Desejo Ardente
1 Capítulo 1: A família Castro
— Felipe, meu amor…. — Marcela acordava seu filho. — Você está atrasado para a escola, hoje um novo ano se inicia e quero ver o meu blogueirinho na ativa hein. — Murmurou ela, sorrindo para ele enquanto acariciava os seus cabelos.
Felipe Castro de Freitas é um garoto de vinte e três anos, filho de Marcela Castro, uma dona de casa influente na comunidade pela luta intensa pelo direito da mulher. Marcela foi casada com John Freitas, um empresário do ramo automotivo, que atualmente está preso por inúmeras agressões à esposa. Além de Felipe, ela é mãe de Damiane Castro, um traficante de drogas afiliado à uma importante organização criminosa.
— Mãe, preciso conversar com você! — Murmurou Felipe, com insegurança na voz. _ É um assunto muito importante e não tenho mais ninguém para conversar.
Marcela serviu o café e sentou rapidamente, preocupada com o que o filho tinha para lhe dizer. A relação entre eles era puramente transparente, não se guardava segredos no teto dela.
— Diga, Felipe. — Marcela estava preocupada com o que o filho tinha a dizer. _ Algo relacionado à escola? Sua personalidade?
Felipe suspirou.
— Mãe, você sabe que eu nunca escondo nada da senhora, mas tenho que contar duas coisas sérias. A primeira é que, Damiane será solto hoje e nem preciso falar que estou com medo desta situação….
— Eu também. — Marcela arquejou, pensando na situação que estaria a enfrentar com a soltura do filho. _ Qual é a outra situação?
Felipe suspirou.
— Mãe, eu queria contar algo que sempre escondi da senhora. É que… eu gosto de meninos. — Murmurou ele, esperando ouvir o sermão da mãe.
Marcela olhou para ele, desconcertada com o que ele havia dito.
PENITENCIÁRIA DE SANTANA ARMAZÉM — 09H.
Damiane estava deitado, observando a movimentação monótona dos presos que se revezavam para o banho matinal. Na área externa da penitenciária, alguns outros presos estavam fazendo o horário de sol.
— Damiane Castro de Freitas! — Gritou um dos guardas. _ Você vai sair hoje e eu acho estranho que você cumpriu a sua pena sem nenhum mau comportamento.
Damiane sorriu, olhou para o guarda.
— É claro que eu tenho um bom comportamento, eu honro o nome dos Castro. — Damiane sorriu . _ Deixa eu ver… Soldado Fabian Rondini , seu nome não me é estranho, nos conhecemos?
Fabian sorriu, desconfiado.
— Eu sou novo aqui, acabei de me formar na corporação, estou lhe entregando os seus pertences: um celular, uma aliança com emblema de serpente, jaqueta de couro e um jeans preto. Confere? — Encerrou o policial.
Damiane sorriu e concordou.
— Estou ansioso para sair. Fiquei três anos nesta espelunca e agora estou livre.
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