou muito grato por isso. Agora que tal se fôssemos um pouco lá fora? Presumo que você esteja um pouco melhor.

— Sim, acho que um pouco de ar para recuperar o fôlego cairia bem.

***

Depois de algumas horas livres das dores, Bella sentiu que elas voltariam a incomodar. Edward não estava por perto, fora mais cedo cavalgar com o tio, e ainda não tinha voltado.

A jovem Sra. Cullen foi até a biblioteca depois de ter preparado outra xícara de chá para dor.


Nas últimas semanas ela havia lido bastante dos livros presentes ali, ainda estava explorando o local, havia muita informação para ser descoberta no local. E foi revirando umas das estantes mais baixas que achou uma cartilha, parecia antiga, e não tão bonita como outros livros presentes ali, na capa não tinha nada escrito, apenas na primeira página do volume. Lia-se Manual da vida conjugal.

Notas finais
O que acharam desse capítulo? Juro que não ia ter pegação, ia ser só um capítulo fofo do Edward cuidando da Bella, mas esses dois não têm jeito ficaram de saliência contra a minha vontade kkkkkkkkk No próximo capítulo teremos o conteúdo da cartilha... Não vou prometer nada, nem aqui e nem para as outras fics, liguei o foda-se e vou escrevendo onde eu conseguir, porque percebi que tentar planejar não dá certo pra mim. Espero sinceramente que o bloqueio passe em definitivo em breve. Qualquer informação só olhar no meu perfil ou mandar MP. Nos vemos por aí. Beijinhos! 05/08/18
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.