Notas iniciais
Nova fanfic Eu já estava com uma ideia antes, e resolvi postá-la Espero de coração que gostem Continuarei as outras o mais rápido Possível Boa Leitura a Todos!!!

* Violetta *

Eu só queria entender o que está acontecendo com a minha vida ultimamente. Ela deu uma boa virada de ponta cabeça, e eu realmente não estou entendendo o porquê dela estar fazendo isso. Tudo bem que ela nunca foi certinha, e sim cheia de altos e baixos, mais baixos do que altos, mas nunca um baixo que fosse me trazer para os grandes portões dourados da Chloe’ s Academy, em Madrid. Com estes pensamentos, olhei para trás pela última vez observando o carro preto que me trouxe até aqui e suspirei. Certamente seriam os piores anos de minha vida, e tudo por conta de uma mulher irritante, que se acha minha mãe, mas é só uma namorada histérica que o meu pai arrumou para não se sentir sozinho – amorosamente.

Agarrei o puxador da minha mala de rodinha e ajeitei a mochila em minhas costas, e me aproximei ainda mais daquele grande portão, e um dos grandes seguranças que estavam ali perto me notou depois de alguns segundos, e abriu para eu poder entrar. Ele me analisou com o olhar, e depois sacou um papel do seu bolso interno do paletó e voltou seu olhar a mim, com as sobrancelhas franzidas, como se eu fosse algum tipo de estranheza, devo mencionar que odiei isso?

— Suponho que você seja a senhorita Castillo, correto? – perguntou e eu arqueei uma de minhas sobrancelhas com sua voz grossa e assustadora. Apenas fui capaz de assentir minimamente com a minha cabeça, e ele guardou o papel novamente. – Seja bem-vinda, senhorita. – ele vai ficar me chamando de senhorita toda hora? Esbocei um sorriso bem falso para ele e arrastei minha mala para entrada do colégio. Só o que me faltava, seguranças irritantes e com vozes absurdamente grossas, parecem até aqueles que o meu pai tem quando precisa se proteger de alguém que o ameaça.

— Bom dia. Como eu posso ajudar? – uma mulher com o cabelo claramente pintado de loiro, olhos verdes, magricela, perguntou quando me viu passar pela porta de entrada. Eu estava com malas, será que não é óbvio?

— Nova estudante. – murmurei de mau humor entregando minha carta de aprovação e o meu RG a ela. Ela pegou de minhas mãos os documentos com um sorriso simpático nos lábios. Analisou-os por um instante.

— Claro. Violetta Castillo. – sorriu para mim mais uma vez. – Estávamos aguardando ansiosamente sua chegada. – ela continuou com aquele sorriso idiota nos lábios, e ela pensa que eu não sei que eles só estavam me esperando ansiosamente porque o meu pai é um dos empresários mais representados desse mundo, e investe uma quantia exagerada de dinheiro nesse colégio. – É um prazer tê-la aqui.

— Obrigada pela recepção. – dei o meu segundo sorriso falso no dia.

— Vou encaminhá-la para a sala da senhorita Muller, e a mesma te dará as demais instruções. – a loira simpática disse gentil, devolvendo o meu RG, e pegando seu telefone. – Senhorita Muller. – ela disse para a mulher do outro lado da linha do telefone. – A senhorita Castillo acabou de chegar. – anunciou com um sorriso maior. – Ok, pode deixar. – e desligou o telefone voltando o seu olhar para mim. – Ela está te esperando. – sorriu de novo. – Vá por este corredor, é a segunda porta a direita.

— Obrigada. – murmurei arrastando a minha mala pelo corredor que ela indicou.

Era um grande corredor, para minha surpresa. Parei em frente à segunda porta a direita. Bati três vezes, e escutei uma voz baixa e abafada soar de lá de dentro me mandando entrar, e assim eu fiz.

A sala é grande e bastante espaçosa. Tem duas prateleiras lotadas de livros e uma mesa no centro, que parece pequena, devido à dimensão da sala. Uma mulher de cabelos curtos da cor castanha, com óculos grandes de leitura me esperava com um sorriso fraco, e o rosto apoiado nas mãos. Ela devia ter em torno dos trinta e cinco anos.

— Olá, senhorita Castillo. – ela disse apontando para a cadeira de frente para ela, um pedido silencioso para que eu sentasse, e assim eu fiz. – É um prazer tê-la aqui. – continuou, com um sorriso radiante.

— Já me disseram isso na entrada. – murmurei de mau humor, e ela arregalou os seus olhos castanhos para mim.

— Bom – endireitou muito mais a sua postura, e olhou para mim com superioridade. Olha só, querida Muller, eu posso não ser uma princesinha no quesito educação, mas uma coisa que a minha madrasta me ensinou bem é como fazer com que eu me sinta superior a outras pessoas, então não queira bancar a espertinha comigo. – Creio que sabe o motivo de estar aqui.

— Sim, meu pai é um egoísta que só pensa nele mesmo e em seu relacionamento e também realiza as vontades da minha madrasta. Acertei? – perguntei sorrindo falsamente para ela. Puxa, isso é um recorde. Três sorrisos falsos em apenas uma manhã? Uau.

— Não foi bem isso que ele me disse ao telefone. – A senhorita Muller respondeu claramente constrangida com as minhas palavras. – E creio que não foi por isso, senhorita Castillo.

— E pelo que foi então? – perguntei fingindo inocência, cruzando as minhas pernas.

— Como sabe, este é um colégio que prezamos a boa e velha etiqueta. – ela disse cruzando as pernas da mesma forma que eu. – E além de estudar, você vai aprender a ser como uma dama, e corresponder à estrutura que se espera da sociedade.

— Ouvi dizer sobre isso. – murmurei dando de ombros.

— Ótimo. – sorriu. – E pelo que o seu pai me contou você não anda sendo muito... Como posso dizer... Exemplar. – Ela testou as palavras.

— E o que o meu pai sabe sobre ser exemplar? – murmurei questionando a mim mesma.

— Como? – ela não ouviu, ainda bem.

— Nada. – disse rapidamente.

— Continuando – resmungou. – Ele disse que você anda dispersa, e um pouco retraída. E seus modos mudaram no último ano.

— Isso não é para ser da sua conta. – soltei sem querer.

— Senhorita Castillo, desde que pisou os seus pés aqui, tudo sobre você se tornou da minha conta. – ela disse seca. – E devo dizer que se continuar deste jeito, defensivo, não vamos ter um bom relacionamento aqui dentro. – suspirei ao ouvi-la. – Não tem nada há dizer?

— Acho que meu pai já disse tudo para a senhora.

— Senhorita. – corrigiu.

— Senhorita. – repeti com um sorriso irônico.

— Já vi que não serão os anos mais fáceis de minha vida, com você aqui. – ela disse antipática e eu revirei os olhos.

— Eu soube disso desde que pisei aqui dentro. – murmurei.

— Violetta – pela primeira vez ela me chamou pelo nome, e eu a olhei nos olhos. – Não quero ser sua inimiga, de verdade. Quero que criemos um laço, que você confie em mim, e mude seu modo errado de agir.

— Não posso confiar em quem não conheço.

— Mas é isso que eu estou tentando fazer. Estou tentando te conhecer, querida. – ela disse com a voz suave.

— Nem eu me conheço, como você pode querer conhecer? – perguntei sentindo meu coração afundar dentro do peito.

— Oh querida. – ela pegou uma de minhas mãos que estavam em cima da mesa, e sorriu carinhosamente. – Nós vamos conhecer sua verdadeira identidade, não se preocupe.

— Vocês vão me mudar? – perguntei querendo tirar minha mão da sua, mas me contive.

— Não, jamais mudaríamos uma pessoa. – ela riu. – Vamos apenas reeducá-la.

— Isso não é uma mudança?

— Sim, mas é uma mudança boa, nada que vai interferir no seu modo de pensar. Não se preocupe. E vamos de reeducar no sentido de ensinar. Você terá uma bagagem bem grande quando sair daqui.

— É tudo que o meu pai quer. – resmunguei.

— Mas o que você quer? – perguntou.

Eu demorei alguns segundos pensando nessa pergunta.

— Eu não sei. – falei confusa com os meus próprios pensamentos e desejos.

— Logo você descobrirá.

— Você é psicóloga? – perguntei vendo o modo calmo que ela estava levando aquela estranha conversa.

— Sim. – riu. – Tive que fazer uma faculdade de psicologia para entender alguns alunos desse colégio.

— Isso vale para mim também?

— Acredite se quiser, mas você não chega nem perto de alunos problemáticos que eu tenho que lidar todos os dias. – sorriu. – Você é apenas uma menina se descobrindo, e isso é normal. Não se preocupe.

— Obrigada. – abaixei o olhar. – Você não vai contar nada disso para o meu pai né? Porque eu sei que os psicólogos contam tudo que descobrem para os pais.

— Bom, o meu dever é informar tudo que seja progressivo em você ao seu pai, mas pode deixar que essa conversa ficará só entre nós. – ela disse piscando e logo soltando a minha mão, sorri. – Seja muito bem-vinda, senhorita Castillo.

Notas finais
O que acham?