Descontrolada

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá, tudo bem?

Sokka e Azula??? WTF????

Pois é quem diria que faria alguém shippar Sokkla (e quem diria que já existe até nome pro shipp).
Promessa é divida! Aqui está a one de seu crackshipp Angel Daemon, espero que goste.

Descontrolada

O fogo é o elemento do poder.

Sokka e Azula se encaravam, o guerreiro tinha a missão de prender a princesa. O resto do time Avatar lutava contra o exército da nação do fogo, Aang foi atrás de Ozai para detê-lo.

— Quanta confiança posta sobre um mero rapaz — Azula riu, achava engraçado ter que duelar com alguém que ao menos sabia dobrar algum elemento — um garoto com bumerangue contra a princesa, a prodígio dobradora de raio? — ela falava com os dentes cerrados, sua mão estava tremula e seus olhos arregalados.

O rapaz da tribo da água não deixou se levar pelas palavras dela, continuou segurando fortemente o bumerangue.

— Ok. — Suspirou — Irei ser rápida, tenho um exército para comandar — os olhos azuis se cerraram e continuavam a encarar os dourados da princesa.

Azula jogou os cabelos, cortados de forma impulsiva, para trás e se preparou para formar o primeiro raio. O local escuro iluminou-se com o azul que saia das pontas dos dedos finos da garota. Ela sorriu. O raio foi lançado em direção do guerreiro, ele não se fraquejou, piscou os olhos e permaneceu imóvel quando o bumerangue que estava em suas mãos desviou o raio para outra direção e logo em seguida caiu no chão, ele gemeu ao sentir o choque, sacudiu a mão disfarçadamente.

A princesa curvou as sobrancelhas, nas palmas das mãos surgiram as chamas azuis. Sokka se aproximou pegando e guardando o bumerangue e sacando a espada.

— Tudo isso poderia ser mais fácil se você se entregasse — ele indagava cada vez mais próximo — Sabemos que Aang derrotará Ozai, no fim irá ficar presa de qualquer forma.

— Talvez o Avatar derrote meu pai, mas nunca serei derrotada por um perdedor como você. — Azula tentava manter a postura, mas era visível que seu estado emocional está tão conturbado quanto a própria guerra.

— O que te fez se tornar o que você é? — Sokka iria tirar vantagem do descontrole da princesa, se aproximou e fez com que ela recuasse um passo.

Os pensamentos da dominadora se perderam com a pergunta. Seus olhos brilharam. A imagem de Ursa passou em sua mente, o passado ressurgiu de forma intensa. Quando o rapaz estava próximo o suficiente para prende-la, Azula gritou, sentia dor e raiva. Os raios iam para todas as direções, as chamas azuis cobriam a princesa como uma coberta grossa. Sokka se abaixou e tentou se proteger.

Eles estavam em uma caverna, os raios colidiam com as paredes fazendo algumas pedras caírem, o local iria desmoronar a qualquer momento.

— Porque o Zuko? — gritava de maneira histérica, as chamas e os raios ficaram mais fortes — porque não me amava?

A terra em cima da cabeça deles começaram a se soltar, rachaduras surgiram nas longas paredes.

"Tenho que fazer algo se não irei morrer soterrado. Porque tinha que irritar a esquentadinha?" Sokka pensou, olhou para a princesa encolhida, abraçava as próprias pernas, estava envolvida no fogo descontrolado, se balança e repetia a mesma frase "porque não me amava?", conforme a intensidade de sua voz o fogo aumentava. Com a espada na mão tentou cortar o fogo para se aproximar, quando conseguiu se abaixou para ficar na altura dela. Ele a abraçou. Envolvida nos braços do rapaz, as chamas abaixaram, os raios que saiam descontroladamente para todas as direções, pararam.

— Ela me odiava. — Sussurrou, sua voz era chorosa, ela se afastou um pouco para encarar o rosto do rapaz.

— Ela não te odiava. Ela te amava. Ursa te amava. — respondeu apertando o abraço novamente — Azula... — Sokka a chamou, a princesa olhou os olhos azuis, eles passavam calma e diziam que tudo iria ficar bem.

A terra continuava a cair.

— Temos que sair daqui — falou e segurou ela pelo braço, ajudando-a se levantar e a caminhar.

Ambos saíram da caverna a tempo de vê-la desmoronando. O cenário era uma mistura de vermelho de sangue e cinza de fumaça. Sokka aproveitou o momento de distração e prendeu as mãos de Azula, não poderia deixar a chance passar, pois não seria fácil captura-la novamente.

Aquela algema não era nada para grande princesa da nação do Fogo, pelo menos não seria se estivesse em seu estado saudável. Sokka logo foi cercado por inúmeros guerreiros, todos estavam tentando salvar a princesa. Porém o guerreiro lutava muito bem, podia não saber dominar um elemento, mas sabia muito bem dominar uma espada e um bumerangue, e não foi difícil derrotar todos depois que Suki apareceu juntamente de Toph.

Suki e Toph partiram logo em seguida, o garoto ficou para vigiar a princesa e leva-la até a prisão. Azula não resistia, andava calmamente ao lado do rapaz, olhava para baixo e a cada dois passos uma gota de lagrima caia marcando a trajetória até seu “novo” lar. Vez ou outra Sokka a encarava de canto de olho, estava ficando preocupado, por mais que seja Azula, não era legal ver ninguém naquele estado emocional.

Ela entrou na cela e sentou em um dos cantos sujos, ele trancou o portão e se sentou ao lado da grade empoeirada. Ficou lá até Suki o chamar dizendo que a guerra havia acabado e que Aang tinha vencido Ozai.

Dias se passaram e a única pessoa que Azula via era um guarda que entregava comida, porém a princesa mal tocava na comida, seu controle emocional estava cada vez pior, noites que passava chorando e quieta e dias que gritava até ficar sem voz, as correntes eram cada vez mais grossas para dominar a força da princesa.

Porém, em um dia qualquer Aang apareceu junto com seu time, Suki, Toph e Katara apenas observaram os rapazes entrando na cela, Zuko conversou com a irmã, porém ela o ignorou completamente, Aang também quis dar seu apoio, dizia o quanto queria que ela ficasse bem, Azula não se deixou levar pela conversa do Avatar, revirou os olhos e virou o rosto. Os seis deram as costas para sair, mas Sokka resolveu ficar um pouco mais.

— Eu sei como é difícil ficar aqui, presa — começou a dizer e logo se sentou, Azula estava encolhida em seu canto com o corpo todo virado para parede — Também sei como é perder alguém que amamos... Perdi duas pessoas importantes por causa da guerra — automaticamente lembrou de Kya e Yue, sua mãe e sua primeira paixão — As vezes essas pessoas fazem coisas que não entendemos, mas que é o melhor para gente — Azula virou o rosto, parecia começar a se interessar pelo assunto — Minha mãe morreu para proteger minha irmã Katara e, Yue se tornou a lua salvar o equilíbrio do nosso mundo. Meu pai partiu da nossa aldeia quando era pequeno tive que cuidar da Katara, de minha avó e de todos que sobraram, eram todos minha família...

— Sua história de vida não me interessa! — Azula indagou e se virou novamente.

— Queria que você entendesse que somos parecidos. Perdemos nossas mães, pois elas quiseram proteger nossos irmãos... Nossos pais nem sempre estiveram ao nosso lado, muitos momentos tivemos que enfrentar sozinhos, mas tudo isso nos tornou fortes. — Sokka se aproximou de Azula — Eu como guerreiro e você como princesa tínhamos o dever de proteger quem estava ao nosso redor, tínhamos que ser solidários... Muitas vezes fui egoísta, mas consegui reparar meus erros, sei que você também consegue. Eu confio em você.

Azula permaneceu do mesmo jeito, ele se ergueu e caminhou até o portão, antes de atravessa-lo disse:

— Iremos atrás da rainha Ursa, queremos que você nos acompanhe.

Ao ouvir isso a postura da garota mudou instantaneamente, ela se levantou e virou-se para o guerreiro. Se encararam por um tempo, ele olhou para baixo e fechou o portão, ela se aproximou lentamente, ergueu as mãos presas e segurou na grade.

— Obrigada. — Sua voz saiu fraca e rouca. Sokka sorriu de canto e se retirou do local.

Azula mais uma vez ficou sozinha na cela, porém estava um tanto ansiosa para ir atrás de sua mãe e reencontrar com aquele que tinha muitas coisas em comum.

O fogo é o elemento do poder. Ele pode se descontrolar a qualquer momento, mas basta a pessoa certa e o momento certo para domina-lo. As chamas só se descontrolam se o dobrador estiver descontrolado, caso contrário, se usado com sabedoria ele mostra todo seu poder.

Notas finais
Muito obrigada por ler, espero que tenha gostado ♥
Deixe sua opinião sobre esse casal.

Bjss
Até ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!