Desconhecido
14 Capítulo 13 - Inferno
Francine levanta-se depressa, escova os dentes e veste uma roupa e acaba acordando Vanessa.
- Onde está indo? – Ela pergunta.
- No colégio, Frank me ligou, a policia está lá – Francine responde.
- E o que eles disseram?
- Eles não acharam nada lá, e nem na delegacia, o assassino limpou tudo.
- Eu vou com você então! – Vanessa veste uma roupa depressa.
- Te espero lá embaixo.
Francine desce as escadas, e encontra sua avó, com uma xícara de café, pronta para ir trabalhar.
- Pra onde você vai? – Ela pergunta.
- Vou pra escola! – Francine responde.
- Agora? – Lorna olha o relógio – Já está tarde.
- É uma longa história.
- Como assim? – Ela bloqueia a passagem de Francine pela porta – Comece a me explicar.
- Eu não posso explicar agora, mas eu juro que depois eu te explico.
- Não, você pode explicar sim e vai, pode começar – Ela cruza os braços e Francine revira os olhos.
- Droga – Ela reclama – Olha, ontem à noite, o Frank e o Jensen foram até a escola para tentar atrair o assassino até lá e a Layla ficou muito nervosa por isso, então eu e a Vanessa ajudamos ela e fomos atrás deles.
- Vocês o que? – Ela grita, parecendo não acreditar no que ouviu – Deixe-me ver se entendi, você saiu de casa tarde da noite, pra ir até onde o homem que quer te matar estava?
- É, mais ou menos – Francine responde.
- Você não tem ideia do risco que correu né?! – Lorna começa a gritar, furiosa.
- Eu tenho ideia sim, mas não se trata do perigo que eu estou correndo, e sim do perigo que meus amigos estão correndo por causa de mim.
- Eu não acredito – Ela solta um riso irônico – Você só pode estar tentando se matar né?
- Você precisa me entender, eu não posso deixar eles morrerem!
- Espero lá fora – Vanessa diz baixinho, quando passa pelas duas e sai da casa.
- E porque não chamou a policia?!
- Porque ele matou todos! – Ela grita, colocando as duas mãos sobre a cabeça – Aliás, porque ele está fazendo isso? Ele não já conseguiu o que queria?!
- Não – Ela diz baixinho e abaixa a cabeça.
- Como assim vó? – Francine pergunta – O que você sabe que eu não sei?
- Nada – Ela começa a chorar – Eu não devia ter dito isso.
- Nada mesmo? – Francine pergunta mais uma vez.
- Nada!!! – Ela grita e Francine fica em silêncio por alguns segundos.
- Tá certo – Ela diz decepcionada e então sai de casa, batendo a porta.
Vanessa já está no carro, esperando-a, e nesse momento, Layla e Chelsea estão saindo de casa.
- Para onde estão indo? – Francine grita.
- Pra a Shivers – Layla responde.
- Nós também, vamos – Francine faz um sinal com a mão, chamando-as.
- Vamos – Layla dá de ombros.
Vanessa dirige até o colégio, onde Frank as espera encostado no carro, junto com Jensen e Chuck, ao ver Layla e Chelsea saindo do carro junto com eles, Jensen revira os olhos e coloca a mão na testa.
- Eu não disse pra vocês ficarem em casa? – Jensen pergunta, decepcionado.
- Eu preciso mesmo responder Jensen? – Layla faz uma cara séria.
- E então, cadê a policia? – Vanessa pergunta.
- Foram embora – Chuck responde e Jensen completa:
- Não acharam nada aqui, aquele desgraçado limpou tudo.
- Vocês estão bem? – Frank pergunta e Francine responde:
- Sim, obrigado por perguntar.
- Vamos entrar! – Chuck diz, quando pega um revolver e entrega Jensen e Frank saca a pistola do bolso – Eu fico com essa belezinha – Ele mostra a grande espingarda.
- Garoto, teu pai vende armas é? – Chelsea brinca.
- Quase – Chuck sorri, fazendo mistério.
- Vamos – Layla dá de ombros e sorri.
Jensen pega um pequeno pedaço de ferro parecido com um clipe de papel, deforma um pouco e então coloca dentro da fechadura, depois de algumas rodadas, ele consegue abrir a porta.
- Vamos – Ele sorri.
Ao entrar e andar um pouco, eles percebem como a escola estava, realmente limpa e consertada.
- Ele arrumou tudo mesmo – Jensen reclama.
- Vamos até a toca do desgraçado – Chuck convida Frank.
- Vamos.
- Jensen, fique com as garotas – Frank sugere.
- Mas é claro, não deveriam estar aqui, mas já que estão...
- Não sou tão inútil assim – Ela saca uma faca do bolso e faz Jensen sorrir.
Frank e Chuck andam até corredor em reforma e abrem a porta da antiga sala dos geradores, é escura e úmida, eles andam um pouco até chegar a um armário.
- É aqui atrás – Chuck informa.
- Eu deveria ter mostrado isso a policia – Frank reclama.
Chuck empurra – com esforço – o armário, destapando a porta.
- Eu vou abrir e você fica mirando, se ele aparecer, você atira – Chuck explica e Frank faz um sinal positivo com a cabeça. Chuck segura no trinco lentamente e abre a porta depressa. Frank mira a arma mas não há nada do outro lado da porta.
- Vamos entrar – Chuck diz.
Os dois cuidadosamente andam pelo corredor escuro, com as armas em punho e prontos pra atirar na primeira coisa que aparecer na frente. Finalmente chegam ao esconderijo, é um tipo de sala com uma iluminação fraca e cheia de instrumentos cortantes e várias cadeiras que pareciam servir pra torturar suas vítimas. Ele criou esse lugar em apenas um mês.
- Que droga – Chuck diz, enquanto fica perplexo com alguns instrumentos que vê, inclusive o rifle do seu pai totalmente desmontado.
- O cara é um psicopata mesmo – Frank confirma, observando o lugar de cima a baixo.
- Vamos embora, ele não está aqui! – Chuck diz e eles vão embora.
Ao sair pela porta do corredor escuro, eles colocam o armário de volta no lugar e vão embora, ao sair do corredor, eles vão até o lugar onde deixaram os outros, não há ninguém.
- Vamos procura-los e ir embora daqui, vamos chamar a policia e mostrar o esconderijo, eles vão fazer uma busca – Chuck sugere.
- Vamos – Frank concorda e eles seguem andando pelo corredor.
- Jensen! – Chuck grita.
Eles sobem e procuram nas salas de cima, ao ver a primeira sala, Frank abaixa a cabeça, lembrando-se do que vira na noite passada.
Jensen e as garotas estão andando pelos fundos da escola, até a casa do zelador, ao chegar lá, não encontram ninguém.
- Preciso que vocês saiam daqui – Jensen avisa.
- Não – Layla recusa.
- Vocês precisam, vão embora e chamem a policia de NY! – Ele pede – Eu vou atrás do Frank e do Chuck, por favor, vão.
- Tá – Francine concorda – Nós vamos voltar com a policia – Ela segura sua mão.
- Eu vou fica bem – Ele diz para Layla antes de Vanessa puxá-la pelo braço. Elas saem pela lateral da escola e Jensen volta pra dentro, com a arma em punho, preparado para atirar.
Frank e Chuck não conseguem resultado ao procurar pelo assassino.
- Vamos nos separar, é a única solução – Frank sugere.
- Não gosto disso – Chuck reclama – Mas não tem como ficar pior, então vamos.
Frank continua procurando pela parte de cima do colégio e Chuck desce as escadas para procurar no térreo.
As garotas se dirigem ao carro de Vanessa, e ao chegar, ficam aterrorizadas, os quatro pneus totalmente furados.
- Droga! – Vanessa grita.
- Vamos pedir ajuda a alguém por aqui – Layla sugere.
- Pedir ajuda para que? – Chelsea começa – Pra matar um assassino?
- Que merda – Layla fica revoltada.
- Já sei a quem podemos pedir ajuda! – Francine começa – Steven mora aqui perto não?
- É verdade, ele pode nos ajudar – Layla sorri – Vamos à casa dele, eu sei onde é.
Ele anda pelo corredor silencioso, não há possibilidade de Jensen estar perto, se não, ele e as garotas estariam fazendo algum barulho, então ele volta e procura no banheiro masculino, ele abre a porta do primeiro boxe. Ninguém está lá. Ele abre o segundo. Ninguém. No terceiro, ninguém também, mas quando chega ao quarto boxe do banheiro, tem um susto, um corpo de uma garota loira, o corpo de Julia, com pescoço inchado e cortado. Ele se afasta lutando pra não vomitar, mas não consegue e então começa a colocar tudo pra fora em uma das pias, ao terminar, ele liga a torneira e o vômito desce pelo ralo, quando levanta a cabeça, pelo espelho, ele percebe alguém atrás, dele. Um homem de preto e máscara de pano, ele reconhece na hora e se vira, para apontar a arma, mas o homem segura sua e derruba a arma no chão, chutando pra longe logo depois. Com a outra mão, Chuck dá um soco no assassino, que revida com outro mais forte. Após socos e chutes, Chuck o derruba no chão e rasga um pouco da sua camisa durante a briga, dando pra ver, no seu peito, uma tatuagem, um coração envolto em um fio de arame farpado, então ele tem uma ideia. Tirar sua máscara. Ele segura a máscara de pano, mas quando vai tirá-la, o assassino, pega seu pescoço e aperta, o fazendo cair e parar pra recuperar o fôlego, quando o assassino se levanta, ele pega Chuck pelo cabelo e bate sua cabeça contra o espelho algumas vezes. O rosto dele fica totalmente cortado e machucado. E depois de tanto lutar o assassino pega um grande pedaço de vidro do espelho e pega Chuck pelo pescoço novamente e com a outra mão, faz um corte fundo na sua barriga, o largando no chão depois. Ao terminar, ele sai andando e tranca a porta do banheiro.
- Não!!! – Chuck grita, antes de ele ir embora.
Sentindo muita dor, ele se levanta, tira a camisa e amarra ao redor da barriga, diminuindo o sangramento, mas ele sabe que não vai durar muito tempo e então trata de tentar sair daquele lugar, ele não tem muita força, então se distancia da porta e corre depressa se chocando com ela, na intenção de quebra-la ou fazer alguém ouvir o barulho, mas por causa do impacto, seu sangramento piora, ele começa a sentir mais dor e ficar tonto, mas precisa avisar a algum de seus amigos que está ali dentro, porque talvez alguém consiga salvá-lo, então ele liga todas as torneiras e se senta no chão, esperando a hora de sua morte ou da sua salvação. Ninguém aparece, e enquanto a água da torneira atinge o chão e escorre até a porta, ele sente seus olhos fecharem, e então não há mais nada, nada além da escuridão.
As garotas chegam até a casa de Steven, uma grande casa, com um portão na frente, que está aberto, dando pra ver seu carro na garagem.
- Ele deve estar em casa – Layla aponta para o sedan preto.
- Vamos lá – Vanessa toca a campainha.
Elas tocam a campainha denovo e denovo, por alguns minutos, mas ninguém atende. Então resolvem entrar até a porta da frente, onde começam a chama-lo novamente, mas não conseguem resposta. Elas decidem ir embora, mas antes, Vanessa gira a maçaneta, só pra garantir que estava fechada e ele não estava em casa, mas se surpreende, a porta está aberta.
- Esperem! – Vanessa diz – Está aberta.
- Ele deve ter saído pra algum lugar aqui perto e esqueceu aberta, vamos embora – Chelsea diz e elas vão embora.
De volta ao colégio, elas param diante do estacionamento.
- Não vai dar tempo de chegar à cidade, vamos voltar pra dentro e encontrar os garotos – Layla sugere.
- Ela tem razão – Vanessa lamenta em concordar.
- Então vamos – Francine, amedrontada, concorda.
Nada. É o que Jensen encontra ao andar pelo térreo do colégio, nada de Frank e nada do assassino. Quase desistindo, ele entra em outro corredor, alagado. Ele analisa o local, procurando o lugar de onde a água está vindo e então percebe que vem do banheiro masculino. Ao chegar à porta, está trancada, então ele chuta algumas vezes, quebrando a fechadura e entra, se deparando com uma cena chocante, o corpo ensanguentado de Chuck, encostado na parede, o grande espelho quebrado e cheio de sangue, e as torneiras ligadas, deixando escorrer a água que ao chegar no chão, adquire uma coloração vermelha. Jensen corre até o corpo.
- Chuck?! – Ele fica nervoso e ao perceber que ele está morto, ele se afasta e apesar de ter um estômago forte, ele se afasta e vira o rosto, para não ver mais aquela cena tão triste, ele decide sair do banheiro e encontrar Frank o mais rápido possível, e quando chega a porta, percebe o corpo de Julia em um dos boxes do banheiro. Ele desliga as torneiras e vai embora, levando consigo, a arma de Chuck.
Frank permanece com a pistola em punho, preparado para atirar no homem que em um mês, conseguiu mudar sua vida completamente. Ao ver alguém virar a esquina do corredor a sua frente, ele não pensa duas vezes e ligeiramente aponta a arma, mas fica feliz em ver que não é o assassino, e sim Jensen.
- Calma, sou eu! – Ele diz, levantando as mãos.
- Ah, cara, você me assustou – Frank abaixa a arma – Onde estão as garotas?
- Na cidade, eu espero, mandei chamarem a policia de NY – Ele responde.
- Fez o certo – Frank suspira, aliviado – Não acho o desgraçado em lugar nenhum.
- Nem eu – Jensen lamenta.
- Vamos procurar o Chuck e esperar as garotas chegarem.
Jensen abaixa a cabeça.
- Ele está morto – Ele diz, lamentando.
- O que? – Frank fica surpreso.
- Eu o encontrei no banheiro masculino, e a Julia também – Ele esfrega o rosto.
- Que merda – Frank reclama.
- Esse jogo de gato e rato está chegando a outro nível – Jensen começa – O cara conhece esse colégio como ninguém, deve existir várias passagens subterrâneas aqui, nós precisamos de ajuda.
- Você tem razão, vamos esperar a policia lá fora. Ele com certeza não vai sair daqui.
- Se é que já não saiu.
Ao chegar no corredor principal, se encontram com as garotas.
- O que estão fazendo aqui? – Jensen pergunta.
- Vocês não iam chamar a policia? – Frank também.
- É, mas ele furou os pneus dos meu carro – Vanessa responde.
- Nós fomos até a casa do Steven – Francine começa – As portas estavam abertas mas ele não estava lá.
- Estamos presos aqui – Chelsea lamenta.
- Onde está o Chuck? – Layla pergunta, temendo o pior e ao não obter resposta, ela entende o que aconteceu – Ele está... Morto? – As palavras quase não saem da sua boca.
- Infelizmente – Frank lamenta, com uma voz fraca – Jensen o encontrou no banheiro.
- Eu quero ter certeza – Ela começa a correr até o banheiro, mas Jensen a segura.
- É melhor não.
Ela desaba em lágrimas.
- Vai anoitecer em pouco tempo, nós precisamos ir pra casa a pé mesmo – Chelsea explica – Amanhã nós falaremos com a policia denovo.
- Quantas vezes já falamos com a policia e ela não conseguiu resolver nada? – Frank fica nervoso – Esse cara é inteligente, e ele deve ter várias passagens secretas por esse colégio inteiro.
Frank explode e começa a gritar.
- O que você quer?! – Ele começa – O que você quer da gente?!
- Calma Frank – Francine tenta acalmá-lo, mas ele acaba chorando:
- Eu só queria terminar o colégio e ir pra faculdade, só isso.
Francine sente um grande peso nas costas, a culpa. Toda a culpa disso acontecer com seus amigos era sua.
- Não adianta reclamar agora – Vanessa começa – Isso não vai fazê-lo parar – Ela explica, enquanto pega o revolver da mão de Jensen e o deixa com a espingarda do pai de Chuck.
- O que você vai fazer? – Chelsea pergunta.
- Eu vou acabar com esse desgraçado! – Ela diz, determinada – Ninguém mais vai se machucar!... Chorar e gritar não vai adiantar de nada, precisamos lutar – Ela continua – Jensen e Layla, procurem todas as passagens e esconderijos que conseguirem. Frank e Chelsea, procurem na parte de cima, eu e Francine vamos procurar aqui embaixo.
- E você sabe usar uma arma? – Francine pergunta, surpresa, nunca viu Vanessa tão determinada assim, em outras circunstâncias, até seria engraçado, mas naquele momento não.
- Na verdade não, mas é necessário aprender agora – Ela dá de ombros – Vamos!
- Lá embaixo é muito perigoso, é melhor eu ir sozinho – Jensen começa – Fique com o Frank, por favor, não quero que se machuque e acho que não poderia defendê-la, só faço burradas ultimamente – Ele olha nos olhos de Layla e ela apenas concorda com um sorriso e um abraço.
Eles se separam. Frank, Chelsea e Layla sobem as escadas e procuram no primeiro andar do colégio, eles entram na primeira sala do corredor fazem a busca, mas não encontram ninguém, entram na segunda sala, e não tem ninguém, na terceira também não, depois de algum tempo, eles chegam á última sala do corredor, Layla abre a porta e Frank se prepara para atirar, mas não tem ninguém.
Francine e Vanessa começam pela área mais remota do colégio, onde ficam o laboratório e o refeitório, elas entram no laboratório e fazem uma busca, mas não acham nada, quando se preparam para virar o corredor e ir até o refeitório, se deparam com Steven.
- Professor? – Francine pergunta, surpresa – O que faz aqui?
- Frank me contou o que vocês estavam fazendo aqui ontem e quando eu vi vocês chegando aqui hoje, pensei que poderia ser perigoso.
- Então você veio nos ajudar? – Vanessa pergunta.
- Não, eu vim pra avisar a vocês pra ficar longe, vocês precisam ir embora.
- Nós não vamos, pelo menos não até garantir que esse desgraçado esteja morto.
- Me escutem, vocês acham que podem lidar com ele mas não podem, precisam avisar a policia.
- Ah, a policia... – Francine revira os olhos – Ela não liga, não conseguem acha-lo, mas agora nós sabemos onde ele se esconde.
- Vocês tem que sair – Ele avisa pela última vez – Onde estão os outros?
- Frank, Layla e Chelsea estão lá em cima e o Jensen está procurando por baixo.
Ele sai correndo, nervoso, para tentar avisar aos outros para eles saírem, seria uma perda de tempo, eles estavam mais do que nunca prontos e determinados para acabar com isso de uma vez por todas.
Jensen procurava novamente o assassino pelo subterrâneo, onde ficou preso, mas não há ninguém, então ele decide pegar tudo o que encontra na pequena ‘toca’, todos os instrumentos que acha, assim, pelo menos, poderia deixa-lo sem armas.
Passos. É tudo o que conseguem ouvir naquele silêncio, passos rápidos. Steven chega ofegante atrás dos três.
- Vocês tem que sair daqui – Ele diz.
- Como assim? – Frank pergunta.
- Eu sei o que estão fazendo aqui, e não posso deixa-los continuar.
- Não vamos embora – Chelsea avisa – Nós não vamos desistir.
- Então eu vou com vocês – Ele sugere.
- Pode ser – Chelsea entrega a faca a ele.
- Mas nós temos que ficarmos juntos – Steven diz – Já está anoitecendo!
O colégio começa a ficar escuro, e o perigo começa a aumentar porque a noite, será mais difícil de pegá-lo, mas de repente, as luzes acendem.
- Que bom! – Steven comemora.
- Deve ter sido o Jensen – Frank sorri.
- Agora vamos procurar os outros, eu também conheço essa escola como a palma da minha mão.
Eles descem as escadas e começam a procurar Francine, Vanessa e Jensen.
- Eu acho que sei onde o assassino pode estar – Frank diz – Steven, você e Chelsea procuram os outros e eu e Layla vamos até a casa do zelador – Ele explica – Ele só pode estar lá.
- Tem certeza? – Steven pergunta e ele responde balançando a cabeça.
- Então tá, se precisar de ajuda, é só gritar!
- Valeu – Ele sorri e eles se separam.
Steven e Chelsea andam pelo corredor escuro, ela está com muito medo, mas ele não parece estar tão abalado, quando chegam perto do corredor em reforma, Chelsea fica mais tensa, ao perceber um grande buraco no meio do corredor. Os dois caminham lentamente pelo corredor sem fazer ruído algum, até que param diante do buraco, está cheio de água.
- Dá pra passar! – Steven analisa – Eu vou primeiro!
Ele se prepara para descer na água quando Chelsea percebe algo no canto.
- Não! Espera! – Ela grita e Steven se assusta – Olha! – Ela aponta para um fio elétrico mergulhado na água, o corredor estava cheio, e dois deles, estavam mergulhados nesse buraco.
- Caramba! – Ele diz, saindo rapidamente da beirada do buraco – Que droga! Ele deve ter feito isso!
- Não dá pra tirar os fios, estão descascados – Chelsea pensa um pouco — Mas dá pra passar sim – Ela pega uma grande tábua de madeira e coloca no chão, ligando um lado ao outro do corredor, a tábua é grande e consegue sem esforços, chegar ao outro lado.
- Eu vou primeiro – Steven pisa, e percebe uma coisa – Não vai aguentar o meu peso.
- Mas aguenta o meu – Chelsea se oferece.
- É perigoso Chelsea – Ele avisa.
- De qualquer modo correremos perigo, então não custa tentar – Ela tira os sapatos – Eu vou até lá, e dou uma olhada, depois volto tá?
- Ok, eu vou te esperar aqui!
Ela se prepara para pisar na tábua, quando Steven a interrompe:
- Chelsea – Diz ele – Fique com isso! – Ele entrega a faca a ela.
- Mas e você? – Ela pergunta.
- Eu sei me defender – Ele pisca um olho.
- Obrigada – Ela agradece e pega a faca da mão dele.
Quando sobe na tábua e vê o buraco em baixo de seus pés, um calafrio consome seu corpo, ela começa a ficar medo. Ao chegar na metade, ela para pra recuperar o equilíbrio, e então ouve um barulho. Crack. A madeira começa a se rachar. Que droga, Ela pensa e Steven pergunta:
- Tudo bem?
- Sim – Ela responde.
Chelsea continua andando pela fraca ‘ponte’ de madeira, ouve um segundo barulho, e começa a suar frio, mas continua andando, quando ouve o terceiro, ela respira fundo mas continua, mas é quando o quarto ruído acontece, que ela entra em pânico e começa a correr, chegando ao outro lado, sã e salva. Consegui, Ela pensa, sorrindo de si mesma. Steven também sorri ao perceber que ela conseguiu.
- Já volto! – Ela diz, quando pega a faca e começa a andar com cuidado pelo final do corredor.
Ela vira a esquina do corredor e encontra outro, também em reforma, cheio de salas, lugares perfeitos para se esconder, ou esconder suas vítimas. Ela chega perto de uma das portas e com cuidado, abre-a. Não tem nada lá, exceto alguns armários velhos desorganizados e materiais de construção. Ela sai da sala e vai até a próxima porta, nada novamente. Por um momento, ela pensa ter ouvido um barulho, parecido com um grito ou gemido de dor, mas logo convence a si própria que foram os efeitos do medo. Chelsea procura em todas as portas, mas não acha nada.
- Droga! – Ela reclama, quando sai da última sala.
Quando volta até o buraco do corredor, não encontra Steven, é quando percebe que o grito que ouviu não foi coisa da sua mente, ela fica com medo e olha para os lados, até que percebe uma porta, a única que ela não havia aberto, ficava ao lado esquerdo, era a única porta daquele lado do corredor. Ela cuidadosamente anda até lá, quando pelo vidro, percebe uma sombra preta. Antes abrir e preparar sua arma para atacar, o homem que lá estava é mais rápido e sai quebrando o vidro da porta, ele derruba Chelsea no chão que pega a faca e faz um corte pequeno na sua barriga, ele sai de cima dela e coloca a mão na ferida, dando tempo para ela fugir. Quando chega ao buraco, ela para e olha pra trás, o assassino continua no chão, então ela cuidadosamente pisa na tábua e começa a andar, ao chegar no meio, ela olha para trás, o assassino está observando-a, sem reagir e nem correr atrás dela, por um momento, ela tem a sensação de que por trás da máscara, ele está sorrindo, é quando ele levanta sua mão esquerda, fazendo um sinal de despedida, é quando ela percebe. Uma armadilha. Ela só tem tempo de ver um corte de serra na tábua, antes que ela quebrasse ao meio, derrubando-a na água e eletrocutando-a até a morte. A descarga elétrica foi tão grande, que queimou totalmente o tecido da pele dela, deixando seu corpo – agora morto – com várias queimaduras horríveis. O assassino se levanta e vai até a beira do buraco, e, por trás da máscara, ele sorri, ao ver o corpo queimado e sem vida da garota, boiando na água.
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