Descobrindo o Amor (em revisão)

4 Capítulo 4 - Dias atrás.


Notas iniciais
Ei, como estão? Mais um capítulo quentinho saindo ;)

Estava no meu armário pegando os livros que iria precisar para a próxima aula, quando ele chegou beijando o eu ombro.

— Me desculpa. — Continuei sem o olhar, ele segurou em meus ombros me fazendo o encarar. — E sério Helena, foi mal por ontem.

— Você sabe o que poderia ter acontecido se me pegassem dirigindo, sem carteira? — Cruzei os braços sobre o peito.

— Eu sei amor, e agradeço por ter cuidado de mim, me perdoa? — Me olhou com expectativas, e talvez eu fosse muito mole, porque só respirei fundo e respondi.

— Sim, perdoo, mas se você... — Não terminei a frase, ele sorriu e me beijou inesperadamente, descruzei os braços sobre o peito os levanto ao redor de seu pescoço. — Eu preciso ir.

— Mas já? — Dizia com a cabeça apoiada em meu pescoço, sorri. — Tudo bem, quer ir a minha casa mais tarde? — O encarei com a sobrancelha arqueada. — Pra assistir um filme, que ideia você tem do seu namorado, mulher. — Me olhou com uma falsa indignação. Dessa vez eu gargalhei, algumas pessoas nos olhavam com o cenho franzido, apoiei a mão em seu peito tentando conter o riso, ele acabou rindo junto.

— Para com isso. — Disse quando percebi o que estava fazendo.

— Isso o quê? — Se fez de desentendido.

— Me distrair pra que eu não vá. — Sorriu malicioso.

— Quer dizer que eu te distraio?

— André! — Sorri de canto. — Já estou indo. — Fechei o armário e me afastei o observando se escorar no armário, cruzando os braços enquanto me observava ir, ele ficava lindo assim...

— E eu imagino que você o perdoou muito fácil, novamente. — Débora sussurrava para não atrapalhar a aula, enquanto eu contava para ela sobre mais cedo.

—... E em setembro de 1939 a Polônia foi invadida pelos alemães... — Dizia o professor em suas explicações.

— Eu sei, eu sei, é que ele fez aquela carinha de sempre. Eu não resisti. — Sussurrei de volta.

— Pela expansão territorial, professor. — Alguém respondeu lá do fundo a uma pergunta do professor.

— Helena, você sabe que precisa se impor não é, ele sempre faz isso e você acaba aceitando o que ele pede. — Eu sabia que ela estava certa, mas não conseguia pôr em prática, e acho até que ele sabia disso.

— Débora, qual dia ficou conhecido pelo fim da Segunda Guerra Mundial? — Ela me lançou um olhar, provável que para que eu lhe ajudasse, o que não poderia fazer pós também não tinha prestado atenção a aula.

— Hãn... Dia 8, de março...? — Tentou.

— Errado, foi dia 8 de maio de 1945, o que a senhorita saberia se estivessem prestando atenção a aula. — Me olhou irritada, dei de ombros. — As duas. — Cerrei os lábios em uma linha fina.

Depois da aula eu estava tentando convencer minha mãe a ir à casa de André.

— Eu não volto tarde, juro.

— Assim como jurou que não viria tarde da tal festa na praia? — Disse sem me olhar, franzi o cenho.

— Eu já expliquei que aconteceu um imprevisto. — Dizia olhando minhas unhas.

— Entendi, eu sei muito bem o nome desse imprevisto. — A olhei chocada, ela sempre falava dele assim.

— Mãe, não quero discutir. — Ela deu pausa na tv para me encarar.

— Helena, você já se perguntou o porquê de ele nunca querer vir aqui em casa?

— Não sei, talvez por que a senhora sempre implica com ele? — Dei de ombros, na verdade nunca tinha parado pra pensar a respeito, ela suspirou.

— Filha, eu já tive a sua idade, sei como é.
— Olhou dentro dos meus olhos antes de continuar. — Se quer mesmo ir, pode ir. Mas saiba, que se eu implico, é porque quero o seu bem. — Se voltando pra tv ela encerrou a conversa.

Subi então para meu quarto e fui me arrumar, mas o que ela tinha falado sobre ele não querer vir na minha casa não me saia da cabeça.

— Oi. — Sorria enquanto eu ia em sua direção, ele estava como sempre escorado no carro, lhe dei um selinho.

— Oi. Quer dar um oi pra minha mãe? — Ele franziu um cenho.

— Melhor não, ela vai ficar implicando como sempre. — Fiquei o olhando por um tempo, não tinha percebido que ele sempre dizia a mesma coisa. — Vamos? — Dizia abrindo a porta para que eu entrasse, concordei ainda pensativa.

— Então, que filme a gente vai assistir? — Quis saber quando o carro entrou em movimento.

— Não sei, esperava que você cuidasse dessa parte. — Disse colocando o sinto de segurança.

— Posso mesmo, é sério? — Me olhou de canto de olho, concordei. — Então tá...

— A não, terror? — Murmurei quando chegamos e vi o filme que ele escolheu.

— Você que disse que eu poderia escolher. — Disse levantando as mãos, como quem diz que a culpa não é dele. Coloquei a pipoca em cima da mesa de centro me acomodando ao seu lado. — E não se preocupe, vou estar bem aqui para lhe proteger dos monstros. — Sorriu, apoiando o braço ao redor do meu ombro. — Aí. — Reclamou quando lhe dei uma cotovelada.

— Já vai se acostumando porque é isso que vai acontecer toda vez que eu me assustar. — Estreitei os olhos em sua direção, sorriu provavelmente achando que eu estava brincando.

— Aí Helena. — Resmungou quando em uma determinada cena lhe dei uma cotovelada na costela, me aproximei.

— Desculpa, eu te disse. — Tentei esfregar o local.

— Não achei que fosse verdade. — Disse ainda com a cara de dor. Me aproximei dele lhe dando um selinho. — Acho que posso aguentar mais umas cotoveladas. — Sorriu me puxando para um beijo, lhe dei um tapa no ombro. Segurou de leve minha mão, me olhando intensamente, senti um frio na barriga quando ele se apoiou sobre os cotovelos intensificando o beijo, quando sua mão chegou a minha cintura me retrai. — O que foi?

— Eu... Não sei, desculpa. — Ainda olhando nós meus olhos, ele se aproximou novamente, mas dessa vez eu me levantei abruptamente, ele ficou me olhando sem entender. — Foi mal, er... eu prometi que não chegaria tarde, então... pode me levar pra casa? — Depois de um tempo em silencio, respondeu.

— Claro. — Fomos todo o caminho em silencio, ele só olhava pra frente e eu não sabia o que dizer. Quando enfim chegamos arrisquei dizer algo colocando a mão sobre a sua, ele encarou nossas mãos.

— Eu... você está chateado comigo? — Me olhou antes de dizer, tirando a mão sobre a minha e passando nós cabelos.

— Não. — Levantou meu rosto quando percebeu que eu olhei pra minha mão, agora sozinha. — Tá tudo bem. — Queria dizer que não parecia que estava tudo bem, ao invés disso só concordei com a cabeça.

Sai do carro e segui em direção a porta da minha casa, antes de entrar olhei pra trás e ele continuava lá, me esperando entrar. Quando fechei a porta atrás de mim, escutei o motor do carro sendo ligado, suspirei. Eu não sabia o que pensar sobre o que tinha acabado de acontecer.

Na manhã seguinte, eu estava conversando com Débora sobre a noite passada.

— E como vocês estão agora? — Abri meu armário.

— Não sei ao certo, você viu como ele estava distante mais cedo, mal falava e quando falava era muito vago. — Ela concordou.

— Eu vi amiga, olha eu te aconselho a conversar com ele. — Fechei o armário. Ela estava certa. Então no fim da aula fui fazer exatamente isso, o encontrei no estacionamento.

— André. — O chamei antes que ele entrasse no carro, ele fechou a porta e se escorou na mesma, me esperando. — A gente pode conversar? — Como ele só concordou eu continuei. — Eu queria saber se está realmente tudo bem, sabe, sobre ontem.

— Eu disse que estava. — Franzi o cenho.

— Mas não parece, mais cedo você estava muito frio, mal falava e...

— Como queria que estivesse quando minha namorada, claramente demostrou que não é tão a fim de mim quanto eu dela. — O olhei seria, ele estava sendo sincero como eu queria, mas eu não esperava essa reação.

— Eu não disse isso. Você não pode estar realmente acreditando nisso.

— Mas é exatamente isso que eu estou pensando agora, por isso não falei tanto hoje, não quero te machucar. — Cruzei os braços sobre o peito, se ele achava que iria me machucar sendo sincero, realmente não me conhecia.

— Não, continue, eu quero saber a verdade.

— Helena, vai pra casa. — Escutei um barulho. Ri em seco.

— Já vi que eu vim fazer papel de idiota. — Me olhou sem entender. — Tudo bem, continue com as suas mentiras, desculpa se eu me preocupo demais com a gente pra vim aqui ter essa conversa.

Sai emburrada, enquanto ele me chamava. Tenho quase certeza que tinha alguém naquele carro.