Descobrindo o Amor (em revisão)

7 Capítulo 7 - Dias atuais.


Notas iniciais
Ei, tudo bem? Mais um capítulo quentinho saindo ;) OBS: Leiam as notas finais :*

— E impressão minha ou você veio mais cedo dessa vez? – Me olhou com os olhos cerados.

— Há Dona Ana, curiosa como eu sou a senhora não achou que eu aguentaria por mais tempo, ou achou?

— Não mesmo querida. – Sorriu. – Vamos continuar então. – Fiz que sim me aproximando.

“Alguns anos haviam se passado, os irmãos tinham feito de tudo, porém os negócios da família iam de mal a pior. O mais velho já não sabia o que fazer, mas o orgulho não lhe permitia pedir ajuda.

— Querido, fale comigo, não aguento lhe ver assim. – Sua mãe lhe dizia, mas ele dava de ombros.

— Mãe, me perdoe sabe que não quero magoar lá. Mas se nós não conseguimos fazer coisa alguma, tão pouco a senhora conseguiria. – Ela suspirou, as palavras de seu filho foram duras, porém sabia que ele não estava de todo errado. Concordou se afastando.

— Não fale assim com sua mãe, ela só queria ajudar. – Sua esposa disse chegando ao seu lado, ele suspirou.

— E acha que não sei, já estou farto de se intrometerem. – Saiu pisando firme. Ela foi então ao encontro da sogra.

— Eu já não sei o que fazer querida. Seu marido é muito teimoso, não permite que lhe ajude. – Ela lhe abraçou de lado, pendendo a cabeça sobre seu ombro em um tentativa de consolá-la. – Mais tenho fé que tudo irá melhorar, quando menos esperamos. – A jovem sorriu, sua sogra tinha uma fé admirável, pudera ela ter tamanha esperança.

No dia seguinte, ela estava preparando o jantar quando seu marido chegou. Quando viu que ele não estava falando muito, se atreveu a pergunta.

— Por que não me diz o que está acontecendo? – Ele parou de mexer no prato para a encarrar.

— E de que adiantaria.

— Eu sou sua esposa não sou, devemos nos apoiar, se não me fala nada como eu poderia... – Ele se levantou.

— Perdia a fome. – Ela foi atrás dele.

— Será que ao menos uma vez na vida poderia ser sincero comigo?

— Você quer a verdade? – Falou sério voltando para lhe encarar. Ela fez que sim. – Pós aqui está a verdade, estamos falidos, eu fiz o que pude, tentei manter tudo como deveria ser. Mas não temos compradores, e eu não sei mais o que fazer. – A olhou exasperado.

— Há querido, porque não disse antes. – Disse segurando seu rosto entre as mãos.

— Você tem ideia do quanto isso é humilhante, eu sou o responsável por essa família. Não sei como deixei tudo chegar a esse ponto. – Se afastou um pouco, ela o encarou sem dizer nada. – Mas eu tenho um plano.

— E qual seria?

— Amanhã vou falar com alguns negociantes, fique tranquila, vou resolver tudo. – Beijou sua testa.

— Quanto tempo dessa vez? – Sempre que ele ia falar com comerciantes viajava por semanas.

— Dessa vez não demorarei muito, uma semana no máximo. – Ela concordou.

...- Ele lhe disse isso? – Sua sogra lhe perguntou enquanto conversavam em sua casa.

— Sim, mais tarde saberemos. – Sorriu, pela suas contas seu marido voltaria de viajem naquele mesmo dia, alguns minutos depois sua cunhada chegou.

— Desculpe o atraso, estava deixando o jantar pronto para mais tarde. – Olhou para sua sogra, sorrindo como nunca.

— Quer me contar algo minha filha? – A olhou sorridente.

— Bom, esses dias tenho andado muito enjoada, a senhora lembra? – Fez que sim. – E até mesmo vomitado algumas vezes, então lembrei da conversa que tivemos a um tempo atrás sobre o que poderia ser quando mulheres sentiam esses sintomas e... – A jovem bela foi sorridente ao seu encontro lhe abraçando, mas sua sogra foi mais cautelosa.

— Há querida, devemos ter certeza, não quero lhe ver magoada pelos cantos. – Em outras ocasiões sua nora mais jovem tivera os mesmos sintomas, mas a gravidez não vingava, e ela não queria ver novamente a tristeza em seu rosto, muito menos no do seu filho mais jovem, por isso dessa vez só dariam a notícia quando tivessem certeza.

— A senhora tem razão, por isso não direi nada a seu filho. – Sentou-se à mesa.

— E melhor minha filha, ao menos até estarmos certas. – Começaram então a conversar sobre como estavam ansiosas para a chegada de seus maridos.

Quando já era noite elas estavam organizando o jantar na casa da moça mais jovem, quando seu cunhado entrou de sobre salto.

— Que susto meu filho, isso é forma de entrar e onde está seu irmão? – Ela franziu o cenho ao mesmo tempo em que sua esposa percebeu algo em seu semblante e se levantou chegando mais perto.

— O que aconteceu querido, por que está assim? – Ele se encontrava com as roupas desgrenhadas, e quando chegou mais perto viu machucados em seu rosto que antes não viam pela luminosidade. – O que aconteceu com seu rosto? – Lhe tocou de leve, ele se retraiu com o toque.

— Filho, me responda, onde está seu irmão? – Quis saber sua mãe agora alarmada, ele abaixou a cabeça sem dizer uma palavra, ela se aproximou o segurando pelo colarinho. – Me diga alguma coisa.

— Eu tentei ajudar, de verdade, mas eles eram muitos e...

— Não! – A moça mais jovem disse com as mãos sobre os lábios. Ele a encarou.

— Sinto muito eu...

— O que está querendo dizer? – Sua mãe quis saber as pernas já bambeando, ele a encarou com dor no olhar e não precisaria dizer mais nada, ela já tinha visto aquele olhar, quando lhe deram a notícia de que seu marido havia...

— Fomos saqueados no caminho de volta e... meu irmão, ele tentou impedir tudo e... eles estavam em maior quantidade, nós tentamos, mas eles foram para cima dele e... meu irmão está morto.

— Não! – As duas, esposa e mãe desabaram naquela noite...”

— Espera, o irmão mais novo morre? – Disse ainda sem reação.

— Sim querida.

— Mas, eu não entendo, essa não era pra ser uma história de amor? – Ela sorriu de lado.

— E de certa forma ela é. – Continuei sem entender.

— Ainda não entendo, como poderia, se ele morre deixando uma possível mãe solteira. – Ela me encarou sem dizer uma palavra. – Não vai acabar assim, não é?

— Não Helena, não vai, gostaria de saber o restante? – Se sentei novamente.

— Sim, eu quero.

“Um ano tinha se passado, a moça mais bela esperava o marido para o jantar, ele não costumava mais chegar no horário.

— Onde estava?

— Em lugares que você não precisa saber. – Respondeu ríspido.

— Porque continua a agir assim, já se passou um ano desde... – Ele não a deixou terminar

— Você não percebe, a um ano eu venho guardando essa culpa. – Falou aumentando o som da voz, ela se aproximou.

— Não foi sua culpa. Ninguém jamais disse que era sua culpa. – Segurou em seus ombros, ele a afastou.

— E não precisavam dizer, eu tive a ideia, deveria saber que ele iria querer me acompanhar, sempre foi assim. – Ela viu mágoa em seus olhos, suspirando lhe abraçou, ele ficou imóvel. – Só me deixe em paz, estou cansado. — E foi para seu quarto.

A jovem já não sabia o que fazer, tinha tentado manter a fé que sua sogra a tinha passado, mas cada dia parecia mais difícil. Sua cunhada descobriu que na verdade sua gravides era um alarme falso e isso a devastara mais ainda, sua sogra tentava se fazer de forte na sua frente, mas ela sabia de onde seu marido tinha herdado toda aquela teimosia.

Foi então que ela resolveu tentar algo, que jamais tinha tentado, buscar o Deus de sua sogra, na janela de sua sala, ela o buscou.

— Eu nem sei o que estou fazendo. – Dizia olhando para o céu estrelado. – Mas minha sogra costuma nos dizer que es aquele que ajuda os angustiados. Estamos todos angustiados, não sei como agir nessa situação, se realmente nos escuta como ela diz, nos mostre uma saída para essa angústia. Imagino que deva haver alguma. – E foi se deitar.

...Um mês tinha se passado e a situação com seu marido só piorava, ele já não chegava no horário, sempre muito distante e ela desconfiava que estava lhe escondendo algo. Então uma noite quando ele chegou em casa ela resolveu que deveria tomar uma atitude.

— Nós precisamos conversar. – Disse quando ele se sentou à mesa. Ele deu de ombros então ela continuou. – Você precisa reagir querido, não pode mais continuar assim. – Ele parou de mexer em seu prato para lhe encarar.

— O que quer dizer?

— Quero dizer que já não suporto lhe ver assim, triste pelos cantos, sempre mal-humorado.

— Meu irmão morreu, como queria que eu estivesse?

— Sim, ele se foi, e não sabe como eu lamento. – Olhou em seus olhos para continuar. – Mas na maioria das vezes parece que você também se foi, nós ainda precisamos de você. – Ele se levantou abruptamente, mas apoiou a mão sobre a mesa em seguida devido a uma repentina tontura. – Você está bem? – Correu ao seu encontro.

— Sim, estou. Não foi nada demais. – Porém ela percebeu algo estranho em seu semblante...

Na noite seguinte preparou o jantar lhe esperando, mas ele chegou diferente, resolveu então não comentar sobre a noite passada.

— Como foi seu dia? — Puxou assunto.

— O de sempre. – Ele puxou seu colarinho como se algo o incomodasse.

— Está tudo bem?

— Sim, eu só...- Ele se levantou de repente, ela fez o mesmo por reflexo.

— Querido, você está suando muito. – O olhou preocupada, passando a mão sobre sua testa.

— Eu... – De repente ele caiu sobre ela, a fazendo cair sentada no chão com ele em seu colo, o olhou assustada, sem saber muito o que fazer.

— Me diz o que fazer. — Desatou sua gravata quando percebeu que ele tinha dificuldade para respirar. Não pode deixar de notar seu rosto mudando subitamente de cor.

— Me desculpe por... saiba que... eu lhe amo. – Dizia com muita dificuldade. Uma lágrima caiu de seu rosto sobre o dele, seu olhar a quebrava.

— Por favor, não. – Dizia ainda sem saber o que estava acontecendo. Ele a olhou profundamente antes de tentar pronunciar palavras entre cortadas.

— Não... consigo... respirar.

— Calma, por favor eu... fica aqui por favor. – Mas ele já não conseguia manter seus olhos aberto. – Eu vou buscar ajuda. – Tentou se levantar, mas ele se esforçou para segurar sua mão a fazendo continuar onde estava.

— Esta... tudo bem. – Ela fazia que não exasperada. Ele levantou a mão à altura de seu rosto em um último gesto de carinho, mas seus olhos se fecharam em um último suspiro antes mesmo de sua mão chegar ao seu rosto, ela continuou o olhando estática, quando se deu conta do que tinha acabado de acontecer.

— Querido, por favor não, não!”

Eu simplesmente não sabia o que dizer, a olhei ainda absorvendo as informações.

— Ele morreu. – Não era uma pergunta. – Mas como...?

— O povo daquela época não tinha muitas informações então não sabiam como se prevenir.

— Eu percebi, mas isso era para ser uma história feliz? – Ela deu um meio sorriso. – Então, eles acabam assim?

— De uma certa forma sim. – Disse simplesmente. – Mas ainda não acabamos.

— Não?

— Não. As vezes querida podemos passar por situações que achamos ser o fim, mas que na verdade é só o começo. – Quando eu não respondi continuou. – Em uma próxima lhe conto o restante da história.

Notas finais
O que estão achando? queria muito saber o que estão achando dessa divisão de capítulos. Me deixem saber, isso vai me ajudar a deixar a sua leitura mais agradável