Desejos Ilícitos - HIATUS
4 Atrevimento
Notas iniciais
A sra. Swan estava radiante, assim como a Sra. Hale; Leah também estava feliz pela irmã por conseguir um casamento, mas, no fundo, sentia um pouco de inveja por Bella ter arranjado um partido melhor que o dela; na cabeça de Rosálie só havia uma pergunta: eles pelo menos se gostavam? Para ela casamento tinha que ser com amor, por isso ainda era solteira aos 21; Alice estava confusa, por um lado feliz, pois teria Bella como irmã definitivamente, por outro era estranho imaginar a amiga e o irmão juntos, não sabia o que pensar; Jéssica estava em choque, sua expressão sem nenhuma emoção, mas por dentro era puro ódio, desde muito nova teve certeza de que quando o primo resolvesse casar, ela seria a escolhida, não que ele tivesse dado alguma brecha para esse pensamento, mas a jovem não podia enxergar alguém melhor para o Cullen do que ela mesma.
Mas se tinha alguém ainda mais surpresa do que a jovem Hale era Bella. Ela não sabia o que pensar. Ela iria casar-se com o patrão? Aquele homem que a desconcertava? Ela não esperava por isso, não se imaginava casada, tendo que administrar propriedades, ter filhos e ter que servir a um marido. Até uns dias atrás ainda brincava de bonecas, ainda corria pelos campos com seus irmãozinhos. E o mais assustador não era o fato de se casar em si, e sim o noivo. Ela nem sequer conseguia se sentir confortável perto dele, ele era um homem muito poderoso, e todos os seus olhares para ela a deixavam sem graça. Céus! E agora? Como seria sua vida? Tantas indagações não fizeram bem para a mente da moça, e a surpresa abalou seu coração, poucos segundos depois da notícia Isabella sentiu suas forças sumindo e foi de encontro ao chão.
O Sr. Cullen não permitiu que a moça caísse, seus olhos que estavam presos nela tentando decifrar sua reação perceberm imediatamente que algo estava errado, o ajudando a ampará-la em seus braços antes que atingisse o chão.
— Deus! – exclamou a senhora Swan. Vendo a filha desfalecida nos braços do rapaz.
— Coloque-a no sofá, querido. – disse Esme abrindo caminho entre as pessoas na sala. Todos se atumultuaram em cima dela.
— Por favor não fiquem muito em cima, ela precisa respirar. – falou o Dr. Hale. – Alguém pegue um pouco de água.
— Desmaiou de emoção, coitada! Deve ter ficado muito contente. – exclamou Rosálie já imaginando mil e uma teorias românticas.
— Não, ela desmaiou porque não quer se casar. – Jéssica não deixou de expor sua teoria da conspiração. E foi imediatamente repreendida pela mãe. Mas o que ela disse não passou despercebido pelo Cullen, que cogitou a hipótese da moça recusá-lo, apesar de seu pai ter dado o casamento como certo, ele jamais a obrigaria. Apenas sabia que ela seria sua de qualquer jeito, se não o quisesse agora ele a cortejaria até conquistá-la. Estava apaixonado, o que podia fazer?
— Não fale besteiras Srta. Jéssica! – a Sra. Swan reclamou. – É claro que Isabella desmaiou de felicidade, como poderia recusar um casamento desses?!
— Bem, ela poderá nos dizer, está despertando. – comentou Alice. Olhando para o sofá em que a moça estava deitada, apoiada no seu irmão.
— Srta. Swan você está bem? – perguntou o Cullen preocupado quando a moça abriu os olhos. Ao perceber que estava com a cabeça no colo do patrão, ou melhor do noivo, Bella sentou-se imediatamente, mas o movimento a deixou tonta. Era tudo tão assustador.
— O que... o que aconteceu? – perguntou confusa.
— Você desmaiou quando soube que iria se casar. – respondeu-lhe a irmã mais velha. Bella arfou. Então era mesmo verdade? Não era um sonho?
— Casar...? – testou a palavra.
— Viram? Ela não quer! Ai! – reforçou Jéssica antes de receber um beliscão de sua mãe.
— Algum problema querida? – perguntou-lhe o pai sério.
— Er... eu... eu não esperava por isso. – a moça falou baixando o olhar, não podia ir contra a vontade do pai, se ele queria que ela casasse, assim ela o faria, mesmo parecendo assustador.
— Viram? Ela só está surpresa. Mas está muito feliz com a notícia, não é Bella? – perguntou Renné.
— Sim. – a menina limitou-se a responder. Porém o Cullen percebeu que não havia firmeza no 'sim' da moça. Bem, pelo menos ela concordou, seria sua esposa, e isso o deixava contente. Logo faria ela se apaixonar por ele, e seriam felizes.
— Fico muito contente em saber que é favorável ao meu pedido, senhorita. – disse pegando a mão pálida da menina nas suas. Bella estava sem luvas e estremeceu com o contato.
— Tome senhorita. Vai te fazer bem. – Dr. Hale ofereceu-lhe um copo de água que ela prontamente aceitou. Estava tão nervosa, ainda aproveitou para se livrar do contato com o seu futuro marido.
— Já que a Bella está bem, precisamos comemorar! – Sr. Swan disse animado. – Renné vá buscar bebidas para todos!
Enquanto todos, com exceção de Jéssica comemoravam a boa nova, Isabella estava sentada desconfortavelmente ao lado do Sr. Cullen. Eles não falavam nada, mas ela sentia que ele a observava como sempre. Sua família fazia planos, pelo que pode perceber o casamento aconteceria no fim do mês. Ela tinha pouco mais de duas semanas para se acostumar com a nova realidade.
Um par de horas mais tarde, estava na hora de se recolher. Mas como sempre antes de ir deitar, sua mãe mandou-lhe levar o chá de seu patrão, agora noivo.
Bella caminhava a passos lentos até o quarto principal da mansão, nunca tinha sido tão complicado manter a bandeja firme em sua mão. Bateu timidamente na porta. E ouviu o 'entre' do dono do quarto. Como sempre ele já estava na cama, lia um livro encostado a cabeceira. Bella baixou os olhos e caminhou olhando para os pés, deixou a bandeja no móvel ao lado da cama como de costume, e já ia se retirando, mas sentiu uma mão segurar seu braço.
— Por que tanta pressa, senhorita? – perguntou-lhe o homem em tom divertido.
— Tenho que ir me deitar, e... e não fica bem eu ficar muito tempo sozinha com o senhor. – respondeu a moça nervosa. Seu coração estava acelerado, mal cabia no peito.
— Não se incomode com isso, logo estaremos casados e dormirá aqui comigo. – respondeu o Cullen. Bella gelou ao pensar na hipótese, a noite toda trancada no quarto com ele, por todas as noites de sua vida... – Eu gostaria de conversar com você. Nós mal nos conhecemos, preciso saber mais sobre minha futura esposa, além do fato dela ser a mulher mais Bella de todo o Reino Unido.
— Minha mãe está me esperando na cozinha, acredito que teremos tempo para conversarmos depois do casamento, senhor. – ela respondeu timidamente. Ele bufou e soltou o seu braço, a moça deu um passo para trás.
— Por favor não me chame de senhor, me sinto um estranho, somos noivos, para você doce Isabella, sou apenas Edward, certo? – ele não conseguiu conter o tom magoado, isso ia ser bem difícil, ela não dava brecha para ele se aproximar.
— Como quiser, senh... Edward. – ele sorriu ao ouvir a menina o chamando pelo nome. – Agora, se me der licença, preciso me retirar. – a ficha de que aquele homem seria seu marido em alguns dias ainda não tinha caído. Havia tantas mulheres que se matariam por esse casamento, ela simplesmente não conseguia entender porque ele tinha escolhido logo ela.
— Durma com os anjos, doce Isabella. – sua despedida fez a moça parar na porta, pronta para sair, mas, antes que parasse para pensar no que estava fazendo, as palavras saíram de sua boca.
— Por que quer casar-se comigo? – perguntou virando-se para Edward. Edward sorriu para a pergunta, ele sabia exatamente o que o fez escolhê-la.
— Porque a amo. – Bella não estava preparada para ouvir aquilo. Já ouvira muito se falar de amor, ele sempre estava presente nos livros, mas sempre pareceu algo tão irreal, parecia que o sentimento entre um homem e uma mulher só existia nos contos de fadas, nunca tinha visto nada daquilo em sua realidade.
— Ama? – perguntou mais para si mesma, mas as palavras saíram altas. Ela viu o Cullen levantar-se de seu leito, estava em vestes de dormir, o que a deixou desconfortável, podia ver boa parte de seu peito com pelos ralos e ruivos e isso a deixou estranha. Ele lentamente se aproximou dela.
— Desde que cheguei e te vi correndo no campo com seus irmãos. Eu fiquei fascinado com sua beleza e inocência, mas nesses últimos dias eu fui adicionando mais qualidades aos meus motivos para amá-la. És carinhosa com todos, meiga, gentil, inteligente, humilde, paciente, poderia ficar a noite toda listando seus encantos. – ele levantou a mão e acariciou o rosto de Bella, ela nunca sentiu seu coração bater tão rápido, parecia que entraria em colapso. – Eu amo suas bochechas coradas, e seu cheiro é o melhor, nesses meus 25 anos de vida nunca senti algo semelhante. – ele aproximou seu nariz dos cabelos da garota que permanecia imóvel. Bella estava assustada, mas, ao mesmo tempo, enfeitiçada, sentia coisas estranhas com aquela proximidade, será que também o amava? Como saberia disso? Não fazia ideia.
Sentiu-se atraída pelo olhar de Edward e arrepiou-se quando olhou dentro das esmeraldas que eram seus olhos. Ele estava perto demais.
— Edward... – Bella balbuciou o nome dele sem ter o que dizer. Edward se sentiu estremecer com isso. Ele precisava fazer aquilo.
— Peço perdão antecipado pelo meu atrevimento, minha bela noiva, mas não conseguirei dormir em paz se não o fizer. – e lentamente, ainda segurando o rosto da amada, colou seus lábios, suavemente, sentindo que até ali, aquele, era o momento mais sublime de sua vida.
Bella sentiu os lábios do noivo nos seus, não sabia que ele poderia beijá-la assim, na verdade, achava que aquilo era intimo demais, talvez fosse isso que os casais fizessem em sua intimidade, e sabia que era errado, pois ainda não estavam casados, mas não conseguiu resistir, era a melhor sensação que sentira na vida.
O beijo não durou muito, por mais que quisesse muito mais que aquilo, Edward sabia que teria que ter paciência, em breve ela seria sua completamente, e poderia ter todos os seus beijos e tudo mais. Ele estava radiante por ela não ter se afastado, era um bom sinal.
Isabella tocou os próprios lábios, tentando entender o que tinha acontecido, sentia que Edward esperava que ela dissesse algo, mas não tinha palavras para aquilo.
— Sou o homem mais feliz do mundo. – o Cullen falou ainda acariciando seu rosto. – Não vejo a hora de me tornar seu marido, serás a esposa mais realizada, prometo.
— Preciso ir. – ela disse como se voltasse a si. Bella, em um rompante, virou as costas e saiu do quarto. Deixando um Edward sorridente para trás. Mas ao se distanciar ainda mais, abriu também um sorriso.
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