Desconhecido
4 Capítulo 3 - Memórias
Roupas, de cores e estampas diferentes, Francine, Layla e Lorna saíram carregadas de bolsas delas, entraram no carro e então seguiram viagem até em casa, na viagem, elas se divertiram conversando e ouvindo músicas, ao chegar, elas pararam em frente à casa de Layla.
- Tchau Layla, até amanhã! – Francine disse, acenando.
- Tchau, Sra. Collins, tchau Francine! – Ela respondeu
Elas seguiram até em casa, e quando chegaram, despejaram as sacolas de compras sobre o sofá da sala e Francine foi tomar um banho, enquanto sua avó preparava um lanche para elas comerem assistindo Supernatural, a série preferida dela.
Francine saiu do banho e vestiu uma roupa nova, uma camiseta com estampas ultra coloridas e um short jeans, pois estava calor, ao descer, encontrou um prato de pasteizinhos sobre a mesinha da sala e pegou um, estavam quentes.
- Vó? – Perguntou ela.
- Estou aqui querida – Lorna respondeu – a série já começou?
- Não, mas está quase começando, venha logo
Lorna desceu as escadas com um cesto de roupas sujas.
- Vou levar isso na lavanderia e já volto.
- Tá! – Francine disse, enquanto tirava as roupas das sacolas e jogava no sofá.
Quando sua avó voltou, bem no momento que os créditos iniciais da série começavam a aparecer, ela já havia espalhado tudo pelo sofá, camisetas, calças e sapatos, elas passaram a tarde toda provando as roupas que haviam comprado.
Quando anoiteceu, ela subiu até o quarto, tomou um banho e se deitou, estava exausta, ligou a TV e assistiu um pouco a um filme de terror que estava passando, minutos se passaram, na tela da TV, viam-se sangue e violência para todos os lados, Francine a desligou e deitou de lado, pensando em seu primeiro dia de aula, em Jensen, em Layla e em Frank, será que ele realmente gostava dela? Impossível, acabou de conhecê-la. Finalmente fechou os olhos.
Sirenes, novamente sirenes. Francine precisava mudar aquele despertador, estava ficando irritante. Levantou-se da cama, sem entusiasmo algum e dirigiu-se até o banheiro, quando escovou os dentes e tomou um banho, ao sair, deparou-se com uma roupa limpa sobre a cama, uma camiseta dos Rolling Stones que Francine escolhera apenas pelo desenho e uma calça jeans.
- Bom dia! – Disse Lorna, Francine não havia percebido que ela estava de pé, arrumando seu guarda-roupas.
- Bom dia – Respondeu ela, entediada.
- Que desânimo é esse? – Perguntou a avó, tentando levantar sua autoestima. – Fiz waffles para o café.
Isso colocou um sorriso instantâneo no rosto de Francine, há muito tempo não comia waffles.
- Já vou descer – Disse ela.
Quando ela chegou à cozinha, o delicioso cheiro a animou, sentou-se à mesa. Depois que comeu o delicioso café da manhã, despediu-se da avó e partiu para encontrar sua turma, já era seu 8° dia de escola, Francine já havia feito alguns outros amigos.
- E aí Fran! – Disse Dana.
- Oi galera! – Francine disse, animada.
- Bom dia! – Layla disse ao chegar atrasada. – Ansiosos para a festa?!
- Que festa? – Ela perguntou.
- Ah, não te contaram? – Frank Disse – Todo ano acontece uma festa aqui no bairro, a desse ano, será no domingo, no ginásio da Shivers.
- No meu aniversário – Francine disse, desanimada, não gostava do significado daquela data.
- O que foi? – Layla perguntou – Você não quer ir?
- Ah, é claro! – Ela respondeu, colocando de volta, aquele sorriso no rosto.
O ônibus chega e eles vão embora, Frank senta ao lado de Francine.
- Está gostando daqui? – Ele pergunta, simpático como sempre.
- Estou adorando – Francine responde, devolvendo um sorriso.
- Olha, eu não sei se você pensou sobre o que o Chuck disse, mas não leve a sério tudo o que ele diz – Ele fala, com o rosto corado.
Francine sorri, será que ele estava tentando desmentir o que Chuck falou sobre ele gostar dela? Ou ele estava mentindo, apenas por vergonha? Havia uma chance, e naquele instante, ela começava a torcer pela segunda opção. Os dois não perceberam que haviam chegado à escola.
- Vamos lá, pombinhos – Chuck disse, batendo no ombro de Frank.
- Vamos Frank – Francine levanta, levando ele pela mão.
- Vamos.
A aula de História estava chata, a Revolução Industrial não era um assunto que Francine gostaria de estudar, principalmente quando sua mente estava em outro lugar. O campo de futebol, onde vira aquele jogador misterioso, que ela ainda estava em se perguntando se era imaginação ou real. Virou o rosto para esquecer aquilo, mas não havia mais ninguém na sala, exceto um homem, sentado na primeira carteira de uma das filas da sala, Francine levantou e foi até ele, para saber o que estava acontecendo, mas antes que pudesse ver o rosto dele, viu uma tatuagem em seu braço, um coração, envolto em arames farpados.
- Querida! – O homem se virou, revelando uma máscara assustadora e uma enorme faca ensanguentada.
Francine gritou de desespero, mas quando abriu os olhos, toda a turma estava olhando para ela, sem entender absolutamente nada, um pesadelo.
- Com licença – Ela falou enquanto corria rapidamente até o banheiro.
- Sr. Hitchcock, posso ver como ela está? – Layla logo perguntou.
- Claro, Layla.
Ao chegar ao banheiro, ela encontra Francine lavando o rosto.
- O que foi Fran? – Layla pergunta assustada.
- Nada, só um pesadelo – Francine responde, respirando fundo.
Neste momento, o sinal toca, hora de ir embora.
- Vamos, hora de ir pra casa! – Layla puxa a amiga pela mão.
- Vamos.
Ao entrar no ônibus, as duas seguem até o fim, onde estão todos os seus amigos, com exceção de Jensen.
- Ai que dor de cabeça – Reclama Francine.
- Tome um remédio e vá descansar quando chegar em casa tá? – Layla sugere.
- Tá.
- Foi mal a demora, precisei ir ao banheiro – Jensen chega atrasado.
A viagem foi rápida, considerando que Francine e os outros falavam sobre um assunto agradável, a festa. Faltava apenas um dia, ela não sabia se ia ou não, não poderia festejar lembrando-se do que aconteceu 6 anos atrás, não, pelo contrário, precisava esquecer, 6 anos atrás, era muito tempo, já estava na hora de seguir em frente. O ônibus chegou, Francine desce e os amigos se despedem.
- Tchau Fran! – Diz Layla, acenando.
- Tchau! – Grita Jensen, logo em seguida
- Tchau.
Ao chegar em casa, encontra sua avó dormindo, então resolve comer almoçar e depois subir para o seu quarto, onde consegue tirar um cochilo até o fim da tarde. Ela acorda com uma forte dor de cabeça e vai até o banheiro pegar um remédio. Abre o armário e pega uma aspirina, ao fechar o armário, vê uma cena no mínimo estranha, alguém deitado em sua cama. Ela não se desespera até perceber que esse alguém está usando uma máscara horrível. Francine olha para trás, assustada, mas tudo o que vê é sua cama bagunçada.
Seus pesadelos com aquele homem se tornaram frequentes, tudo parecia bem real, será que ela estava ficando louca? Ou será que isso seria apenas simples coincidências?
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