Desde Meus Oito Anos.

7 Parque de Diversões!


Notas iniciais
o próximo será o ultimo capítulo :(((( e finalmente um beijo mais legal! 1° Hopi Hari é um parque perto de São Pauloney A*T*E*N*Ç*Ã*O* O EPÍLOGO DESSA HISTÓRIA ESTÁ EM OUTRA HISTORIA NO MEU PERFIL!!!

Eu tinha 13 anos na época.

Eu estava no carro de Vitor indo em direção ao Parque de Diversões, sim, ele comprou um carro, não só um carro e sim O Carro Dos Sonhos de Vitor, quem escuta isso pensa que ele comprou o carro do ano, o mais desejado por todos. ‘’muito errado’’, ele comprou um fusca, do ano passado pra cá ele ficou apaixonado por fuscas e acabou comprando um. Branco, 1969 com volante, estofado e lanternas originais, era o que ele sempre se gabava sobre o carro.

– quanto você pagou no fusca mesmo? – perguntei.

– dois mil reais! Oque é barato já que...

– é eu sei volante, estofado e lanterna! – o cortei

– e o que sobrou eu acabei de pagar minha autoescola. Um bom negócio

– se você diz... Mas seria mais legal se fossemos de ônibus! Eu adoro ônibus!

– olhe quem está sendo EU agora...

– ônibus tem mais graça, sei lá, sempre achei.

– se você diz...

– agora me conta mais sobre esse Hopi Hari.

– é legal! É a terceira vez que eu vou você vai gostar da montanha russa no escuro! É muito louco! E tem a Roda Gigante, Rio Bravo e o Looping!

– looping?

– é uma montanha russa que faz um só looping de frente e volta fazendo mais um e acaba, mas é muito bom!

– já vi que eu ou vou desmaiar ou vomitar!

– dês de que não seja em mim, tudo bem.

A viagem durou duas horas até chegarmos ao parque, onde fomos revistados, o que rendeu uma brincadeira com o Vitor, já que eu disse que um segurança o cantou! Rimos bastante, eu pelo menos.

– Maravilha! – exclamou ele.

– o que foi?

– três brinquedos parados! Isso vai lotar os outros! Bando de filha da puta!

– calma, quais deles estão parados?

– o elevador, looping e a gaiola!

– bando de filha da puta! – exclamei também

– vamos para a montanha russa no escuro! Antes que lote!

Fomos para a fila. Nada pequena.

– tempo estimado para a fila: 1h30! – li a plaquinha

– tomara que demore menos...

– duvido, olha o tamanho da fila, fora aqueles filhos da mãe de ‘fura fila’, só porque eles compraram um ingresso mais caro tem direito a passar na frente dos outros... A gente devia ter comprado àquela merda!

– sua boca tá suja hoje hein!

– ah me deixa! – ri e ele também

Depois de uma hora na fila chega nossa vez. Era um brinquedo que ao invés de vagões normais ele tinha cadeiras que giravam e acompanhavam os trilhos em descidas e curvas. Eu não senti medo, já que a montanha russa no escuro esta clara, o que fez Vitor reclamar o dia inteiro.

– qual brinquedo agora? – perguntei

– escolhe ai.

– a roda gigante, tem menos fila.

– okay, bora então.

– tempo estimado de fila: 1h00. Caraca tudo tem fila! É eu sei que eu fiz uma afirmação um tanto besta e não me corrija!

– eu não ia.

– finalmente! – depois de meia hora na fila.

Entramos na cabine e fomos subindo ate poder ver o parque inteiro. Era uma visão legal.

– sabe o que seria legal? – perguntei a Vitor.

–o que?

– se masturbar aqui dentro! – comecei a rir

– que safado você hein! Mas por que seria legal?

– sei lá, é que é meio excitante! Dá um frisson nas minhas calças! – continuei rindo feito louco.

– fique a vontade se quiser, só mire pra outro lado. – riu ele e eu também

– Ah claro. – ele me olhou como se eu fosse fazer aquilo – é brincadeira né?

– claro né! Eu tenho cara de quem faz isso?

– se masturbar ou olhar os outros se masturbarem? – ri de novo.

– ah cala a boca! E olha ali – ele apontou para uma câmera que gravava tudo dentro da cabine. – aquilo acabaria com o seu frisson!

– bando de filhos da mãe! Primeiro não consertam os brinquedos e depois não deixam as pessoas se masturbarem em paz! Isso é falta de respeito com os cidadãos!

– ah claro, todo mundo tem direito de se masturbar em parques de diversões!

– apoiado – ri

Nem vimos, mas a roda gigante já havia parado e descemos do brinquedo, fomos comer.

– vai querer oque? – perguntou ele

– o combo seis! Vem com dois hambúrgueres!

– quero ver aguentar comer os dois!

– eu como, estou morrendo de fome.

Enquanto ele fazia nossos pedidos fiquei reparando ao redor, famílias, amigos, namorados, todos se divertindo. Mas uma coisa, ou melhor, alguém me chamou a atenção. Era um menino do meu tamanho mais ou menos, cabelo preto e óculos, a maioria o acharia feio, mas eu o achei bonito. Acho que o jeitinho dele de inteligente me chamou a atenção. Nem percebi, mas Vitor já tinha chagado com a comida.

– o que você tá vendo?

– nada, só aquele menino ali. Ele parece legal.

– vai lá falar com ele ué.

– ata, eu com a minha beleza! Vou assustar o menino isso sim...

– você não é feio!

– claro que não. – no ultimo ano cresceram espinhas em mim, o que dificultou as coisas – ninguém me acha bonito! Aquele menino nunca me daria uma chance.

– eu daria... – disse ele quase como um sussurro.

– oque???

– quer dizer, se eu fosse o menino e eu não sou a gora por que eu agora não daria uma chance, não que você seja feio e que nós estamos falando daquele menino, ele que deve dar a chance e não eu já que eu sou seu primo e você não é feio... Vamos sentar? – ele se embaralhou como se estive muito nervoso mesmo. Mas naquele momento percebi que ele estava meio estranho, começou com aquele beijo... Não sabia o que era, mas ele ficava fofo daquele jeito.

– sei... Vamos comer que é melhor mesmo!

– vamos...

– o meu lanche não tá igual ao do Burger King! Até o da tia do lanche da rua é muito melhor!

– é o que tem.

– pelo menos o refri é grande e a batata tá boa.

Comemos e fomos para o brinquedo que estávamos querendo ir desde o começo, a montanha russa. Ficamos 4 horas na fila para na nossa vez o brinquedo estragar. Houve um pouco de tumulto, mas o brinquedo foi consertado. Porém veio aquela duvida ‘’ e se estraga comigo lá em cima?’’. Era inevitável não pensar naquilo, a ‘sorte’ é que ainda tinha um grupo na nossa frente para ir, então se fosse acontecer algo seria com eles. Eu sei que é maldade, mas fazer o que né.

– pronto, agora que eu desmaio mesmo.

– calma, é normal acontecer isso.

– tá bom... – respondi ironicamente.

Chegou nossa vez, eu morrendo de medo conferi a trava cinco vezes antes de ele começar a andar. Ele começou a subir lentamente a primeira descida e eu devia estar branco de medo, pois ele pegou minha mão e segurou forte.

– isso ajuda? – perguntou ao meu ouvido. Por alguma razão nova, eu me arrepiei ao toque de sua boca na minha orelha e sua voz. Conclui que devia ser o medo. Olhei pra ele e acenei com a cabeça dizendo que sim. E quando ela deu a primeira descida, eu não pude resistir, senti meu corpo fraquejar e desmaiei por 1 segundo, voltei e fiz isso mais duas vezes até lembrar numa dica que faz o medo diminuir, gritar! Gritei palavrões até não poder mais.

– gostou? – perguntou ele saindo da montanha.

– eu desmaiei três vezes. – ele riu

– mas gostou?

– claro!

– vamos, vai começar a ‘’baladinha’’.

– ‘’baladinha’’?

– é, vão tocar umas musicas e tal.

– vamos ver então. – nem havia notado, já era noite. Pra lá de 7h00 da noite.

Chegamos lá e tinha um palco com um DJ e os palcos com efeitos visuais e mensagens holográficas apareciam. E tocou Rihanna, Avicci entre outros.

– tá frio. – reclamei.

– eu disse pra você trazer blusa.

– isso não vai me esquentar... – então ele veio até mim e me abraçou por traz, passou seus braços em volta de mim, minha cabeça bateu em seu queixo.

– melhorou? – eu olhei pra cima, não sei o porquê, mas fiquei encarando ele e ele de volta, não sei quanto tempo durou, só sei que os olhares pararam quando ele se abaixou e me beijou, não só um selinho como antes, um beijo de verdade, eu me assustei por um segundo antes de corresponder, aquilo era bom, ele tinha gosto de bala. Não houve tanta língua se é o que você quer saber, nos separamos e olhamos um para o outro antes de rirmos, não sabia o porquê daquilo, mas rimos.

– vamos embora? O parque já vai fechar.

– okay, eu estou cansado.

– e eu que ainda vou dirigir?!

– se tivesemos vindo de ônibus isso não aconteceria.

– cala a boca.

Fomos embora, chegamos em casa dormimos e quando acordamos seguimos o nosso dia-a-dia normal, sem comentar nada do beijo. Aquilo foi algo do momento não precisava sair comentando por ai, mas eu sempre me lembrava do beijo, e sempre ria no final.

Notas finais
chegamos no final #chatiado e quero que todos vocês comentem, mesmo que seja só um ''oi''! u.u até o ultimo capítulo e depois o epilogo! bye A*T*E*N*Ç*Ã*O* O EPÍLOGO DESSA HISTÓRIA ESTÁ EM OUTRA HISTORIA NO MEU PERFIL!!!