Notas iniciais
Espero que gostem, é minha primeira fic deste gênero. Críticas, sugestões... É só comentar! Estou aberto a ideias, críticas e afins. Agora, vamos a leitura.

CAPÍTULO 1 – O COMEÇO

Minha história é uma coisa complicada, para simplificá-la, irei dividi-la em três partes: começo, meio e fim.

Minha história começou há nove anos, quando eu tinha apenas doze anos de idade.

Eu morava em um vilarejo, com pessoas simples, éramos camponeses, meu pai era um ferreiro, minha mãe, costureira. Vivíamos em paz, apenas eu, meus pais e meu irmãozinho Arthur de sete anos de idade. Éramos felizes, sim, isso mesmo, éramos.

Lembro-me como se fosse ontem, afinal, sempre revivo isso em meus piores sonos. Eu e meu irmão estávamos voltando de uma vila vizinha, pois nossos pais haviam pedido que nós fôssemos pegar água em um poço que havia lá.

Arthur: Irmão, quando a gente chegar, você me ensina a nadar?

Eu: Nadar? Para qual motivo você quer aprender a nadar?

Arthur: É que quando eu crescer, eu quero ser tão habilidoso quanto você!

Eu: Quanto a mim? — sorri feliz por meu irmão me admirar – Posso te dar um conselho?

Arthur: Claro irmão! — ele parecia feliz – Que conselho?

Eu: Não queira ser igual a mim – falei em tom sério – Eu quero que você seja sempre você mesmo, não tente ser como as outras pessoas.

Arthur: Ah... — ele disse em tom desapontado – Mais você é tão legal, sabe fazer um montão de coisas, e eu...

Eu: E você é a criança mais legal que eu conheço, mais divertida e engraçada. — eu sorri para ele – E se você me prometer que vai ser você mesmo, eu te ensino a nadar.

Arthur: Jura? — lembro-me de ver os olhos do meu irmãozinho brilhar – Legal! Eu prometo!

Estávamos bem próximos ao vilarejo quando senti um cheiro forte de fumaça, de carne sendo queimada, e também ouvia muitos gritos de desespero e angústia.

Arthur: Irmão, o que é isso? — Arthur estava assustado.

Eu: Não sei... — respondi atento – Mas boa coisa não é...

Arthur: Irmão, essa fumaça preta está vindo da nossa casa?

Lembro com pesar na alma de ter chegado ao vilarejo e constatar que tudo havia sido destruído, ninguém vivo, naquele dia, todos haviam sido assassinados. Meu irmão chorava desesperadamente, estava abraçado a minha perna, pois era mais baixo do que eu. Eu não chorei, eu estava em estado de choque, não queria deixar que Arthur me visse chorar, deveria mostrar pra ele que eu era forte, e chorar poderia piorar a situação.

Arthur: Todos... — ele estava assustado demais — Todos... Ninguém. Nem mamãe, nem papai...

Eu: Art... — eu olhei triste para meu irmão.

Arthur: Eu quero sair daqui irmão! — ele estava desesperado – Eu estou com medo...

Eu: Calma, eu ainda tenho que ver uma coisa.

Mal sabia eu que esta foi minha pior decisão, a decisão que levou meu irmãozinho a morte.

Fomos até nossa casa que jazia queimada pelo fogo ardente, meu irmão, com medo, não quis entrar e resolveu esperar do lado de fora.

Entrei, pude comprovar que nossos pais tiveram o mesmo destino que o resto dos habitantes do vilarejo. Ajoelhei-me ali mesmo e comecei a chorar, eu dei graças por meu irmão ter ido esperar do lado de fora, a cena seria forte demais para o pobrezinho... Era forte até pra mim que tinha apenas doze anos. Depois de tanto chorar, me dirigi ao quarto de meus pais, que estava todo queimado e procurei por um piso falso que ali havia, ao encontrá-lo, retirei de lá uma caixa que era grande e estreita.

Arthur: Que caixa é essa?

Eu: O que você está fazendo aqui? Era pra você me esperar lá fora!

Ao me virar, pude comprovar que meu irmãozinho estava com os olhos inchados e vermelhos, resultado de todo o choro.

Arthur: Eram os nossos pais... — ele soluçava – Lá na sala... Eram nossos pais...

Eu: Art, calma, não fica assim...

Arthur: Como não ficar assim, Edward? — ele gritou comigo voltando a chorar – Perdemos todo mundo, não temos mais nada e ninguém!

Meu irmãozinho, apesar dos seus sete anos de idade, era inteligente e maduro o suficiente para entender as coisas. Mas a atitude que ele tomou a seguir foi uma das piores que ele podia ter tomado.

Eu: Art volte aqui!

Ele estava se afastando, andando de volta para o lado de fora dos destroços da casa, ele chorava muito, eu fui atrás dele, mas...

Eu: Art!

Meu corpo paralisou, meus olhos se dilataram, o desespero tomou conta de mim ao ver meu irmãozinho caído no chão, com uma flecha atravessada em seu corpo.

Eu: Art! — gritei correndo em direção ao meu irmãozinho caído no chão – Não Art, não faz isso comigo!

Arthur: Irmão... — ele dizia com esforço, seu corpo se debatia em agonia sobre meus braços – Me perdoa...

Eu: Faço o que você quiser maninho, mais fica aqui comigo!

Arthur: Agora... Eu vou ficar com a mamãe e com o papai né?

Meu irmão estava em meus braços, estava com o corpo completamente ensanguentado, seus olhos estavam quase se fechando, mas ele mantinha, com muito esforço, um sorriso no rosto.

Arthur: Irmão... — ele começava chorar – eu não sei nadar...

Eu: É por isso que você vai ficar vivo! — eu tentava sorrir, mas meu irmão estava morrendo em meus braços – Ainda tem um monte de coisas pra eu te ensinar a fazer...

Arthur: Não irmão... — ele começou a olhar para o céu – Acabou né?

Eu: Não, não acabou! Fica aqui comigo! Por favor!

Arthur não me respondia mais. Meu irmãozinho estava ali, morto em meus braços. O brilho de seus olhos havia sumido, seu sorriso havia sumido junto com o meu desejo de viver. O desespero tomou conta de mim. Haviam matado minha família, e depois mataram meu irmão na minha frente, ele morreu em meus braços. Eu só assisti e nada pude fazer para salvar meu irmãozinho. E isso, pra mim, era o fim de tudo, mas minha história estava só começando. Eu sentia algo preso na minha garganta. Um desejo profundo, obscuro. Algo que eu nunca havia sentido antes. Ódio. Desejo de... Vingança.

Notas finais
Reviews por favor? Mandem ideias, sugestões, no que eu preciso melhorar... Essas coisas! É só dar uma forcinha valeu?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.