Descobrindo O Verdadeiro Amor.

7 Capítulo 7 - Como Passado.


Notas iniciais
Agradeço aos reviews de:
> Vick_Naomi
> Hina
> Allison
> Isabelle (senti muitas faltas suas flor *-*)
> Lady_Layla
> Sweet Potter
> theshadowhunter
> Elizabeth Turner
...
Esse capítulo ficou um pouco decepcionante, mas eu não tive ideias de como melhorá-lo.
Hope you like it~*
...
Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3

Capítulo Sete – Como Passado.

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Isabelle, que até então estava se entretendo com a companhia de Eleonora e sua roda de amigas – que para o seu alívio tinha até Aloysia -, sentiu os músculos se tencionarem. Teria ela ouvido direito? Bastou uma rápida olhada para que ela percebesse que, sim, havia ouvido corretamente.

No topo da escada estava a prima loira e angelical em um belo vestido rosa claro ao lado de seu velho marido, até mais velho do que o próprio pai dela. Oh, Deus. Aloysia percebeu o desconforto de Isabelle e resolveu encobri-la. Seria melhor que a prima não a visse ali agora.

- Oh, parece que a sua rival veio – comentou a grã-duquesa.

- Como vocês tiveram coragem de convidar essa... – uma das mulheres nem completou a sentença e abriu o leque para enfatizar sua insatisfação. – Ela não deveria estar aqui. Não está nem no nível da metade dos convidados dessa festa.

Isabelle também se perguntou o que a prima estava fazendo ali. Afinal, o duque lhe dissera que não havia como Otella ir parar ali. A francesa olhou para Aloysia e agradeceu mentalmente por sua amiga estar tentando mantê-la longe da visão de sua prima.

Como foi que ela foi convidada? – perguntou-se.

- Por que você a convidou?! – o duque de Knightley perguntou ao amigo, realmente irritado, mas sua voz não passou de um sibilo perigoso.

- Desculpe-me. Achei que vocês pudessem querer fazer as pazes ou algo assim... Eu não esperava que você estivesse noivo de uma moça tão adorável – respondeu o grão-duque, pedindo desculpas.

Alexander abriu a boca para dizer algo, mas antes que proferisse injúrias, ele teve que manter a boa pose e elegância, pois o fantasma de seus pesadelos estava bem ali para lhe roubar a pouca paz de espírito que ele possuía. E andava até o anfitrião e ao seu ex-noivo.

- Oh, bem vinda, Lady Birdwell – cumprimentou o grão-duque, mas sua voz saiu tão estrangulada que era como se a mão do duque estivesse o enforcando.

- Boa noite, vossa alteza – cumprimentou Otella em sua elegância invejável.

- Boa noite, grão-duque – cumprimentou o velho ao seu lado.

O Duque de Bristol nada mais era do que um homem meio calvo e de cabelos brancos, enrugado e sem nenhum atrativo além de seu dinheiro. Claro que ele era um homem conhecido por toda Europa e possuía casas e terras espalhadas por todo o continente, mas Alexander sabia que, se ele quisesse, também poderia ter tudo aquilo e um pouco mais. No entanto, depois que ele conheceu as faces de Otella, passou a se perguntar se ela o havia escolhido por ser velho e estar prestes a morrer.

Foi com ousadia que ela se virou para o seu ex-noivo e sorriu.

- Boa noite, Alex.

O duque rejeitado trincou o maxilar e sorriu com cinismo.

- Era uma boa noite até milady aparecer. E, agora, chame-me pelo título, Lady Birdwell – frisou o sobrenome de casado. – Afinal, você é uma mulher casada agora.

- Oh, por favor, vossa graça, não podemos apagar o passado? – pediu Otella em tom afável. – A vida é muito curta para guardar ressentimentos.

Mais do que nunca o Duque quis apresentar a sua noiva a Otella só para ver aquele sorriso desaparecer do rosto dela e para ver que cara aquela vadia faria, mas ele se conteve. Não queria que sua ex-noiva tomasse conhecimento de que sua prima rejeitada era noiva dele, ela acabaria contando ao pai e isso estragaria os planos de casamento do duque.

- Seu silêncio é uma resposta mais do que o suficiente – o duque de Bristol disse. – É melhor deixarmos o Duque de Knightley em paz.

- E-espere – pediu Otella. – Por favor, dance comigo uma última vez.

O “não” se formou na garganta de Alexander, mas então, um pensamento se apossou de sua mente e ele quase sorriu. Ele conversaria com ela, colocaria tudo em pratos limpos e depois esfregaria em sua cara o quanto a desprezava.

Foi com um sorriso falso que ele disse:

- Claro... Isto é se o seu marido concordar.

O homem não relutou muito, na verdade, pareceu realmente que ele queria que Otella se livrasse logo do Knight e ambos foram para a pista de dança valsar.

Isabelle não quis acreditar no que via. Como ele podia fazer isso com ela? Humilhá-la daquele jeito? Há pouco ele estivera lhe apresentado como sua futura duquesa e agora dançava, sorrindo bobamente, com Otella, a mulher que ele amava e que Isabelle odiava. Ironicamente, a mesma que o desprezou.

- Eu não acredito nisso... – as mulheres murmuravam estupefatas e foi inevitável olhar para Isabelle que estava chocada.

- Lady Rêveur?

Isabelle não respondeu. Ela o observava ali, conversando com aquele sorriso enquanto Otella demonstrava vários sentimentos e, por um instante, a francesa percebeu que eles eram perfeitos um para o outro. Nenhum deles se importava com ela verdadeiramente.

- Preciso de um pouco de ar. – Ela pediu licença e se retirou.

As mulheres olharam o caminho que a pequena morena fazia. Cogitaram que ela provavelmente estava com ciúmes e nenhuma delas a culpava. E ninguém percebeu quando o Duque de Bristol foi atrás daquela morena, a Rêveur.

- Será que alguém pode ir até ali e dar um puxão de orelha naquele tolo? Não acredito que ele preferira voltar aos braços da vadia casada a ficar com a dócil Rêveur – comentou Eleonora com indignação.

- Ah, eu vou – disse Aloysia se afastando do grupo.

Porém, diferente do que parecera à Isabelle, o que o Duque conversava com a ex-noiva não era nada amigável ou romântico.

- Alex, você não sabe o quanto eu te amava – Otella confessou.

- E, ironicamente, deixou-me no altar para se casar com outro – comentou ele, com amargor, mas sem tirar o sorriso.

- Você não conhece o meu pai, Alex. Para ele, era mais vantajoso que eu me casasse com Birdwell do que com você – ela comentou. – Foi uma decisão de última hora dele.

“Aparentemente nem eu te conhecia” ele pensou.

- Por que o seu marido está mais para lá do que para cá? – ele supôs.

Ela não respondeu, e nem precisava, pois seu rosto já dizia tudo.

- Você não sabe como é ter que aturar sentir aquele velho repulsivo me tocando – murmurou enojada.

- E, ironicamente, você está grávida dele... Isto é, se esse o filho for dele.

- O que você está sugerindo? – ela perguntou ofendida.

Alexander riu do tom ofendido de sua voz.

- Ora, eu digo o óbvio. Esse filho não é dele, e você sabe disso. – Ela abriu a boca para retrucar, mas ele não lhe deu esse espaço e continuou: — Só não me venha com o discurso que você é uma mulher de respeito. Eu sei que você me traiu e só não fiz nada porque eu te amava.

- E agora você já não me ama mais?

O duque sorriu. Seria com muito gosto que ele responderia àquela pergunta. Mas foi naquele momento que Aloysia se aproximou do casal e ambos se viram obrigados a parar de dançar.

- Vossa graça, eu acho que é melhor você ir atrás da sua noiva. Ela não me pareceu estar muito bem.

Otella sentiu-se confusa.

- Noiva? – perguntou olhando para o seu ex-noivo. – Como assim você está noivo?

- Oh, claro. Ela não deve ter gostado de ter me visto dançando com outra mulher... Bem, mas respondendo à sua pergunta: a única coisa que eu nutro por você é o ódio, querida. Por isso, sinceramente, eu desejo que este bastardinho nasça morto e que você, de preferência, morra sentindo as terríveis dores do parto. – Ele sorriu. – Com licença.

Foi de cabeça erguida que o duque foi atrás de sua dócil noiva e deixou o passado para trás, de queixo caído e tentando assimilar todo aquele desaforo que ele havia ouvido. Como ele tivera coragem de falar daquele modo com ela? Será que ele havia se esquecido de quem era ela? De tudo o que ela representava para ele?

- Parece que o seu castelo está ruindo, princesinha – murmurou Aloysia maldosamente. – Espere só até ver o que Alexander guardou para você.

...

No jardim bem iluminado do duque de Hampshire, quem se sentia humilhada era Isabelle, que havia pegado uma taça de champanhe da bandeja de um criado e tentou se acalmar. Ela não bebia, só gostava de ver as bolhas no copo. Por que ela estava com raiva afinal? Ele estava apenas dançando com outra mulher... Que ele amava e Isabelle odiava.

- Incomodo-lhe?

Isabelle se virou e sorriu com uma simpatia fingida. Naquele momento, não queria falar com ninguém. Ainda mais com ele, no entanto, ela tentou se lembrar de que ele também era somente mais um alvo de Otella e de seu tio, principalmente, da ganância deles.

- De modo algum, monsieur – respondeu a moça.

O homem sorriu e se aproximou da francesa.

- Posso lhe fazer companhia?

Isabelle deu de ombros.

- Você quer falar sobre a dança que meu noivo compartilha com a sua mulher, vossa alteza? – perguntou envergonhada.

O duque de Bristol negou com a cabeça.

- Não... Mas já que milady tocou no assunto... Seu noivo foi muito esperto em trocar Otella por uma moça como você, tão bela e admirável. Eu teria feito a mesma escolha, se pudesse.

Isabelle corou e abaixou levemente a cabeça.

- Obrigada... Eu acho.

- Parece que o seu noivo não a vê como a senhorita realmente merece e não percebe o quanto és bela e especial. Tanto quanto a minha esposa não me valoriza como mereço.

Ele tocou em seu braço e ela recuou.

- Monsieur, eu não compreendo aonde você quer chegar – ela disse nervosa.

- Você entende sim – respondeu ele, com uma nota de malícia. – Você percebeu que seu noivo ainda sente algo por minha mulher e ela também sente algo por ele. É provável que ele te traia com ela, e que ela me traía com ele... Então porque não os traímos...

Isabelle não o deixou completar e despejou todo o champanhe em seu copo em cima do velho. Foi extintivo, ela não se arrependeu agora, mas se arrependeria mais tarde. Quando saísse mais tarde espalhando o que a nova noiva do Duque de Knightley fez.

- Quem você acha que eu sou para vir com esta proposta vulgar e indecente?! Uma prostituta qualquer?! Saiba, vossa alteza, que tenho dignidade e honra e peço para que pense duas vezes antes de falar com uma dama. Au revoir.

Isabelle se afastou e quando a culpa enfim a atingiu ela pensou em voltar e pedir desculpas, mas aguentou – pois a culpa era dele também — e tudo o que ela quis naquele momento era sumir antes que ele comentasse a sua grosseria e acabasse prejudicando a reputação de seu noivo. Mesmo que parecesse grosseria, ela ia interromper aquela valsa e dizer que não estava se sentindo muito bem...

E o barraco seria pior, pois Otella faria um escândalo. Então, ela não tardaria de contar para o tio sobre o noivado de sua prima desaparecida e ele acabaria com tudo. Isabelle seria obrigada a voltar à morar com ele e sua vida seria mil vezes pior... Essa conclusão fez com que lágrimas brotassem em seus olhos.

Ela se dirigia exatamente para o salão quando se esbarrou com Alexander.

- Oh, querida, eu estava te procurando – ele disse com um meio sorriso.

- Estava? – perguntou confusa olhando para trás para ver se o Duque de Bristol estava vindo. – Bem... Eu estou um pouco enjoada e não me sinto bem. Achei que um pouco de ar me faria bem, mas não fez. Você acha que é muito cedo para deixarmos a festa?

Ele lhe olhou de soslaio. Havia algo de estranho nela. Sua fisionomia estava tensa e, seu olhar, nervoso.

- Está tudo bem? Você parece nervosa. Algo aconteceu? – perguntou.

- Não. Er... Eu só quero ir. Tenho medo que a minha prima me veja e eu, sinceramente, não quero um confronto com ela em um lugar público – pediu Isabelle.

- Tudo bem – ele acabou cedendo. – Venha, vou pedir para Aloysia nos acompanhar, assim será mais difícil para a sua prima nos ver. Há muita gente no baile e acho que ela não vai te perceber. Por algum motivo ela só olha para si mesma.

Ele lhe ofereceu o braço e ela não relutou. Ainda estava tensa e tentando se manter longe do olhar de Otella – que procurava pelo marido – e Aloysia e Alexander lhe serviam de escudo. Ao se despedirem do Grão-Duque com a desculpa de um mal estar de Isabelle, o que fez com que o homem olhasse para Isabelle mais uma vez, eles foram embora.

Aloysia ainda não queria ir, estava de olho em um jovem conde que muito lhe interessava e ficou. Talvez fosse por isso que Alexander gostasse tanto dela. Por mais que ela dissesse que o amava, vivia tendo casos com homens importantes ou não.

- O que aconteceu? – ele perguntou dentro da carruagem.

- Nada. Reencontrar Otella foi impactante para mim – respondeu-lhe monotonamente.

- Se está preocupada, não se preocupe mais. Amanhã vamos para o meu ducado, aonde iremos nos casar e ninguém vai te importunar... – Alexander disse e sorriu com um pensamento.

- Por que será que eu estou com a ligeira sensação de que você irá avisar Otella e meu tio de um modo bem irônico e nenhum pouco delicado? – ela perguntou retoricamente.

Ele apenas sorriu.

- O quê... Era que você conversava tanto com Otella enquanto dançavam? – ela perguntou com certo receio. Não queria soar como alguém ciumenta.

O sorriso dele despencou levemente, mas ele voltou a sorrir de novo.

- Ela disse que me amava muito... E eu desejei que o bastardinho dela nascesse morto e que ela morresse sentindo as dores do parto – comentou em tom maquiavélico.

Isabelle não quis rir, mas ela acabou rindo.

- Bem, isso certamente não é algo delicado à se dizer ao grande amor de sua vida – ela murmurou. – Mas acho que, no fundo, eu gostaria de dizer isso para ela... Quer dizer, por mais que eu me obrigue a não desejar o mal para as pessoas. “Perdoar e esquecer” é um lema que uso muito.

- “Perdoar e esquecer” é um pensamento covarde – ele murmurou. – E agora que você parece estar mais calma, quer me contar o que foi que aconteceu naquele jardim?

Isabelle abaixou o olhar e corou. Como iria dizer ao noivo o que ela havia feito com o duque de Bristol? Será que ele ia aprovar ou simplesmente repreendê-la?

- Eu fiz algo terrível – ela murmurou.

Ele sorriu pensando o que ela deveria ter feito de tão terrível para ficar tão nervosa e envergonhada.

- Er... Quando você e Otella estavam dançando... Eu fui para o jardim e duque de Bristol veio atrás de mim... Ele pediu... Ou melhor, propôs que, já que você provavelmente me trairia com a mulher dele... Que eu lhe traísse com ele. – Ela ficou muito vermelha.

Mas para a sua surpresa, ele passou um tempo quieto e surpreso e depois começou rir. Explodiu em gargalhadas e Isabelle teve a certeza de que nunca o ouvira fazendo um som tão bonito quanto aquele. Ela sentiu seu rosto ficar vermelho só de imaginá-lo um pouco mais feliz do que ele era.

- Por Deus! – Ele respirou fundo. – Esse velho acha que é algum garotinho para sair propondo coisas assim?! E o que foi que você disse.

Isabelle ficou ainda mais vermelha e abaixou o olhar de novo.

- Eu perguntei quem ele pensava que eu era para fazer uma proposta como essa à uma dama... E lhe virei uma taça de champanhe na cabeça – ela respondeu envergonhada por seu ato vulgar.

Mas ao invés de ficar bravo, ele riu ainda mais. Parecia que ele gostava de ver seus inimigos passando por desgraças e isso a surpreendeu. Ele ria tanto que mal conseguia respirar e arfava. Seu abdômen doía de tantas contrações, mas ele não conseguia deixar de rir.

- Fez bem! Muito bem! – ele disse rindo, até que a risada a contagiou e ela percebeu que o momento havia sido algo engraçado sim. – Você é uma moça de personalidade, meu amor.

Isabelle parou de rir por um momento e corou. Ele a havia mudado o “querida” por “meu amor”?

- Pensei que você ficaria chateado comigo, monsieur – ela comentou.

- Chateado? Você fez bem. Se não o fizesse, eu mesmo teria feito pior... Ai! Como eu queria estar lá – ele disse com um suspiro por fim. – Afinal, eu tenho que te proteger, certo? Esse homem tem que aprender a tratar uma dama, por isso você fez muito bem.

A carruagem parou e ele desceu para ajudá-la a descer.

- Realmente, ficamos pouco tempo. Ainda está cedo – ele disse.

- Sim, mas estou cansada – ela murmurou. – Realmente, ver Otella nunca me faz bem.

- Ver Otella não faz bem à ninguém – ele murmurou para a noiva. – Você deve ter percebido como a popularidade dela declinou muito desde o quê ela aprontou comigo.

Isabelle concordou com a cabeça e suspirou.

- Por um instante, quando eu te vi dançando com ela, eu quase acredito que você o fizera para me humilhar. Como é que você dança com a sua ex-noiva quando você está me apresentando como sua futura Duquesa? – perguntou ofendida. – As pessoas ficaram me olhando penalizadas.

- Eu só aceitei o pedido dela para dançar, porque eu achei que seria indelicado conversar sobre o nosso passado na frente do marido dela – ele respondeu. – Mas, sendo franco com você, sinto-me bem melhor depois que disse tudo aquilo na cara dela. Agora, venha comigo até o meu atelier, quero lhe mostrar algo.

Isabelle o fitou por um momento e suspirou. Como não tinha mais nada para fazer, o seguiu. Mas o seguiu principalmente porque ela percebera que ele vivia trancado naquela sala de pinturas. Muitas vezes, ela ou Bobley tinha que chamá-lo para comer, pois o homem não gostava dos outros empregados em sua preciosa sala. E sempre que ela ia chamá-lo, ele estava sentado em sua poltrona, admirando um quadro feito ou pensando no que fazer, mas Isabelle nunca chegou a ver o que ele tanto desenhava, pois o cavalete estava sempre de costas para ela.

“O que será que ele tanto pinta lá?”