Desejo Duplo

22 A Última Batalha - Parte 1


Notas iniciais
Quase quase acabando galerinha! Espero que gostem desses últimos capítulos S2

— Obrigada por matá-la. – Lin estava em frente à Cazeaje, que estava caída com sangue escorrendo se seu pescoço. – Me pouparam o trabalho. – Ela, então, pisou com força na cabeça da mulher, que se desfez, formando uma poça de sangue no chão. Todos a encaravam aterrorizados- ela havia se transformando, antes mesmo da lua desaparecer por completo. – Eu deixaria vocês vivos como agradecimento... Mas eu não quero.

Com um movimento simples, em um instante todos são envoltos por uma névoa negra. Em menos de um segundo Lin os ataca, derrubando-os um a um. Lass percebe a presença de Lin e consegue fugir para fora da névoa, vendo seus companheiros caídos, de olhos abertos, mas sem se moverem.

— Você é rápido, raposinha – Lin diz aparecendo atrás de Azin, que nem tem tempo de se virar antes de levar um golpe na barriga e ser jogado para longe. – Mas lutar não vai adiantar muito, não agora. – Ela começou a se aproximar dele passando lentamente por cima de todos os caídos. Quando chegou ,agarrou seu pescoço. – Tão fraco, assim como todos eles! – Lin vira o rosto de Azin na direção do grupo. Alguns deles começavam a ficar pálidos e sangue escorria de seus olhos. – Não é uma linda cena? Mas não se preocupe! Vou fazer você ficar lindo como eles.

Quando Lin estava levantando a mão para atacá-lo, ela sentiu algo grande voando em sua direção e desviou antes que aquilo a acertasse, soltando Azin.

Olhando para o objeto, não teve tempo de reagir antes que visse alguém se aproximando de cima, com os punhos cerrados. Lin se esquivou do golpe com um pouco de dificuldade e começou a voar. Do alto ela pode ver quem era.

— Então ainda está viva. – Lin disse encarando Holy com desdém. – Fraca como você é, não achei que tivesse sobrevivido.

— Não sou tão fraca quanto pensa. – Holy limpa o sangue seco de seu rosto e agarra seu martelo.

— Holy! – Azin grita surpreso- Como você...

— Depois eu te conto! Agora me ajuda aqui!

Lin já estava voando em direção a eles com suas garras à frente. Azin desvia, mas Holy recebe um arranhão profundo no braço e grita de dor.

— Hahahaha! Fraca. – Lin pousa e toca o chão, criando um terremoto que faz ambos caírem. Aproveitando a brecha, ela corre até eles liberando magia negra de suas mãos.

Azin abraça Holy e cria imediatamente uma barreira de bambus em volta de ambos. Lin atinge essa barreira com sua energia e ela se dissipa, mas é o suficiente para que eles não fossem atingidos e Holy pudesse atacá-la , atingindo-a com seu martelo, jogando-a para longe.

Lin se agarra no chão para parar o impulso. Quando olha novamente para eles, seus olhos ficam vermelhos.

— C-Como... Meu ataque não teve efeito... – Holy estava paralisada, quase chorando. Então Lin solta uma risada doentia.

— Mas é claro garota idiota! Olhe para o céu! – Lin aponta para cima, Holy e Azin tremem vendo o eclipse quase completo.

— Não... – Holy deságua em lágrimas. Do céu começavam a cair cometas, e a lua já parecia uma poça de sangue.

— Nós falhamos – diz Azin caindo de joelhos.

Lin veio até os dois calmamente e os encarou. – É. Exatamente. – Sua mão avançou sobre Azin...

Mas Holy foi quem recebeu o golpe.

O braço de Lin atravessou a barriga da menina, até quase encostar no rosto de Azin, que estava manchado de sangue. Quando a garota cuspiu uma bola de líquido vermelho, Lin soltou uma gargalhada estridente.

—HAHAHAHA! Menina imbecil! Você realmente sacrificou sua vida por um lixo como esse? – Logo, Lin tentou arrancar sua mão de Holy, mas ela a segurava. – Mas o que...

— Sim. – Holy mostrou um sorriso – Mas não só por ele. Por você também, Lin.

— Você é realmente idi... – Lin parou de falar quando percebeu que seus próprios olhos estavam emaranhados de lágrimas, que escorriam pelo seu rosto e pingavam em seu peito – V-Você...

— Volte, Lin. – Holy sorri, fazendo com que Lin pare de liberar energia negra por um segundo, o que é o suficiente para que ela começasse a gritar.

— NÃO! – Lin coloca a sua mão direita na cabeça e cai de joelhos. — NÃO! NÃO! NÃO! – agora ela tentava retirar sua mão esquerda de Holy, enquanto com a outra ela arranhava o próprio rosto.

— Está funcionando... – Holy disse fraca – Eu não vou aguentar muito temp...

Lin retira seu braço com tanta força que destrói a barriga de Holy, que cai.

— HOLY! – Azin acorda de seu transe e a segura. Sua respiração era instável e seus olhos desfocados. – Vamos Holy! Aguente!

Lin ri com desprezo – Vocês realmente acharam que algo assim ia funcionar comigo? – Ela se recompõe e agarra o pescoço de Azin. – Morram logo seus pedaços de merda.

Um som alto abafa o local, logo em seguida Azin é derrubado e Lin grita, grita com dor.

— AAAAgh. – Ela agarra sua asa esquerda e vê sangue pingando em grande quantidade. – O-O QUÊ...? COMO?

— Eu acho que você sabe.

Lin empalideceu e virou-se devagar para enxergar de onde vinha a voz. Ela quase não pode ver o vulto escondido nas sombras.

— V-Você..!

Lupus se pôs na luz e começou a andar devagar. – Sentiu saudade?

Lin lançou imediatamente suas penas na direção dele, que desviou com facilidade. Ela então tentou voar, mas sua asa ainda estava muito machucada.

— Lupus! – Azin gritou com surpresa, e até com um pouco de alívio.

— De todos os que caíram você foi o único que não se feriu. – Lupus começou uma série de tiros contra Lin, que fugia com dificuldade. – Mas que merda, hein?

— Demorou, idiota. – Azin lembrou o quanto sentia raiva de Lupus e começou a gritar novamente, ainda segurando Holy nos braços.

— Pegando umas coisinhas. – Lupus abriu um sorriso de lado e atirou novamente. O tiro acertou em cheio o ombro da Lin, que caiu de bruços.

Azin ficou em choque quando viu a cena, “como uma bala consegue fazer tanto estrago num monstro?” ele pensou. – Você nunca atirou assim quando estávamos lutando...

— É porque eu não atirava pra valer. Na verdade eu nunca fiz nenhum esforço contra você.

— Seu...

Ambos se assustam com um grito de ódio e dor que sai de Lin. Ela se levanta e libera uma energia negra extremamente densa que a rodeia e cura seus ferimentos. Ambos percebem que seus olhos foram tomados por um pigmento escuro, não sendo mais possível enxergar nem mesmo suas pupilas. Azin olha para cima e vê apenas um brilho pequeno, da última fresta da lua que ainda brilhava.

Você cometeu um erro grave, demônio! – Lin abre suas asas e começa a voar em direção ao teto sem desviar o olhar dele. À medida que subia sua energia e suas asas cresciam.

— PARABÉNS INTELIGÊNCIA! SÓ DEIXOU ELA IRRITADA!

Lupus sorriu tanto quanto o gato Cheshire, que assustou Azin que nunca o viu sorrir, quanto mais dessa maneira – Perfeito! – O moreno exclamou e se pôs em posição de alerta, com uma das mãos nas costas, pronto pra pegar alguma coisa.

- Fúria interior! — Lin Liberou sua energia em esferas vermelhas que voaram na direção dos dois garotos.

— Azin, corra. – Lupus avisou Azin e começou a correr em direção a Lin, desviando das esferas. Azin, por possuir uma agilidade incrível conseguiu pegar Holy no colo e correr. As esferas, no entanto, perseguiam os dois. Lupus retirou duas adagas e, com elas, começou a cortar as esferas, que se dissipavam em seguida.

O-O QUÊ? COMO?? — Lin começou a se desesperar, se irritando ainda mais. – POR QUE VOCÊ NÃO MORRE? – ela lançou novamente o mesmo feitiço, agora voltado somente para Lupus, e em maior quantidade e velocidade.

Lupus teve dificuldade de desviar dessa onda, uma atrás da outra se dirigia a ele com rapidez. Suas adagas cortaram a maioria, mas uma lhe acertou no braço e outra em cheio em seu peito. Ele caiu sobre seu joelho direito para se recuperar do choque.

Lin riu histericamente. — PARECE QUE O DEMÔNIOZINHO NÃO É TÃO FORTE ASSIM! NÃO É, RAPOZINHA? – ela voltou seu olhar doentio para Azin. — NÃO PENSE QUE EU ESQUECI DE VOCÊ.

Lin já havia pegado impulso para voar até Azin, mas então percebeu uma presença estranha. — Faça, Lupus! – a voz gritou. Lin olhou para todos os lados desesperada tentando encontrar quem estava falando.

— Agora? – Lupus respondeu àquela voz misteriosa, com receio.

Agora!

Antes que Lin pudesse entender o que estava acontecendo, Lupus retira uma nova arma. Uma minigun. A garota, vendo aquilo, congelou, travou. Não movia nenhum músculo. A única coisa em movimento era uma gota de suor que começou a escorrer de seu rosto, e suas pupilas que tremiam freneticamente. — N-Não é p-possível...! – Ela finalmente exclamou, mas as palavras mal saíam de sua boca. – J-Ju...J-Ju...

Juiz das Almas. – Lupus olhou fixamente nos olhos de Lin. Ele estava sério. Sério demais para aquela situação. A albina não respirava. Engasgava com as próprias palavras e com a própria saliva.

— Juiz das Almas?! – Azin exclamou perplexo. Ele conhecia aquela arma, ouviu histórias sobre ela quando criança. É uma arma proibida, escondida nas maiores profundezas do submundo. A caçadora de almas mais forte. – Como você...?

Lupus apenas deu um pequeno sorriso de canto como resposta. Logo em seguida mirou a arma na direção de Lin, que ainda não havia se movido. — Azin.

— O-O quê?

— Tire todos daqui. – O braço esquerdo de Lupus brilha como uma faísca. Segurando firme no gatilho, o garoto respira fundo. — Vamos brincar de gato e rato. – E atira.

Lin recobre a consciência a tempo de se esquivar, mas mesmo assim o tiro raspa em sua bochecha. A garota grita de dor, pois o corte arde como se ela tivesse perdido um membro. Lupus não lhe dá brecha, continua com uma série de tiros que seguiam a garota conforme ela tentava desviar. Azin recuperou-se do choque e começou a correr, um por um, ele retirou todos os que estavam presentes na sala, com uma rapidez extraordinária. Mas mesmo assim, todos os caídos estavam morrendo, sangrando em coma.

— Lupus!! – Azin grita desesperado, correndo de volta pra sala.

— Estou ocupado. – O moreno não havia parado de atirar nem por um segundo. Lin estava lançando suas penas nele, que também desviava com dificuldade. Ambos atacando e fugindo, totalmente distantes um do outro.

— Eles vão morrer! – Azin continua gritando, tentando fazer sua voz sobressair o som dos tiros. Mas Lupus não lhe respondeu, na verdade, ele apenas tomou fôlego antes de lançar mais uma onda de tiros contra a garota, que foi atingida na sua asa machucada e caiu.

— Então preciso que me ajude. – Lupus finalmente abriu a boca, mas disse aquilo com dificuldade. Ele sempre odiou Azin. Sempre detestou treinar com ele, quanto mais pedir algo a ele.

— Você? Pedindo ajuda? Pra mim? – Azin, mesmo em um momento tão inoportuno, não perdeu a chance de debochar do garoto.

— Cale a boca e venha logo! – Lupus finalmente demonstrou alguma emoção. Ele queria dar um tiro em Azin. Mas Lin levantou novamente com mais ódio do que antes e começou a emanar sombras de seu corpo. – Não poderei fazer tudo a tempo de ajudar os outros. Então preciso que a distraia para que eu possa me aproximar.

— Vou ser sua cobaia agora?

— Seu... – O moreno não tem tempo de terminar a frase, pois LIn já havia lançado sobre eles uma nuvem de energia, a mesma que derrubou os outros do grupo, porém mais densa. – Se proteja!

Tempestade Caótica! — Azin cria uma barreira de água em volta de si, bem a tempo de Lin chegar até ele para atacá-lo. Suas garras fincam a bolha que suga seu braço e a prende. Aproveitando a brecha, Lupus percebe a situação, e retira novamente suas pistolas.

— Segure-a! – Ele grita, e Azin agarra o braço e Lin, que se debate com ira e desespero. –Tormenta de Tiros. — Lupus atira algumas vezes acima da cabeça de Lin. Os tiros abrem uma fenda acima dela e uma chuva de balas começa. As balas a atingem perfeitamente, nenhuma escapa. A garota urra de dor e solta seu braço com toda a sua força, cortando o tendão do braço de Azin, que cai de joelhos abraçando o machucado. A albina avança sobre Lupus.

TEMPESTADE VIOLENTA! – Um redemoinho de sangue surge sobre os pés do garoto que é lançado para cima. Lin salta até ele e o ataca arremessando-o de volta ao chão. O garoto cai de costas e logo depois é atingido na barriga pelas garras da garota, fazendo-o cuspir sangue. Azin olha a cena, e tenta levantar, em vão. Então, com o braço direito, ele lança uma esfera de água na direção de Lin que é jogada pra longe do moreno.

Lupus retira um frasco do bolso e o bebe rapidamente, fazendo com que ele não sinta a dor do ferimento, que estava sangrando. Ele retira outra arma de seu bolso, uma escopeta, e aponta para Lin. O tiro atinge o chão aos seus pés e explode, lançando-a para fora da névoa, que se dissipa com a explosão.

Lupus! – A voz misteriosa gritou como se estivesse dando um sinal. O garoto entende e joga o frasco com a poção de cura para Azin.

Ambos os meninos se levantam e se posicionam um ao lado do outro, encarando Lin caída, sem se mover.

— Ela está...? – Azin não conseguiu terminar a frase. Apenas olhava o corpo da garota caído e destroçado no chão por causa da bomba. Ele olha com anseio para Lupus, que está com os olhos fitados em Lin. – Acabou?

— Não. Isto está longe de acabar.

Um barulho de ossos quebrados ecoa, junto com um cheiro horrível de pele e carne queimada. Lin se levantava como um zumbi saindo da cova. Ela estava deformada e quebrada pela explosão. Mas se movia tão bem quanto antes.

Eu já brinquei demais.

As Asas da garota se abrem num tamanho assustador. E logo um tufão negro, como numa tempestade, emana com uma força e velocidade assustadora, atingindo os dois garotos que se agarram nas rochas do chão para não serem levados pelo vento. Mas a força daquilo era apavorante, os braços de Azin não aquentaram e ele foi jogado pra longe. Rodopiando no ar, seu corpo batia em rochas que voavam, até encontrar a parede de pedra.

Lupus só pode agüentar por seu braço biônico, que perfurou a pedras no chão e agarrou-se a elas. Algumas rochas que voavam lhe acertavam o rosto, mas ele não hesitou. Continuou firme até que a tempestade parasse. Ele tombou no chão quando o vento cessou. O garoto olhou para todos os lados a procura de Azin, que estava caído numa deformação de pedras numa das paredes. – Merda – Ele pensou – Azin! Levanta seu imbecil! – Ele gritou mas o outro estava inconsciente.

Que ridículo. – Lin pensou alto enquanto começava a caminhar até o moreno. – Olhe para vocês. Achou mesmo que podiam lutar contra mim? CONTRA MIM? – A garota levantou os braços e começou a criar uma lança de penas que apontava para Lupus. O garoto tentou soltar-se da pedra, mas não podia, estava preso. – Eu prometo, demônio, que nunca te esquecerei. – A garota preparou seu ataque, esticou os braços e apontou a lança para ele, que se debatia no chão. – Mas é realmente uma pena acabar um rosto tão bonito como o seu.

Talvez nem precise. — Alguém exclama atrás de Lin e a faz pular num susto

— O que?!- Lin virou-se rapidamente e vê Azin sorrindo.

Sem ter tempo de fazer nada, Azin golpeia a terra e surgem correntes enormes de água do subsolo que jogam Lin para o alto em menos de um segundo. Ela perde o controle sobre sua lança, que voa até as pedras que prendiam Lupus, e ele se solta. – Lupus! – Azin grita.

— Eu sei. – Lupus libera sua energia e seu cabelo se torna loiro, explosões surgem de todos os lados. O garoto salta até Lin e ativa seu poder. – Eliminar! – Sua adaga rapidamente aparece e corta Lin, seguida por tiros da sua escopeta e então uma chuva de balas da Juiz das Almas.

Lin cai no chão como uma rocha, e Lupus pousa a sua frente. – V-você... – A albina levantou a mão tentando tocá-lo, mas ele, repentinamente, segura o rosto da garota com ambas as mãos e a encara profundamente nos olhos.

— Volte pra mim, Lin. – os cabelos do garoto voam e seus olhos se tornam brancos, vento envolve e rodeia os dois. Azin assiste de fora com o braço diante de seu rosto para se proteger da luz que emanava da garota. — Lupus começou a proferir palavras em uma língua desconhecida. Lin começou a gritar, seu corpo brilhava cada vez mais. Até que tudo cessou, a garota caiu nos braços de Lupus, que estava ofegante e cansado.

— Deu certo? – Azin se aproximou cuidadosamente dos dois, mas não ouve resposta. – Lin?

A garota desacordada abriu os olhos e jogou ambos para longe. Os garotos não tiveram tempo de reagir, pois Lin já voava até Lupus com as garras à frente. A garota gritava em ódio enquanto se aproximava. Não podiam fazer nada, nenhum deles, pois a velocidade da garota era extrema.

As garras pararam a um centímetro do rosto de Lupus. Lin havia travado em frente a ele e não conseguia se mover. As palavras em sua boca não saíam, estavam presas em sua goela. – N-não... – Ela exclamou, com a voz doce e suave de sempre, seguida por um rio lágrimas.

A garota gritou, gritou como nunca. Um som alto e perturbador emanou do céu fazendo Azin e Lupus olharem para o cima instantaneamente. O eclipse estava completo, e dele saíam sombras que caíam e envolviam Lin.

Ainda caídos, os garotos olhavam a cena apavorados. Acabou, eles pensaram. Perdemos.

Mas então uma luz surgiu no meio das sombras. Uma luz que se estendeu e lutou contra aquelas trevas. Gritos emanavam daquela cena. Gritos de duas pessoas.

De repente, Lin foi jogada para fora daquelas sombras, que se dissiparam instantaneamente, revelando a fonte daquela luz. Os garotos não respiraram. Azin ficou boquiaberto. Lupus conseguiu finalmente abrir a boca.

— Lin?

Lin estava lá, a verdadeira Lin, com asas brancas e com a pele dourada. Seu corpo emanava energia e ela fitava a outra garota com os olhos cheios de raiva.