Desconhecido

15 Capítulo 14 - Origens & Destinos


O refeitório é bem iluminado à noite, com várias lâmpadas e luminárias, mas isso não deixa Francine e Vanessa mais confortáveis. O lugar está vazio, elas pensam em voltar, mas Francine percebe alguma coisa pela porta da cozinha, alguma coisa não, alguém, mas a pessoa some ao vê-las.

- Acho que vi algo ali – Ela caminha em direção à porta da cozinha e Vanessa fica logo atrás, preparada pra atirar se for o assassino.

Elas se aproximam da porta, pela janelinha, não é possível ver ninguém, mas Francine tinha certeza de que tinha visto algo, então lentamente começa a empurrar puxar a porta, quando termina, antes de suspirar aliviada é surpreendida por um homem, que, com uma faca, a segura pelo pescoço, ameaçando cortá-lo.

- Que droga! – Vanessa diz, com medo.

- Atira! – Francine grita.

- Não posso, pode pegar em você!

- Atira logo!

Francine faz um sinal com os olhos, apontando para a faca e logo depois mexe os lábios e Vanessa consegue captar a mensagem. Vou pegar a faca. Depois de se acalmar, ela entende o plano de Francine e atira perto dos dois, o assassino se assusta e Francine consegue pegar a faca dele, fazendo um corte no seu braço. Ele a pega pelo pescoço e joga no chão, fugindo pela cozinha logo depois. Vanessa corre para ajudar a amiga que está no chão.

- Você está bem? – Ela pergunta. Francine tosse um pouco, mas depois responde:

- Estou – Ela sorri, mostrando a faca.

- Ele foi pra cozinha – Vanessa diz, quando sai correndo até lá, mas quando chega, não encontra nada, apenas uma janela aberta – Droga! Ele fugiu.

- Vamos embora, ele não vai voltar por aqui! – Francine diz, se levantando e junto com Vanessa, saindo do refeitório.

Elas caminham por imensos corredores por alguns minutos até acharem Frank e Layla.

- Que bom ver vocês! – Frank dá um longo suspiro de alivio e elas sorriem.

- Que bom ver vocês também! – Francine diz.

- Onde está a Chelsea? – Vanessa pergunta.

- Procurando o Jensen, com o Steven – Layla responde – Ele disse pra ficarmos juntos e então nos separamos para procura-lo.

- Vamos procura-los – Francine diz.

- Não, eles já devem estar voltando – Layla fala – Saíram há um tempinho.

- Esse é o problema, saíram a um tempinho – Vanessa responde – Vamos.

Os quatro saem novamente em busca de Steven e Chelsea, e ao andar por vários minutos, acabam encontrando Jensen, todo machucado e chorando.

- Jensen! – Frank vai ajuda-lo – O que aconteceu? Estamos te procurando há um tempão!

- Chelsea está morta – As lágrimas descem junto com a sujeira de poeira e pó de gesso.

- Oh meu deus – Layla começa a chorar. Sua prima estava morta, ela não deveria ter deixado, deveria ter isso com ela, mesmo sabendo que era impossível – Não pode ser!

- Que droga! – Frank fica revoltado – Vamos acabar com ele agora! Tá ouvindo desgraçado?! É melhor correr bem muito, você não deveria ter mexido com a gente, você vai me pagar! – Ele grita, batendo com força e amassando um dos armários do colégio.

- Não precisa, eu consegui, eu consegui matá-lo – Jensen responde, colocando um fraco sorriso no canto da sua boca.

- Como assim você conseguiu? – Frank pergunta, surpreso.

- Foi no corredor em reforma, o teto estava caindo, então eu consegui atraí-lo e o teto desabou em cima da gente, ele está morto, eu tenho certeza – Jensen explica, com uma voz muito fraca.

- Oh meu deus – Vanessa levemente sorri – Você pode nos mostrar?

Ele balança a cabeça e responde:

- Vamos!

- Eu não vou! – Layla grita, muito abalada com a morte de Chelsea.

- Layla, me escuta, você precisa ir conosco – Frank tenta acalmá-la.

- Não – Ela diz, chorando muito.

- Você precisa fazer isso, por você, pela Chelsea – Ele beija sua testa – Eu não vou deixar você se machucar, eu prometo.

Ela enxuga as lágrimas e depois de um tempo, para de chorar.

- Vamos – Jensen diz.

- Você está muito machucado, é melhor ficar aqui, Francine pode cuidar de você – Frank diz.

- Não, eu vou! – Ele desencosta da parede e consegue ficar em pé – Vamos!

- Vamos então – Frank sente um sorriso aparecer no seu rosto.

Os cinco andam pelos corredores e Jensen os leva ao lugar onde o assassino jazia morto, o corredor estava destruído, o teto havia caído, um pouco atrás do buraco onde Chelsea estava morta.

- Que droga – Frank diz baixinho, ao ver o estrago no chão.

- Ele está ali! – Jensen aponta para os blocos de gesso no chão.

Frank vai até lá e de longe, consegue ver o corpo de Chelsea. Oh meu deus, ele pensa e logo após se concentra em achar o corpo do assassino. Ele procura, procura e procura, mas não consegue achar nada.

- Não está aqui! – Ele grita.

- Como assim não está? – Jensen vai até lá – Merda!

- O que aconteceu? – Vanessa pergunta.

- Ele sumiu – Jensen começa – Ele está vivo! Que droga!

- Droga! – Vanessa arma a pistola – Vamos voltar e procurar o Steven.

- Steven? Ele está aqui? – Jensen parece surpreso.

- Sim, nós nos separamos pra te procurar – Frank diz.

- Deixa eu adivinhar, ele estava com a Chelsea? – Jensen pergunta.

- Sim – Layla responde.

- Vamos encontrá-lo! – Jensen diz, andando rapidamente.

- Você acha que o Steven é culpado pela morte dela? – Layla pergunta.

- Eu não sei, mas é bem provável!

- Que droga! – Frank diz – Eu o encontrei aqui ontem também.

- Oh meu deus – Francine diz.

Eles chegam a uma bifurcação de corredores.

- Frank, você, Francine e Vanessa vão por ali! – Ele aponta para um dos corredores – Eu e Layla vamos por aqui – Ele aponta para o outro.

- Vamos passar na sala do diretor antes, tive uma ideia e preciso de um telefone – Francine diz.

Eles se separam e Jensen e Layla correm rapidamente. Passam por vários corredores e não acham nada, procuram no banheiro feminino e nada, mas quando chegam ao masculino, Jensen diz:

- Não entre, espere aqui fora – Ele aconselha.

- Por quê? – Ela indaga.

- Você não quer ver isso, confie em mim – Ele responde, mas é tarde demais, ela vê o corpo de Chuck no canto do banheiro e cobre a boca com a mão.

- Oh meu deus – Ela fica assustada com a violência – Esse homem é um psicopata!

- Não tem ninguém aqui, vamos embora, não veja mais – Jensen fecha a porta, eles vão embora.

Anoiteceu e Francine ainda não chegou em casa. Lorna anda de um lado pro outro na sala de estar, tentando ligar pro celular dela, mas está fora da cobertura. Ela não deixaria o celular desligado, a não ser que ainda esteja na escola. Lorna lembrou que a Shivers – infelizmente – proporcionava esse benefício, não existia área de cobertura lá, se os pais quisessem falar com seus filhos, teriam que ligar para o colégio e pedir pra falar com eles. Ela resolve ir até lá, mas antes de ir, recebe uma ligação, é da escola.

- Alô? – Ela pergunta.

- Vó?! – Francine parece nervosa.

- Francine, onde você está?

- Estou na escola, ele está aqui!

- Oh meu deus, eu estou indo!

- Não venha, chame a policia e só venha quando estiver com eles.

- T-tá bom – Ela gagueja, está nervosa.

Ao desligar o telefone, ela rapidamente disca o número na policia e explica a situação.

- Alô? – O atendente pergunta.

- Preciso de viaturas e ambulâncias aqui! – Lorna responde, muito nervosa.

- Qual o seu endereço?

Ela dá o endereço e explica o que está acontecendo.

- Chegarão em 30 minutos! – A voz do outro lado diz e depois desliga o telefone.

Frank, Francine e Vanessa correm contra o tempo, procurando Steven pelos corredores do colégio, ao chegar ao corredor principal, encontram ele, andando até a saída, machucado.

- Steven! – Frank diz – Pare agora! – Ele aponta a arma.

- Nós já sabemos de tudo! – Francine grita.

- O que? – Ele pergunta confuso.

- Você matou todas aquelas pessoas – Ela continua – Porque você fez isso?! – Ela grita, muito alterada e pega a arma da mão de Frank – Eu vou te matar, desgraçado!

- Você está louca? – Ele pergunta.

- Louca? Não, eu não estou louca coisa nenhuma – Ela começa – O desgraçado do seu pai matou minha família e você está continuando o trabalho sujo dele né?

- Calma Francine, vamos resolver isso – Ele tenta acalmá-la – Abaixe essa arma e vamos conversar.

- Não tem nada pra conversar! – Ela grita – Eu vou te matar, mas antes você vai me responder, porque matar todas aquelas pessoas? Porque não acabou logo comigo? Eles não tinham culpa, eles não tinham!!!

- Você está enganada, eu não sou quem você pensa, abaixe essa arma – Ele lentamente levanta seu braço para pegar a arma e Francine percebe um corte no seu braço, igual ao que ela fez no assassino.

- Ah é? E onde você se cortou? – Ela pergunta, apontando pro seu braço.

- Foi ele – Ele explica – Ele me cortou, agora abaixe essa arma.

- Não, eu só vou abaixá-la quando meter uma bala no meio da sua testa!

Ele começa a rir.

- Você não pode estar falando sério! – Ele diz, mas logo para de sorrir ao perceber que ela está determinada em acabar com ele – É sério?

- Você acha que eu estou brincando?

- Olha, abaixe essa arma! – Ele se aproxima, para fazê-la abaixar a arma – Vamos conversar.

- Se afaste!

Steven se afasta e ela se prepara para atirar, mas quando vai puxar o gatilho, Steven cai no chão, com um machado cravado no seu crânio, e lá atrás, surgindo da escuridão, o homem com a máscara assustadora de pano, se aproximando.

- Oh meu deus – Francine diz, confusa e assustada. Não era Steven – Se não é ele... – Ela começa a tremer e chorar – Quem é?

A figura sinistra surge da escuridão, e então aponta uma arma para Francine, e de longe, ela percebe, pelo corte na camisa no seu peito, uma tatuagem, um coração envolto em um arame farpado. Seu medo dá lugar ao ódio.

- Quem é você?! – Ela grita – Hein desgraçado? – Ela fica furiosa.

Ele segura no topo da máscara de pano e ela lentamente desliza para cima, revelando o segredo que atormentou Francine por todo esse tempo, o que viu a deixou totalmente perplexa. Jensen.

Era ele, todo o tempo, era Jensen, ele matou Trevor, Liam, Chuck, Julia, Chelsea e Dana. Ele fingiu – muito bem – ser seu grande amigo, quando na verdade, estava bolando o mais maligno plano. Uma bateria de perguntas passou pela mente de Francine. Porque ele fez isso? Porque fui tão burra? Por quê? Por quê? Por quê? Todas elas seriam respondidas agora.

- Não pode ser – Ela cobre a boca com uma das mãos, chorando, muito nervosa.

Frank e Vanessa ficam sem palavras de tão surpresos.

- Pode ser sim queridinha – A ironia da voz dele é avassaladora.

- Por quê? – Ela pergunta, enquanto chora desesperadamente.

- Por quê? Você não sabe? – Ele continua irônico, mas o seu tom de voz logo muda e ele passa a ficar furioso – Simplesmente porque eu queria justiça!

Francine faz uma cara de quem não entendeu e ele dá uma risada.

- Não entendeu? Sua avó não te contou? – Ele pergunta, retomando o tom de ironia da sua voz.

- Como assim? – Ela pergunta, com uma voz fraca e surpresa.

- Bem, tudo começou quando eu tinha cinco aninhos apenas, meu pai e minha mãe eram casados e nós éramos uma linda família feliz – Ele diz, sorrindo como um psicopata – Até que a sua mãe apareceu na nossa vida, meu pai e ela... Você sabe, tiveram um caso, e daí ela ficou grávida, adivinha de quem? – Ele pergunta – Isso mesmo, de você irmãzinha, depois disso, o seu pai descobriu e ficou furioso, então resolveu fazer algo, digamos, exagerado – Ele continua, Francine está sem palavras, totalmente em choque, como poderia ser irmã daquela aberração? – O seu pai resolveu matar o meu pai, isso mesmo, ele é um assassino, assim como eu e meu pai!

- Mentira!!! – Francine grita – É mentira, ele não é como você, ele não é como o seu pai!

- É sim Francine, ele é igualzinho, ou melhor, ele é pior... Ele despertou a fúria dentro do meu pai, ele fez o meu pai se tornar esse assassino que você pensa que ele é!

Francine começa a chorar mais ainda, não conseguia acreditar no que estava ouvindo.

- Mas voltando ao assunto – Ele sorri ironicamente – O seu pai sabotou o carro do meu pai, mas no lugar dele, quem entrou no carro foi a minha mãe – Ele começa a chorar – O seu pai acabou com a vida da minha mãe e acabou com a minha família!

- Não pode ser.

- Mas é querida Francine, essa é a pura verdade! – Ele sorri – Meu pai matou toda a sua família por vingança, e agora, eu só estou terminando o trabalho dele. Seus amigos não teriam pagado o preço se você tivesse ficado longe, mas você não ficou... A culpa da morte de todos eles é sua, todo mundo que você ama morre, todo mundo que chega perto de você morre!

- Para! – Ela grita – Cale essa boca imunda seu desgraçado!

Ela puxa o gatilho, mas nada acontece e Jensen começa a rir insanamente.

- Essa arma é minha queridinha, eu dei a você – Ele começa – Acha que eu daria uma arma com balas pra você me caçar? Sua idiota, você não deveria ter feito, agora, infelizmente, mais alguém vai pagar o preço – Ele diz, enquanto continua sorrindo.

Jensen muda a direção da arma e puxa o gatilho, em frações de segundos, a bala percorre o corredor e atinge a barriga de Vanessa, que cai na mesma hora.

- Não!!! – Francine grita e Jensen novamente cai em risadas.

Frank vai ajuda-las, mas Jensen o barra.

- Ei! Não – Ele aponta a arma para Frank – Volte pro seu lugar!

Frank levanta as mãos e volta pra o canto da parede.

- Agora, vamos dar continuidade ao show? Quem é o próximo? Você? – Ele aponta a arma para Francine – Ou você? – Agora, aponta para Frank.

- Nenhum dos dois – Frank sorri – O próximo é você!

- O que? – É a última coisa que ele diz, antes de o som de três balas ecoarem pelo corredor, Jensen cai no chão, morto e Layla surge atrás dele. Os três correm para ajudar Vanessa, que está perdendo muito sangue. Eles a levam para fora e depois de alguns minutos, a policia chega, junto com várias ambulâncias. Lorna chega em seu carro atrás dos policiais, ela desce do carro e corre para abraçar Francine.

- Você está bem! – Ela diz, e Francine, apesar de decepcionada por sua avó ter escondido tudo aquilo dela, ela a abraça de volta.

- Estou – Ela sorri.

Os paramédicos levam Vanessa em uma maca até o hospital e Francine acompanha, enquanto isso Layla está sentada na porta de outra ambulância.

- E aí, você está bem? – Frank pergunta.

- Estou – Ela responde, sorrindo.

Ele beija sua testa e ela sorri.

- Acabou, agora acabou – Ele diz e então olha fundo nos olhos brilhantes dela, não precisa ouvir nada pra saber que fez a coisa certa.

- Obrigada – Ela sorri e ele agradece com um beijo, um beijo quente e longo.

- De nada – Ele retribui o sorriso.

Layla fica totalmente sem jeito, sempre fora secretamente apaixonada por Frank, mas nem passava pela sua cabeça que ele também poderia ser.

- Seus pais chegaram – Ele diz, apontando para o carro dos pais de Layla.

- E os seus pais, onde estão? – Ela pergunta.

- Estão em viagem, vai ser difícil explicar tudo isso, mas eu vou conseguir.

Ele arranca risadas de Layla.

- Bem, então tchau, nos vemos amanhã – Ele se despede, dando espaço para os pais dela, que abraçam a filha com força ao vê-la.

Frank pega seu carro e vai embora, enquanto Layla vai pra casa com seus pais e a policia fica no colégio, arrumando toda a bagunça.

Vanessa passou por uma cirurgia urgente de alguns horas, logo após foi transferida para um quarto, onde acordou e seus pais estavam ao seu lado.

- Eu estou viva? – Ela pergunta e eles sorriem.

- Felizmente – Sua mãe fica feliz em dizer.

- Ainda não consigo acreditar no que você fez – O pai de Vanessa pergunta.

- Pois é, mas eu tô bem então vamos esquecer.

- Francine quer falar com você, vamos te deixar a sós com ela tá?

- Tá bom.

Seus pais saem e logo após, Francine entra.

- Caramba, isso doeu hein – Ela diz e coloca a mão sobre a barriga e Francine sorri.

- Mas acabou, finalmente acabou – Francine segura sua mão – Agora nós vamos seguir nossas vidas.

- É, e se você precisar, e eu sei que vai, eu vou estar lá pra te ajudar, rs.

Francine sorri.

- Muito obrigada – Ela agradece.

- Ah, só fiz o meu trabalho.

Nesse momento, Frank e Layla entram no quarto.

- E aí? – Frank pergunta.

- Estou bem, ainda dói, mas estou bem – Vanessa responde.

- Está bem mesmo né? – Layla pergunta.

- Estou gente, é sério. Mas enfim, o que vamos fazer agora? As aventuras a la Scooby Doo acabaram – Ela brinca – Vamos seguir nossos caminhos agora?

- Sim, agora nós vamos seguir nossos caminhos e tentar construir uma vida nova, é isso que vamos fazer.

Ela olha pela janela, um casal de pássaros voando até sumir no céu.

- Só precisamos ter esperança...

Três Anos Depois

Hoje é um dia especial, o dia em que Francine entrará de férias na faculdade e passará o mês com sua avó, na nova casa dela em Los Angeles.

- Ainda não está pronta? – Vanessa pergunta, enquanto penteia seus cabelos.

- Ainda não Vanessa! – Ela senta em cima da mala pra poder caber suas roupas.

- Não tinha uma colega de quarto mais simpática não?

Francine sorri.

- Vamos logo, tenho que chegar cedo na casa dos meus pais!

- Pronto, vamos! – Ela diz, arrastando sua mala enquanto penteia os cabelos – Pegou a sua chave?

- Ya!

- Então vamos.

Elas saem pelo corredor cheio de alunos com suas malas, todos indo para a mesma direção, a saída.

Lá embaixo, Vanessa se despede da amiga com um abraço.

- Você vai ficar bem? – Ela pergunta.

- Vou sim! – Francine responde.

- Dirija com cuidado, tchau! – Ela dá um abraço e então entra no carro.

- Tchau – Francine se despede e também entra no carro.

As duas vão embora.

Depois de algumas horas dirigindo, Francine finalmente chega a Los Angeles, o ar fresco faz ela não querer sair dali nunca mais, após olhar algumas vezes o endereço que sua avó lhe deu, ela finalmente acha a casa, uma casa grande e com uma varanda na frente.

Ela buzina para avisar sua chegada e sua avó sai da casa, correndo para abraça-la.

- Que bom ver você! – Ela diz.

- Que bom ver você também! – Francine responde.

- Vou pegar as malas.

Francine pega todas as malas e as leva pra dentro. A casa é ampla e arejada, incrível. No sofá, assistindo TV, ela encontra um pequeno garoto. Ela nunca havia o visto, mas sabia quem era. Freddie. Seu tio de 10 anos. Sua avó adotou o garoto há alguns meses, não parou de falar sobre ele o ano inteiro.

- E você deve ser o Freddie né? Ela falou de você o ano inteiro. Eu sou a Francine!

- Oi Francine – Ele diz, com uma doce e serena voz.

- Venha, quero te mostrar uma coisa! – Lorna diz.

Ela leva Francine até o quintal e então revela surpresa que havia escondido desde que Francine havia confirmado sua ida, uma bela praia.

- Oh meu deus, uma praia? – Ela fica animada.

- É sim!

- Caramba!

- Eu sabia que você ia gostar, sempre gostou! – Ela diz, lembrando de quando a levava para a praia junto com a mãe de Francine – Mas enfim, vamos almoçar!

Lorna, Freddie e Francine passam a tarde na praia, se divertindo.

A semana inteira passa voando, Francine se divertiu muito, conheceu melhor o seu tio incrivelmente novo e conheceu Los Angeles, os shoppings, os pontos turísticos e etc.

É sexta-feira, Vanessa, Frank e Layla vão passar o fim de semana com Francine. Vanessa ligou há meia hora dizendo que estava chegando. Francine não via a hora de reencontrar Layla e Frank. Ela ouve buzinas e vai correndo ver quem é. Vanessa, que desce do carro e a abraça.

- Que casa legal hein – Ela diz.

- Vamos entrar!

Elas entram e Francine mostra a praia a Vanessa, e ela fica entusiasmada.

Já são três horas da tarde, elas estão sentadas na areia da praia, conversando, até que são interrompidas por sua avó.

- Temos visitas! – Ela grita, e faz um sinal com a mão, chamando-as.

- Eles chegaram! – Francine diz e elas correm para dentro de casa.

Ao chegar lá, encontram Layla e Frank, parados na sala. Francine corre para abraçar Layla e depois Frank, Vanessa fez o mesmo. Após isso, eles passam a tarde conversando na varanda.

- Então, como vocês estão? – Francine pergunta.

- Estamos muito bem! – Layla responde – A faculdade é ótima!

- Também não reclamo de nada! – Frank diz.

- Bem, e quais são as novidades? – Vanessa pergunta.

Layla mostra um anel dourado brilhante no dedo.

- Ah, sério? – Francine pergunta – Vocês estão namorando?

Layla balança a cabeça sorrindo.

- Parabéns – Francine deseja.

- Obrigado! – Frank responde e depois, Layla.

- Você é lenta hein? – Vanessa brinca – Estava na cara que eles tinham um lance.

Todos caem na risada.

Durante o fim semana inteiro, eles se divertem, conversam e passeiam.

Eles sobreviveram e fizeram a coisa certa. Aproveitam a vida, porque aprenderam que ela é muito curta pra se limitar ao passado.

Fim

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!