Desejo Duplo
14 Reencontros
Notas iniciais

Meus olhos se arregalaram. Eu não podia acreditar que Azin estava me beijando! Mas vou admitir... Ele beija bem! Logo, senti a mão dele na minha cintura, e a sua outra mão acariciava meus cabelos. Me rendi e deixei que ele me guiasse. O beijo ficava cada vez mais quente. De repente um rosto surgiu em minha mente e fez com que eu empurrasse Azin automaticamente.
– A-AI MEU DEUS! Azin me perdoe! Não sei o que deu em mim! E-Eu não queria que isso acontecesse! E-Eu...
Azin me puxou para um abraço, fazendo com que eu terminasse de falar.
– Não se preocupe com isso Lin. Está tudo bem.
– Obrigada... Por tudo isso que você fez! Foi maravilhoso! – Ele sorriu
– Não tem de que!
Ficamos lá um tempinho, até eu me tocar que se algum dos nossos amigos acordasse, nós estaríamos fritos...
– Azin.
– Hum?
– Acho melhor voltarmos! Não vai ser coisa boa se alguém acordar e não vir nós dois!
– Você tem razão!
Saímos do lago e nos secamos. Voltamos silenciosamente para não acordar ninguém. Por sorte ninguém havia acordado.
– Bom... Então é isso... – Falei observando todos.
– Pois é... Boa noite Lin!
– Boa noit... Ele me puxou para outro beijo e, depois, foi se deitar.
Fiquei um tempinho em pé com cara de boba relembrando toda a situação. A surpresa, o beijo, e o empurrão... Fui me deitar e fiquei me perguntando: “Por que e fiz aquilo?”. Eu não entendi o porquê, o rosto que havia aparecido para mim... Era do Lupus! Por que eu fiz aquilo com Azin se eu não sinto nada pelo Lupus? Adormeci pensando nisso.
Eu e os outros acordamos com uma explosão que vinha de dentro da muralha da cidade. Também conseguíamos ouvir gritos.
– O-O QUE É ISSO? – Perguntei.
– Está tendo alguma guerra lá dentro! – Lupus respondeu.
– A HOLY ESTÁ LÁ DENTRO! TEMOS QUE AJUDAR!
– Você e essa sua mania de ajudar os outros...
– COMO É? ELA É MINHA AMIGA! E ALÉM DO MAIS, TEM PESSOAS LÁ DENTRO QUE NÃO PODEM SE DEFENDER!
– PFFF...
– SEU... – Me aproximei para dar um soco nele, mas ele segurou meu pulso.
– Guarde sua energia, se não você não vai conseguir lutar com quem está lá dentro.
– Você tem razão... – Ele piscou para mim.
– Então vamos? Quanto mais demoramos aqui, mais pessoas morrem lá! – Edel comentou.
Nos aproximamos da muralha, era ENORME!
– Como vamos atravessar? – Perguntei. Dio e Rey se olharam e sorriram.
– Temos uma idéia! – Rey disse.
– Qual?
– Eu e Dio sabemos voar, então podemos carregar vocês até lá em cima!
– ÓTIMA IDÉIA!
Eles nos levaram para o outro lado. Avistamos vários monstros lutando contra cavaleiros. Aquela luta estava feia! Era sangue para tudo que é lado. Começamos a lutar, os monstros eram fracos e conseguimos matar muitos deles. Foi quando ouvimos outra explosão. Corri a direção dela para ver o que havia acontecido, quando avistei Holy. Ela havia causado a explosão com um grande martelo que ela carregava.
– HOLY! – Gritei.
– LIN? – Ela me avistou e correu em minha direção. – PELO PAPA CONSTANTINO! QUE SAUDADE! – Ela me abraçou com tanta força que quase quebrei a coluna.
– Podemos comemorar depois? Ainda tem uns monstros por aqui.
– É verdade! Espera um pouquinho! – Ela ergueu seu martelo e gritou. – MARTELO DEMOLIDOR! – Isso fez com que todos os monstros fossem destruídos. – Prontinho!
Os outros vieram para perto de nós.
– REY! QUE SAUDADE!
– Olá querida! Também estava com saudades! – Elas se abraçaram.
– Dio! Lupus! É muito bom ver vocês! – Eles bateram as mãos. Holy se aproximou de Azin e ficou envergonhada. – O-Oi Azin...
– Oi. – Ele disse e virou o rosto. Quando olhei novamente para a Holy, ela estava um pimentão. Espera... Ela gosta do Azin? – B-Bom... V-Vocês não querem entrar? – Ela apontou para a igreja que estava no centro da cidade.
– Se é a sua casa. Sim. – Edel disse. – Alias... Meu nome é Edel Frost.
– Prazer!
Entramos na igreja e Holy nos levou para o segundo andar que era onde ela morava. Ela me levou até o quarto dela e fechou a porta.
– Meu deus Lin! Eu estou tão feliz que você veio até aqui! Você tá legal?
– Estou ótima! É muito bom ver que você continua animada! – Ela riu. – Por que voe mora numa igreja?
– Bom... Quando eu era pequena eu perdi meus pais, e o Papa Constantino me acolheu e cuidou de mim como se eu fosse a filha dele.
– Nossa... eu não sabia que você tinha perdido os seus pais...
– Tudo bem! Não se preocupe com isso!
– Mas... Quem é o Papa Constantino?
– É o Papa desta cidade. Por isso que eu moro aqui nesta igreja.
– Ata... – Eu deveria ter desconfiado...
– E então? O que você fez ultimamente?
Contei a ela tudo que havia acontecido. Menos a parte do beijo, é claro. Quando notamos já estava de noite.
– NOSSA! Que agitada a sua vida hein!
– Pois é! Quem mandou eu ser a reencarnação de uma deusa! – Nós duas rimos.
– Olha só! Já anoiteceu! E hoje é lua cheia! – Ela me puxou até a janela.
– Que lua lind... – Meu coração parou, aquela dor havia começado novamente.
– L-Lin?
Caí no chão ofegante. Não conseguia mais ouvir, mas pude ver que Holy estava gritando. Olhei para as minhas mãos, minha pele estava cinza. Pude sentir aquelas grandes asas negras nascendo em minhas costas.
Minha visão escureceu. Só podia sentir a raiva crescendo em meu peito
E o meu desesperado desejo por sangue.
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