Desejo Duplo

16 Controle! Finalmente!


Notas iniciais
Oi oi oi! Capítulo pronto!

Aos poucos tudo voltou a ficar preto. Eu estava, novamente, no escuro. Mas ainda tinha um ponto de luz que mostrava o que estava acontecendo em minha volta. Não consegui conter as lágrimas. Me joguei no chão, desistindo.

Mas algo curioso aconteceu. Conforme as minhas lagrimas caiam naquele “chão”, surgiam luzes que começavam a voar para todos os lados. Até que, de repente, consegui ver meu outro eu, com cabelos escuros, a pele clara e as asas negras. Estava de costas e sombras flutuavam em torno dela. Então pensei que se eu lutasse contra ela , talvez, pudesse ter o controle do meu corpo. Comecei a correr na direção dela e quando cheguei perto, lhe dei um soco tão forte que fez com que ela voasse pra longe. Olhei para a bola de luz e vi que o feitiço que meu corpo parou o feitiço de ataque e começou a gritar, pondo as mãos na cabeça.

– COMO ISSO É POSSÍVEL? – Meu outro eu gritou surpreso.

– ESTE É O MEU CORPO E VOCÊ NÃO VAI TOMAR CONTA DELE!

– Grr! Garota imprestável! – Ela começou a voar em minha direção. Ela não ganharia de mim tão fácil desta vez!

Tirei meu leque e preparei para o ataque.

– HAHAHA! Você não conseguirá me acertar tão facilmente! –Ela se aproximava cada vez mais.

– É o que veremos! – Esperei ela ficar num lugar perfeito e lancei minha skill. – Ventos da Divindade! – O facho de luz surgiu e a atingiu fazendo-a cair. A luta continuou, eu estava vencendo e conforme eu a atacava a bola de luz aumentava e o meu corpo voltava ao meu controle.

Logo um ataque dela me pegou desprevenida, e não consegui mais me defender. Ela já sabia todos os meus ataques, não conseguia mais acerta-la.

– É só isso que você consegue fazer? Hahaha! Quase não me machuquei.

Levantei novamente. Tinha que fazer alguma coisa. Então tentei algo diferente, uma nova skill. Uma extremamente forte. Lembrei do que a Edel me ensinou, de como eu reunia todo o meu poder. Respirei, me concentrei e comecei a sentir meu poder se reunindo todo em meu coração. Estava quase conseguindo quando recebi outro ataque que me fez voar para longe. Olhei para a bola de luz que começava a diminuir e vi que meu corpo estava confuso e gritava. Respirei fundo, fechei meus olhos e voltei a reunir meu poder.

Lupus PVO’s on

Lin gritava. Ela estava com as mãos na cabeça, parecia que lutava contra ela mesma. Edel estava no chão, Rey abraçava Dio com força, Azin encarava Lin assustado. Meu braço doía. Minha vista estava embaçada. O golpe não havia funcionado direito e não poderia usá-lo novamente.

– Lupus! De novo! – Edel gritou de repente.

– Não posso! Eu não aguento fazer de novo e, além disso, não sei o que pode acontecer com a Lin.

– Não interessa! É nossa única chance e não vamos desperdiçá-la!

– A LIN PODE MORRER!

– ACHA QUE EU NÃO SEI DISSO! – Me surpreendi com a resposta. – Temos que arriscar. – Hesitei, mas acabei assentindo.

– NINGUÉM FARÁ NADA QUE POSSA MATAR A LIN! – Azin gritou nervoso.

– Por que você se importa? – Perguntei com raiva.

– NÃO TE INTEREÇA!

– PAREM DE BRIGAR! – Edel se intrometeu na conversa. – Lupus, ao meu sinal!

Lin ainda estava gritando, até um momento em que ela parou. Parecia calma mas, também, nervosa. Talvez tivesse desistido de lutar, ou estava descansando.

– AGORA! – Edel deu o sinal. Meu cabelo voltou a ficar loiro e meus olhos brancos. Corri até a Lin ,mas algo aconteceu quando a toquei. Além de transmitir a energia pura para Lin, meu braço se eletrocutou e fez com que eu e Lin tomássemos um choque.

Lupus PVO’s off

Senti um choque no coração e abri meus olhos. Eles começaram a brilhar. Meu outro eu estava vindo até mim, até que ela parou. Era a hora.

– Luz da Eternidade! – Meus pés deixaram de tocar o chão, senti meu poder explodir para fora de mim se transformando em milhares de esferas de luz que se espalharam para todos os lados. Meu eu trevas não conseguiu desviar de nenhuma luz que foi em sua direção. Ela caiu no chão completamente inconsciente. Mas tudo ainda estava escuro.

Até que de repente, tudo ficou claro. Eu ainda estava transformada. Conseguia ver o Sol, as árvores, casas... E meus amigos. Senti lágrimas descendo pelas minhas bochechas.

– Lin? – Azin se aproximou.

– Azin! – Pulei para lhe abraçar. Nós caímos e o abracei com mais força. Todos vieram para o abraço menos Lupus. Ele estava inquieto, e seu braço... Soltava faíscas! E estava com um brilho azul! Me afastei de todos e fui até ele.

– Lupus... O que é isso? – Apontei para o braço dele.

– Nada.

– Por que ele está brilhando?

– Por causa de feitiço que eu usei em você. – Por isso que eu tinha sentido um choque no peito.

– Mas por que ele solta faíscas?

– Você faz perguntas demais! Não interessa!

– Por que você sempre faz isso comigo? Eu lhe pergunto algo e você nunca me conta!

– Por que todas as perguntas que você faz eu não posso lhe responder!

– Como assim “não posso”?

Ele ficou quieto, me encarava. Logo sua expressão mudou. Ele segurou minha mão.

– Isso é pro seu bem. – De repente o garoto que estava comigo na minha visão, em que minha mãe era morta por Cazeaje, surgiu em minha mente. Alguém já tinha falado aquilo para mim, da mesma maneira com que Lupus havia falado agora.

– C-como eu posso confiar em você? – Perguntei.

– Como todos nós podemos? – Rey disse. – Depois de tudo que a Lin possuída nos disse? – É verdade. Eu me lembrava de ter ouvido algumas coisas sobre umas Skarlets.

Lupus abaixou a cabeça.

– Não podem.

Cazeaje PVO’s on

– MERDA! – Gritei enquanto jogava minha bola de cristal no chão que se quebrou em mil pedaços. – AQUELA MALDITA GAROTINHA CONSEGUIU CONTROLAR AS TREVAS! – Andava de um lado para o outro. – O Sombra vai me matar!

– CAZEAJE!! – O lugar todo tremeu, ele estava vindo. Eu morreria com certeza. – Como a garota conseguiu se livrar de mim?

– E-eu não sei s-senhor! – Tudo a minha volta começou a ficar escuro. – A-acho que foi por causa do Lupus!

– Aquele maldito moleque. Sempre me atrapalhando! ELE TEM QUE DESAPARECER!

– C-calma senhor! Está acontecendo algo a nosso favor!

– E o que seria? – Movi meus dedos e fiz com que minha bola de cristal fosse reconstruída.

– Estão parando de confiar nele. – A bola mostrava a briga entre eles. – E do jeito que ele é não contará nada.

– Tem razão... Mas se algo acontecer, você já sabe. – A sala voltou ao normal. Ele tinha ido embora.

– Bom... Como não posso mais usar a Lin, tenho que arranjar outra pessoa, alguém sem experiência em controle da mente.

A bola mostrou todos correndo em direção da garota de cabelos verdes que estava completamente machucada.

– Ela é perfeita!