Notas iniciais
Oi, tudo bom! Obrigada pelos 3 comentários no prólogo!!! Aqui está o primeiro capítulo, espero que gostem!

O ano era 1790, os belos campos da Inglaterra começavam a amarelar com a chegada do outono, o frio costumeiro já obrigava os senhores a usarem trajes mais grossos e compridos, e animava as damas a prepararem seu guarda-roupa para estação mais fria. Naqueles campos haviam inúmeras propriedades rurais pertencentes as mais afortunadas famílias do Reino Unido, em geral eram usadas no período de calor. Começavam a receber seus donos e hóspedes no início da Primavera e a esvaziar-se no início do outono, era o que acontecia no momento.

As casas estavam sendo entregues aos cuidados dos caseiros, enquanto os donos iam passar a temporada de frio na bela Londres. Essa era a época do ano preferida da srta. Isabella Swan, a jovem donzela, que apesar de ter sido apresentada a sociedade no início do verão, ao completar 17 anos, ainda se sentia muito tímida em lugares cheios e agitados, não tinha a afobação das moças de sua idade pra arranjar um marido, apesar de ter uma boa idade pra se casar. Era uma moça adorável, a terceira filha dos seis que o casal Swan tinha.

Seu pai era caseiro de uma das grandes mansões da região, e sua família morava numa casa confortável na propriedade, generosidade do falecido Senhor Cullen, que sempre foi um patrão honrado e bondoso com a família e os demais empregados, ele havia partido há alguns anos e depois disso a propriedade passou para o seu único filho homem, que há muito não aparecia na região.

A sra. Swan, mãe de Isabella, era governanta da casa e uma senhora muito estimada na sociedade em que viviam. Apesar de ser uma família humilde, a família Swan era uma família respeitável. Casados há mais de vinte anos o casal Swan tinha nos seus filhos os seus tesouros. O mais velho e orgulho do pai era Emmett Swan, que desde muito jovem entrou para o exercício militar, e aos 21 já adquirira a patente de capitão, a segunda filha era a Sra. Leah Uley, que completara 19 anos no último mês, essa recém casou-se com o Sr. Samuel Uley que era o clérigo da paróquia local, o seu casamento foi considerado um bom feito pela família e pela vizinhança, já que a dava um certo prestígio, sendo o sr. Uley um homem dedicado as coisas divinas, e regia sua paróquia com pulso firme desde que lhe foi dado o vicariato ao completar 21 anos, isso há dez anos.

A terceira filha era, sem nenhuma dúvida, a mais bela. Isabella apesar de parecer frágil por sua composição tão delicada, era considerada a mais formosa das damas da região, e todos ficaram eufóricos após sua apresentação a sociedade três meses atrás. Todos acreditavam que em breve choveriam pedidos de casamento à moça. Os três filhos mais novos ainda eram crianças Seth, Benjamin e Theodor, tinham, respectivamente, 10, 7 e 5 anos. A srta. Swan era uma filha dedicada, e tinha pra si a obrigação de cuidar dos irmãos, já que a mãe se ocupava cuidando da mansão durante o dia, que era uma construção gloriosa, a maior daquela região, era até mesmo aberta a visitação durante um período do ano.

Bella adorava correr com os irmãos menores pelos campos amarelados do outono, apesar de na região não fazer muito calor em nenhuma época do ano, naquela em especial, ela podia correr sem perder o folego e ficar suada, e ainda sentir o ventinho gelado no rosto.

E assim estavam, os quatro mais novos Swan correndo pelos campos em meio a risadas e travessuras, quando avistaram já bem próximas da propriedade duas carruagens, aparentemente cheias, e com muita bagagem, quem quer que fosse pretendia ficar, pensou a jovem. Quando as carruagens se aproximaram mais, Isabella reconheceu prontamente o brasão da família Cullen ao lado de ambas, e rapidamente chamou os pequenos e correu em direção a mansão para avisar a mãe da chegada dos patrões, que pelo que ela sabia era inesperada já que não ficou sabendo de nenhuma correspondência avisando a chegada da família Cullen.

Da carruagem o sr. Cullen observava encantado a jovem moça correndo pelo campo, tentando conseguir chegar a mansão antes da carruagem, ele não lembrava de tê-la visto por ali, mas levando em consideração que há quase seis anos não punha os pés naquelas terras, nas quais cresceu, sabia que muita coisa havia mudado desde que foi estudar na capital aos 18 anos. E ainda após a morte do pai, ele não pretendia voltar para lá, sempre preferiu a vida movimentada na cidade grande. E só não vendeu a propriedade porque sua pequena irmã adorava o lugar e sempre vinha com sua dama de companhia no verão. Pensar na sua irmã o fez tirar a atenção da bela moça que corria pelos campos e a essa altura já havia chegado nas escadas da mansão, onde entrou seguida por três meninos.

O jovem sr. Cullen olhou entristecido para a pequena srta. Mary Alice Cullen, que estava sentada a sua frente na carruagem, ao lado da srta. Hale. Nunca esperou que a irmã pudesse pensar em cometer tal ato, sempre tivera de tudo, e fora educada para ser a mais prendada dama da sociedade londrina. Após sua mãe morrer no parto da mesma, só sobrando homens na casa, foi criada e amamentada pela Sra. Swan, a governanta da família, que tinha uma filha de semelhante idade. Até que após a morte de seu pai há quatro anos, ele a levou para a casa dos tios em Londres, onde morava. E agora foi obrigado a voltar com ela para o campo, por motivos nada honrosos. Sua irmã, iludida por um homem interesseiro, planejara uma fuga para se casar as escondidas com o mesmo. Ele se considerava um homem de muita sorte, pois sua tia descobrira os planos da sobrinha antes e o avisou, impedindo que uma tragédia se abatesse sobre a família, além de estragar a vida da inocente irmã, a qual ele tanto estimava. Alice não compreendeu seus motivos, ficou contra o irmão, que a afastou do dito rapaz e ainda lhe deu um suborno, muito bem aceito pelo golpista, para que nunca mais procurasse a menina. Mas temendo as grandes possibilidades de que o rapaz desonesto não cumprisse com sua palavra, preferiu afastar a irmã da cidade, e nada melhor que os ares do campo para que a srta. Alice se esquecesse do ocorrido, e largasse de birra para com ele. E como não sabia quanto tempo ficaria por ali, ficou decidido que toda a família iria, isso incluía ele e a irmã, seu tio Dr. Carlisle Hale, marido da irmã de sua mãe, a Sra. Esme Hale, com as filhas Srtas. Jéssica e Rosálie Hale, além das crianças do casal a menina Bree e o pequeno John.

O Sr. Cullen foi tirado de seus pensamentos assim que a carruagem parou em frente a mansão, e o cocheiro abriu a porta para que ele, sua irmã e suas primas descessem. A primeira a descer foi a Srta. Cullen, e assim que desceu correu para os braços da Sra. Swan a quem chamava de mãe, demonstrando muita saudade já que não viera para o campo no último verão. Ao sair da carruagem ele viu que a família Swan os aguardava na entrada da casa, a Sra. Swan a quem não via há bastante tempo, mas que não mudara muita coisa. Ao seu lado estava o Sr. Swan com seu sorriso amigável de sempre parcialmente escondido pelo bigode espesso. Na frente do casal três meninos em escadinha, ele se lembrava dos dois maiores que já eram nascidos quando ele partiu, lembrava-se também que a Sra. Swan estava grávida de pouco tempo quando partiu, além dos comentários que a irmã fazia a respeito dos anjinhos ou pestinhas como ela os descrevia dependendo da ocasião. Ao lado direito da mãe estava a menina que corria pelo campo junto as crianças, olhando bem percebeu se tratar da Srta. Swan, a irmã de leite de Alice, se não estivesse enganado ela era quase um ano mais velha que a Cullen. O sr. Cullen a encarou por um tempo sem conseguir disfarçar tamanha admiração com a beleza da moça, que agora cumprimentava Alice. Ele se lembrava dela como uma criança de 10 anos, a idade que ela tinha quando partiu, e tinha consciência de que a irmã falava dela o tempo todo, pois a tinha como irmã, e em todas essas ocasiões ele imaginava a Isabella criança, mas de certo que se nem a própria Alice era mesma, a moça também não haveria de ser.

— Sr. Cullen, que prazer imenso em revê-lo. — o saudou a Sra. Swan.

— O prazer é todo meu, senhora. Realmente muitos anos se passaram sem que eu viesse ao campo, mas se me lembrasse que havia tanta beleza neles com certeza não demoraria tanto a voltar. — respondeu sem conter seus olhares na direção da jovem Swan, que corou sob o olhar do patrão.

— Pela quantidade de bagagens vejo que veio passar uma longa temporada. Seja Bem-vindo de volta! – pronunciou-se o Sr. Swan.

— Sim. De certo. Viemos toda a família para passar tempo indeterminado, já não estava mais me satisfazendo com a cidade, nada como a velha calmaria do campo. — respondeu-lhe o sr. Cullen.

— Isso é uma notícia muito boa! Mas agora terminemos os cumprimentos dentro da casa, creio eu que os senhores devam estar cansados da longa viagem. — dito isso todos entraram e após terminarem os cumprimentos, cada um seguiu para um canto da casa a fim de descansar ou pôr as novidades em dia.

O Sr. Cullen, ao se acomodar em seus aposentos, teve a certeza que não ficaria sozinho naquela cama por muito tempo.

Notas finais
O Edward teve que se mudar pro campo e já ficou todo encantado pela Bella. Gostaram do primeiro capítulo? Deixem-me saber nos comentários... E favoritem, amores! Nos vemos no sábado! Beijinhos!