Desde O Começo
1 Capítulo 1- Área 51
Desde O Começo
Capítulo 1: Área 51
(Nevada, Área 51, 05:39h, 12 de Setembro de 2001)
—...relatório 345...pode trazer ele. Apertem os cintos nele(diz a cientista de jaleco branco após encostar numa porta de metal da grande sala do laboratório)
(Uma maca adentra a sala pelo lado esquerdo da cientista. Uma maca cheia de manchas azuis e vermelhas, onde um paciente de aproximadamente 1,76 m estava com os pés e mãos amarradas fortemente)
—Coloque os braceletes(acrescenta a cientista, com a mínima compreensão da dor que o paciente sentia)
—Sim, senhora!(diz um dos militares, disfarçado de um popular e comum americano das ruas dos EUA)
(O militar solta os cintos das mãos e pés do paciente. Em seguida acopla dois braceletes nos pulsos do paciente, que parara de agonizar por dentro de tanta dor que sentira.)
—Se tentar qualquer coisa estúpida...acho que já sabe a voltagem que irá tomar direto nos pulsos né?(implica a cientista, fazendo uma expressão cínica ao desencostar da porta de metal, e andar em direção a mesa na qual tinha uma câmera)
(A cientista liga a câmera da mesa, e sinaliza dando três tapas no vidro á sua direita da sala, para os militares de fora ligarem as 4 câmeras posicionadas nos cantos)
(O paciente, com algumas tremedeiras, logo se senta na cadeira e olha confuso para a câmera)
—Iniciando gravação...aqui quem fala é a cientista Sarah Green, término de relatório. Paciente 412, denominado Liet. Sem RG e nenhum documento de registro nacional e internacional(discursa a cientista Sarah, ao ter uma postura ereta em frente a mesa olhando seriamente para Liet)
—Ainda...(Liet se esforça ao falar ofegantemente)duvidam que não sou deste planeta??!
—Não, pelo contrário. Tivemos quase certeza, ao observar seu comportamento esquisito antes do atentado as Torres Gêmeas ontem de manhã pelas câmeras de vigilância. Agora me diz, quem é você?(indaga a cientista, ao bater com as duas mãos na mesa, assustando-o)
—Já disse...já disse a todos desse lugar que vim de outro planeta!! Sofri mudanças biológicas ao ficar nesse planeta durante milhões de anos!
—Droga...ainda insiste nisso...Joe!!(grita Sarah, acenando em direção a janela á direita)
—Chame quem você quiser! Acha mesmo que o ódio que você observou em mim ontem, é típico de mim??!! Eu passei milhares de anos tentando espalhar o que vocês humanos denominam moralmente de: Bondade. Presenciei desgraças das maiores, que aposto que você não tem o mínimo de noção do que seria passar.
(A cientista aos poucos tira as mãos da mesa. Em seguida, puxa uma cadeira que havia á sua esquerda na sala, e senta com algumas pastas e folhas em suas mãos, olhando fixamente para os olhos de Liet)
—Guerras! Catástrofes! A natureza acabando com as esperanças humanas!...o ódio disseminado em mais acríticas ideias...a busca do poder, domínio, dinheiro...eu vi de perto, desde o começo, a natureza de sua raça humana(diz Liet com uma expressão nervosa, logo se acostando na cadeira em que sentava e olhando para as luzes da sala)
—Joe! Faça do vídeo uma transmissão ao vivo para a sala 14 e salve ela no computador(solicita Sarah ao olhar para Joe, que confirma balançando a cabeça) Disse não se lembrar de onde vem, apenas seu nome. Certo?(acrescenta Sarah, ao se acalmar mais nessa situação)
—Apenas que meu nome é Liet, mas durante minha vida...quase pude ter algumas...pistas de onde eu vim...(diz Liet, lentamente enquanto desviara seus olhos de um lado para o outro, pressionando seus lábios em tristeza)
—Ele tem sentimentos e é imortal?(questiona um militar do lado de fora do laboratório, ao ouvir a conversa pela transmissão da sala ao lado)
—Sim. Nas diversas experiências, tivemos a certeza de que ele é imortal. O corpo foi diagnosticado com pequenos traços e sequelas de doenças raras, comuns antigamente e diversas evidências. Ele deve ter realmente se adaptado ao planeta desde o início(confirma uma major ao lado do militar)
—Irá me contar quais são essas pistas?(pergunta Sarah, ao colocar algumas pastas de suas mãos na mesa á frente)
—Eu já falei que vou contar algumas coisas da qual presenciei, faça como quiser pra confirma-las...
(Sarah ao escutar aquilo, não conseguira se colocar contra qualquer coisa do qual o alien Liet pudesse falar. No fundo, ela sabia que podia ser verdade. No fundo, ela acreditava)
—Minha primeira memória...a primeira coisa que me lembro desse planeta era pura floresta. A natureza tomava conta de um espaço inimaginável ás percepções contemporâneas. É como se eu tivesse caído nesse planeta e não ter conseguido lembrar de mais nada antes disso, mesmo sabendo que vivi muito antes dessas primeiras lembranças(relata Liet, ao se acomodar melhor na cadeira desviando seu olhar desatento, para se concentrar nos olhos de Sarah)
(Sarah continuara olhando diretamente para Liet, sentindo um desconforto estranho em seu corpo)
—Espero que acredite em mim, depois de eu contar tudo isso que irei contar...
—--CONTINUA...
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