Desejo Proibido
1 O que está ruim, pode piorar.
Notas iniciais
O último ano letivo de Hanna acaba de começar. É hora de conhecer novas pessoas, fazer novas amizades e renovar as velhas. Porém nem tudo são flores. Faz mais ou menos cinco meses que seus pais se separaram e, a moça ainda são superou essa perda. E por isso, Hanna não tem feito coisas das quais não deve-se orgulhar. Mas sua amiga Mona, tem sempre estado ao seu lado. Até mesmo nesses momentos.
Era um sábado de manhã quando Mona e Hanna foram fazer compras para começarem o ano letivo com roupas e acessórios novos. Quando Hanna coloca um de seus truques guardado na manga em ação.
-Hanna esses óculos ficaram lindos em você. — ela olha a etiqueta. — Mas olha o preso disso, é um roubo"
"Eu sei Mona querida, mais não é problema. — ela diz rindo, e Mona a encara
-Como assim? — pergunta sem entender a amiga
-Vai sair de graça pra mim. — diz Hanna colocando o óculos na bolsa
-Hanna!! — Mona a repreende
- O que foi algum problema? E não faça escandalo se não eles percebem. — a loira responde olhando pros lados
-Mais isso é errado. -Mona continua. — Isso é roubo. — ela diminui o tom de voz
-Eu sei, eu sei. — ela diz se virando pra sair da loja.
Elas saem da loja, como se nada tivesse acontecido, e vão para a casa de Hanna.
-Sabe que isso não deveria ter acontecido, né? — diz Mona com um tom de reprovação.
-Isso o quê?
- O roubo do óculos, Hanna. Isso é errado... e se eles derem falta? Você vai ...
- Ah! Não exagera. Foi só um óculos. E se eles derem, falta, é só eu negar.
- Não sei. Mesmo assim me parece arriscado.
- Para de ser tão cagona, pelo menos uma vez na sua vida. Relaxa. Vai dar tudo certo.
Nesse momento a campainha toca e a mãe de Hanna atende.
- Pois não?!
-Boa noite. Somos da Polícia e estamos procurando Hanna Marin. É aqui que ela mora?
Nesse momento, Hanna e Mona descem.
- Sim...
- Foi aquela menina ali mesmo. Podem revistá-la que vocês acharão. — diz o segurança que estava ao lado dos policiais.
- Mais o que está acontecendo? Porque vocês querem levar minha filha?
- Porque esse segurança disse que sua filha esteve hoje cedo no shopping e que logo depois que ela saiu, peceberam que estava faltando um óculos escuro.
- Hanna?! Isso é verdade? — disse a mãe de Hanna, um pouco nervosa e desconfiada
- Por favor, queira nos acompanhar- e logo, o policial algemou as mãos de Hanna.
O que acontece é que desde que seus pais se separaram, Hanna não tem pensado muito em quais consequências suas atitudes terão. E com isso, roubar, se tornou um hobbie bem divertido, já que a mocinha adora sentir adrenalina correndo em suas veias. Só que dessa vez, ela foi pega. E agora, se escontrava sentada na sala de espera da delegacia, esperando para ver qual seria a decisão do delegado.
- Mãe eu...
- Hanna vamos embora. — disse a mãe dela enfurecida.
- Eu fui liberada?
- Foi, mais o policial terá que acompanhar cada passo seu por pelo menos um mês.
- Droga! Olha mãe, eu quero ...
- Hanna... Será que poderíamos esquecer esse imprevisto? Vamos finjir que isso nunca aconteceu. Tudo bem?
- Tá bem.
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Segunda-feira então chegou. Primeiro dia de aula do terceiro ano de Hanna, e ela, não se encontrava tão animada como queria estar. Logo que terminou de se arrumar, desceu para tomar o café, onde encontrou um bilhete de sua mãe que dizia:
" Hanna querida:
se puder ficar na casa de Mona ao sair da escola. Reunião de negócios aqui em casa hoje. Beijos, te amo.
Sua mãe, Ashley"
E logo, Hanna saiu em direção a Escola de Rosewood. Foi um caminho longo e pensativo. Algo estranho estava acontecendo com sua mãe, e ela percebera isso. Nunca antes havia acontecido uma reunião de negócios em sua casa, porque de uma hora pra outra ela decide fazer lá e só comunica a Hanna por um bilhete? Seus pensamentos foram interrompidos por seu namorado que a pegou de surpresa por traz, dando- lhe um beijo na nuca.
- Bom dia meu amor- disse Max
- Oi, bom dia.- disse Hanna em um tom desanimado
- Nossa, eu venho todo feliz te receber e é assim que você me responde em troca?
- Desculpe, é que estou um pouco preocupada — Hanna olha para os lados procurando por Mona — Mona ainda não chegou?
- Não vi ela. E quem se importa com ela?
- Ei, não fale assim — Hanna se irritou — ela é minha amiga, e além de tudo, se estamos juntos, você deve a ela
- Lá vem você com esse papo denovo — disse Max com um pouco de raiva
- Ok. Olha, vou entrar — Hanna dá um selinho de despedida em Max — a gente se fala depois.
Foi quando ela o viu pela primeira vez. Moreno, corpulento, um contraste perfeito para ela. Mais havia uma coisa estranha. O cara tinha tudo para ser aquele playboy da escola que todas as meninas correm atrás, porém, naquele momento, todos o olhavam com desdén e com um ar de deboche.
- HANNAAAAAA!!!! — grita Mona do meio do corredor.
- Dava para ser mais discreta não? — disse Hanna rindo da atitude de sua amiga
- Desculpe. Viu o novo aluno?
- Vi sim.
- Ele é esquisito, está todo mundo chamando ele de " o esquisitão". E de fato, ele é mesmo — Mona ri em deboche
- Pare com isso Mona, não zoe ele.
- E porque não? Já tive meus dias de luta, agora que tenho meus dias de glória não posso revidar?
- Esquece isso Mona.
Bate o sinal para aula, e elas sobem. Para surpresa de Hanna, seu colega de classe era o então menino estranho que todos estavam zuando. E para mais surpresa ainda, um trabalho em dupla foi proposto e Hanna escolheu logo ele, "o esquisitão".
- Oi — Hanna diz tentando puxar assunto — Me chamo Hanna. Iremos fazer um trabalho em dupla
- É, eu sei. Você me escolheu. E aliás, porque você me escolheu? Pra zuar de mim igual a todos nessa sala? — disse ele mostrando raiva
- N... não... me desculpa se te ofende pessoas educadas tentando se aproximar. Só pensei em ajudar você.
- Não estou pedindo ajuda de ninguém.
- Olha aqui, eu só estou querendo fazer essa porcaria de trabalho em dupla com você. Então, ajudaria se você fosse um pouco mais educado.
- Ok.. — ele se arrepende de ter sido mal educado com ela — Me desculpe, é que desde que cheguei nessa escola todos estão me zuando chamando de esquisitão. E isso me irrita.
- Eu sei como é, acredite, também já passei por isso e coisas até piores aqui dentro dessa escola.
- É sério?
- É sim — Hanna suspira — mas depois você se acostuma, e eles param de pegar no seu pé. — Nesse momento, os olhares se encontram, e por menos de um segundo, o esquisitão até sorrir — Então, você poderia me dizer o seu nome ou prefere que eu te chama de esquisitão? — ela ri e ele também
- Meu nome é Caleb.
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Ao final das aulas, Hanna vai encontrar, Mona, que estava flertando com um dos novos alunos.
- Mona, você precisa vir comigo.
- Tem que ser agora?
- É lógico.
- Espera só um minuto, por favor...
- Anda logo
- Droga!!!!
Hanna contou sobre o bilhete para Mona e, ambas decidiram seguir para ver se realmente estava havendo alguma reunião lá.
Hanna e Mona então chegaram e viram que além do carro de Ashley havia um outro carro na caragem, e, era um carro de polícia. As meninas começaram a se entreolhar com espanto, e entraram na casa e não viram ninguém na parte de baixo. Subiram as escadas, sorrateiramente, e perceberam que algo estranho estava acontecendo no quarto de Ashley. E antes, que alguém os visse, Hanna saiu em direção a rua e Mona saiu atrás dela.
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