P.O.V. Dean.

Estávamos almoçando num restaurante qualquer quando acontece uma explosão e aquilo com certeza não era uma explosão comum.

Era uma luz branca muito forte.

—O que diabos foi isso?

—Não foram diabos, foram anjos.

Dito isso Elena levantou-se e saiu correndo.

—Elena!

Quando percebemos ela já estava lá no meio da enorme cratera.

—Oi Castiel, eu sou Elena.

—Como sabe quem eu sou?

—Isso importa?

—Não. Sabe onde encontro os irmãos Winchester?

—Vem comigo.

Ela e o cara vieram em nossa direção e eu catei a arma.

—Dean, abaixa a arma. Ele não vai machucar a gente.

—Como pode saber?

—Eu sei. Quer se apresentar?

—Eu sou Castiel.

—O que você é?

—Ele é um anjo Dean.

—Anjos não existem. E se existem não estão nem ai pra nós.

—Ele veio nos ajudar seu abestado!

—Sempre nos viramos.

—Mas desta vez é diferente. Lúcifer quer sair da gaiola.

—Você é uma profetiza do senhor?

—Eu que vou saber? Você devia ter as respostas.

—E o que vai fazer pra nos ajudar?

—Tudo o que eu puder.

—Olha, você é a espada de Miguel Dean. Existem selos que são como trancas nas portas.

—Uau! Você é informada ein?

—O primeiro selo é rompido quando um homem for pro inferno e matar inocentes, depois tem o levante das testemunhas e a primeira de Lúcifer, Lilith é o último selo.

—O que faremos agora?

—Você Dean Winchester está terminantemente proibido de vender a sua alma. Eu já resolvi o problema do Sam.

—Que problema?

—Um demônio vai te matar. Mas se estiver usando o anel você volta.

—Beleza.

—Quando os outros começarem a descer temos que tomar cuidado com o Uriel e salvar a Ana.

—Quem é essa Ana?

—Um anjo do alto escalão que foi expulsa do céu. Agora ela está num sanatório e vamos buscar ela.

—Tipo agora?

—Não amanhã, claro que é agora!

P.O.V. Castiel.

Essa mortal Elena com certeza deve ser uma profetiza do senhor.

Assim que chegamos ao tal sanatório ela desceu do carro e mandou:

—Fiquem aqui, principalmente você Castiel ou vai assustá-la.

Ela passou direto pela recepção sem nem olhar na cara da secretária e foi direto para o quarto 103.

—Moça, a senhora não pode entrar ai!

Elena ignorou a ordem da mulher e passou pela porta.

—Oi Ana, eu sou Elena.

—O que você quer?

—Salvar você. Temos que sair daqui.

—Eles estão vindo não é?

—Sim. Pegue suas coisas rápido.

No momento em que elas saíram do quarto haviam muitos seguranças em volta.

—Deixem a gente passar e ninguém se machuca.

Os seguranças tentaram dominá-las mas o chão estremeceu e eu soube que ela era uma profetiza do senhor.

—Bora mulher!

—Eu sabia!

—O que?

—Que você era uma profetiza.

—Tanto faz temos que chegar lá antes deles.

—Onde?

—No carvalho.

Mais uns dez minutos e encontramos o tal carvalho. Ela olhou dentro dum buraco e esbravejou.

—Filhos da puta! Eu mato aquele maldito!

—E como pretende fazer isso mortal?

—Ah, vejam quem decidiu dar o ar de sua graça.

Elena abriu o porta malas do carro e tirou a espada angelical arcanja de dentro dele.

—Com isso. Otário.

—Onde conseguiu essa espada?

—Não interessa, agora entreguem o que roubaram!

—Nós seguimos ordens.

—Eu tô pouco me fodendo pra isso. Passem a graça dela!

Eles obedeceram. Entretanto quando Uriel tentou ataca-la tudo o que ela disse foi:

—Corto-lhe a cabeça!

E a cabeça dele rolou.

—Tem mais alguém?

Os arcanjos mais poderosos do mundo fugiram como baratas.

—Aqui minha filha. Pode engolir e voltar a ser um anjo ou só carregar no seu pescoço.

—Um anjo?

—Sim. Um arcanjo do alto escalão.

—Prefiro ser humana.

—Aqui.

Ela pendurou no pescoço de Ana e fomos embora.

P.O.V. Elena.

Me recusei a ser transformada, a beber sangue de vampiro antes do sacrifício.

Essa foi a minha decisão e Stefan a respeitou. Elijah nos trouxe um elixir que me faria ressuscitar sendo humana, mas ele avisou que havia a possibilidade de não dar certo. Foi ai que Damon forçou seu sangue pela minha garganta a baixo e inutilizou o elixir.

Felizmente meu pai deu sua vida pela minha.

Jamais perdoarei Damon pelo que me fez, pelo que fez a meu pai. Se ele tivesse respeitado minha decisão talvez meu pai estivesse vivo hoje.

Acho que sou uma pessoa amaldiçoada, afinal todos que chegam perto de mim acabam mortos.

Senti que Ana precisava desabafar e como eu também precisava nós conversamos bastante e eu pelo menos me senti muito melhor. Acho que nos tornaremos grandes amigas.