Desejo

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Ei, ei! Eu estou de volta com mais uma one shot Dramione! Dessa vez eu tentei fazer algo bem sensual e simples, não sei se consegui. Bem, se quiserem, podem ouvir Champagne For The Pain, da Niykee Heaton, que foi a música que me inspirou à escrever essa one. Sem mais, nos vemos lá embaixo. Enjoy;*

Pedras escorregadias, frias, escuras, pintura perfeita do desespero humano.

Uma minúscula janela enferrujada iluminava vagamente o local, refletindo a luminosidade que atingia o lago gélido.

Melodiosas são as correntes que rangem dia e noite, combinada aos gritos ecoados nas paredes e em sua mente.

Para Hermione Granger, estar ali era como estar submersa de cabeça para baixo, vendo sua vida flutuar sobre seus olhos enquanto garras ásperas apertavam seus calcanhares e a puxavam contra a corrente.

Levem para longe o fôlego, deixe a alma perecer, morra sem lutar.

A única coisa que escapa por seus dedos é a sua própria prosperidade, solte-a para deixar ir.

Você sabe que não merece viver, mas continua respirando.

Mantenha seus olhos fixos no fim, está prestes a acabar. Qual é o seu último desejo?

A grifina podia sentir a loucura escorregar por sua corrente sanguínea, sem pressa, apenas diluindo sua desgraça pelas vias que a permaneciam viva, meses e mais meses presa em sua jaula particular: sua mente.

Ecoe seus pensamentos, mais alto, mais forte, você não quer ouvir os passos trovejando sobre as pedras em sua direção, você não precisa.

Ignore o cheiro de vida, você não pode senti-lo, você não tem que percebê-lo.

Não veja os sinais de aviso, não ouça as sirenes de perigo, seja insensível ao som de respiração.

— Como vai, Granger?

A água desapareceu subitamente e ela já não estava de ponta cabeça e sim com seus pulsos bem apertados pelas correntes, a morena grunhiu com a cabeça baixa.

— Não se sujeite dessa forma, sangue-ruim. – o tom irônico chicoteou o silêncio úmido incomodando os ouvidos da garota.

Os passos se aproximavam lenta e ameaçadoramente, Hermione engoliu a seco ao ouvi-los.

A grifina enrijeceu-se ao sentir o toque frio em sua face, enquanto seu queixo era pressionado para cima, de forma a erguer seu rosto e ter em seu campo de visão os orbes tempestuosos de Draco Malfoy.

Um som esganiçado escapou pelos lábios da garota enquanto um riso zombeteiro preenchia o local.

O garoto rodeou a morena numa lenta ferocidade, analisando-a, medindo-a.

— O que você quer, Malfoy? – perguntou num tom firme, com a cabeça erguida.

— Ah, Granger, essa é uma boa pergunta. Eu quero ser rico, morar na França, morar bem longe dos meus pais... – ele dizia enquanto puxava lentamente os cachos espessos do pescoço da grifina – Mas no momento, o que eu mais quero é você. – finalizou com um sorriso debochado, puxando as madeixas castanhas para cima e prendendo-as desajeitadamente com um pedaço de tecido que trazia em seu bolso.

Uma gargalhada mordaz rompeu pela garganta da morena.

— Não me faça rir, Malfoy. – comentou ácida enquanto sentia os dedos grandes do rapaz escorregar pela pele fria de sua nuca.

— Não duvide da minha palavra, Granger. – ele respondeu sádico ao aproximar seus lábios do pescoço de Hermione, aspirando seu aroma antes de pressionar seus lábios contra a pele cor de mel da grifina.

As correntes rangeram alto quando garota dos olhos âmbar se arrepiou e tentou puxar suas mãos para afastá-lo.

Ele riu contra a pele fria da garota, enterrando seus dentes com força ali, marcando-a com possessividade enquanto suas mãos suas mãos deslizavam por suas formas femininas até a cintura, apertando-a contra ele.

— Me diga Granger, qual é o seu último desejo? – perguntou enquanto traçava uma trilha ardente de beijos desde seu maxilar até a pele descoberta de seu ombro magro.

Enquanto uma de suas mãos avançou pelo corpo da garota sobre o tecido surrado de suas roupas até encontrar seu queixo, que segurou com força, sua mão direita pressionava lentamente a ponta de um canivete na nuca exposta de Hermione.

A garota encolheu-se, com os pés quase suspensos, arregalando os olhos e sentindo sua respiração se tornar superficial.

— Você não faria... – ela interrompeu a frase ao sentir um corte transversal cortar seu pescoço superficialmente, com um gemido dolorido.

— Quantas vezes eu vou ter que dizer para não duvidar de mim, Hermione? – comentou puxando o canivete subitamente para baixo, rasgando as roupas da morena, ouvindo-a soltar um grito aterrorizado.

Ele riu sádico, correndo seus dedos entre as omoplatas dela, vendo o líquido vermelho, impuro, escorrer por suas costas enquanto tentavam alcançar seu toque que se arrastava até a base da coluna da grifina onde pressionou com certa força, fazendo-a arquear-se com os arrepios que cruzaram seu corpo.

— Você ainda não respondeu minha pergunta. – disse com seus lábios novamente em seu pescoço, agora acompanhado de sua língua que deslizava pela pele macia.

A garota gemeu baixo, mordendo os lábios com força e sentindo seu nariz arder como se tivesse respirado água tempo de mais com o cheiro masculino de Draco misturado ao de seu próprio sangue.

— Você sequer deveria falar comigo, Malfoy. – disse entre dentes ao sentir as mangas de sua roupa ser rasgadas e, logo em seguida, as mãos grandes e famintas de Draco percorrerem desde seus braços às laterais de seu corpo enquanto o próprio se abaixava até ficar de joelhos em suas costas.

A água que antes a afogava em seu silêncio parecia voltar vagarosamente e subir seu nível à medida que as carícias do sonserino confundiam seus sentidos.

A sirene de perigo ainda soava sem sua mente, todavia era apenas algo longe, bem longe da realidade que a envolvia.

O loiro subia suas mãos famintas pelas pernas de Hermione, tocando cada centímetro da extensão de pele em seu corpo enquanto beijava suas coxas roliças. Podia sentir sua ereção pulsar sob o tecido de suas roupas, estava excitado, louco pela garota.

Ao encontrar o traseiro redondo e macio da garota não resistiu a dar-lhe um tapa consideravelmente forte, ouvindo-a gemer num misto de dor e prazer. Nenhum pensamento lhe dava mais prazer do que pensar que podia fazer daquela petulante sabe-tudo sua submissa, que poderia fazê-la pedir por mais.

Suas mãos lentamente se infiltraram entre as pernas da grifina, separando-as pouco a pouco enquanto dizia a ela tudo o que estivera preso em sua garganta por muito tempo:

— Você acha que está em posição de me dizer o que posso ou não fazer, Hermione? Eu faço o que quiser Granger, e o que eu quero fazer agora envolve você, sim, Herms, te envolve deliciosamente. – disse de olhos fechado ao respirar em cima da intimidade úmida da garota, para logo depois tocar seu ponto sensível com a língua, fazendo uma pressão forte ali.

A morena se contorceu prazerosamente, deixando escapar um longo gemido enlouquecido.

Jamais pensaria estar naquela situação, presa nas masmorras de Hogwarts, sentindo a língua de Draco Malfoy invadindo-a, explorando-a de uma forma tão... Luxuriosa.

— Oh Merlin, Malfoy... – exclamou ao senti-lo fazer movimentos circulares em seu sexo.

O garoto sorriu, soltando o ar sobre a excitação de Hermione enquanto voltou a subir seus beijos pela virilha, estômago e seios da garota onde deu uma atenção especial aos mamilos rosados e rígidos que clamavam para ser acariciados por ele.

— Não seja tão impessoal, Herms. Eu estou prestes a te fazer minha, você deveria me chamar pelo primeiro nome.

Enquanto falava, seus dedos apertavam com certa força os seios sensíveis dela fazendo-a gemer baixo enquanto o mesmo não podia aguentar de tamanha excitação.

Por poucos segundos, Malfoy se afastou da morena para se desfazer de suas roupas e libertar sua ereção pulsante, todavia foi o suficiente para que Granger exclamasse em reprovação, o que o fez rir enquanto se aproximava novamente, abraçando-a fortemente pela cintura para se acomodar entre as pernas da grifina.

— O que foi Hermione, o que você quer? – a pergunta saíra entrecortada devido à antecipação, sua respiração pesava a cada momento.

Ele queria muito possuí-la, não sem antes ouvir o que ela lhe pediria.

A garota rosnou excitada, tentando puxá-lo para mais perto com as pernas, mas foi impedida pelas correntes. O sonserino riu, ameaçando penetrá-la a qualquer momento.

— Diga o que quer Granger, eu quero ouvir.

— Maldição, Malfoy! Eu quero... Você, Draco, eu quero você agora. – rugiu a garota, com a voz carregada de desejo.

Sem demora, o loiro segurou seus quadris com determinação, logo a penetrando com vontade, enterrando-se completamente dentro dela.

Os gemidos se misturaram sensualmente quando o sonserino passou a se mover lentamente dentro da grifina, fazendo-a delirar de prazer.

As correntes rangiam cada vez que Hermione tentava se libertar. Queria senti-lo mais fundo, mais rápido. Queria tocá-lo, sentir a pele alva sob seus dedos, queria beijá-lo e segurá-lo pelos cabelos platinados.

O nível da água subia lentamente a cada estocada, mesmo com os rangidos das correntes em seus pulsos, Granger podia sentir que em breve estaria livre.

Enquanto se afundava cada vez mais dentro da morena, Draco pressionava seus lábios e seus dentes na carne quente da garota, estava insano, completamente louco e excitado.

O que era aquela garota? Como sem sequer tocá-lo ela podia levá-lo aos céus?

Olhando daquele ângulo, ele podia ver todo o longo pescoço da morena enquanto ela estava com a cabeça tombada e os lábios vermelhos e úmidos.

Era a visão perfeita de uma leoa, na opinião dele, e tudo que ele mais queria era beijá-la.

Fazendo o caminho de suas clavículas salientes, ele mordiscou todo o pescoço da morena, até chegar a seus lábios e cobri-los com os seus.

Sua língua escorregou para dentro da boca macia de Hermione e, ao mesmo ritmo em que o beijo se aprofundava com suas línguas sobrepondo-se, as estocadas se tornavam mais fortes e mais rápidas.

As mãos do loiro apertavam com força o quadril da morena, enquanto os dela e o seu próprio se chocavam devido à velocidade da penetração.

Eles estavam cada vez mais em chamas, o desejo era quase palpável e se infiltrava por entre as pedras das masmorras que antes pareciam tão frias e agora emanavam calor.

Os movimentos continuavam frenéticos e cada vez mais profundos, ambos gemiam entre o beijo que logo teve que ser finalizado pela falta de fôlego.

Ambos respiravam pesadamente, sentindo a respiração um do outro se chocar em seus rostos.

Aos poucos, o quadril de Hermione começou a se movimentar de acordo com os movimentos de Draco, sentindo que o nível da água subia cada vez mais rápido enquanto chegava perto de seu clímax.

Draco sentia que poderia morrer se não pudesse tê-la naquele momento, sua movimentação era irregular, ele não sentia força em seus braços, entretanto tinha necessidade de segurá-la o mais forte possível. Quando se sentiu apertado pelo sexo contraído da grifina, soltou o gemido gutural, apertando com mais força e se enterrando o mais profundo possível dentro de Hermione, derramando-se dentro dela, ao mesmo tempo em que se sentia ser inundado pelo gozo quente da mulher à sua frente.

O garoto se deixou apoiar o corpo quente e suado no da morena, sentindo sua respiração acelerada se misturar à dela.

Enquanto os momentos se arrastavam, a grifina sentia a água cada vez mais próxima de seu colo.

Quando o garoto se afastou ela sentiu o líquido cobrir-lhe até a base dos ombros.

Em silêncio, ele se vestiu de costas, o que a permitiu admirar seu corpo magro, porém definido, com os ombros largos e intactos.

Peça por peça Draco se vestiu lenta e completamente. Depois de passar a mão em seus cabelos platinados, ele se virou vagarosamente e, com a varinha em mãos, murmurou um feitiço que fez com que as roupas da morena voltassem a seu corpo no mesmo estado que estavam antes. Seu cabelo foi solto e o pedaço de tecido desapareceu.

Ela o olhava de forma profunda, as pupilas dilatadas e brilhosas de pura satisfação.

Hermione estava em êxtase, de toda forma, o silêncio do rapaz era cortante enquanto ele se aproximava novamente.

A grifina prendeu a respiração sentindo seus pulmões contraírem em busca de ar, enquanto a água já cobria seus ombros com suavidade, a sensação de estar de ponta cabeça começou a reaparecer e a sirene disparava tão alto quanto no começo, entretanto o som não estava comum, estava submerso, fazendo com que ondas de som ricocheteassem em sua nuca.

O sonserino se aproximou admirando cada traço do rosto feminino com calma, querendo gravá-los na memória.

Quando estava suficientemente perto, segurou seu rosto com ternura e beijou seus lábios com profundo ardor e afeto, tentando transmitir a intensidade dos sentimentos à garota e fazendo-o com maestria.

Depois de um longo tempo, eles finalizaram um beijo com vários outros e com o desejo de continua-lo, todavia sem poder.

Ainda em silêncio, Draco se afastou de Hermione e se virou caminhando em direção à saída.

Sentindo a água cobrir seu queixo, a morena se desesperou e, num ato impulsivo, falou:

— Você volta? – ela perguntou esticando o pescoço, tentando afastar-se da água e vê-lo melhor.

O garoto de cabelos platinados estacou onde estava e se virou para trás, olhando diretamente nos orbes âmbar da grifina e sorriu fraco por alguns segundos.

Depois de várias tentativas, Hermione não pôde fugir da água e tudo o que conseguira ver fora quando Malfoy se dirigia para fora das masmorras e logo ela estava submersa de cabeça para baixo novamente, presa em seus próprios delírios, sozinha em sua loucura.

Enquanto isso, o sonserino caminhava com as mãos nos bolsos, sentindo seus sapatos pesarem tanto quanto seu coração.

Granger não sabia, mas ela era o último desejo de Draco Malfoy.

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Leia também minhas outras One Shots:

Até Que A Luna Nos Separe | Carpe Diem | Carta Para Sirius | Inverno | Íris |Diamond Eyes | Dark Paradise | Misguided Ghosts | The Real Alice | Rafaella | Número da Sorte | De: Hermione Granger, Para: Draco Malfoy | Más Intenções

E as longfics Boneca (finalizada) | A Contorcionista (Original) .

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim! Não se esqueçam de postar seus comentários que são MUITO importantes para mim. Espero vê-la em breve! Beijinhos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!