Desejo Duplo
7 Aflição
Notas iniciais
Paramos numa clareira e ele (ou ela) me soltou.
– SAI DE PERTO DE MIM!! Ventos da divindade! – Acertei em cheio.
– LIN! POR QUE FEZ ISSO? – Era o Azin.
– A-AZIN?? D-DESCUPA! Não sabia que era você! – O ajudei a levantar – Achei que você um inimigo...
– Não tem problema Lin! Agora venha comigo. – Ele me pegou pelo braço e me levou até um lugar que estava cheio de cavalos *-*
– Meu deus! Que lindos! Azin como você... – Ele me pegou ela cintura e me colocou em cima de um deles, logo subiu também.
– Está pronta?
– E-eu nunca andei de cavalo antes...
– Sério? Hahahaha! – Começou a rir da minha cara. – Você por acaso tem medo?
– Tenho, e daí? – Disse nervosa
– Foi mal. – Ele parou de rir. – Então está na hora de perder esse medo!
O cavalo começou a correr, vento vinha em meu rosto, era realmente uma sensação muito boa. E ainda por cima eu estava com Azin.
– Está gostando? – Ele perguntou sorrindo.
– Estou AMANDO! É realmente muito bom! Será que eu posso tentar sozinha?
– Tem certeza? Você só andou uma vez e ainda tinha a minha ajuda.
– Por isso mesmo que quero ir sozinha! Pode confiar em mim eu sei me cuidar. – Azin desceu do cavalo e comecei a correr. – Viu? Eu consigo!
Mas o cavalo começou a correr mais rápido e eu tinha mais controle dele. Comecei a gritar mas Azin não podia fazer nada. O cavalo foi na direção de uma árvore e então bati a cabeça com tudo num galho.
– LIIN!! Azin veio correndo me ajudar. – Você está bem? MEU DEUS!
– O-o que foi? – Vi sangue escorrendo no meu rosto. – M-minha c-cabeça...
– Espere! Não faça nada! Vou achar algo para parar o sangue. – Ele correu rapidamente para dentro da floresta.
– A-azin... – Não consegui gritar, estava fraca e acabei desmaiando.
Lupus PVO’s on
Me acalmei finalmente, então saí do quarto. Notei que não tinha ninguém, apenas Edel que estava treinando lá fora. Não vi a Lin em lugar algum, ela devia estar no banheiro. O tempo passou e ela não apareceu, devia comecei a me preocupar. Depois de MT tempo ela ainda não tinha aparecido, fui para fora perguntar a Edel.
– Qual o problema Lupus? Você está com uma cara...
– Você viu a Lin?
– Ela não estava com você? – Nesse momento senti um frio dominar meu corpo e automaticamente comecei a correr em direção à floresta. – L-Lupus?
Procurei por todos os lados mas não a encontrava, quando finalmente desisti ouvi a voz de Azin, ele chamava pelo nome da Lin, fui em direção à ele, quando eu vi a Lin ,embaixo de uma árvore,... morta.
Lupus PVO’s off
Acordei num lugar estranho, estava muito escuro, tinha dificuldades para enxergar. Minha cabeça doía e eu não me lembrava de nada. Levantei com dificuldade e comecei a caminhar, mas muito tempo se passou e nada havia mudado, eu continuei sozinha e completamente perdida. Foi quando avistei, ao longe, uma mulher.
– EI VOCÊ! PODE ME DIZER ONDE ESTOU? – Gritei com dificuldade, mas ela conseguiu ouvir.
Quando ela se virou quase tive um treco. Ela era eu... Mas de uma forma diferente, mais pálida, com os cabelos negros e com grandes asas negras.
– Olá Lin! Me reconhece? – Ela disse num tom sarcástico.
– V-VOCÊ É...
– Isso mesmo! Sou você! Bom... Não completamente.
– C-COMO A-ASSIM?
– Sou seu outro lado.
– N-não é possível.
– Claro que é! Ainda não percebeu onde estamos? NA SUA MENTE!
– M-mas como?
– Você é realmente idiota... – Ela pôs a mão no rosto – Mas não importa... Agora que você está aqui já posso fazer o que eu quero. Ter o seu corpo...
Ela começou a correr na minha direção, eu tirei meu leque e uma luta entre nós começou. Me defendia o quanto podia, mas ela era forte demais e acabei perdendo. Ela então segurou com força o meu pescoço e pôs sua mão no meu coração.
– E-ESPERE! O QUE VAI FAZER!
– Já te disse Lin... Vou ter o seu corpo.
Então uma dor horrível se apoderou de mim, e ela vinha diretamente do meu coração. Meu outro lado estava, literalmente, entrando dentro de mim. Comecei a gritar, me mexer, tentei fazer de tudo para ela parar, mas não funcionou, e a dor piorava cada vez mais.
Azin PVO’s on
Lin não acordava, não importava o que eu fizesse, nada adiantava. Foi quando avistei Lupus para piorar tudo...
– O que você fez?
– Nada.
– Idiota!
– Vamos começar a brigar novamente? Eu não me importo... Mas ela se importaria se estivesse aqui! – Disse apontando para a Lin. Ele não respondeu.
Foi quando ouvimos a Lin gritar, gritar de DOR, mas ela ainda estava inconsciente.
– L-LIN? – Gritamos ao mesmo tempo, nos dois devíamos achar que ela estava morta...
Corremos pra perto dela, ela não acordava. Lupus me deu um empurrão.
– Deixe que eu cuido disso sozinho. Você só faz besteiras... – Me agüentei para não lhe dar um soco.
Ele se ajoelhou na frente dela e fez uma magia que eu não conhecia. Sua roupa começou a flutuar, seus cabelos ficaram loiros e seus olhos brancos. De repente uma mágica estranha saiu de dentro dele e envolveu Lin, que parou de gritar.
Azin POV’s off
A dor agora era completamente insuportável, meu outro lado estava quase inteiro dentro de mim, quando uma luz surgiu e tudo acabou. Acordei suando muito frio e eu também estava muito pálida. Foi quando vi Lupus na minha frente, ele me olhava fixamente e parecia estar sorrindo.
– LIN! – Azin gritou com um tom de surpresa e alivio.
Foi quando eu me lembrei de tudo: da batida, da luta, e principalmente da DOR (que eu esperava nunca mais sentir). Então Azin se aproximou de mim e amarrou algo na minha cabeça para parar o sangue. Logo Lupus me levantou e me levou de volta à cabana. Quando encontramos Edel ela deu uma bronca enorme nos dois e mandou que me colocassem rápido na cama. Quando deitei foi como se eu tivesse ido parar no paraíso e adormeci logo quando fechei meus olhos...
= Na manhã seguinte=
Acordei com dores por todo o corpo, mas mesmo assim resolvi levantar. Fui em direção ao espelho e congelei. O espelho estava refletindo meu outro lado, ele estava todo ensangüentado e rindo. Dei um grito tão alto que até a China devia ter ouvido e o Lupus, Azin e a Edel apareceram logo depois. Eu caí no chão de pavor, estava chorando e com muito medo. Edel se ajoelhou do meu lado e me abraçou, apoiei minha cabeça no seu ombro e chorava copiosamente. Logo depois olhei para Edel e perguntei entre lágrimas:
– O que está havendo comigo?
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