Descobrindo Um Novo Amor ♥

2 - Capítulo 1: Lembranças


Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo para vocês, espero que gostem!

Assim que a Magá saiu daqui de casa, minha mãe veio me obrigar a contar a ela tudo o que hávia acontecido.

Que coisa mais chata ter que repitir toda essa história novamente. Mas eu não tinha escolha, se eu não contasse ela não iria me deixar em paz.
Para a minha surpresa e revolta, ela pensa da mesma maneira que a Magali. Acha que o Cebola seria incapaz de fazer uma canalhisse dessas comigo e que certamente aquele beijo foi uma armação. Eu mereço, primeiro a Magali, agora a minha mãe. Parece que todo mundo acredita na "inocência" dele, mas eu não.

Se vocês soubessem o tamanho do ódio que estou sentindo por ele agora... é um ódio tão grande que não cabe em mim!

Quando eu vi ele com aquela garota, a minha vontade era de morrer, sério! Nunca tive uma decepsão tão grande em toda a minha vida.

Eu estava tão feliz, achando que finalmente a gente tinha se resolvido...

– FlashBack on -

Há três meses atrás, a turma toda hávia combinado de ir ao cinema.
Cebola, é claro, fez questão de se sentar ao lado de Mônica.

O filme era uma mistura de ação e românce, o que agradava tanto os meninos, quanto as meninas.

Na parte em que o " mocinho" se declarou para a "mocinha", Mônica se emocionou tanto que começou a chorar. Como ela queria que aquilo acontecesse com ela. Era seu sonho de todas as noites. Mas pelo visto aquilo não iria acontecer tão cedo. Cebola era orgulhoso demais para assumir seus sentimentos por ela.

– Não posso acreditar que vocês meninas se emocionam com essas ceninhas de românce água com áçucar. — ele disse entre gargalhadas, bem próximo do ouvido dela.

– Cala a boca, tá me atrapalhando a ver o filme. — Cebola riu e voltou sua atenção para a tela á sua frente.

" — Eu te amo, querida. Nunca mais iremos nos separar."

" — Eu também te amo meu amor."

– Meu Deus, que coisa mais clichê. — disse Cebola fazendo voz de sono.

– Para de reclmar, essa foi até agora a cena mais bonita do filme. — respondeu Mônica, sem desgrudar os olhos da tela.

– Só que não, as cenas de ação são muito melhores.

– Só que não. — Mônica respondeu.

– Ah, fala sério. Só tem baboseira nessas ceninhas romanticas.

– Você acha que o amor é uma baboseira? — ela se virou para encará-lo e notou que ele hávia ficado corado.

– Bom... eu, eu só acho desnecessálio ter essas coisas nos filmes que elam pala ser de ação com tilos e moltes e... — ele hávia se empolgado tanto que nem percebeu que estava trocando letras, Mônica não se aguentou e começou a rir.

– Do que você tá lindo... digo, rindo?

– Eu? De nada. — disse sarcástica.

– Humm, voltando ao filme, essas cenas de românce só servem pra uma coisa...

– Pra quê? — Mônica perguntou.

– Pra fazer menininhas bobinhas ficarem emocionadas e sonharem com um "príncipe encantado" que seje igual a esses caras.

Mônica sentiu um nó se formando no fundo da sua garganta.

– Temos mais é que sonhar mesmo, porque na realidade, só existem sapos. — Mônica respondeu ríspida e nem sequer olhou na cara de Cebola.

– Tá brava comigo? — ele perguntou, estranhando a reação da garota.

– Não! Deveria? — ela respondeu com tanta indiferença, que Cebola acabou encarando como uma ofença.

– Por quê você tá me tratando assim, Mô? Eu não fiz nada.

– Esse é o problema. — pensou em voz alta.

– Ahñ?

– Me deixa em paz, Cabola.

– Te deixar em paz? Eu não... — sem querer ele alterou a voz e as pessoas da fileira da frente o olharam de cara feia. — Eu não estou te entendendo. — disse bem baixinho dessa vez.

Mônica não suportava mais tanto sinismo. Ele sabia muito bem do que ela estava falando, mas prefiria se fazer de desentendido ao envés de assumir seus sentimentos.

Ela jogou seu saquinho de pipoca na cara dele e saiu da sala de cinema pisando fundo.

– Mas o quê? — depois de se livrar das pipocas que háviam caído em cima dele, Cebola foi bufando atrás de Mônica.

[...]

Fora da sala de cinema, Mônica se permitiu chorar, mas se arrependeu disso logo após perceber que Cebola estava atrás dela.

– Ei. — disse segurando o braço dela quando conseguiu alcansá-la.

Mônica tentou enchugar as lágrimas rapidamente, mas Cebola acabou vendo.

– Você está chorando? — Cebola se sentiu culpado por isso. Vê-lá chorar doía mais do que ele poderia imaginar.

– Me solta! — ela ordenou.

– Não! Primeiro você vai me dizer qual é o seu problema. Por que saíu daquele jeito da sala de cinema e por que está chorando?

Por um momento Mônica pensou em sair correndo. Mas logo desistiu. Ela não iria ser covarde como ele estava sendo. Estava cansada de rodeios, das desculpas que ele dava. Ela estava decidida a por as cartas na mesa.

– Quer saber qual é o meu problema? — ela disse se soltando dele. — VOCÊ, é o meu problema! Você não fica comigo por causa desse seu orgulho besta, mas ao mesmo tempo não deixa que eu me aproxime de outros garotos e nem eles de mim. Você está sempre inventando desculpas, flerta com qualquer garota para me fazer cíumes, brinca com os meus sentimentos. Você está me enlouquecendo e eu não aguento mais isso! Cansei desse chove-não-molha.

Ela tentou se acalmar e depois prosseguiu.

– Você tem duas escolhas, Cê. Ou você entra de vez na minha vida, ou você se afasta dela completamente.

Mônica se virou para ir embora, deixando um Cebola pensativo para trás. Ele hávia prestado atenção em cada palavra que Mônica hávia dito e percebeu que ela não estava de brincadeira. Ele teria que tomar uma decisão, caso contráro iria perdê-lá.

– Mônica! — ele gritou.

Ela parou e virou-se para encara-lô.

– Eu escolho a primeira opção.

– O quê?

Ele se aproximou dela e olhou no fundo daqueles olhos castanhos.

– Eu quero fazer parte da sua vida, e quero que você faça parte da minha.

Ele segurou as mãos dela e continuou:

– Mônica, você quer namorar comigo?

Mônica arregalou os olhos sem acreditar no que acabará de ouvir. Será que aquilo era mesmo real, ou só mais um sonho que acabaria na hora exata do beijo?
Não, aquilo era real. Não hávia dúvidas.
Um sorriso do tamanho do mundo se formou naqueles lábios.

– Sim! — ao ouvir a resposta, Cebola sorriu de orelha á orelha e a puxou para um beijo.

Aquele beijo! Aquele beijo era a comprovação de que Mônica precisava para ter a certeza de que aquilo era real.

– FlashBack off -

Aquele beijo hávia significado tanto para mim. Foi o nosso primeiro beijo oficial como namorados.
Eu o amava tanto, mas agora tudo o que consigo sentir por ele é ódio e despreso!

Notas finais
Por hoje é só pessoal. E aí, o que estão achando da história? Devo continuar?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.