Notas iniciais
Olá meus amores, um milhão de desculpas pela demora, prometo que não vai acontecer de novo.Eu recomendo que escutem Eternal Flame Capítulo novinho para vocês, espero que gostem

"A whole life so lonely

And then you come and ease the pain

I don't wanna lose this feeling"

Dean Winchester

Estacionei o Impala em frente a um parque várias pessoas passeavam por ele, era perto de uma hora da tarde, não era surpresa estar tão movimentado, eu sinceramente não pensava que alguém soubesse algo sobre os ataques, mas eu já estive em cidades tranquilas como aquela que eram infestadas de monstros, eu tinha um objetivo encontrar o vampiro e precisava encontra-lo logo, antes que ele fizesse mais uma vítima.

Entrei em uma loja onde um homem no balcão assistia ao noticiário, que por coincidência falava sobre os atentados, me aproximei dele retirando meu distintivo do FBI do bolso.

–Agente Dorfman -Disse mostrando o distintivo e o guardando em seguida.-Estou investigando sobre os homicídios, que aconteceram nestes últimos três dias próximos a cidade.

–Ah! Dizem que foi um animal.-Respondeu o homem desviando o olhar da televisão.

–É o que dizem, por acaso você notou algo de estranho?

–Não, essa cidade é muito calma, raramente acontece algo.

–Eu percebi que ela parece bem tranquila, tranquila demais.-Disse observando pelas janelas de vidro como todos pareciam felizes demais.

–As vitimas eram pessoas dessa cidade?

–Sim, um deles era meu filho.-Respondeu ele tranquilamente.

–Oh! Eu sinto muito.

–Não se preocupe, eu não estou triste.

–Mas ele era seu filho.-Disse sem entender como era possível tamanha frieza,isso era muito estranho.

–E estranho, ele era meu filho eu o amava mas não sinto nada.

–Agora essa cidade está realmente estranha.-Murmurei.

–Acha nossa cidade estranha?-Ouvi uma voz feminina e me virei me deparando novamente com a bela loira do dia anterior.

–Um pouco, todos são muito felizes.

–É um problema para você eles estarem felizes?-Indagou ela cruzando os braços.

– Claro que não, mas ninguém é alegre o bastante para ficar sorrindo o dia inteiro ou frio o bastante para não sofrer com a morte do próprio filho.-Disse olhando para o homem que parecia estar numa viagem de ácido.

–Então o que acha que pode estar acontecendo ?

–Eles parecem estar...hipnotizados.-Sussurrei para mim mesmo.

–Hipnotizados?Acha que tem algum vampiro aqui?-Perguntou ela, a olhei surpreso eu havia sussurrado e ela ouviu com tanta clareza.

–Uau! Que audição.

–Obrigado.

–Não, eu sei perfeitamente que vampiros não existem,agora se me der licença eu vou falar com o sheriff.-Disse indo em direção a porta.

–Eu sou a sheriff da cidade.-Exclamou ela.

–Você?Sério?-Perguntei cético.

–Sim,querido. É melhor conversarmos em outro lugar.-Disse ela num tom irônico.

Caminhamos até a delegacia que era próxima dali, aparentemente tudo era perfeitamente normal, policias andavam tranquilamente pelo lugar, alguns sentados em suas mesas se empanturrando de rosquinhas. Eu a segui até a sua sala, ela abriu um arquivo e me entregou, nele haviam as provas de que as vitimas tinham sido realmente atacadas por um lobo que estava rondando a cidade mas já tinha sido capturado.

–Então foi mesmo um animal?!-Disse a mim mesmo, essa era a primeira vez que houve um verdadeiro ataque de animal, e não um monstro sobrenatural.

–Desculpe desaponta-lo, mas não tem nada de sobrenatural nesta cidade.O Sr.Marshall não esta de luto porque ele e o filho se detestavam e não se falavam a anos.-Explicou ela.

–É, acho que você tem razão.-Disse entregando o relatório e ainda surpreso por ter me enganado.-Bom, obrigado por me esclarecer este caso.-Dei um sorriso de canto e me virei para sair da sala.

–Ei agente Dorfman.-Chamou ela.

–Você acabou de chegar a nossa cidade, por que não fica mais um pouco?Hoje teremos uma festa e eu preciso de um par.

–Esta me chamando para uma festa?-Perguntei a olhando surpreso e levemente confuso.

–Sim, ou por acaso os agentes do FBI não podem sair?-Perguntou ela cruzando os braços e arqueando um sobrancelha.

–Ah! É claro que podem, e já que você insiste eu vou com você.-Disse dando um sorriso cafajeste.

–Uau! Que honra.-Disse irônica dando um sorriso.

–A honra é toda minha.-Disse dando um sorriso de canto enquanto saia da delegacia.

✵

O sol brilhava com intensidade e o céu mostrava o mais intenso azul que eu já vi, provavelmente eu estava enganado, aquele era um lugar normal, com pessoas normais simplesmente felizes, é talvez eu estivesse tão acostumado com tragédias que não consigo mais reconhecer a felicidade quando a vejo.

Na verdade esse sentimento me abandonou no dia em que perdi Caroline, desde que acordei naquele quarto de hospital ate o dia de hoje ela tem sido o meu único objetivo, nos últimos quinze anos eu tenho tentado encontra-la mas isso me parece algo impossível, um dia terei que aceitar que a perdi para sempre. Pensar nisso me causava uma dor extrema, fechei meus olhos e respirei fundo, me lembrando que hoje era 7 de julho, nesta mesma data a quinze anos atrás eu a conheci, quem sabe um dia nos encontramos de novo.

–Quem sabe.-Repeti a mim mesmo.

Caroline Forbes

A festa estava prestes a começar, passei o dia inteiro terminando de organiza-la e por isso estava muito atrasada. Após um banho relaxante que me fez ficar morrendo de vontade de ficar em casa e dar adeusinho para o baile, uni forças e venci essa vontade e estava disposta a ir a esta festa, eu não sei porque mas algo me dizia que eu deveria ir, coloquei um vestido comprido azul claro com diversos detalhes delicados, que Daniel havia me dado, prendi os cabelos, coloquei sapatos de salto alto da mesma cor e estava terminando de me maquiar. A porta do quarto se abriu e Daniel entrou, divinamente lindo de smoking e com um sorriso veio a meu encontro.

–Eu adoro ser casado com a vampira mais linda do mundo.-Ele me deu um rápido selinho.

–Que gentil- Sorri -Vamos, nos já estamos atrasados.

Ele segurou minha mão e caminhamos, saindo do quarto e descendo as escadas onde Jason e Jane nos esperavam, por mais insuportável que ela fosse devo admitir que ela estava linda e Jason tão elegante quanto Daniel, era difícil de acreditar que éramos vampiros e lobisomens vestidos daquela maneira.

Em alguns minutos chegamos até o salão, que aquela hora já estava repleto de convidados, quase todos os habitantes da cidade. Era impressionante ver como interagíamos normalmente com os humanos, nos não éramos mais monstros, nos tornamos perfeitamente capazes de viver em paz com eles. Como eu gostaria que tivesse descobrido isso na época em que conheci Dean, talvez se meus pais fosse naquela época como são agora, teriam permitido que ficássemos juntos.

Eu observava a todos, alguns já dançavam no centro do salão, uma música bela e suave tocava, Daniel me convidou para dançar e eu de bom grado aceitei. Caminhamos até o meio do salão e ele levou uma mão até a minha cintura e com a outro segurou minha mão, eu repousei minha mão sobre seu ombro e começamos a dançar, eu permitia que ele me guiasse, estava maravilhada ao ver como ele dançava bem, estávamos em perfeita sincronia com a melodia.

Fiquei surpresa ao ver que Enzo e Alice estavam dançando, ela me parecia feliz e ele menos ranzinza, talvez ele estivesse mudando, em poucos segundos tive outra surpresa, Julliet dançava a alguns metros de distância com um homem que eu não conhecia, ele deveria ser novo na cidade, assim como todos os homens ele vestia um smoking preto, o cabelo castanho claro, e os olhos verdes, ele era um homem muito bonito e tinha um sorriso cafajeste, aquele sorriso me parecia familiar.

✵

A música acabou dando lugar a uma nova canção, Daniel fez questão de continuar a dançar, enquanto perdia Julliet e seu par de vista. Todos estavam felizes, sorridentes, aquele era um ambiente tão agradavel, se pudesse ficar ali para sempre, observando tamanha alegria enquanto dançava com o homem que amo.

Involuntariamente a lembrança de Dean veio a minha mente, na verdade aquela festa era como uma grande homenagem ao dia em que conheci Dean Winchester, por mais que os anos passassem, por mais que eu tentasse amar Daniel, era o Dean, era a ele que meu coração pertencia. Uma nova música começou a tocar, era uma música que eu conhecia muito bem, afinal eu cantei ela em um karaokê para várias pessoas em um bar uma vez, aquela era a gota d'agua eu jamais iria esquece-lo daquele jeito. Imediatamente parei de dançar e sai do salão, eu precisa de ar puro, precisa ser forte e não permitir que aquelas lembranças me dominassem.

–Eu tento te esquecer mas o mundo faz questão de me fazer lembrar.-Murmurei a mim mesma.

De repente todos saíram do salão e Daniel veio ate mim, perguntando se algo havia acontecido, finalmente entendi o porque de todos estarem do lado de fora, os fogos de artifício. O primeiro fogo de artifício foi lançado e um clarão surgiu no céu, e assim se iniciou o lindo espetáculo de brilho no céu estrelado, era uma visão maravilhosa todos olhavam admirados, mas entre tantos rostos um me chamou a atenção, agora eu entendia porque o achava familiar, ele olhava fascinado para o céu, tinha um sorriso de criança no rosto, eu não podia acreditar mas era ele, depois de tantos anos,ele havia se tornado um homem mas mesmo assim estava idêntico a aquela vez, e ele estava diante dos meus olhos.

–Dean.-Sussurrei.

Notas finais
Então, gostaram? Até o próximo :)