Descobrindo o Amor (em revisão)
3 Capítulo 3 - Dias atuais.
Notas iniciais
Eu estava terminando de organizar a cozinha, já era fim de tarde e eu ainda queria ir ver a Dona Ana, quando minha mãe entrou na cozinha.
— Helena? Aonde vai com tanta presa? — Disse me ajudando com as louças.
— Vou ver a Dona Ana.
— Filha, está tudo bem? — Ela segurou em minha mão me fazendo a encarar, por um momento quase contei tudo a ela.
— Está sim. — Foi quase imperceptível, mas pude perceber ela suspirando, soltando minha mão voltou a atenção para as louças. — Eu já vou indo, não quero voltar tarde.
— Tudo bem, qualquer coisa me liga. — Franzi o cenho, ela havia pedido mesmo pra que eu a ligasse, ela nunca pedia isso, estava sempre ocupada demais com as coisas da cafeteria.
Sai então, e com a minha bicicleta fui até a casa de repouso.
—Oi Sr. Leo, viu a Dona Ana? — Perguntei ao senhorzinho lendo um livro no sofá, ao observar que ela não estava onde costumava ficar, na cadeira próxima a estante de livros.
— Olá garota, acredito que no jardim, seu neto foi embora agora a pouco. — Agradecendo, fui em direção ao jardim. E lá estava ela, observando as flores.
— Soube que seu neto veio a visitar. — Me sentei ao seu lado, sorrindo ela respondeu.
— Oi querida, veio sim, foi embora agora a pouco. — Respondeu pensativa olhando as flores novamente.
— Hum. — Olhei pra suas mãos percebendo que ela segurava o livro.
— Acredito que não veio aqui somente para me ver observar flores. — Dizia sem me olhar, olhei para as minhas mãos sobre a perna. — Tudo bem, sei que está ansiosa para saber a continuação da história. — Me olhou de canto.
— Muita, será que a gente pode continuar agora? — Ela sorriu novamente antes de continuar.
— Certo, lembra onde paramos? — Respondi antes dela terminar de folhear as páginas.
— O filho mais velho dizia que iria se casar com a moça bonita.
— Muito bem. Ele estava distraído com a moça que havia passado diante de seus olhos e...
"- Olha só, para quem dizia que não iria se apaixonar, você se apaixonou muito rápido irmão. — Dizia dando batidinhas em seu ombro.
— Mas quem falou em paixão? – Disse sem tirar os olhos da tal moça, que escolhia frutas junto a sua amiga.
— E o que então? — Franziu o cenho.
— Já que sou obrigado a me casar, que ao menos seja com uma moça bonita aos olhos. — O mais novo balançou a cabeça não acreditando no irmão.
— Quando conseguir, não esqueça de me apresentar sua amiga. — Ele o encarou, já o empurrando para que voltassem a trabalhar.
Após o trabalho, não muito tarde, ele decidiu que não iria perder tempo, foi então falar com a moça que novamente estava no mercado.
— O que uma moça tão bonita faz em um mercado como esse? — As moças pararam então de conversar e os encararam.
— O mesmo que vocês, comprando. — Seu irmão ao seu lado segurou o riso, levando uma cotovelada em seguida.
Elas voltaram então a conversar os deixando de lado. O mais novo encarou o irmão e foi até elas.
— Olá moças, estávamos comprando algo que nossa mãe pediu, porém acho que não estamos nós saindo muito bem. — Dizia olhando a lista de compra em sua mão. — Ao menos e o que ela diz, toda vez que voltamos para casa com algo errado. — A garota que até então estava calada, colocou as mãos em frente aos lábios segurando o sorriso. — Poderiam fazer a gentileza de nós ajudar?
— Posso? — Pediu a lista que estava em sua mão, ele a entregou. — Ora, mas todos esses itens são fáceis de achar.
— Então somos dois tolos, pós sempre levamos algo errado. — Disse o mais velho, chamando a atenção da moça mais bela.
— Imagino que sua mãe seja uma senhora bem paciente então. — Dizia a bela moça.
— Você nem imagina o quanto. — Ele quase franziu o cenho ao percebe um vislumbre de sorriso.
Elas então os ajudaram a fazer as compras, e eles como forma de agradecimento as convidaram para jantar...”
— Espera, tão rápido assim, uma simples conversar no mercado e elas já iram pra casa deles? — Quis saber surpresa.
— Você não me deixou terminar.
— Desculpe, continue por favor. — Falei envergonhada, por tela interrompido.
— Muito bem, eles a chamaram para jantar em sua casa, mas elas recusaram.
— Deu uma pausa para me encarar, concordei com a cabeça, atenta a suas palavras.
“- Iram nós perdoar, mas nossos pais estão nós aguardando para o jantar. — Disse a moça mais jovem.
— E não seria apropriado, duas moças jovens irem sozinhas a casa de dois rapazes solteiros. — O mais velho a encarou, pensativo. Elas então se despediram e se foram. Quando elas estavam longe o bastante o mais novo quis saber.
— Em que você tanto pensa?
— O quê? — Voltou se então para o irmão.
— Você, parece estar perdido em pensamentos, aconteceu algo?
— Há não, só estava pensando na moça mais bela, me parece que ela tem algo a mais do que só beleza. — Seu irmão revirou os olhos.
— Mas é claro que ela é mais do que só beleza, as pessoas são mais do que só aparência.
— Claro, claro. — Deu de ombros.
Agora já em casa, e após sua mãe preparar o jantar, eles conversavam enquanto terminavam o jantar.
— Me diga novamente meu filho, como conseguiram comprar tudo certo?
— Bom, nós encontramos duas jovens no mercado que nós ajudaram.
— Hum. E seu irmão foi o primeiro a falar com elas? – Dizia o olhando de canto de olho, curiosa com o rumo da conversa.
— Sim, depois de ser rejeitado pela moça ele correu atrás dela, admirado por sua beleza. – Brincou o caçula, levando um olhar engessado de seu irmão.
— Verdade meu filho, você foi atrás da moça? – Ela parou de comer para o encarar.
— Mas é claro que não mãe. – Recebendo um levantar de sobrancelha do irmão, continuou. – Ao menos não a parte de correr atrás dela. – Dizia remexendo em seu prato.
— Que ótimo meus filhos, e quando iram chamá-las para que as conheça?
— Mas já fizemos isso, porém elas disseram que não era apropriado.
— Mas é claro, estão certíssimas – Sorriu, definitivamente ela tinha gostado dessas garotas. – Vocês devem ir pedir aos pais delas. – Como eles não falaram mais nada ela continuou. – E quando vai ser?
— Ora mãe, acabamos de conhecê-las, tenha um pouco de paciência. – Resmungou o mais velho.
— Ora meu filho, sua mãe já esta ficando velha e precisa ter netos logo, ou não terei disposição para brincar com os pequenos. Sem falar que eu preciso preparar o jantar com antecedência. – Disse já se levantando.
— Se depender de meu irmão, vai demorar bastante. – O caçula disse levando um empurrão do irmão.
— Bom, espero que resolvam logo, tirem a mesa por favor. – Ela se levantou indo para seu quarto.
— Você a ouviu, tire a mesa. – Disse o mais velho e foi para seu quarto, sorrindo ao ouvir seu irmão reclamar.
Dois dias depois os irmãos chegaram exaustos do trabalho e sua mãe os recebeu com alegria.
— Me contem logo, quando vai ser?
— Amanhã. – Se entreolharam sorrindo, pós a tempos não viam sua mãe tão animada. Ela não parava de falar.
— Certo, eu terei que ver o que iremos servir, e a decoração, ai Deus, as bebidas. – Sorriram mais ainda, se ela estava assim com um simples jantar nem queriam imaginar quando fosse o casamento.”
— A não, quero ouvir mais... – Ela sorria tanto, que acabei sorrindo junto. – Acho que a senhora deve me achar doida, não é?
— Há não querida, eu gosto bastante da sua companhia, o coração dessa velhinha se alegra por saber que ainda tem uma jovem interessada em me ouvir.
— Eu sempre estarei interessada em lhe ouvir. – Olhando pro céu continuei. – Acho melhor entramos, acho que irá chover, vamos? – Estendi o braço em éle, ela segurou em meu braço e entramos.
— Bom querida, acho que vou descansar um pouco. – Concordei.
— Tudo bem, em volto em breve. – Sorri.
— Estarei lhe esperando. – Nos despedimos e eu voltei pra casa.
Achei que minha mãe estaria me esperando no sofá e não me enganei, encontrei ela no sofá com a TV ligada, mas quando a olhei melhor vi que estava dormindo, fui até o quarto e peguei um lençol colocando sobre ela e em seguida fui ao meu quarto.
Organizei um pouco da minha bagunça e depois do banho fui dormir.
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