Desejo Insano

6 Proposta Indecente


Notas iniciais
Mais um capitulo prontinho. Divirtam-se!!!

–Então você me quer como uma prostituta? Isso é ridículo, ofensivo e ...-Eu tentei encontrar as palavras certas ainda chocada por sua revelação.
–Bella tente não ser tão racional, eu sou um homem e você uma mulher e tudo o que estou te propondo é um acordo. -Ele tentou explicar, tudo em vão.
–Acordo! Você quer que eu seja sua mulher objeto. Que eu te proponha prazer mais que eu não sinta. Você quer o meu corpo mais não quer a mim. Eu não consigo entender. -Exclamei.
–Eu quero coisas que eu sei que você pode me proporcionar, Bella. -Ele afirmou.
Uma parte de mim queria dar um tapa no rosto dele e sair correndo daqui, a outra parte queria ficar. Eu só posso estar ficando louca. O que ele está me propondo é sujo e repulsivo em tantos níveis que nem eu mesma consigo definir. O silêncio tomou conta do quarto, ele só me observava.
–Qual é o seu problema com relacionamentos? -Bufei.
–Eu simplesmente não acredito nessas bobagens. -Ele respondeu de forma arrogante.
–Porque? -Perguntei encarando-o, a essa hora todo o hotel já deve ter nos ouvido.
–Isso não importa. Você é uma mulher adulta tente apenas entender que isso é natural, é uma coisa minha mais que eu preciso de você. -Ele insistiu.
"Vá embora, você não precisa disso" a Bella racional implorou. Ela tem razão eu não preciso disso, ou preciso? Eu tenho que me aproximar dele, mesmo que seja para investiga-lo. Aro nos deu uma missão, e Edward, eu não posso prejudica-lo. Não, Edward não passaria por isso se fosse o inverso.
–Você não precisa me responder agora. Só tente não ser tão racional enquanto pensa no assunto, eu não vou te machucar. -Ele se aproximou de mim e acariciou ambos os lados do meu rosto. -Eu jamais tocaria num fio do seu cabelo sem a sua permissão.
Ah, não! Ele está tão perto de mim, seus olhos estão me hipnotizando novamente e me impedindo de pensar. "Não vá, fique, aceite é isso o que você quer e no fundo você sabe disso" a Bella interior argumentou. Eu quero ficar e... Eu pude sentir a minha respiração irregular acompanhar a dele. Eu me senti tentada agora, como Eva no Paraíso. Ele com certeza seria a serpente, agindo dentro dos meus pensamentos, bloqueando qualquer tipo de orgulho e bom senso que eu tivesse.
–Eu tenho que ir para casa. -Eu sussurrei sem tirar meus olhos dele.
–Eu não vou te impedir. -Ele afirmou, mesmo sem tirar suas mãos do meu rosto. -Mas eu não quero que vá.
–Não posso ficar. -Ele agora estava cada vez mais perto, seu perfume estava me embriagando.
–Porque não? -Ele sorriu maliciosamente, agora sua boca estava a centímetros da minha.
–Eu nunca fiz isso. -Assumi envergonhada.
Eu pensei que ele pararia no mesmo instante, libertasse o meu rosto e me olhasse com desaprovação mas, para a minha surpresa ele não o fez. Ele continuou me olhando com desejo.
–Você não precisa ter medo. -Ele murmurou.
Eu não sei que tipo de feitiço ele lançou-me com aquelas palavras, mas elas me fizeram parar de pensar. Larguei a minha bolsa no chão e segurei os seus quadris.
–Eu posso ficar essa noite. -Sorri sem desviar o olhar dele.
Ele avançou sobre mim e me beijou.
–Você tem certeza? -Ele parou.

Eu balancei a cabeça afirmando. Em poucos instantes éramos apenas bocas, olhares intensos, desejo insano e de repente eu não tinha mais medo. Ele me arrastou até a cama sem tirar seus olhos azuis de mim e puxou o zíper do meu vestido, em seguida passou as mangas por meus braços e quando percebi eu estava só com as minhas roupas intimas na gente dele. Ao vê-lo sem camisa, exibindo seu corpo escultural eu tive cada vez mais certeza do que eu queria. E eu me deixei levar.

...

Acordei no meio da madrugada, ainda estava no hotel. Eu estava deitada ao lado de Damon que dormia tranquilamente, ele parecia tranquilo, relaxadamente sonhando. Suas revelações estavam rondando a minha cabeça, então eu decidir ir embora. Lentamente me levantei, com cuidado para que ele não acordasse, peguei minhas roupas espalhadas no chão e fui em direção do banheiro. Voltei o meu olhar para o espelho, encarando essa Bella que eu não reconhecia, eu teria mesmo que aceitar a proposta dele? Eu tenho o meu trabalho, trabalho pelo qual eu lutei para conseguir, eu não posso jogar tudo fora. Joguei água no meu rosto, troquei rapidamente de roupa e voltei para o quarto, onde pensei em deixar um recado, mas dizer o quê? Decidi sair, peguei minha bolsa e carreguei minhas sandálias nas mãos até a entrada do hotel e entrei no primeiro taxi.

Vendo a linda madrugada de uma segunda-feira, o mundo parecia normal, exceto pelos meus pensamentos. Eu queria chorar e não sei porque eu queria sorrir também. Entrei no meu apartamento com a minha cabeça girando e logo veio Edward pulando na minha frente.

–Bella, onde você estava? Eu fiquei preocupado, sabia? São três da manhã e você nem deu nenhum sinal de vida. -Ele esbravejou, até perceber que eu não estava bem. -Está tudo bem? Não me diga que aquele mostro machucou você.

–Edward, eu estou bem. Só preciso ficar sozinha. -Exclamei.

–O que houve? -Ele me questionou.

Eu definitivamente não estou pronta para contar o que aconteceu para Edward, e com certeza não quero vê-lo correr atrás de Damon. Pelo menos não hoje.

–Eu preciso ficar sozinha, por favor, Edward. Minha cabeça parece que vai explodir, será que você pode me deixar em paz? -Gritei. Joguei todas as emoções deste dia horrível nele.

–Tudo bem, eu só estou aqui para te ajudar mais se quiser que eu vá embora, eu vou. Olha, tenho que ir trabalhar daqui há algumas horas então quando passar essa sua raiva me liga. –Ele disse me dando um beijo no rosto.

–Desculpa. –Sorri para ele.

Edward foi embora alguns minutos depois, em fim sozinha tentei colocar as ideias em ordem. As palavras Damon, escrava, trabalho, recompensa, investigação iam e vinham em meu pensamento.

...

–Como está indo a investigação Senhorita Swan? –Aro me perguntou com os seus olhos frios. Edward e eu estávamos em sua sala.

Eu batia nervosamente o pé direito no chão abaixo da mesa, Aro queria uma resposta rápida e eu não tinha como dizer a ele que eu ainda não tinha nada. “Minta para ele, arrume uma boa desculpa” a Bella racional acrescentou. Eu abria a minha boca para tentar falar algo, mas fui interrompida por Edward no mesmo instante.

–Estamos indo sem presa, o senhor Salvatore é bem mais protegido do que esperávamos, tivemos que tomar muito cuidado. –Edward explicou calmamente.

–Eu não quero explicações, quero os resultados. Vocês tem uma semana para me entregar o resultado das primeiras investigações, fui claro? –Aro exclamou.

Edward e eu concordamos e saímos em silêncio da sala de Aro. Edward me olhou feio na primeira oportunidade que teve.

–Isso é culpa sua, você sabe né? E o que nós vamos mostrar como resultado? Sua mudança de guarda-roupa, ou o seus encontros com aquele cara. –Edward apontou me fazendo sentir culpa.

–Eu posso dar um jeito. –Falei tranquilamente enquanto passava a mão direita em meu cabelo.

–Você sempre diz que pode dar um jeito, mas como você quer que eu confie em você quando você mesma me esconde o que está acontecendo. Somos parceiros Bella, tudo o que você fizer vai também recair sobre mim. –Ele continuou agindo como se eu fosse uma adolescente impulsiva.

“Você age como uma adolescente impulsiva” a Bella racional indagou. Eu estou com a cabeça cheia. Eu sei que por um lado Edward tem razão, eu não posso pensar apenas em mim. O que o Damon me propôs foi algo errado, algo sujo, eu não posso aceitar, mas também seria uma oportunidade de juntar as provas que eu preciso contra ele.

Se envolver nesse tipo de “relacionamento” só para arrancar provas contra ele, também é errado. Por outro lado, Damon é um crápula, a quantas mulheres ele deve ter feito essa proposta? Ou pior, quantas mulheres aceitaram? Stefan me disse que ele gostava de humilhá-las. Eu posso culpa-lo por isso também. De repente o meu celular toca me libertando de meus pensamentos., eu não olhei quem era.

–Bella Swan. –Atendi ao terceiro toque.

–Bella, sou eu Elena. Eu só queria marcar a data de sua viagem para Forks. –Ela falou. Por um momento me senti aliviada por não ser Damon. -Posso marcar para essa semana?

–Por mim tudo bem, mais o casamento não é daqui a quinze dias? –Falei.

–Eu sei é que meus pais querem fazer uma festa de noivado oficial. Ok, você viaja junto com o Damon no sábado as três. Tudo bem? –Ela parecia implorar.

Ah, não.

–Claro, tudo pela sua felicidade. –Responde tentando passar algum entusiasmo.

–Te vejo no sábado então. Te amo. –Ela desligou.

Era só o que me faltava, ainda tenho a minha volta para Forks para pensar. Não vejo meus pais há quase seis anos e agora eu estou indo com o Damon. O que vou dizer ao Edward? Provavelmente ele irá querer ir comigo.

Chegar em casa foi um martilho, já se passava das seis e eu não tinha uma resposta pronta para o Damon. Não o vi o dia inteiro e na minha cabeça só viam as imagens da noite maravilhosa que passamos juntos. Edward parou o carro do outro lado da minha casa sem dizer uma palavra durante todo o trajeto, o que foi bom.

Tudo que ele disse foi um breve “te vejo amanhã” quando eu sai do carro, eu corri até a frente da minha casa e lá estava Damon. Ele estava de cabeça baixa, sentado nas escadas de costas para a porta, com os joelhos dobrados e uma mão segurando a cabeça.

Droga, o que ele faz aqui? Andei devagar em sua direção até que ele percebeu. Seus olhos cheios de preocupação encontraram os meus. Há quanto tempo ele esteve aqui?

–Oi. –Disse pausadamente olhando para ele.

Ele não respondeu, apenas se levantou e me puxou para um abraço. O que aconteceu? Ele continuou quieto apenas me abraçando apertado, a respiração dele estava irregular enquanto ele beijava o meu cabelo.

–Você está bem? –Eu perguntei. Ótimo, essa era a situação mais estranha que eu já presenciei.

Ele continuou quieto, eu o levei para dentro da minha casa.

–Eu nunca entrei aqui. –Ele disse olhando para os quatro cantos da minha casa.

“Você precisa ser direta. Você tem que ser direta” a Bella racional falou.

–O que você faz aqui? –Perguntei encarando-o.

–Você desapareceu depois de tudo, eu fiquei extremamente preocupado como você. E eu não sabia onde te encontrar. –Ele foi direto, e frio também.

–Eu tive que pensar em algumas coisas. –Afirmei.

–E você precisava pensar com aquele cara do bar? Eu vi você saindo do carro dele. –Ele começou.

O que ele está querendo insinuar?

–Como se você se importasse. –Bufei.

–É claro que eu me importo com você. –Ele explicou.

–Não, você só se importa com a sua proposta. –Apontei.

Ele rio como se estivesse me achando engraçada.

–Vá embora. –Eu gritei irritada.

–Então a sua resposta é não. –Ele pareceu decepcionado. Bem feito.

–O que você queria que eu dissesse, eu mal te conheço.

–Eu te disse para não ser tão racional. –Ele ironizou.

–Eu sou racional. –Gritei.

Isso mesmo, eu não posso me sujeitar a esse tipo de coisa com esse cara insano.

–Então você não me quer. –Ele se aproximou de mim, eu pude ver a malícia em seus olhos agora.

“Não olhe nos olhos dele. Seja forte” a Bella racional tentou me pôr no lugar. Já era tarde, ele estava com seus braços em volta de mim. Eu tentei resistir empurrando-o.

–Não eu não te quero. –Resisti.

Ele aproximou seu rosto no meu, minha respiração falhou me entregando. Porque ele sempre consegue me deixar assim?

–Então o que você quer? –Ele murmurou no meu ouvido.

Eu não tive como fugir, nem como me esconder. Eu o queria.

–Você. –As palavras saíram da minha boca sem que percebesse.

Ele avançou em cima de mim, tirando a minha roupa e quando dei por mim, eu estava entregue.

Notas finais
Gostaram?