Desconhecido
8 Capítulo 7 - Tormenta
Um abraço. É tudo o que Francine quer antes de Vanessa ter que ir embora.
- Você promete que vai ficar bem? – Vanessa pergunta.
- Vou sim – Ela responde, sorrindo.
- Se precisar de algo, liga pra mim tá certo?
- Tá bom – Francine responde, dando um último beijo na amiga.
- Obrigado pela hospitalidade Lorna.
- Oh, de nada querida, volte quando quiser – Lorna desponde, pegando na mão de Vanessa.
Vanessa entra no carro, acena pela última vez e então vai embora, neste momento, Jensen chega de surpresa.
- Porque ela já foi? – Ele pergunta.
- Ai que susto garoto! – Francine diz, sorrindo – Ela quer ver os pais, chegou de viagem recentemente.
- Gostei dela.
- Vamos entrar? – Francine convida.
- Não, preciso terminar de consertar uns negócios lá em casa.
- Então tchau. – Francine diz.
- Tchau.
Francine não tem nada pra fazer em casa, hoje é feriado, e as pessoas ainda estão abaladas com a morte de Trevor, então resolve sair um pouco e levar Bree para passear, afinal, o clima está perfeito para isso. Ela veste seu casaco, pega a coleira da cadelinha e então sai de casa, anda até a casa de Layla, esperando que ela estivesse acordada, Bree para algumas vezes no caminho para analisar o território e enfim, elas chegam. Francine arremessa uma pequena pedra na janela dela e Layla vai olhar de onde veio, ao ver Francine, sorri e faz um sinal para ela esperar. Depois de alguns minutos, ela abre a porta.
- E aí Fran! – Layla diz.
- Bom dia, querida! – Ela responde.
- O que faz andando por ai tão cedo? – Ela pergunta, enquanto faz carinhos em Bree.
- Eu estou levando ela pra passear.
- Vamos entrar? – Layla convida.
- Não preciso ir.
- Então tá, mas preciso conversar com você mais tarde.
- Tá bom, passa lá em casa.
- Ok, tchau tchau.
- Tchau.
Francine e Bree estavam indo pra casa quando a cadela percebeu algo estranho nos arbustos da casa de Layla e insistiu em cheirar.
- Vamos Bree! – Francine disse, enquanto puxava a coleira dela, mas ela não queria.
Bree cheirava uma mancha vermelha na grama, sangue. Finalmente, Francine conseguiu puxá-la e então foi embora, ignorando completamente o que Bree havia encontrado. Chegando em casa tirou o casaco e jogou-o sobre o sofá, onde sentou e esfregou as mãos por causa do frio, quando percebeu um jornal, noticiando a morte de Trevor, o mal estar a atingiu novamente, depois daquela tarde com Jensen, ela até tinha esquecido essa história macabra por um tempo. Por algum motivo, Jensen a fez lembrar Frank. Por onde ele andava? Francine não o via há alguns dias. Pegou o celular e discou seu número, sem sucesso na ligação, ligou para Layla.
- Alô? – Layla disse.
- Você tem notícias do Frank? – Francine pergunta.
- Ele me disse que ia viajar com os pais, há uns dois dias, mas volta hoje.
- Ah tá, porque não tenho notícias dele desde segunda-feira.
- O que você tá fazendo?
- Nada, acho até que vou dormir, é só que o faço nos últimos dias, rs.
- Rs rs rs, estou estudando um pouco, só pra passar o tempo.
- Adorei seu passatempo – Francine ri. – Então ok, beijos.
- Beijos, tchau.
Ela desliga o telefone e coloca no bolso, olha de um lado pro outro, não tem nada pra fazer e então resolve ir dormir, sobre para o quarto, fecha as cortinas, livra-se de todos os pertences que estão no bolso e os coloca na mesinha ao lado da cama, logo depois, joga-se na cama e demora um pouco, mas consegue cair em um sono profundo, afinal, acordou cedo e estava cansada.
Francine acorda no meio da tarde, a julgar pela claridade, em torno de três horas da tarde. Olha no relógio do celular e confirma. Três e vinte e oito. Sem vontade alguma, levanta-se, para procurar sua avó e comer algo, estava com fome. Desce as escadas encontra Lorna sentada na poltrona da sala, com um caderno na mão, desenhando uma bela flor.
- Não sabia que você desenhava – Francine disse, admirada com o desenho.
- Ah, desde que era pequena – Ela responde, sorrindo.
- É linda! – Seus olhos brilhavam ao vê-lo.
- Obrigada – Sua avó disse, lisonjeada. – Seu almoço está dentro do forno, não quis te acordar, parecia muito cansada. – Lorna mudou de assunto.
- Sim, estou com fome.
Foi até a cozinha e abriu o armário, um bife suculento a encarava no prato. Ela prepara o seu almoço colocando um pouco de tudo, e depois sacia sua fome com a deliciosa comida da avó. Ao terminar, pega o notebook, senta-se no sofá ali ela passa as últimas horas da tarde, até anoitecer, quando finalmente, resolve desligá-lo e subir para arrumar seu quarto que está uma bagunça. Quando termina, já são mais de sete da noite, ela está cansada e tudo o que faz é tomar um banho e deitar-se, porém, apesar do cansaço, não consegue dormir, então pensa em Jensen, que tem sido tão carinhoso e amigo todo esse tempo, um amor de pessoa. E depois em Frank, que é meigo e simpático, um doce. Francine sorri, parece que sua vida finalmente está dando certo, então finalmente sente seus olhos fecharem.
- Francine, acorde – Lorna dizia, enquanto a balançava. – Você vai se atrasar.
Ela acorda e olha no relógio do despertador, dez minutos depois que a hora em que supostamente ele tocou.
- O despertador deve ter tocado mas você não ouviu. – Lorna disse.
Francine se levanta e vai até o banheiro, onde escova os dentes e toma banho, após isso, escolhe uma roupa simples para ir ao colégio e se veste. Senta na cama, ainda um pouco cansada mas se levanta ao ser alertada pela avó.
- Você vai se atrasar menina, vá comer, fiz panquecas! – Lorna diz, enquanto dobra e guarda algumas roupas de Francine.
Ela desce correndo as escadas e vai até a cozinha, onde come rapidamente por conta do atraso.
- Estou indo! – Grita ela, esperando que sua avó ouça.
- Tá! – Ela ouve a voz abafada de avó.
Ela sai de casa após pegar seu casaco e vai encontrar seus amigos esperando o ônibus, bem na hora, ele já está chegando.
- Oi gente! – Ela diz, casada por ter corrido.
- Oi, o que aconteceu? – Jensen pergunta, rindo da situação.
- Me atrasei um pouco – Ela diz, ainda respirando rapidamente, então vê Frank – Frank! Finalmente, onde você estava? – Ela pergunta.
- Estava viajando com meus pais! – Ele responde, simpático como sempre.
- Vamos! – Layla diz, quando o ônibus para e as portas se abrem.
- Cadê o Liam? – Julia pergunta.
- Não sei, vi ele anteontem pela última vez. – Layla disse, sem saber que realmente havia o visto pela última vez.
- O ônibus vai embora e ele não chega! – Ela diz, preocupada.
- Vamos Ju, ele deve ter ido com o pai! – Dana a chama.
- Vamos então – Elas entram no ônibus.
Layla, Dana, Jensen, Francine e Chuck estavam atentos a Frank, que estava contando os detalhes da sua viagem, então Francine percebe Julia, encostada na janela do ônibus, aparentemente ainda abalada pela morte de Trevor, será que ela nunca iria superar? Francine foi até ela.
- Você está bem? – Ela pergunta.
- Estou sim – Ela responde, sorrindo, e Francine percebe que ela não está bem.
- Se precisar conversar, eu estou aqui tá?
- Tá, obrigada – Ela sorri novamente, mas esse sorriso é realmente verdadeiro.
O ônibus para. Chegaram. Os alunos descem e andam até o interior da Shivers, onde se separam e vão para suas salas de aula. Francine, Layla, Jensen, Chuck e Frank chegam e jogam suas bolsas nas carteiras, se reunindo em um círculo em volta da carteira de Layla para conversar antes que o professor chegue.
- Vocês viram a Julia? – Layla pergunta – Ela está muito mal.
- Deixem ela gente, ela perdeu o namorado há menos de uma semana – Chuck responde.
- Pois é, eu tentei conversar com ela hoje mas ela não quer – Francine diz.
O professor chega, ou melhor, professora, aula de geografia. O sinal toca, e a quase interminável aula, acaba. Sem dar intervalo algum de tempo, Steven entra na sala e cumprimenta a todos, começando a aula logo em seguida.
A saída está próxima, os cinco minutos restantes para terminar a aula parecem não passar, até que finalmente Francine ouve o sinal, é música para seus ouvidos, ela recolhe suas coisas e as coloca na mochila, dirigindo-se até a saída junto de seus amigos logo em seguida.
- Gente! O Liam não veio pra escola hoje! – Julia diz, chegando de surpresa.
- Julia, é normal faltar à escola – Chuck diz, rindo da situação.
- Não em um dia de prova – Ela retruca, preocupada. – Ele estudou a semana toda e de repente falta sem avisar nada?
- É, isso aconteceu – Frank diz.
- Estou com um mau pressentimento – Julia fala baixinho, sem saber que está certa sobre ele.
Finalmente em casa, Francine joga sua mochila sobre a cama e começa a se despir, neste momento, Jensen passa pela janela da sua sala e vê a cena, ele sorri, sem perceber e sua mente fica dividida entre avisá-la e se deslumbrar com a cena. Ele pega o telefone e disca o número de Francine. Ela atende.
- Oi Jensen! – Ela diz.
- Esqueceu de fechar a janela! – Ele sorri.
Ela olha pela janela e percebe a vergonha que passou.
- Oh meu deus! – Ela diz rapidamente, enquanto veste sua blusa novamente. – Obrigado por avisar – Ela agradece acenando, desajeitada.
- De nada! Mas não faça isso denovo, rs. – Ele diz, provocando – Tchau, preciso ir!
- Tchau, rsrs – Ela diz, envergonhada.
Ao desligar o telefone, Jensen sai e ela fecha a cortina, continuando a se despir logo em seguida. Vai em direção ao banheiro e toma um banho, ao terminar, se veste e então percebe que seu celular está com o visor aceso, ela tem uma mensagem. É de Liam. Francine pega e lê a mensagem.
Preciso conversar com alguém, encontre-me na Shivers às 15:00 ou 15:30, por favor!!!
Acha estranho, pois ela não seria a primeira escolha de Liam para conversar, mas ela resolve ir.
Julia chega à escola às 15:10, Liam queria falar com ela também, a escola estava vazia, todos do período da tarde estavam no ginásio participando de uma gincana literária, ela entra na escola e encontra Steven saindo da escola.
- O que faz aqui Julia? – Ele pergunta.
- Vim falar com o Liam, você o viu? – Julia responde.
- Não, hoje não. – Ele responde. – Preciso ir, tchau.
- Tchau – Ela se despede e então continua andando pela escola tenebrosamente vazia, procurando Liam.
Julia anda cuidadosamente pelo imenso corredor que está mergulhado em um silêncio agonizante, então sente algo vibrar, se assusta, e então percebe que foi seu celular. Uma mensagem de Liam.
Estou no laboratório!
Ela segue até lá, seu medo se foi, agora que ela sabe onde ele está, chega ao laboratório esperando encontrar Liam sentado em frente a uma das grandes mesas ou então observando alguns insetos e órgãos humanos mergulhados em formol na estante perto dos ácidos, mas ele não estava lá.
- Liam? – Ela chama por ele e o medo volta.
Ela segura sua bela corrente envolta no pescoço para tentar aliviar o medo – Um lírio coberto de ouro – pois era de sua mãe, mas isso não funciona.
- Liam, é sério, se você quer me assustar tá conseguindo! – Ela diz, amedrontada. – Quer saber, eu vou pra casa! – Ela está enfurecida, pensando ser alguma brincadeira.
Mas ao se virar, dá de cara com um homem alto, com uma máscara assustadora, ela acharia que fosse uma brincadeira, se não percebesse o enorme machado que ele carregava na mão. Ela correu por um lado da grande mesa de madeira avermelhada enquanto o assassino ia pelo outro lado, ela parou no meio do percurso e empurrou a mesa, esperando derrubá-la e ganhar tempo para fugir, mas não consegue, o assassino desvia e ela tenta correr para a porta, mas está trancada por fora, ela quebra a janela de vidro – machucando a mão – para abrir a porta, mas o assassino a puxa pelo cabelo e joga no chão, ela se levanta, e por sorte, havia pego um pedaço do vidro da janela para se defender, mas quando se levanta e tenta acertá-lo, ele é mais rápido e acerta o machado na sua barriga, ela grita de dor e levanta-se, e consegue ferir o homem no braço, com o caco de vidro. Enquanto o assassino limpava o sangue do braço, aparentemente sem sentir dor alguma, Julia ganhou tempo e andou cambaleando até segurar nos ferros de uma estante, com esforço, consegue se levantar, apoiando-se na estante, mas o assassino a empurra e ela cai derrubando consigo, alguns ossos e um pote de vidro, com ácido sulfúrico dentro, o pote cai no chão ao lado de seu pescoço, e ela sente-o queimar sua pele com uma intensidade avassaladora, ela se levanta, apoiando-se na mesa, o assassino para e a observa morrendo, Julia anda, muito fraca, segurando em uma das mesas, gemendo de dor, até sentir que seus olhos estavam se fechando, então ela cai.
O assassino a pega pelos pés e sai arrastando o corpo de Julia até um armário de limpeza, onde a joga e cobre com algumas caixas e produtos, para que ninguém dê conta, pelo menos não antes de terminar seu serviço. Ele sai do armário, deixando o corpo da garota lá.
Francine chega à escola, na mesma hora que Layla.
- O que veio fazer aqui? – Ela pergunta.
- Liam queria conversar comigo – Layla responde – E você?
- Também.
- Ele deve ter mandando mensagem pra todo mundo.
- Bem, vamos entrar.
Antes de entrarem, percebem o carro de Dana chegando, após estacionar, ela sai de dentro, junto com Chuck e Frank.
- Deixa eu adivinhar, Liam pediu para que viessem, estou certa? – Dana pergunta.
- É, o que será que ele quer nos dizer? – Layla pergunta.
Eles entram no colégio, está vazio.
- Nunca vi esse lugar vazio – Chuck comenta – É sinistro.
- Estou um mau pressentimento – Dana diz.
O celular de Frank faz um barulho estranho. Uma mensagem.
- É uma mensagem do Liam, ele mandou esperarmos na segunda sala do corredor de cima – Ele diz.
- Vamos lá então, seja o que for que ele vai falar, deve ser importante, porque pra reunir todo mundo aqui... – Dana fala.
Os cinco sobem até o andar de cima e vão até a sala indicada pela mensagem de Liam, e todos se sentam em carteiras, menos Frank, que fica em pé, olhando a imensa floresta ao lado do campo de futebol.
- Onde ele está hein? – Layla pergunta, impaciente.
- Não sei, vamos procurá-lo! – Francine diz.
- Ele deve estar com a Julia gente, sempre soube que ele era caidinho por ela – Chuck brinca.
- Ele tem razão – Jensen continua, aparecendo na sala de repente.
- Ai que susto! – Layla diz.
- Então, o que o Liam quer com a gente? – Ele pergunta.
- Não sabemos, ele não aparece – Layla continua.
- Vamos, eu vou procura-lo com você Fran! – Frank se oferece para ir com Francine.
- Eu vou esperar aqui – Layla diz.
- Vamos Frank.
Os dois andam pelo corredor, procurando Liam nas salas do andar de cima, sem sucesso.
- Vamos ligar pra ele! – Frank decide.
- Vamos – Francine concorda.
Frank liga para o celular de Liam, espera alguns segundos e então ouve um toque, é de um celular, o de Liam. Eles seguem o som até a sala do diretor que estava com a porta escancarada, eles acham estranho, o que ele estava fazendo na sala do diretor? Não há ninguém na sala, mas o som parece vir do armário do diretor, ele anda até a porta e lentamente abre o armário, o que encontra é o corpo de Liam, com a cabeça costurada pela metade no pescoço, uma onde de um mau cheiro é soprada a Frank e Francine, ele cobre o nariz e vira o rosto, enquanto Francine cobre a boca mas não consegue impedir o grito de horror que sai dela.
- O que foi isso? – Layla diz, ao ouvir o grito.
Depois de alguns segundos, os dois entram correndo na sala, Francine está desesperada e chorando.
- Precisamos sair daqui agora! – Frank diz.
- O que foi? O que aconteceu? – Layla pergunta, assustada.
- Vocês acharam o Liam? – Dana pergunta logo em seguida.
- Infelizmente – Frank responde.
- Infelizmente por quê? Dá pra nos explicar o que está acontecendo? – Jensen pede, assustado.
- Liam está morto – Francine grita, chorando desesperada.
- Oh meu deus – Layla cobre a mão com a boca, e Dana faz o mesmo.
Todos ficam paralisados com a notícia.
- Nós precisamos sair daqui agora, estamos em perigo! – Frank diz.
Neste momento, o celular de Francine toca. É Julia. Ela atende, na esperança de pedir ajuda.
- Julia, você precisa me ouvir, chame a polícia agora e mande-os vir até a Shivers!
- Olá, Francine, feliz em me conhecer? – Uma gélida voz falava no outro lado. Não era a de Julia. – Eu estou. – Além de gélida, é irônica.
- Oh meu deus, é você! – Ela diz, surpresa desesperada – Desgraçado! Eu vou te matar! – Começa a gritar.
- Não querida, não... Eu vou te matar, e vou matar todos eles que está à sua volta, e vai ser hoje, quem você prefere que morra primeiro?
- Desgraçado! – Ela grita.
Ele desliga o telefone.
- Francine quem era? – Layla pergunta, mais assustada que antes.
- Ele pegou a Julia, precisamos sair daqui!
Eles saem correndo da sala até a saída. Francine gira a maçaneta da porta e ela se abre normalmente. Do lado de fora, está calmo, ninguém por perto, nenhum carro, exceto o de Dana. Ela olha para trás. Ninguém.
- O que foi Francine? O que está esperando? – Jensen pergunta.
- O que aconteceu? – Layla é a próxima a perguntar.
- Estranho... Nenhuma perseguição, nada lá fora, está muito calmo, está muito fácil – Ela responde, desconfiada.
- E isso não é bom? – Chuck pergunta.
- Não, é claro que não – Ela responde e logo em seguida, avista a silhueta larga de terno e a máscara assustadora, espiando atrás de uma árvore.
- Ele está ali, Não podemos sair. – Francine se desespera.
- Oh meu deus, ele está ali – Layla também avista a figura.
Eles se entreolham por alguns segundos.
- Precisamos sair daqui – Layla diz.
- Eu sei, e nós vamos sair! – Francine olha para ela e promete.
Quando elas voltam a olhar para fora, ele sumiu.
- Ele sumiu, nós temos chance, vamos! – Layla disse, abrindo a porta.
- Não! É uma armadilha. Vamos pelos fundos, e precisamos algo pra detê-lo! – Francine retrucou.
Dana quebra uma caixa de vidro presa à parede e pega um machado vermelho.
- Isso não será problema! – Ela roda o machado nas mãos.
- Vamos! – Francine diz.
Eles seguem até os fundos, onde, por uma portinha, eles saem do colégio, ainda desconfiados, andam sempre colados uns nos outros, pela parede. Ao chegar na frente do colégio, com o máximo de cuidado possível, eles percebem alguém os observando. É ele.
Eles começam a correr de volta para dentro do colégio.
- Vocês precisam chamar a polícia, eu o distraio – Frank diz.
- Não, é muito perigoso – Layla diz.
- Eu vou ficar bem! – Ele beija a testa dela.
- Não Frank! – Francine diz, mas é tarde demais.
- Ei! Vem me pegar, desgraçado! – Ele grita, enquanto corre.
O assassino, que andava em direção a Francine e os outros, agora muda de direção, correndo atrás de Frank floresta adentro. Eles correm em direção à rua, onde veem uma viatura da polícia se jogam na frente dela. Os policiais descem do carro, abismado.
- Estão querendo morrer? – Um deles pergunta.
- Por favor, nos ajude, tem um assassino perseguindo o nosso amigo, você tem que ajudá-lo. – Layla diz, esperando que eles não acreditem, mas eles fazem o contrário e pegam armas e correm em direção ao campo.
O assassino acerta Frank na perna com o machado, e ele cai, enquanto geme de dor, o homem anda lentamente até Frank, quando pega o machado no chão e o levanta.
- Desgraçado! – Frank diz.
- Coloque as mãos para cima, você está preso senhor! – Um dos policiais grita, enquanto o outro chama reforços e uma ambulância.
O homem, ao ouvir o policial, corre para dentro da floresta como uma bala e ele vai ajudar Frank, Layla vai atrás.
- Você está bem garoto? – O policial pergunta.
- Um pouco, mas isso dói demais! – Ele grita de dor.
- Frank, você está bem? – Layla pergunta, desesperada.
- Eu vou ficar – Ele sorri, sendo correspondido.
A ambulância chega e Frank é levado ao hospital, Francine, Dana, Layla, Chuck e Jensen ficam sentados no meio fio, esperando o policial vir falar com eles. Finalmente, ele chega.
- Nós encontramos o corpo do garoto, ele era amigo de vocês? – O policial pergunta.
Francine responde balançando a cabeça em afirmação. Ela está chorando.
- Nós já entramos em contato com seus familiares, e eles estão a caminho. O policial sai e algum tempo depois, Chelsea e os pais de Layla chegam e a abraçam, o mesmo acontece com Chuck. Lorna chega em seu carro, acompanhada de Vanessa. As duas correm para abraçá-la. Então ela percebe Jensen, sozinho, sentado no meio fio e vai falar com ele.
- Quer carona? – Ela pergunta.
- Não precisa, eu vou com a Dana – Ele responde, cabisbaixo.
- Então tá... Você está bem?
- Estou – A voz dele é fraca. – Só preciso descansar
Ela lhe dá um abraço.
- Tchau – Francine diz.
- Tchau – Ele responde.
Francine entra no carro e vai embora, junto com Lorna e Vanessa, pela janela, ela acena pra Jensen, que retribui. Pouco a pouco, todos vão embora, os garotos, os policiais, a ambulância e após meia hora, não há mais nada lá, exceto as árvores balançando ao vento.
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