Desejo Proibido

22 O pedido de Casamento


– Oi que bom que você chegou cedo. — ao descer e abrir a porta, Hanna viu Caleb, e fez sinal pra que ele entrasse.

– Sabe que eu não quero ir a essa festa.

– Não há mal nenhum em ir, já que você também foi convidado. — Hanna terminava de passar o gloss — Acho que depois da descoberta da doença, Max está tentando se redimir com as pessoas que ele fez mal.

– Admiro essa sua capacidade de achar que as pessoas viram boazinha da noite pro dia.

– A qual é! — Hanna puxa Caleb — Vem, vamos ir andando.

Hanna usou o carro de sua mãe, e chegaram lá bem rápido. A festa já tinha começado, e como já era de se esperar, só entrava quem tinha convite. Quase todas as pessoas da escola estavam lá. Max se aproximou de Hanna e Caleb para os cumprimentar.

– Olá, fico muito feliz em ver que aceitaram o meu convite. — Max olhava diretamente para Caleb. — Especialmente você. — Caleb não gostou do modo como Max tinha se referido a ele, mais antes que ele pudesse dizer alguma coisa, Hanna interveio.

– Não poderíamos deixar de vir a sua festa Max.

– Hanna, hoje você terá o lugar de honra aqui. — Max pegou a mão dela e deu-lhe um beijo. — Um lugar que deveria ter sido seu a muito mais tempo. — e mais uma vez, Max direcionou o seu olhar pra Caleb. E logo em seguida saiu, deixando os dois sozinhos novamente. Caleb já ia andando até a saída quando Hanna o apanhou.

– Onde você vai?

– Vou embora, não deveria ter vindo. Então, eu vou antes que a coisa fique pior do que já tá.

– Caleb, para de paranóia. — Hanna o arrastou pra pista de dança. Vem, vamos dançar. Vamos curtir um pouco essa noite. Esquece o Max. — Com muito custo, Caleb voltou pra pista de dança. De onde ele estava, não podia deixar de ver a forma como Max o olhava. A festa ia rolando, até que Max subiu ao palco e com um simples sinal, fez com que a música parasse e consequentemente, as pessoas que estavam na pista dançando, também.

– Boa noite a todos. Pra começar queria agradecer a presença de cada um de vocês aqui. — todos aplaudiram. — Como todos sabem, toda festa tem um motivo pra acontecer, e nesse momento eu gostaria de chamar ao palco o motivo dessa festa estar acontecendo. — Minha querida e amada Hanna Marin. — Hanna tinha ficado sem entender, e quando todos abriram caminho pra que ela passasse, faltou pouco cavar um buraco e se enfiar nele.

– Hanna minha flor, venha até aqui. — E como um cachorrinho que obedece ao seu dono, Hanna foi. A maioria das pessoas aplaudiam, assobiavam, faziam aquela algazarra, e Caleb porém, ficava ali com aquele mesmo pressentimento de que não era pra estar ali.

– Hanna eu sei que você não deve estar entendo nada, mais eu fiz essa festa especialmente pra você. Especialmente pra dizer o que sinto por você. Eu sei que é muito pouco tempo juntos, mais você sabe que é como se fosse uma vida inteira. E por isso, que nesse momento, aqui diante de todos os nossos amigos da escola eu quero te fazer uma pergunta. — Max se ajoelhou abriu uma caixinha bem pequena e disse: — Quer se casar comigo? — As pessoas que ali estavam presentes foram ao delírio. E Caleb ao ouvir isso, saiu, porque já temia qual fosse a resposta que Hanna daria. E Hanna, corria o olho pela multidão tentando ver ele, porém não o via em lugar algum. E agora? O que ela faria? De um lado, tinha o seu amor incondicional por Caleb, que tinha lhe feito ver a vida de outra forma. E do outro, tinha Max, seu namorado que estava com uma doença, e ela sabia que não poderia o deixar nesse momento. Então, ela reuniu coragem e respondeu:

– Sim, eu aceito.