Desejo Duplo
5 Confusão
Notas iniciais

Meu coração parou. Lupus havia morrido por mim, não podia aceitar uma coisa dessas. Isso fez com que a raiva e a tristeza consumissem meu corpo. Não tinha mais controle dele. Voltei para perto de Lupus, ele estava morto. Corri em direção as flechas gritando morrendo de ódio, quem as estava lançando eram esqueletos. Quando me viram, vieram pra cima de mim. Aproveitei a oportunidade...
– VENTOS DA DIVINDADE!! – A maioria foi destruída com o golpe. Agora eu acabaria com todos. – ESPLOSÃO FINAL! – Pronto. Estavam todos mortos.
Me aproximei de Lupus e as lágrimas voltaram a cair. Me ajoelhei ao seu lado e segurei sua mão, estava fria e seu corpo ensanguentado.
– Lupus... POR QUE FEZ ISSO IDIOTA? – Gritava e minhas lágrimas caíam sobre seu rosto. – ACORDE! POR FAVOR, NÃO ME DEIXE! – Continuei gritando, fechei meus olhos, pus minha cabeça na barriga de Lupus e desejei que ele voltasse à vida. Então... senti alguém acariciando minhas costas. – NÃO PODE SER! – Pensei sem acreditar. Olhei para Lupus e...
– Pare de chorar albina! – LUPUS ESTAVA VIVO! E SORRIA PARA MIM!
– LUPUS!! – Me joguei sobre e lhe abracei com força. As lágrimas, agora, caíam de felicidade.
Ficamos abraçados por muito tempo. Eu não queria ir embora, e parece que ele também não queria. Até que eu finalmente me levantei.
– Ahm... Lupus?
– Sim?
– Por que fez isso? Por que se sacrificou, bom... por mim? – Ele ficou vermelho, e parecia um pouco surpreso.
– Porque eu... – Alguém encapuzado sai de trás das árvores e nocauteia Lupus que desmaia.
– O QUE É ISSO??? LUPUS!!!! – Gritei desesperada.
– Lupus? – A pessoa soltou o Lupus e tirou a capa. Era o Azin. – DROGA! Ele vai me matar.
– A-AZIN???
– Lin você está bem? Acordei no meio da noite e vi que você não estava no seu quarto.
– Estou bem sim e... PERA AÍ!!! VOCÊ FOI ME VER DORMINDO???
– N-NÃO! V-VOCÊ ESTÁ ENTENDENDO ERRADO!
– AHAM! Sei... Agora mudando de assunto... ME AJUDE A LEVA-LO DE VOLTA!!!! – Tentava levantar Lupus, Azin ficou um pouco perdido, mas logo recuperou a consciência e me ajudou.
Voltamos para a cabana. Edel ainda estava dormindo então não percebeu que tínhamos sumido. Colocamos o Lupus na cama e depois fui pegar um pano úmido para limpá-lo.
– O que ouve lá fora? – Azin me perguntou então passava o pano na testa de Lupus.
– Monstros me atacaram, para que eu pudesse fugir ele... se sacrificou por mim.
– COMO ASSISM??? ELE MORREU??? – Azin estava confuso. – MAS ELE ESTÁ VIVO!
– Eu não sei como. Mas ele voltou depois que eu... DESEJEI!
– O QUÊ? VOCÊ O CUROU? – Azin não estava acreditando em mim.
– SIM! ISSO MESMO! Será que eu posso curá-lo agora??
– Eu não acho que... – Não esperei que ele terminasse a frase. Comecei a fazer exatamente o que eu tinha feito na floresta. Não aconteceu nada.
– Mas... Por que não funcionou? – Me senti mal. Azin segurou no meu ombro.
– Vá descansar Lin.
– Vou ficar com ele esta noite. – Depois que disse isso, Azin ficou nervoso e saiu da sala.
– OK SENHORITA! COMO QUEIRA!
Não tinha entendido tudo aquilo. Por que ele ficou brabo? O que eu tinha feito? Bom, não me importei, eu só queria cuidar do Lupus agora.
= No dia seguinte=
– Acorde albina! – Lupus me cutucava. Ele estava feliz.
– O-OQUÊ?? O-QUE OUVE?? HUM? – Acordei sem entender nada, mas logo lembrei de tudo. – Er... Bom dia... ESPERE! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO DE PÉ?? VAI DEITAR GAROTO!
– HAHAHAHAHA! Albina eu sei cuidar de mim mesmo. Eu já estou melhor! – É verdade. Ele parecia estar acordado a muito tempo, pois suas feridas tinham curativos e também já devia ter tomado um banho porquê... ESTAVA DE TOALHA!!!!!
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!! – Tampei meus olhos rapidamente. – VAI POR UMA ROUPA, IDIOTA!!!
– P-perdão. – Ele ficou Vermelho. – Então é melhor você sair do quarto!
Fui correndo pra fora do quarto e fechei a porta. Que constrangedor! Nem parecia ser coisa do Lupus... Fui para o meu quarto e vi um bilhete:
“Me encontre ás 15:00 horas atrás da cabana. Venha sozinha! Quero conversar com você a sós!”
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