P.O.V. Castiel.

Elena estava bebendo um copo d'água quando de repente ela o larga fazendo-o se espatifar e molhar a sua calça e sapatos, mas ela nem percebeu. Seus olhos perdidos movendo-se de um lado para o outro enquanto olhavam para o nada.

—Ruby, ela está vindo. Vai te enganar Sam, vai mexer com a sua cabeça e tentará despertar seu lado demoníaco te fazendo beber do sangue deles.

—Primeiro uma loira, ela vai salvar você, mas não se engane ela só está te usando. Vai usar sua humanidade contra você, escute seu irmão e não transe com ela, depois uma morena que terá morte cerebral e ela possuirá o corpo para te fazer crer que ela é diferente.

Lentamente Elena volta a si. Os olhos param de se mover e ela começa a perguntar.

—Onde estou?

—No hotel com a gente.

—O que aconteceu?

—Nada. Bom você teve uma visão eu acho.

—A diaba.

—Ruby você disse.

—Isso. Pegue a faca dela Sam e mate-a.

—O que?

—Depois que ela salvar você você deve pegar a faca que ela empunha e enfiar no coração dela ou cortar-lhe a garganta.

—Tá e depois?

—Guarde a faca bobão. Uma arma a mais pro nosso arsenal.

—Gostei.

—Foi forjada pelo povo curdo feita única e exclusivamente pra matar demônios, mas existem dois que são imunes seus nomes são Abbadon e Alaster.

—Então como matamos esses dois?

—Castiel dá conta certo?

—Certo.

—Agora vamos tirar uma folga e sair desse lugar nojento.

—Pra onde vamos?

—Pra um hotel descente.

—E quem vai pagar?

—Meu namorado Stefan.

—Pensei que ele fosse seu ex.

—Ele é, só que ele não sabe disso.

—Então está traindo ele?

—Mais ou menos.

—Somos mais parecidas do que eu pensava.

—Não somos não.

—Somos e você sabe.

—Vou ligar pra ele e terminar. Devolver tudo.

—Vai?

—Vou.

—Então vamos ter que ficar nessa espelunca?

—Não. Sempre tenho um plano B.

—E qual é o seu plano B?

—Segredo.

Ela pegou o telefone e terminou com o namorado dizendo que devolveria os cartões de crédito pelo correio.

Pediu desculpas por ter magoado ele e por ter feito o que fez.

—Eu sei o que está pensando agora. Que eu sou igual a ela e talvez tenha razão.

—Você não é igual a Katherine! Se fosse nunca teria ligado e terminado comigo, não sentiria remorso nem culpa.

—Obrigado e eu sinto muito. Juro que vou dar um jeito de pagar por tudo.

—Não precisa. Você foi honesta e isso serve como pagamento pra mim.

—Desculpe.

—Eu perdoo você.

—Obrigado.

—Adeus Elena.

—Adeus não, até logo.

—Até logo.

—Até logo.

Depois de desligar o telefone e secar as lágrimas ela nos levou para um hotel de luxo.

—Uau! Isso é demais.

—Eu sei.

—Como vai pagar por isso?

—Não vou, os Mikelson vão.

—Os originais mortos?

—Isso. Tudo o que eles tinham eu vendi, bom quase tudo.

—Como quase tudo?

—Não consegui vender o castelo. Era tão bonito e do jeito que eu sempre quis.

—E como ficou com ele?

—Dei o meu jeito, claro que a Caroline ajudou bastante hipnotizando o cara.

—Dividimos o dinheiro ela e eu.

—E eu?

—Katherine, você não merece nada. Quem matou eles fui eu, quem descobriu sobre a ponte e fez as estacas fui eu.

—Ela tem razão.

—Então porque dividiu com a barbie?

—Ela o amava Katherine e teve que matá-lo e servir de isca.

—Ah, o amor. Tudo culpa do amor.

—Claro. O amor é algo divino, mágico.

—Que bonitinho.

—Você mesma disse:

—O mundo é um lugar tão cruel, se deixarmos de acreditar no amor porque viver?

—Eu era humana e burra naquela época.

—Você ainda tem a sua humanidade. Klaus e os originais morreram Katherine.

—E?

—Você está livre. Todos estamos.

—Talvez tenha razão.

—Claro que tenho.