Desejo Realizado
5 EU
CAPÍTULO IV – EU
“Há pessoas que choram por saber que as rosas tem espinhos.
Outras há que gargalham de alegria por saber que os espinhos tem rosas”.
Anônimo
- Demorou lá no templo ontem à noite, amigo! Novamente conversando com o oráculo? (Mú)
- Ah, não...não!
Aldebaran respondeu sem jeito.
- Acabei passando na casa de Peixes e conversei um pouco com Afrodite...
Martelei meu próprio dedo. Estávamos ajudando na reforma da Vila das Amazonas.
- Cáspite!...
- Algo errado, Carlo? (Shura)
Balancei o martelo tentando disfarçar minha distração. Quer dizer então que Afrodite...
- ...voltou ontem, eu bem que senti o cosmo dele passando pela minha Casa, mesmo! (Miro)
- E ele finalmente está mais tranquilo sabe...com essa situação toda! Os meses fora fizeram muito bem pra ele, posso dizer! Está mais alegre, inclusive!
E Aldebaram começou a fazer comentários do ocorrido e de como a, agora, Amazona de Peixes estava até mais bonita...e que ela ia na festa de Dohko naquela noite e todos estavam esperando ansiosamente pelo vestido que ela usaria e então o prego passou direto pela madeira...
- Ahhh!!!
- O que aconteceu?!
Corriam a acudir uma serva que passava por detrás de onde eu martelara e quase foi atingida pelo tal prego...
- Terminei por aqui, estou indo para o outro lado...capice?
Me olharam sair dali a passos largos e duros, como sempre fugindo do assunto. Toda vez que falavam do nome de Afrodite pareciam querer ver até onde ia minha paciência...o limite do meu sossego!
Ao invés de esquecer dele naqueles meses todos, não...passei a pensar mais no infelicce.
Ma que importava?
Eu nunca soube o que era o tal “amore”...as lembranças que tenho do pouco carinho que recebi são de mi família, que agora está distante e isolada em meus pensamentos.
E já que jamais amei ninguém nesta vida, qual era a estranheza de amar justamente um homem?
Fiquei escondendo por muito tempo que o que eu sentia era apenas amizade por ele. O pré-conceito gerado em nossas mentes simplesmente traía o sentimento de todos. Não digo só a mim, um verdadeiro carrasco sem coração...que aprendera a amar justamente um grande amigo. Mas a todos aqueles que conviviam neste mundo injusto e frio.
Aprendi com a vida e as mortes que provoquei e vi de perto, que o momento de falar, o momento de agir sempre é o agora. Não existe depois neste mundo. Tudo deve ser feito na hora.
E eu não pratiquei isso. Eu poderia ter morrido ou morrer aquele instante e jamais dizer. Jamais ir atrás daquilo que era meu.
Comecei a rir sozinho, enquanto tomava um gole dágua debaixo do sol do início da manhã. Um homem me fazia sentir e pensar tudo aquilo?
Ah, não...mas agora ele não era um homem. Era una regazza.
Una bella regazza.
E meu mundo virou de cabeça para baixo.
oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
O dia estava claro e ele esquecera de fechar as cortinas. Na França, acostumara-se a acordar mais cedo, então isso nem incomodou tanto quanto seria na época em que...em que...
Hoje é um daqueles dias em que eu gostaria de ser homem novamente...
Sorriu levemente, enquanto abria os olhos preguiçosos para a manhã que se iniciava. Os cabelos desgrenhados e o corpo levemente inchado devido à sua atual situação, não diminuíram o bom humor o qual ele se encontrava.
Logo estava de banho tomado, com uma leve jardineira e tomando o café preparado na noite anterior por Deba.
Lembrava-se daquilo com um carinho imenso, e estava a tramar o que fazer para agradecer tal gesto do Cavaleiro de Touro. Jamais imaginara que seria “salva” por ele...numa situação como aquela, a primeira coisa que pensara foi em ligar para uma das “meninas”.
Ah, as meninas! Estava com saudade das fofocas e das intrigas, das brincadeiras e de Nadia, dos jardins e das alfinetadas nos amigos...estava com saudades dele.
Afrodite não admitiria, mas sentia uma forte saudade de apenas partilhar momentos na companhia de Carlo. Aquele amor tão sutil e inocente, tão tranqüilo e natural. Se perguntava, após aqueles questionamentos de Aldebaram na noite anterior, para que precisava ter mudado?
Qual o motivo que levou alguém a fazer isso com ele? Porque? Se tudo já estava correndo tão bem, porque ele, Afrodite, teve de pedir aquilo?
Porque doía. Porque ele sempre quis ser amado por aquilo que ele era, e não por uma casca. E agora que sabia que Carlo sempre o amou do jeito que ele fora, não sabia o que fazer com aquele corpo que, na verdade, não era dele.
Foi pensando em tudo isso, e com intenção de se interiorizar ainda mais, que Afrodite juntou suas ferramentas de jardinagem e lembrou que fazia muitos meses que o templo de Virgem não era cuidado.
Não fez questão nenhuma de se esconder. Aquele dia claro, azul e pacífico o fez sentir falta de gente. De pessoas que amava e queria bem. Mas, qual não foi sua surpresa ao constatar que todas as casas, pelo menos até Virgem, estavam vazias?
Coisa misteriosa...
Achou aquilo deveras estranho, mas lembrando que haveria a festa de Dohko no fim do dia, acreditou que poderiam todos estar nos preparativos. Aliás...ele nem sabia onde ia ser, com quem ia ir ou...
- Como vou ir?...
Sua mente feminina – que sempre o fora, isso nunca mudou ou mudaria – começou a trabalhar com uma velocidade impressionante. Vasculhando na memória cada pedacinho de guarda-roupa, das malas ainda para desfazer, dos últimos modelitos comprados na França, em como faria uma escova sozinha naquele cabelo (não pediria ajuda pra Misty nem que o pagassem), qual sapato ficaria melhor com o vestido vermelho, mas o vermelho era muito longo... “então pode ser o verde, pois aí vou com aquele conjunto de jóias com esmeraldas que papai me deu no Natal do ano passado, mas aí não tenho uma lingerie decente para usar...ou tenho? Aquela que Anuska me deu talvez dê certo e o verde irá realçar meus olhos...mas, ah! O vermelho é tão estupendo!!”
E pensando todas essas coisas, nem se deu conta de que o jardim da Casa de Virgem já estava aberto quando chegou e, cuidando das plantas naquele momento, não percebeu a chegada de alguém estranho.
Estranhamente forte e robusto nos Jardins.
Certa vez, Afrodite conversando com as Amazonas perguntou como era vestir uma armadura quando se estava de “chico”. Ele achou que estaria abafando com a brincadeira, mas o que viu no rosto delas foi uma expressão séria e um tanto irritada.
Então elas explicaram, que quando uma mulher menstrua, o ciclo energético dentro dela muda completamente...e é como se elas tivessem que aprender a usar a cosmo energia novamente. Por isso elas sempre acharam deveras preconceituoso não existir uma amazona como dourada, pois as mulheres tinham muito mais força de vontade que os homens, sendo que o treinamento sempre foi em dose dupla.
Elas tinham que aprender duas vezes, para não ser pegas de surpresa num momento do mês que estivessem nesse estado físico diferenciado dos outros.
Afrodite ficou em silêncio naquele dia, mas (talvez num pensamento um pouco machista) acreditou que era justamente pelo fato delas terem esse período no mês que as “atrapalhava” e por isso elas não eram aptas a uma armadura de ouro. Ficou se perguntando o que aconteceria se uma guerra santa ocorresse justo na semana que todas ficavam nesse estado...e riu sozinho, pois conhecia as amigas quando estavam nesses dias...
“- Os inimigos iam sofrer muuuito!!!” – ele pensara, concluindo – dessa forma – que sempre fora indiferente, o ser humano em si é uma força tremenda que pode e deve cultivar a energia para se tornar maior.
O Cavaleiro de Peixes sempre quis perguntar isso à Athena ou ao Mestre do Santuário...existiram Amazonas de Ouro? Como elas lidavam com isso?...
E agora...agora ele descobriria talvez a resposta.
Infelizmente da pior maneira.
Ela não percebeu a chegada do rapaz, um aspirante a cavaleiro. E ela se perguntaria como foi arrastada daquela forma ao chão. Foi tudo tão rápido, que ela mal conseguia se mover em baixo dos músculos do homem que a agarrara.
Não era uma guerra. Não era um inimigo em especial. Ele não queria batalhar contra os cavaleiros, muito menos ter a cabeça de Athena...não era nada além de um homem com testosterona fervilhando.
Afrodite quis fazer algo. Clamar por suas rosas, clamar por algo...por alguém. Quis gritar enquanto sentia a terra molhando e sujando sua roupa nas costas e o cabelo sendo puxado pela mão viril de um ser repugnante e medonho.
- Mas que moça gostosinha aqui há essa hora...fique quietinha, florzinha, que não vai doer nada.
Ele era duas vezes seu tamanho e, enquanto uma de suas mãos tapava a boca de Afrodite, a outra subia sedenta pela saia da jardineira jeans. Os olhos da agora, mulher, se encheram de raiva. Lembrava-se das palavras das amazonas...era como se ele não tivesse cosmo-energia...Para ter o mesmo nível de um dourado teria que treinar anos.
Afrodite estava indefeso.
- Ora, mas não fique brava, belezinha...não é todo mundo que tem a oportunidade de ter isso aqui...
O infeliz disse enquanto roçava seu membro pelas pernas de Afrodite. Ela quis se desvencilhar, forçou o rapaz que, por um único instante, sentiu que ela não era uma mulher comum. Ela conseguiu que ele soltasse seus lábios, mas ele a segurou fortemente pelos braços usando seu cosmo:
- Seu nojento, me solte ou irá conhecer algo pior que o inferno.
Disse-lhe cuspindo em seu rosto. Mas Afrodite sabia que não teria forças para lutar contra o cavaleiro. E isso logo ficou claro com o tapa que levou no rosto, deixando um filete de sangue escorrer no canto de seus lábios.
Nunca fora tão humilhado.
- Fique quieta! O que você é? Uma aspirante também? Sua força não é comum pra ser uma simples serva...
A força que ele colocava para segurar os braços de Afrodite denotava que ele não estava mais brincando.
- Nunca comi uma aspirante a amazona...aquelas máscaras me tiram todo o tesão.
Afrodite sentiu seus olhos se enxerem de lágrimas. Não, aquilo não podia estar acontecendo!
“Alguém, faça alguma coisa!”
O rapaz sorriu ante a expressão de medo no rosto da moça, e de repente puxou a blusa que ela usava...rasgando a tudo e mostrando os seios fartos de Afrodite que quis gritar e não conseguiu.
Doía demais.
- Se gritar, garota, eu mato você...entendeu?
Como aquele rapaz chegara até ali? Pelo jeito ele já fizera isso com várias outras...o jardim estava aberto e Afrodite bem que estranhara a falta de ervas daninhas em meio às flores e arbustos...sim, agora entendia. Ele havia caído em uma armadilha.
Lágrimas de dor, terror e profunda humilhação desciam do rosto de Afrodite enquanto o homem mordia seu corpo com desejo. Ele falava palavras sujas e indecifráveis enquanto roçava ainda mais o peito fedendo a suor no branco corpo da mulher...
A mulher que saberia agora o horror de sê-la.
Cenas impensadas antes daquele momento passaram pela mente de Afrodite. Gostaria que seu corpo-mulher não fosse tratado daquela maneira por um qualquer. Gostaria na verdade, que aquele corpo fosse tocado e cuidado com o carinho que sabia poder receber de quem realmente...ama.
Ela não sabia mais o que fazer, enquanto tentava desvencilhar-se do animal acima dela...ouviu um farfalhar de folhas e uma voz suave.
Um mantra.
- Temna Koufuku.
Não era um golpe. Era uma afirmação. O rapaz não soube o que o atingiu. Simplesmente foi arremessado contra uma pilastra a quase 500m de distância e caiu desacordado, sendo ignorado pela presença do Cavaleiro protetor da Casa de Virgem.
Seus olhos eram de um pacífico azul que Afrodite jamais imaginou que iria conhecer. Envergonhado, tentava a todo custo se esconder atrás das poucas peças de roupa que sobraram.
E um fio de voz se fez presente, num desespero inominado de alguém que acabara de sofrer, talvez, o maior trauma de sua vida:
- Shaka!..eu...você sabia que suas magnólias estão floridas?...
E o Cavaleiro de Virgem lentamente retira a faixa laranja escuro que apenas adorna sua vestimenta, cobrindo o corpo machucado e frágil de Afrodite que, sem conseguir levantar por si só, aceita a ajuda silenciosa do – agora – Buda(1) que caminhava pelo jardim naquele instante.
Shaka envolve Afrodite com seu braço, com um sorriso singelo no rosto pela frase desesperada do amigo, não fazendo esforço algum para levá-lo ao caminho do templo.
Peixes, então...chora compulsivamente.
Sentia-se amparada...e infinitamente triste por não poder sequer proteger a si mesma mais. Não sabia o que estava acontecendo ao seu redor. E queria poder voltar ao que era antes. Queria tanto poder ser um homem novamente e matar todos aqueles seres repugnantes que...
- De nada adiantaria sua raiva. Você jamais teria essa experiência se não estivesse como está agora.
Como a voz dele mudara! Como seu semblante, o jeito como caminhava, a forma como olhava nos olhos...a invadia! E seu corpo trêmulo não escondia o medo e a ira de Afrodite.
- Você não sabe o que estou passando...você nunca soube.
- Será que não?...
Ele fez Afrodite sentar-se em uma poltrona no templo e observou-a por um instante, assegurando-se que ela não sofrera nenhum ferimento grave. Pelo menos não externamente.
- Muitas coisas aconteceram depois que eu fui embora, não, Afrodite?
Shaka disse enquanto ia até a cozinha preparar um chá calmante. Sua expressão era imutável.
- Mas não acredite que só vocês, no Santuário, mudaram.
E isso todos veriam. O Shaka de antes jamais iria deixar um homem como aquele que acabara de tentar violentar um companheiro, vivo.
- Cada um de nós tem uma vida diferente. Cada um de nós nasceu, cresceu, sofreu ou irá sofrer algo de muito importante antes de culminar no maior aprendizado que todos nós teremos: a morte.
Afrodite não entendia.
- Não entenda que isso seja algo ruim. Entenda isso como o começo de algo que será a felicidade eterna.
A mulher não conseguira compreender em que sentido o Cavaleiro de Virgem dizia isso. Se isso era uma forma dele tentar consola-lo, estava falhando terrivelmente.
- Afrodite, o que você ganhou com essa sua transformação não foi exatamente uma dádiva.
E entregando-lhe uma xícara fumegante e perfumada ele sentou-se próximo da mulher, observando-a e curando com seu cosmo os ferimentos externos.
Afrodite olhou-o com carinho e desespero. Essa sim foi uma frase que ele entendera. Tomou um gole do chá, que fez o corte em seu lábio arder, mas ao mesmo tempo trouxe um calor aconchegante em seu peito.
E então...desmoronou:
- Existe pior situação, Shaka? Existe pior sofrimento do que esse que passei agora? Que pessoa em sã consciência faz algo tão...horrendo?
A voz dele, apesar do tremor em suas mãos, era relativamente calma. O que deixou o reencarnado ainda mais apreensivo.
- Quando eu me descobri gostando de outros homens, sofri primeiro por dentro. Sofri por ser diferente dos outros. Uma aberração sem nexo com a sociedade o qual vivia. Mas eu nunca deixei que me humilhassem por isso. Sempre fui uma pessoa orgulhosa e sonhadora.
Ele sorveu mais um gole do chá, enquanto uma lágrima teimosa escorria pelo rosto abatido de Afrodite.
- Sonhei tanto que vim parar aqui. Meu orgulho aumentou tanto que fui capaz de coisas terríveis, e que hoje me arrependo. E o arrependimento já lavou minha alma. Mas então, o conheci, não?
Shaka sorriu. Todos sabiam. Todos. Menos o próprio Afrodite.
- Porque o amor tem que ser algo tão estranho? Porque tem que doer dessa maneira? Qual a razão de eu estar assim? Que provas eu preciso para dar a ele?!
Um choro desesperançado surgiu em soluços. Soltava seus sentimentos como uma criança, tremendo seu corpo inteiro, fazendo Shaka ter seus olhos também úmidos tamanho o sentimento emanado de Afrodite.
O cavaleiro de Virgem se levantou lentamente e tomou o rosto da moça em suas mãos. E respondeu a questão primordial, que havia feito Afrodite estar naquela situação:
- Nenhuma, meu amigo.
E Shaka beija Afrodite na testa, subitamente curando todos os ferimentos ainda remanescentes do pisciano.
- O amor não precisa de provas. Nunca precisou. O amor, para ser amor, tem de renunciar algumas coisas...e sacrificar outras umas, talvez...
E Afrodite continua a chorar, entendendo precisamente o que o amigo dizia. Entendendo que nunca seria necessária aquela mudança e que foi ele quem provocara todo o sofrimento que passava agora. A prova, na verdade, era ele quem pedira. Era ele quem queria.
Para ter certeza do que sentia e do que estava disposto a fazer. A discriminação que sofrera tanto em sua vida, fez com que Afrodite sentisse que era necessário algo mais que o interior, que o próprio sentimento, para conquistar aquele a quem tanto queria. E ainda assim encontrara somente mais sofrimento.
Aquela era a prova. Se o sofrimento não fazia jus a sexo, raça ou cor...que dirá o amor?
- Mas o amor nunca precisou provar nada a ninguém para dizer que é amor. Muito menos, Afrodite, fingir ser alguém que não se é...
E ele estava derrotado. Quem quer que seja a pessoa ou deus o qual realizou aquela mudança no corpo de Afrodite, acabara de conseguir realizar seu objetivo.
Shaka se agachou na frente da donzela tomando suas mãos:
- Não se sinta culpado.
Ele lia os pensamentos de Afrodite sem o saber.
- Se sinta presenteado. Lisonjeado. Felizardo.
E sorriu como jamais no Santuário alguém vira Shaka sorrir.
- Não é qualquer pessoa que tem a oportunidade de passar em uma única vida este tipo de experiência, este tipo de aprendizado. Fico feliz que tenha entendido a mensagem, Afrodite...e espero muito pelo momento em que você também entenderá o porque desse sentimento puro em seu coração.
Peixes não tinha ou não sabia o que dizer. Apenas fitou Shaka, mergulhando no azul cristalino de seus olhos e sentindo-se subitamente com sono.
- Vamos, eu o acompanho até sua casa. Você precisa descansar...se reestabelecer. Temos uma festa a noite, se não se esqueceu.
Afrodite deu um meio sorriso, ainda com as lembranças da violência em sua mente não conseguia pensar muito na festa. Mas não daria o gostinho a ninguém, teimoso como sempre, de não ir ao aniversário de Dohko.
Mas dormir, definitivamente faria bem a ele.
CONTINUA...
Notas finais
Agradeço a todos que estão acompanhando a história! o
Comentem!
Abraços,
Ephe-chan
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