Desejo Proibido

17 O joguinho acabou


– Olha, eu realmente espero que o que você tem pra me contar seja realmente importante. Você me fez sair da cama só pra me contar isso. — Embora fosse domingo, já era bem tarde pra que Max ainda estivesse na cama.

– Ah, fala sério. Você acha mesmo que eu iria vir aqui só pra te ver de sunguinha? — Noel revirou os olhos. Max puxou um banco pra que ele se sentasse no minibar. — Eu vim aqui pra te deixar avisado de uma coisa.

– Falo logo e para de encolar. — Max estava começando a perder a paciência.

– Então ta. Seu troféu está querendo cair da pratileira.

– Que? Que troféu cara? Dá pra ser mais específico.

– Hanna está querendo terminar com você, otário. Entendeu agora?

– Isso é impossível. Tudo o que ela quer eu dou pra ela — Max para tendo pensamentos maliciosos. — bom quase tudo.

– Flores, presentes. Isso ai não é tudo o que uma mulher precisa. Ela precisa de atenção, amor, carinho e respeito. E isso, você não tem dado a ela.

– E qual é? Que você sempre foi um bobo apaixoando, eu não tinha dúvidas, mais agora, você está paranóico.

– Não é paranóia minha. — Noel tentava fazer seu amigo entender. — Se não quer acreditar em mim, então, não acredite. Mais que ela quer terminar com você. Ah... isso eu posso te garantir.

– Então tá, me conta o que você sabe. — Mesmo sem acreditar, Max queria ouvir o que Noel tinha a dizer.

– A começar por aquele baile, que eu tive que passar por maior mentiroso só pra acobertar o seu encontro com aquela menina.

– Você fez isso porque quis. Ninguém pediu sua ajuda — Max o interrompeu.

– Vai deixar eu acabar de falar ou vai continuar me interrompendo? — Noel respondeu .

– Falo logo. — Max revirou os olhos fazendo cara de pouco caso.

– Depois do baile, sua namoradinha e o Caleb foram pra outra cidade. (Não me pergunte o que eles foram fazer, porque isso eu não sei.) Mas, pelo que tudo indica, rolou beijos, abraços, carícias e até um pouco mais. — Noel adorava provocar seu amigo. E reagindo em troca, Max parou naquele mesmo momento, adotando uma postura mais séria.

– O que você quer dizer com um pouco mais? — Noel fez uma cara que dizia "adivinha". — HANNA TRANSOU COM O CALEB? — Max foi se enfurecendo.

– Tudo indica que sim, meu caro amigo. — O sarcasmo de Noel cada vez mais subia.

– Isso é impossível, a Hanna é tão inútil quanto um móvel. Ela nunca tentou me seduzir antes. Nunca me demonstrou algum sinal. Isso nunca. Você só está falando isso pra me irritar. É mentira sua, Hanna não seria capaz de me trair. Ela me ama. Somente a mim, entendeu? — quanto mais Max falava, mais Noel ria da sua cara.

– Ué, você não se diverte com a Isabella? Não passa o tempo com ela. Por que a Hanna não pode fazer o mesmo? Pelo que sei, vivemos em um país onde os direitos são iguais para todos. A época machista, acabou. — Noel deu uma volta pelo minibar, pegando uma bebida, e colocando gelo nela. — Entendeu agora porque perdeu o seu troféu. — Noel mexia o gelo no copo. — Seu joguinho está prestes a acabar. Game over pra você!