Desde Que Eu Te Conheci

3 Quero que conheça alguém


Notas iniciais
Muito obrigada pelos reviews maravilhosos. Dedico o cap. à CrazyHunter, Farfalla, Bela e Mia CSI.

Desta vez ela pegou seu próprio carro para ir a palestra. Nem esperou Rita acordar. Ela poderia simplesmente não ter ido, mas já tinha perdido conteúdo demais flertando com seu professor.

Ainda não tinha esquecido a besteira que fez no dia de antes. E tinha certeza de que ele também não. Achava que ele iria querer falar com ela, mas ela não aguentaria mais aquela humilhação.

Entrou na sala, era uma das primeiras a chegar, mas não se sentou na primeira fila. Ao contrario disso se sentou na ultima, bem atrás, para não ser vista e sair de lá bem rápido.

Enquanto os outros alunos não chegavam, ela deixou os pensamentos do dia anterior a levarem para bem longe. O modo como a ajudou a descer do carro, o jeito de dizer o nome científico da rosa, o olhar que fez assim que parou de beijá-lo.

Mas principalmente o beijo. Um beijo doce que a fez sentir flutuar, mas que a deixou totalmente constrangida.

De repente ela saiu do transe. Quando olhou para os lados viu que já estava tudo cheio. Estudantes por todos os lados, todas as cadeiras ocupadas e uma enorme falação, ate que o professor entrou.

Ela se arrepiou. Ele se apresentou para os alunos que não acompanharam as primeiras aulas e começou a falar.

Sara prestou muita atenção na aula, claro sem deixar de notar um pouco o professor. Assim que ele terminou, ela começou a recolher suas coisas. Sem querer deixou cair algumas folhas avulsas com um dos conteúdos que ele ensinava no chão.

“só pode ser brincadeira.”

Se abaixou e começou a recolher tudo. Quando estava terminando de arrumar as folhas ouviu vozes familiares. Susan e Rita. Sabia que elas não tinham a visto na palestra e se vissem, iriam a encher de perguntas, fazendo com que ela ficasse mais tempo naquele lugar.

Sua única saída foi continuar abaixada. Enquanto passavam por Sara, conseguiu ouvi-las falar sobre o que teria acontecido com ela. Num certo momento escutou Rita falar que talvez ela tivesse tido uma “longa noite” na casa do professor.

Quando notou que elas estavam longe, se levantou. Terminou de guardar as coisas e já estava de saída, quando um imprevisto aconteceu.

GG: Sara!

Ela não queria se virar. Queria o ignorar e continuar andando. Mas ela já tinha o aborrecido demais, pelo menos era o que pensava, não queria que ele pensasse que era uma vadia devoradora de professor.

GG: Sara? – ele achou que ela não havia escutado.

SS: O-oi, Gil... – ela se virou devagar, com um sorriso sem graça nos lábios. Um sorriso que sumiu com o que viu.

GG: Sara, eu quero que conheça alguém... – uma mulher estava ao seu lado. Muito bonita, morena, olhos bem claros. Ele a abraçava pela cintura, o que a fez pensar que poderia ser sua namorada.

“O que é isso? Ele quer me mostrar a namorada pra eu parar de dar em cima dele?”

GG: Sara, esta é Mrs. Roper, Denise Roper.

DR: Muito prazer em te conhecer, o Gil fala muito de você.

“Ah, fala é...”

Ela estendeu a mão a Sara, que ainda meio sem entender nada, fez o mesmo.

GG: Sara, eu queria que conhecesse Denise porque ela também é professora daqui.

“Ufa, é só isso...”

GG: E nós dois...

“Ah não...”

GG: Vamos...

“Não diga, não diga...”

GG: Nos casar, Denise é minha noiva, eu queria lhe apresentar porque você é uma excelente aluna, sempre presta muita atenção as minhas aulas, apesar de não ter te visto hoje, por que se sentou tão no fundo?

“eu não presto atenção nas aulas, é em você que eu fico olhando!”

GG: Sara?

Ela “acordou” quando o ouviu lhe chamar de novo. Olhou para os dois espantada, eles a encaravam.

SS: O-o que disse?

GG: Você nunca senta tão atrás, me lembro de ter visto você todos os dias na primeira fila...

SS: É que... Eu... – ele sabia que ela estava envergonhada. Ainda mais agora que ele a apresentou sua noiva. Não encontrando uma desculpa, ela foi salva por Denise.

DR: Esqueça, isso não tem a ver conosco. Você, Sara, não quer almoçar com a gente?

SS: É... Claro! Tudo bem. – ela queria ir embora, mas achou melhor ser mais educada em aceitar.

GG: Ótimo, vocês poderão se conhecer.

Sara deu um sorriso forçado e os seguiu.

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Chegaram ao lugar e fizeram seus pedidos.

No caminho Denise não parava de falar sobre ela mesma ou sobre Grissom. Contou a ela como se conheceram, como foi o pedido de casamento, e como ele tinha sido carinhoso desde então.

Toda vez que falava sobre intimidades dos dois, Sara ficava totalmente vermelha.

Grissom também se sentia um tanto desconfortável.

Depois que os pedidos chegaram, ela continuou falando. Ela não parava de falar. Sara pensou em como Grissom a aguentava daquele jeito.

Pediram uma sobremesa, Denise deixou Sara falar um pouco sobre ela e Gil se ofereceu para pagar a conta.

DR: Fala a verdade, ele é um verdadeiro cavalheiro! – ela agarrou um dos seus braços e deu um beijo rápido nos lábios dele, fazendo Sara se lembrar do momento em que ela havia feito aquilo.

Sara olhou para o relógio e lembrou que Rita não tinha a visto naquele dia. Pensou em pegar um taxi e ir direto pra casa para dizer que estava bem, mas quando ia chamar um, foi interrompida.

DR: Nada disso, querida, nos podemos te dar uma carona ate sua casa! – Sara arregalou os olhos e olhou para Grissom, que estava estático, mas igualmente surpreso. – O que acha, Gil?

GG: Claro, é... – olhou para Sara – tudo bem...

Eles foram ate o carro, mas Sara desta vez se sentou no banco de trás.

No caminho os três ficaram em silencio. Até Denise. Quando chegaram ao apartamento, Grissom abriu a porta para as duas.

Sara estava indo ate a porta, com os dois a seguindo, quando ouviu Denise fazer um comentário um tanto... Esclarecedor.

DR: Gil, olha! Rosa Gállica, lembra? – ela cheirou a flor, Sara continuou andando, mas por dentro ela estava explodindo de vergonha. – é a minha flor favorita, queria morar num lugar com arbustos assim.

Grissom notou que ela estava desconfortável com a situação, e resolveu salvá-la.

GG: Bem, Sara, você já esta em casa. Vamos, querida.

“Querida...”

DR: Está bem Gil. Ouça Sara, foi um prazer te conhecer.

SS: O prazer foi meu, Denise. Tchau, Gil...

GG: Tchau...

Eles deram as mãos e entraram no carro.

Sara entrou na casa e deu de cara com Rita, com os braços cruzados e a encarando.

RW: Onde foi que você se meteu? Eu quase morri de preocupação, quase liguei pra polícia! – quando viu o olhar triste de Sara, suspirou e falou mais calma. – olha, eu não sei onde estava, se estava com ele, se vocês...

SS: Ele está NOIVO! – disse quase chorando.

Rita ficou perplexa. Se aproximou da amiga a abraçando.

RW: calma, Sara... Relacionamentos são assim... – a soltou e olhou em seus olhos — ainda mais, vocês se conheceram a tão pouco tempo, ele deve achar que só quer a amizade dele.

SS: Bom... – enxugou uma só lagrima que nem havia caído — eu sei que pessoas que querem ser amigas não se beijam.

RW: O quê? E-ele te beijou? Mesmo estando noivo?

SS: Não, eu o beijei, e agora ele quis me mostrar a noiva pra que eu não tentasse mais nada com ele... E quer saber mais? Ontem ele me trouxe pra casa e antes de eu o beijar ele me deu uma das flores que tem nos arbustos da frente do apartamento. Ele disse o nome cientifico dela, eu achei que estivesse sendo gentil, mas na verdade, é a flor que a noiva dele gosta...

RW: Puxa... – olhou pra baixo, depois pro relógio e viu que já era tarde. – tome um banho, depois vamos conversar mais.

Sara assentiu com a cabeça e foi para o quarto. Mais tarde ela contou a rita cada detalhe dos acontecimentos daquele dia e do dia anterior, já que Rita tinha passado o dia na casa de Susan e só voltou a noite, quando Sara já dormia.

Naquela noite não conseguiu pregar os olhos. Alem de ter perdido sua chance com aquele homem, amanha seria o ultimo dia que o veria.

Estava triste por isso, é claro. Mas também aliviada porque tudo aquilo ia finalmente acabar.

Notas finais
Nada a declarar, apenas peço reviews ;u;