Descobrindo a Imortalidade.
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Um Mês Depois.
– Oh, Bella! Já lhe disse que não quero que fique andando na floresta sozinha. – Jace a olhou torto pela irresponsabilidade dela.
– Ah, e eu já disse que não quero que fique agindo como se fosse meu irmão mais velho! – Bella retrucou. – Que porra! Eu sou sim responsável e você sabe que por aqui está tudo limpo. Literalmente limpo.
Jace tinha o olhar fixo de onde Bella tinha vindo, e a palpitação ruim batia no peito. Ele não estava gostando do clima em todos os sentidos possíveis, uma vez que odiava chuva e chuva era o que estava se aproximando. “Só chuva, espero”, pensou enquanto ainda olhava floresta.
– Você se preocupa demais, credo. – Bella estava apenas se distraindo um pouco, nada de mais ou perigoso. – Vamos para o grupo antes que eles fiquem com o cabelo branco, também.
– Também? Está dizendo que estou de cabelos brancos? – Perguntou divertido. – Bem, pelo menos continuo charmoso.
– Convencido sem graça. E não, não estou dizendo nada. – Disse debochada e aturdida a seguir. – Vamos logo, estou com fome e quero ficar com Julie.
– Ela está bem, a Nora é muito paranoica, portanto ela está bem até demais. – Falou distraído olhando para o céu. – Estou querendo ver as estrelas hoje, como se eu não fosse viver para poder ver amanhã.
– Pare de bancar esse cara que você não é. – Disse simplesmente depois de uns minutos em silêncio melancólico. – Você está sentindo muitas coisas, vai decidir viver a vida agora?
– Não... Sei. – Respondeu por fim. – Só que não gosto de morrer desse jeito, é muito cruel.
–Bem, então não morra. – Falou impassível. – E você pode colocar para fora esses sentimentos hoje, afinal é o Dia das Reflexões e Desabafos do Carl.
– Certo.
– Quem começa hoje? – Carl perguntou animado, adorava esses dias. – Quero saber o que vocês pensam.
– Carl! Pare, você sabe que é um momento de reflexão profunda e não uma hora de confissões. – Nora o repreendeu enquanto dava a mamadeira para Julie, ela estava faminta. – E você irá dormi. E fim.
– Mais mãe...
–Nada de mãe, tudo bem você carregar uma arma por ai, mas a hora de dormir é a hora de dormir e sem mais.
– Que merda! – Exclamou indignado. – É injusto!
– Nada de injusto. Cama. Agora. Carl.
Então o menino foi dormir junto a John no banco da caminhonete de novo, mas sem conseguir realmente dormir.
– Nem estou com tanta vontade de conversar hoje... – Malec se pronunciou pela primeira vez. – Estou cansado.
– Tudo bem, — John apareceu saindo da caminhonete. –hoje eu participo.
–Não acho que temos muito tempo até chegar à cidade. – Malec falou novamente. – Sem dúvida esta infestada.
– Com certeza, mas... – Suspirou Jace. – Estou tão indignado hoje, mas não sei por quê.
– Quando Cristo disse que voltaria para ressuscitar os mortos, jamais pensei que fosse dessa maneira, pensei que ele tivesse um plano... Diferente. – John meditou alto. – Bem diferente.
– E foi diferente, não? – Malec disse com sarcasmo – Ninguém nunca pensaria em algo assim. Nem o mais cruel dos deuses.
–Para, cara. – Jace interveio – Não adianta bancar um de Ateu agora. Já era. Ou você continua com os mesmo conceitos de antes disso tudo. Ou você cai. Nada de mudar agora que a coisa ficou feia.
– Só não me mato, por medo do inferno ser pior que isto aqui. – Bella disse pela primeira vez depois de tempo em silêncio. – Apesar de que nada pode ser pior. Por isso tenho medo. Só por isso.
Todo mundo a olhou chocado, normalmente todo mundo se pronunciava a fim de expor sua opinião, menos Bella. Ela nunca se pronunciou, nem falou, nem sequer suspirou, ela apesar fingia contar as estrelas. Até agora.
– Bella... –Jace ia indo para abraçá-la, quando a mesma se levantou para se defender. – Bella, não chore, nos...
– Nós porra nenhuma! É a verdade, O.K. Todos sabem que é verdade, seria bem mais fácil nos matar do que viver isso. Se é que se pode se chamar de viver. – Tinha um olhar diferente nela, era algo mais que raiva e rancor. Pela primeira vez, ela pareceu sombria e obscura para Jace. – Ninguém me conhece, a não ser...
Parou por ali, deixando as lembranças invadirem.
O meu desafio é andar sozinho
Esperar a tempo nossos destinos
Não olhar pra trás, esperar a paz me livrar
Da ausência do seu olhar.
E ela pela primeira vez sentiu que queria andar pelo mundo, mas não sozinha. E sim com ele.
Não queria pessoas maravilhosas á arriscar a vida pela dela, só queria que uma vida se arriscasse e ao mesmo tempo ficasse segura por e com ela, sentiu falta de ar.
Não há nada igual
Nada poderia me afastar de Ti
Não, não há alguém
Que me faça tão bem como você faz
E nunca haverá
Me transforme no melhor que posso ser
Não há fim, não há volta
Porque só quem pode preencher o meu vazio é você
Você, ninguém mais
Amor era um sentimento que para Bella deveria ser recíproco, e na verdade era. É.
Cada simples pensamento meu é uma medida
Que há tempos decidiu te amar sem reservas
Tudo o que tenho de valor, são as minhas memórias
Se elas partissem, eu partiria em dois.
“Qual o meu problema?” , se perguntou. “Esta apaixonada pelo cabeludo agora?!“.
Era um conflito interno que parecia não ter fim, e não teria fim, pelo menos não se ela não fizesse alguma coisa rápida e pratico.
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