Notas iniciais
Bem meu primeiro yaoi com eles por isso , não me matem pela merda que ficou.
Ficou muito anti-cliché

Tédio, era a palavra que definia o que estava sentido, estava na aula, olhava discretamente para janela, já que o professor era um otário de qualquer modo, bem, eu sou o Ranmaru Kirino e não sou uma garota, se bem que poderia ser…se é que me entendem, sou invejado por muitas delas, não só pelas ‘’minhas conquistas’’, mas também pelo meu aspeto de Deus grego.

Ouvi um som que me tirou de meus desvaneios “janelares”, áh vá isso não existe, arrumei minhas coisa híper depressa, velocidade da luz e saí correndo para ver se encontrava o ‘’baixote’’.

Okay, finalmente cheguei á sala do primeiro ano, vi que o “baixote” ainda lá estava.

Encostei-me na lombada na porta olhando o meu pequeno, estava meio dobrado, não consegui evitar olhar a bunda empinada dele, mordi o lábio. Esse baixote era mesmo…hm…gostoso? Tesudo? Apetecível? Comestível? Desejável? Okay deu para entender?

Sinceramente, vocês não devem saber de quem estou a falar, não é? Pois, Ma-sa-ki Ka-ri-ya é o nome do tesudo á minha frente.

E também devem estar a pensar ‘’o que se passa, o Kirino não é um anjinho romântico e Kariya um demónio pervertido?’’, não, não e não.

Deixem explicar, eu, esperem, sentem-se e agarrem num copo de água com açúcar e numa bomba de ar.

Eu sou o maior pegador da escola, não sou galinha, apenas gosto de fazer vários testes.

Já peguei o Shindo, sim o meu melhor amigo, mas foi por boa causa, quando ele estava carente do Tenma namorar o Tsurugi, tá…foi pelo bem…

Já peguei o Tenma, o Kurama, Minamisawa, Tsurugi, o Hamano, ah Okay já entenderam não?!

Mas, este pequeno, este filho de uma mãe com a bunda mais gostosa que já vi, acreditem, eu pego quase todos e todas, mas não elogio todo.

Finalmente ele arrumou tudo e me viu, lá encostado á ombreira da porta como um ‘’boss’’.

Vi aquelas bochechas super fofas corarem, afinal, tenho tentado ‘’conquista-lo’’ faz…um mês, nunca ninguém resistiu tanto, o Minamisawa resistiu quase um mês, mas fartou-se, mas o Masaki não, faz um mês e pouco que me manda passear literalmente.

Kariya é uma presa difícil, admito isso, mas ninguém me resiste, qualquer um na escola sabe que metade da escola é ‘’gay’’.

–Masaki?- chamei-o dando uma um sorriso, meu kami-sama, ele corou ainda mais, mas o “rapaiz” é de dar tesão a qualquer pessoa, pena que não é permitido lemon pois eu ia passar uma bela noite com ele.

–Que foi Kirino-senpai?- ele acentuou bem mais forte o meu nome e o “senpai”.

Os olhos dourados me olhavam com certa raiva, sério, acho que soltavam faíscas.

–Posso –te convidar a vir a minha casa meu anjo?- sorri abertamente, o meu tom aumentou no “meu”.

Vi-o suspirar, começou a caminhar para mim. VITÓRIA!

Não mentira, ele passou reto por mim, sem sequer me olhar, doeu! Eu sou um pegador, mas tenho coração Okay?! SEU FDP GOSTOSO!

–Masaki-kun- gritei com um biquinho fofo e fui atrás dele pelo corredor, ele anda rápido.

Fui atrás dele, de vez enquanto ouvia o bufar, era divertido.

Ele seguiu pela rua que poderia dar á minha casa, mas era virar á esquerda, ele seguiu á direita, mas, como sou teimoso, agarrei nele delicadamente pelo pulso, levei-o para a rua que dava á minha casa, não demoramos muito a chegar.

Entramos, estávamos sozinhos em casa, levei-o para o meu quarto, deixei-o lá e fui buscar bolachas, sumos, doces, salgadinhos, Okay deu para ver não é?

Ele estava calado, cabisbaixo e não sei, estranho.

Deixei as coisas em cima da mesinha de café, agarrei na face dele e levantei a cara delicadamente, fiquei chocado com a visão.

Ele estava a chorar, a chorar?! Por que raio ele estava a chorar?

As minhas safiras cravaram-se nos citrinos dele, que para quem não sabe são umas “pedrinhas” douradas ou amarelas, acariciei a face dele e mordi o lábio como se fosse uma maneira muda de lhe perguntar “o que foi?”.

Ele mordeu os lábios e desviou o olhar de mim, sai do meu lado da mesa e fui abraça-lo, estava a me custar tanto ver o meu anjinho caído do céu assim.

Ele se contorceu nos meus braços mais grossos do que os dele.

–Que foi?- passei minhas mãos nos lisos fios de cabelo do rapaz, ele chorou durante uns 20 minutos, quando parou eu não sabia o que fazer, apenas o abracei mais forte, senti um leve tremer e comecei a massajar as suas pequenas costas, ele era tão pequenino.

–Eu- Ouvi-o começar, me afastei um pouco para poder olhar nos citrinos completamente encharcados, ele suspirou e me contou uma estória que se passou quando ele tinha 10 anos, apenas abri a boca quando ele terminou, estava chocado, é normal ele me “odiar” tanto.

Aos dez anos de vida, este pequenote foi deixado na casa de um estranho para ele e amigo dos pais, pelos mesmos, o homem levou o meu anjo para o quarto e o estuprou “uma noite inteira”.

Não me estava a ver ao espelho, mas poderia adivinhar que estava pálido como o teto branco do meu quarto.

Se estou chocado? Sim. Estou com raiva? Sim!

Agarrei na mão dele e entrelacei meus dedos nos finos e delicadíssimos dedos dele.

Toquei sua face ainda vermelha do choro. Beijei a testa dele.

Obvio que ele corou e não foi pouco, mas eu continuei beijando a testa e o nariz dele, acho fofo a cara que ele fazia a cada beijinho no nariz, tive um tempinho dando pequenos e delicados beijos pela ainda mais delicada face dele.

Ele já estava agarrando minha t-shirt quando, com meu dedo, acariciei os grossos e carnudos lábios dele, tão desejáveis, quase parecendo de garota.

Toquei de levezinho os meus lábios nos dele. Ele se arrepiou e passou a segurar nos meus ombros, dei um selinho, Okay vários selinhos nele, sem pressa, sem força, apenas para poder apreciar.

Sim meninas, podem dar numa de fãngirl, o pegador foi pego no seu primeiro, ou melhor na sua primeira paixão séria, bem séria na verdade.

Vi ele ceder, fechar os olhos, passei a beija-lo de verdade, pedindo passagem para minha língua, ele deixou, brinquei com a língua do menor um pouco, ela era fofinha, húmida e quente, passei a explorar a boca dele e, para minha surpresa, ele a minha, foi tão bom.

Abracei mais forte, aprofundado nossa batalha de línguas, o deitei, mas coloquei-o sobre mim, nunca cessando o beijo, que estava ficar quente, nem por causa da falta de ar paráramos, respiramos, mas nem sei como, nossas línguas já mal se mantinham nas bocas.

Ai eu parei, ele estava tão vermelho, a boca tinha saliva, minha também óbvio, ele parecia tão indefeso.

Me virei de novo, fiquei por cima dele, passei a mão na sua boca limpando a “sujeira”, dei um selinho demorado nele, agarrei nele ao colo e o coloquei na cama.

–Masaki- beijei a testa dele- não se preocupe, mais ninguém te irá machucar, ninguém- acariciei a face dele, vi um brilho nos olhos dele, como uma “criança” poderia ser tão próxima a um anjo, compreendo o lado dele, de ser “maldoso” frio etc, mas é á primeira vista, meus olhos se encheram de ternura.

–Kirino-senpai, sou mais uma diver- não o deixei acabar a frase e esborrachei as bochechas dele fazendo uma “boquinha de peixe” muito fofa.

–Não tontinho, eu estou rendido aos seus pés, parabéns, pegou o pegador, como se sente com isso?- ouviu-o dar uma risada gostosa, ri também- Não quer passar a noite comigo hoje, só jogar vídeo game e assim, nada demais, afinal é sexta-feira, vou estar sozinho- dei um sorriso de canto e vi-o assentar com a cabeça afirmando, pulei de alegria, agarrei nele ao colo e girei, ele riu, como era bom ouvi-lo rir, abracei-o e dei-lhe um beijo, com amor, paixão e desejo. Ele correspondeu.

–Pará de me assediar vai?- disse ele num tom de piada.

–Pará de ser desejável então…-respondi continuando o beijo.


Notas finais
Então é isso, espero que tenha gostado Ge-chan ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!