Desejo Infame
1 Prologo
Notas iniciais
Sentada em sua cama, folheando o jornal de terça estava Thalita, uma jovem de traços orientais e de cabelos negros repicados, ela usava sua calça jeans e uma camisa polo branca. Era fim da tarde e estava esperando a hora para sair de casa, pois trabalhava em um bar a noite para juntar dinheiro para a faculdade, ela morava em mais um subúrbio de Nova York, sua família era pobre, porem tinha dinheiro para sustenta-la e lhe dar uma educação decente, sua mãe era faxineira e seu pai era vendedor, seu sonho era poder conseguir cursar medicina e atuar na área, assim conseguir dinheiro o suficiente para fugir, principalmente de seu pai.
O relógio mostrava 17:00, era hora de ir, Thalita pegou um chiclete sabor menta e colocou na boca, mexeu no seu cabelo o bagunçando e saiu, trancando a porta do quarto. Sua casa tinha dois andares, seu dormitório e os aposentos de seus pais ficavam na parte de cima, era um local pequeno porém, agradável. Ela desceu as escadas e passou na cozinha, sua mãe estava parada na frente da pia encarando os copos sujos de cerveja:
- Estou indo – Disse a jovem pegado uma maçã.
- Está tão cedo... Por que não toma um café antes de sair? – Respondeu a mulher com voz fraca e triste.
- Não obrigada, vou levar a maçã, vou abrir o bar hoje , até mais! – Disse antes de sair correndo, sua mãe engoliu em seco e voltou sua atenção para os copos.
Thalita correu até o fim do quarteirão, saiu mais cedo para evitar de encontrar seu pai, seus tênis gastos machucavam seus pés, antes de voltar a tomar seu caminho ela parou em uma loja de doces que tinha ali perto, entrou na loja onde haviam crianças catarrentas e um jovem sardento.
- Olá Jonh, como está?
- Th-Thalita, o que veio comprar hoje? – disse envergonhado, estava obvio que ele gostava dela.
- Hm, eu estava pensando em trocar essa maçã por 10 chicletes de banana – Disse ela se inclinando sobre o balcão.
- Não posso fazer isso... Me desculpe, você sabe...
- Vamos Jonh, você sabe que ainda não recebi meu salario e eu não vivo sem esses chicletes, o que posso fazer por você em troca de alguns?
- Bem... er... – Ele começava a ficar vermelho e um sorriso malicioso surgiu no rosto da garota.
- Um beijo por uma caixinha de chicletes, o que acha? – O garoto ficou vermelho feito um tomate e se inclinou, Thalita se esquivou com destreza.
- Os chicletes primeiro... – Falou colocando a mão na cintura, ele ficou sem jeito e pegou a caixa com chicletes de banana e colocou no balcão.
- Cla-claro – Thalita sorriu e se inclinou, Jonh repetiu o movimento e fez um bico, Thalita colocou a maçã na boca dele e pegou os chicletes, Jonh se ergueu rápido com raiva
- Desculpe-me, sexta eu lhe trago o dinheiro – Disse sorridente e correu pra fora da loja rindo.
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Era 17:30, Samanta estava sentada em uma mesa de bar escovando seu cabelo dourado e se admirando no pequeno espelho que ela guardava em sua bolsa, no rádio tocava Cyndi Lauper pela terceira vez, vários rapazes a olhavam de longe, sua beleza clássica deixava qualquer homem louco, seus olhos azuis cintilavam enquanto passava um batom claro, logo depois ela ajustou sua blusa que tinha um grande decote, deixando seu busto parecer maior do que já era, ela passou a língua em seus dentes e depois verificou no espelhinho, um rapaz se aproximou e sentou em sua frente
- Eae gata, quer uma bebida? Esta por minha conta – Ele disse a olhando com desejo.
- Por acaso eu te convidei a se sentar comigo? Mova sua bunda daqui, ou irei chamar meu namorado para estourar seus miolos! – Falou ela em auto tom para que os amigos dele escutassem.
Apesar da má fama que ela carregava, ela gostava de se preservar, e se mostrar imponente perante os homens, ou então eles a tratariam feito um objeto.
- Olha só, a cadela sabe latir! – Disse rindo, ela colocou o espelho na bolsa e se levantou, o rapaz se levantou também e a segurou pelo braço.
- Calma ae gracinha, está cedo ainda – os amigos dele se aproximavam e ela ergueu a cabeça
- Não encoste em mim seu nojento, saiba que a marquei sua cara, meu namorado irá lhe arrebentar se você não sumir daqui. – Os rapazes riram e se aproximavam mais.
A jovem estava começando a ficar com medo e tirou um spray de pimenta da bolsa e espirrou nos olhos dele, ele gritou e a soltou, colocando as mãos nos olhos, os amigos dele avançaram com violência, ela ejetou o spray no ar para que eles se afastassem e então começou a correr inutilmente, pois correr em um salto de 15cm não é pra qualquer um, o dono do bar ao ver a bagunça se aproximou irritado
— O que está acontecendo aqui?
- Fred, esses rapazes estão me perturbando – disse ela com a cabeça erguida.
- Então os rapazes não iram se importar de se retirar! – Disse ele erguendo o taco de beisebol, dois deles ajudaram o rapaz com os olhos vermelhos saíram do local, Samanta deu três tapinhas no peito do cara e falou:
- Te devo uma, Fred! – E foi para o banheiro rebolando.
- Mas meu nome é Roberto...
Notas finais
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