Descobrindo a verdade
8 Capítulo 8- És adotada.
Notas iniciais
Pov Gina
Já era de noite quando eu e a Luna saímos de casa da Mi, ela precisava descansar. Eu nem me lembrei dos Weasley's e eles nem se lembraram de mim, afinal eu sou a filha odiada, a filha que eles não queriam. Eu e a Luna estávamos a passear pela praça quando, ao olhar para o lago que havia ali, me lembrei de uma vez, Ronald, Jorge e Fred tentaram-me afogar no lago negro em Hogwarts. Foi o pior dia da minha vida. Eu, infelizmente, tinha que voltar para a toca, ou inferno particular como quiserem, e a Luna vinha comigo. Tocamos á campainha e logo o porcalhão do Ronald e o cicatriz atenderam.
— Ah! É você!- o porcalhão, ops, o Ronald disse sem entusiasmo. Vem cá gente e o disfarce, ao que parece a Luna é invisível.
— Sim, é ela e eu.- Caramba, choquei onde é que a Lu guardava a coragem. Ela puxou-me para dentro.
A família estava toda lá, e todos me encaravam como se eu poluísse o ar. Estávamos todos em silêncio até que eu resolvi falar o que estava entalado na minha garganta por anos.
— Vão ficar aí me encarando, feitos idiotas? Ah é, desculpem esqueci-me, vocês são mesmo idiotas. Pensei que fossem me cumprimentar com os habituais xingamentos, convenhamos que eu sou a filha que não devia existir, certo? Mas agora aqui vai a pergunta que não quer calar: Por que me odeiam tanto?- perguntei segurando o choro. Era difícil aguentar tantas emoções no mesmo dia.
— VOCÊ NASCEU- gritou a pessoa á qual eu chamava mãe por obrigação.- VOCÊ FOI DEIXADA NA PORTA DESTA CASA. TALVEZ ATÉ OS TEUS PROGENITORES ODEIEM TE TANTO QUE ATÉ TE ABANDONARAM AQUI- ela gritou de novo e eu não estava a acreditar.-E NÓS TIVEMOS QUE CUIDAR DE VOCÊ POR ANOS, MAS AGORA CHEGA, PÕE TE NA RUA.- ela empurrou-nos para a rua e fechou-nos a porta na cara.
— És adotada- Luna abriu a boca.
— Felizmente.- ri chorando, por ser enganada durante anos. Ela riu após a palavra sair da minha boca.
— Agora é só procurarmos os teus pais verdadeiros, e de certeza a Mi ajuda-nos.- ela disse. E se eles me odiarem.
— E se eles me odiarem.- traduzi o meu pensamento. Esse era o meu medo.
— Eles são teus pais, e tu és linda, forte, corajosa, determinada...- ela ia continuar se eu não tivesse interrompido.
— Tá, tá, chega.- falei rindo- Obrigada.
— Pelo quê?- perguntou.
— Obrigada por estares comigo neste momento, obrigada por seres minha melhor amiga, junto da Mi, obrigada por tudo.- falei a abraçando e chorando mais. Ela abraçou-me de volta.
— Eu é que te agradeço, por tudo, tu e a Mi são as únicas que não me acham louca.- sussurrou chorando também. Então do nada começa a chover.
— Anda, vamos para a minha casa.- ela falou depois de algum tempo.
— O teu pai..- ela não me deixou continuar.
— Está fora.- falou.
Fomos então, chegamos no quarto dela e tomei banho primeiro e depois ela, vestimos os pijamas e dormimos.
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