Descobrindo o que é Amar

25 Vídeo Game e Apostas – Capítulo 25


Estávamos no quarto dele. Ele foi até uma bancada larga, que se estendia por uma das paredes do seu quarto, num canto dela tinha um computador e do outro tinha a TV com o vídeo game, e no meio eu conseguir ver os livros dele do colégio. Sua cama ficava paralela a essa bancada. Ele ligou o vídeo game em um jogo de luta, sentou em sua cama e encostou-se a parede.

— Senta aqui. – ele falou enquanto mostrava com sua mão um lugar do seu lado.

— Eu acho que nunca joguei esse jogo, é melhor você ir com calma comigo. – eu contei a ele. Mas, na realidade, era uma total mentira de minha parte. Aquele era um dos meus jogos preferidos, sempre que eu ia à casa dos meus primos ficávamos jogando por horas.

— Tudo bem Dani, tudo que for sua primeira vez eu vou bem devagar ok?! – enquanto dizia isso ele fez uma cara de safado. O Gabriel já estava começando com suas piadinhas sem graça.

Pensei em minha cabeça numa resposta: “- pois já eu vou com muita força (eu estava falando do jogo)”, mas preferi não falar isso.

— Deixe de falar coisas com duplo sentindo seu lerdo! – eu reclamei com ele.

— Como assim duplo sentindo? Não estou entendendo o que você está falando. – e ele fez uma cara sínica de desentendido.

— Pois bem, não entenda mesmo, porque isso nunca vai rolar! – eu respondi meio estressado, como sempre eu ficando irritadinho por besteira.

Depois que eu falei isso, percebi que ele realmente ficou preocupado:

— Ahhh, e porque nunca vai rolar, ué, por quê? – ele falou com uma voz triste e preocupada.

— Ah sei lá, eu nunca pensei nisso, além do mais eu não gosto de sentir dor! – eu estava mentindo de novo, porque eu já tinha pensando um pouco sobre esse assunto entre a gente, “penetração”, mas fiquei tão apavorado que desisti de continuar pensando nisso.

— Mas Daniel, você não vai sentir dor, eu vou ser carinhoso, eu juro. E poxa, não to dizendo que a gente vai fazer isso agora, mas um dia a gente vai querer fazer amor... – eu já estava começando a ficar constrangido com esse assunto, meu rosto já estava vermelho, mas o Gabriel realmente tinha ficado preocupado e começou a me questionar sério sobre isso.

— Poxa, você nunca pensou sobre isso entre a gente? Nem sentiu vontade? Porque eu mesmo pense na gente junto 24h, já até sonhei com nós dois fazendo amor...

— Aff Gabriel, vamos mudar de assunto, por favor, vamos jogar logo vai! – meu rosto já estava pegando fogo. Não é que eu estivesse chateado com esse assunto, mas eu estava na casa dele, na casa da mãe dele, e falar sobre essas coisas lá me deixava com vergonha.

Ele ficou por um minuto calado, como se estivesse pensando, até que ele olhou bem nos meus olhos e falou:

— Pronto, se ligue, se você preferir, em nossa primeira vez eu que serei o passivo ok? Eu já percebi que você gostou de minha bunda, né? Mas você vai ter de ir com calma porque eu sou virgem, certo? – ele falou isso enquanto olhava nos meus olhos, e mesmo eu morrendo de vergonha de ouvir aquilo, não pude deixar de gostar do que ele falou. Acabei me lembrando do dia no banheiro do colégio, quando apertei a bunda durinha dele, essa lembrança me fez ficar “alegre” lá em baixo.

— Certo. – eu respondi meio baixinho, estava excitado com essa ideia, mas envergonhado ao mesmo tempo.

— Posso te dar um beijo Daniel? – ele perguntou baixinho, me encarando com um olhar sedutor. Então o Gabriel começou a se aproximar de mim, bem devagarzinho, querendo encostar seus lábios aos meus.

Quando ele já tinha fechado os olhos e estava confiante que ia conseguir um beijo meu, eu me afastei dele e falei:

— Bom... , se você quiser um beijo meu, você vai ter de me derrotar no jogo em uma melhor de cinco, que tal? – falei a ele.

— Só isso? – ele falou fazendo uma voz do tipo: que grande besteira ele ta exigindo, coisa fácil.

— Só isso ué, vamos vê se você é bom mesmo. – eu desafiei.

Ele estava bem confiante, provavelmente porque eu tinha dito que nunca tinha jogado aquele jogo.

A primeira partida eu me fingi de analfabeto tecnológico, porque ele conseguiu um perfect em 10 segundos. Deixe ele me matar muito rápido, acho que ele também estava apressado para ganhar meu beijo.

— kkkkkk, moleza! Eu sei que disse que ia devagar com você Daniel, mas foi você que me desafiou pelo beijo, posso fazer nada. – meu plano estava funcionando, e seu ego estava aumentando.

Ele foi até bondoso e me permitiu ganhar a segunda partida. Ficou fingindo que errava e me dando dicas só para me deixar ganhar. Até fiquei com um pouco de remorso pelo plano que eu estava bolando. Eu premeditando a derrota dele e ele sendo um fofo me fazendo ganhar de propósito.

Na terceira partida ainda dei uma resistida simples, mas nada que ele sentisse muita dificuldade para me derrotar e completar 2x1 para ele.

— Só mais uma em?! Eu vou querer um beijo bem demorado viu? – enquanto ele falava isso e sorria, já confiante em sua vitória, eu fiquei totalmente calado. Tinha chegado a hora da revanche, e eu ia virar o placar:

“3, 2, 1, let's go players” e assim começou a quarta partida. Eu não fiz como ele, que tentava uma vitória rápida e simples. Eu utilizei todos os ataques especiais, combos possíveis e fiz as transformações do meu personagem. Ri um pouco mentalmente com a cara do Gabriel de nervosismo tentando reverter à situação. Usando o ataque especial final, que até possuía um videozinho, eu ganhei a partida. Comecei a rir muito. Os olhos do Gabriel estavam arregalados, ele não tinha entendido o furacão que tinha passado por ele.

— Como você fez isso?! – ele falou espantado.

— Isso o que? A vitória? É sorte de iniciante, ou talvez eu aprenda fácil, sei lá! Estamos 2x2 não é? Quem ganhar essa, ganha a aposta – eu falei sorrindo.

— Você me enganou seu safado, pois, nem pense que você vai se safar dessa, eu vou com tudo nessa partida! – o Gabriel me respondeu zangado enquanto eu ainda estava rindo.

Ele não tinha mentido, na partida final ele resistiu bravamente, usou combos, ataques especiais, mas infelizmente, ele ainda não era páreo para mim. Eu fiz 3 a 2 nele, conseguindo a vitória da aposta.

— Uma pena né Gabriel? Ganhei! Pelo visto vai ficar sem o beijo. – dessa vez eu que fiz uma cara irônica de metido – era a minha vingança pelas provocações dele.

Enquanto eu estava me acabando de rir, ele tinha ficado calado, pensativo, fazendo uma carinha de triste.

Eu não consigo resistir quando ele faz aquele rosto de tristonho, então eu decidi dar o beijo dele assim mesmo. Eu já ia dizer a ele que podia me beijar, quando ele falou:

— Eu quero uma última partida, se você ganhar, você pode me pedir o que quiser; mas, já se eu ganhar, eu que pedirei o que eu quiser, você tem coragem Sr. Daniel? – ele falou num tom bem provocativo.

Eu já ia da o beijo dele, mas se ele quer passar mais vergonha e perder de novo, o problema é dele! Vai se arrepender de me desafiar, vou da outra surra nele, só por causa da ousadia!

A contagem para o início da partida já ia começar, foi quando eu ouvir uns leves gemidos:

— Dani... , você se lembra daquele dia na piscina? Quando sua perna encostou na minha sunga? Você lembra do volume? É você que me deixa desse jeito... – ele falou numa voz de gemidos, com a respiração bem forte. Eu gelei na hora, fiquei de boca aberta, sem reação.

— Eu sei que você me chama de safado Daniel, mas você também estava excitado naquele dia não foi seu safado? – enquanto ele falava, ou melhor, enquanto ele gemia essas palavras a sua mão foi descendo pelo seu corpo, chegando até sua bermuda. Aos poucos ele começou a abaixar a bermuda e mostrar o início de sua cueca. Eu confesso que desde a hora que ele comentou sobre eu gostar de sua bunda, meus hormônios já tinham assumido o controle. Aquele jeito com que ele pronunciava meu nome me lembrava de todas as boas sensações que tivemos na piscina e no banheiro do colégio. Eu estava carente... meu corpo estava carente dele...

Minha respiração estava ofegante já, eu estava sério e nervoso olhando ele passar a mão por cima de seu short, como se fosse tirá-lo e ficar só de cueca. Então ele veio para cima de mim e me deitou na cama. Suas mãos foram nos meus cabelos, me fazendo um cafuné. Eu não resisti e fechei meus olhos para apreciar aquela sensação.

Meus olhos estavam fechados. Minha respiração estava ofegante. Eu queria sentir o Gabriel... o Gabriel... ! Hã? Falando nele, eu parei de sentir suas mãos ou sua respiração. Agora o som que eu ouvia era um som de gemido de luta. Abri meus olhos sem entender e tomei um baita susto: ele tinha se aproveitado que eu fechei meus olhos e tinha voltado para o jogo! Ele me enganou! Que #@$#$%@$#$#%! Como ele pode me enganar assim?! A vida do meu personagem estava no final, e mesmo eu correndo para pegar o controle, não teve mais solução, ele me derrotou e ganhou a aposta.