Desejo Infame
7 Traição
Notas iniciais
Bem, depois de uma longa pausa, eu escrevi o capítulo novo e especial para voces, espero que gostem
Samanta estava deitada em sua cama enrolada em seus lençóis pensando na vida quando seu telefone tocou, era 2 horas da tarde, ela ficou imaginando quem marcaria um programa para aquela hora, ela se levantou devagar e passou a mão em seus cabelos, andou devagar até o telefone e o tirou do gancho, respirou fundo e atendeu:
– Alo? – Ola, é a Thalita falando – o coração de Samanta disparou, fazia tempo que ninguém ligava para ela por amizade, ou por se importar, ela ajeitou o telefone em seu ombro e falou:– Esta tudo bem? Resolveu aquele seu problema?– Ah, sim, muito obrigada por me ouvir, eu estava pensando... Poderia vir na minha casa? Para conversarmos?– Aconteceu alguma coisa?– É algo que preciso falar pessoalmente... – Tudo bem, te encontro na praça em trinta minutos, até lá – Samanta desligou o telefone e foi se arrumar, sua curiosidade era muito mais do que ela poderia conter, com certeza seria algo importante. Samanta colocou sua saia mais comportada de babados e uma jaqueta preta por cima de uma blusa listrada, se ela fosse para a casa de uma amiga, iria conhecer a família dela, então se aprontou de forma que parecesse uma garota comportada. Ao chegar à praça, avistou Thalita no meio de vários mendigos dando pedaços de pão para eles, Samanta olhou preocupada e se aproximou rápido– Não sabia que os pães são para os pombos? – falou batendo uma mão na outra espantando os moradores de rua– Pensei em passar o tempo enquanto te esperava, vamos? – disse Thalita sorrindo preocupada, Samanta balançou a cabeça positivamente e ambas começaram a andar pela avenida em um bairro pobre de Nova York. As duas permaneceram caladas por um tempo até que Thalita resolveu parar em uma loja de doces, ambas entraram na loja e Thalita se aproximou do garoto no balcão – Ola Jonh, vim comprar uns chicletes – disse sorrindo, Samanta entrou na loja olhando tudo timidamente – Bem... Quero te apresentar minha amiga, Samanta – Thalita saiu da frente dele deixando ele vislumbrar a linda garota loira de mini saia – B-bem... ol-ola.. – disse ele ficando vermelho estendendo a mão suada, Samanta sorriu e apertou a mão dele – Nunca fui fã de doces.. mas é uma bela loja – disse ela aproximando-se do balcão com seus olhos azuis arregalados, John começou a tremer e pegou uma caixa de chicletes de menta– Ac-aceita um? – disse ele gaguejando – Claro! – Samanta enfiou a mão na caixa e pegou uma mão cheia, colocando eles no bolso d jaqueta, enquanto ele estava hipnotizado com ela, Thalita colocava uma barra de chocolate e alguns chicletes nos bolsos – Bem... tem pirulito? – perguntou Samanta sorrindo em um tom sedutor, John corou ainda mais, suando como se estivesse em um país tropical, ele pegou vários pirulitos e colocou no balcão – Bem! Temos que ir – disse Thalita pegando no braço de Samanta e saindo da loja– Foi bom te conhecer – acenou ela e saiu da loja, deixando o garoto ofegante. As duas andaram até uma pequena casa de dois andares onde Thalita morava, ela abriu a porta e Samanta entrou recatada, sua mãe estava na sala, Samanta foi até ela e a abraçou cumprimentando. – Vamos pro meu quarto – falou a garota de cabelos negros puxando a outra pela mão, Samanta olhou tudo boquiaberta, para quem não tinha casa, aquele local era um palácio, Thalita abriu a porta de seu quarto e a outra entrou saltitante, ficou boquiaberta por causa dos pôsteres e fitas de vários grupos musicais, Thalita colocou as balas que havia furtado e colocou em uma gaveta– O que achou?– É tão incrível, eu poderia dormir no seu tapete? — Samanta tirou as botas e pulou na cama, a mãe de Thalita entrou no quarto trazendo uma bandeja com suco e sanduiches– Aproveitem – disse ela sorrindo, Thalita não tinha muitas amizades e levar alguém lá era raro– Sua mãe é incrível, quando vou conhecer seu pai?– Logo... – falou Thalita com certo receio. As duas conversaram por um tempo até que se ouviu a porta da frente da casa se abrir, era fim de tarde, o pai de Thalita havia chegado, ela pulou animada da cama e falou: – Meu pai chegou, hora de apresenta-lo a você – Samanta inclinou a cabeça e sorriu, Thalita abriu a porta do quarto e as duas saíram, do auto da escada Samanta viu o homem emburrado de meia idade que cheirava a cachaça, sua respiração ficou pesada e suas pernas ficaram bambas, um de seus clientes era pai da sua única e recente amiga– O que ela faz aqui? – perguntou o homem– É uma amiga – respondeu Thalita vitoriosa, Samanta desceu a escada apressada, mas Thalita foi até ela e a segurou pelo braço– Mãe sabia que o pai anda se encontrando com ela? Ele gasta todas as economias com prostitutas – Samanta começou a chorar e deu um tapa no rosto de Thalita e em seguida correu para a saída, a mulher olhou pro marido horrorizada e correu para a cozinha, o homem furioso tirou o cinto e foi até Thalita:– O que pensa que esta fazendo? Como você trás prostitutas para a casa? – ele a jogou contra a parede e deu sequencias de golpes com seu cinto marcando seu corpo, Thalita o empurrou e foi para a cozinha
– Você... Destruiu essa família, seu nojento! – disse a garota assustada com lagrimas no rosto– PAREM COM ISSO – gritou a mulher, Thalita e o homem pararam – O que você esta fazendo? Como você tem coragem de olhar para mim enquanto corre atrás de garotas na rua? – ela foi até o homem e deu um tapa em seu rosto e outros tapas em seu peito, o homem a pegou e a jogou contra a geladeira, a fazendo cair, Thalita pegou a faca no desespero– Você machucou minha mãe! – Cale sua boca sua depravada – ele foi até Thalita como um monstro, Thalita com sua faca empunhada a enfiou na barriga do homem que se aproximava com violência, ele caiu e ela a enfiou de novo, em seu peito, logo depois correu até sua mãe e a abraçou, ambas estavam chorando enquanto uma poça de sangue se formava na cozinha.
Notas finais
Espero que tenham gostado, qualquer elogio ou critica é bem vinda, mantenha a historia viva e deixe Reviews =D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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