Descobrindo O Verdadeiro Amor.
9 Capítulo 9 - Como Estar Em Paz.
Notas iniciais
> Lady_Layla
> BelleCat
> Rê Lovegood
> Isabelle
> Daniella Kelly
> Elizabeth Turner
> Hina
> Allison
> Vick_Naomi
> KaoriChan
> Karen
Muito obrigada... Esse capítulo ficou pequeno, mas prometo que o próximo será maior e melhor - com alguns barracos xD.
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Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3
Capítulo Nove – Como Estar em Paz.
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Era um dia agradável em que o sol brilhava e a brisa era refrescante. Por que será que aquele dia estava quase perfeito para Isabelle? Nem ela sabia, talvez fosse o fato de estar indo para longe de Londres e, consequentemente, longe de seu tio e de sua prima. Ou talvez fosse a companhia maravilhosa que teria na viagem.
Isabelle se sentia em paz, pela primeira vez em muito tempo.
- Está tudo pronto para partir, Milorde – Bobley avisou depois que Alexander e Isabelle já haviam desjejuado.
Alexander, que até então havia terminado de dar as últimas instruções aos empregados olhou para o seu criado de confiança – que iria com eles para Knightley – e concordou com a cabeça. Depois olhou para Isabelle e pegou a sua mão.
- Parece que está tudo pronto, vamos meu amor? – perguntou.
Isabelle concordou com a cabeça com um sorriso mais do que aliviado.
Desde que ela amanhecera naquele dia, misteriosamente em seu quarto, ele parecia estar bem mais carinhoso com ela. Provavelmente, era um modo de ele provar o quanto confiava nela. Abria o seu coração para deixar que ela se aproximasse, mesmo que ainda permanecesse um pouco cruel em qualquer menção do nome Otella.
- Enfim deixaremos esta cidade – ele comentou parecendo satisfeito depois de ter fechado a porta da carruagem.
- Realmente, Londres não lhe agrada nem um pouco, oui, monsieur?
- Nem um pouco. Muita pessoa, muita hipocrisia... Sinceramente, tal dá-me nos nervos – ele respondeu. – Gosto do campo.
Isabelle sorriu e nada mais disse. Na verdade, ainda estava um pouco envergonhada em saber que ela dormira ontem com aquela pessoa. Não uma ou duas vezes, mas várias. E não foi nem em um quarto, mas em seu atelier. “Onde está o meu respeito, meu Deus?” perguntou-se. Talvez Alexander houvesse despido-a disso ontem assim como suas roupas.
- Por que Bobley sempre o acompanha em tudo? – ela perguntou ao noivo. Isso era algo que já a interessava fazia um tempo. – Quer dizer, parece que ele estima muito o senhor, e que o senhor também o estima muito.
Alexander fechou a mão com força e Isabelle percebeu isso.
- Ele faz a obrigação dele – respondeu o duque.
Isabelle franziu o cenho, mas percebeu que ele não gostou do assunto, então resolveu não tocar mais neste tópico. Isabelle pegou a mão dele, a que estava fechada com força, e fez um carinho até que ela relaxasse e se abrisse.
- Monsieur, às vezes eu acho que o senhor tem mais feridas do que eu penso ser capaz de curar – ela murmurou. – Eu sempre acreditava que uma pessoa nascia cruel e assim seria para sempre, mas, agora que conheço o senhor mais de perto... Sinto que também há pessoas que se tornam cruéis, mas que podem mudar.
Ela ergueu o olhar e tentou sorrir com confiança.
- Sabe, uma vez me disseram que a verdadeira família de um homem começa quando ele se casa. Então, é melhor você aproveitar que os convites ainda nem foram mandados, para dizer se quer ou não dar continuidade com isso.
Ele ergueu uma sobrancelha.
- Você está me pedindo para ter certeza se eu quero ou não me casar com você? Bem, eu irei me casar com você porque desde noite passada... Percebi que não há uma mulher melhor do que a senhorita – respondeu ele com uma nota de sarcasmo.
Isabelle quase sorriu, mas ela se conteve. Ela não sabia se agir do modo com que agiu noite passada era realmente algo bom. Na verdade, nem ela entendia direito o que havia acontecido.
- Quanto tempo leva de Londres até o seu ducado, monsieur? – ela perguntou para mudar de assunto.
Ele deu um meio sorriso.
- Não sei. Quatro a cinco horas – ele respondeu. – Temos tempo de sobre para fazermos muita coisa...
Isabelle não soube interpretar, na hora, a malícia presente no tom de voz dele. Apenas pensava o quanto ele ficava distinto quando, sentado ao lado dela, olhava distraidamente pela janela com o queixo apoiado no punho e Isabelle só soube o significado daquela malícia quando sentiu a outra mão dele pegar a sua e pousá-la sobre o seu membro.
Mas Isabelle corou e recuou de imediato, se encolhendo.
- Eu não vou fazer isso – ela disse com firmeza.
Alexander olhou para ela com surpresa. Noite passada ela estivera tão excitada e quente que ele estava certo de que não haveria nada que Isabelle se negasse a fazer. Ao que parece, ela tinha os seus limites.
Mas, então, ele percebeu que havia algo mais.
- O que foi? – perguntou lhe acariciando o rosto.
Por algum motivo, havia um misto de humilhação e raiva no seu olhar. Alexander não entendeu o porquê de tudo aquilo, ainda mais com as lágrimas acumuladas em seu olhar, e ficou com medo de que a raiva fosse para ele.
De cabeça baixa, Isabelle deixou uma lágrima teimosa rolar.
- Meu tio nunca me tocou... – Ela murmurou. – Mas ele me fazia... tocá-lo.
Alexander, naquele momento, estava mais do que certo de que nunca havia odiado tanto uma pessoa em toda a sua vida. Talvez estivesse no mesmo patamar de Otella, nada mais digno se tratando do pai dela. Por um instante, ele desejou que ele estivesse ali só para acabar com a raça dele, mas teve que banir tais pensamentos. Isabelle já estava abalada e a raiva dele poderia assustá-la.
Foi com delicadeza que ele a puxou para seus braços. Onde recentemente ela passava a se acalmar. Havia algo de confidente e companheiro naquele abraço que ela se perguntou se era, realmente, a mesma pessoa que estava ali.
- Eu vou te proteger, Isabelle. Prometo-te que, quando se tornares a minha Duquesa, serás intocável – ele murmurou.
Isabelle concordou com a cabeça e ergueu o olhar para ele. Ela confiava nele. Naqueles seis dias em que tornara a Noiva dele, conhecera um lado que o solitário Alexander reservava somente para os quadros. Um lado atento, sensível e apaixonado.
- O que foi? – ele perguntou confuso.
- Eu não consigo deixar de perceber... O como você mudou. Pelo menos comigo – ela comentou, acariciando seu rosto anguloso. – Até seu semblante, antes carregado, parece mais suave agora.
Ele aceitou aqueles carinhos com ternura. As mãos dela eram leves e delicadas. Traziam conforto ao coração machucado dele.
- Você me faz muito bem – ele murmurou abrindo os olhos e pegando o rosto dela entre suas mãos. – Vai soar egoísta, mas você faz com que eu sinta que a minha dor não é nada comparada à sua.
Isabelle abraçou o pescoço dele e enterrou o seu rosto naquela curva. Ele tinha um cheiro próprio e másculo que a embriagou e a instigou a prová-lo. A francesa entreabriu os lábios com suavidade e beijou a pele macia. Realmente, tinha um gosto muito bom. Isabelle escorregou os lábios macios pela extensão da curva de seu pescoço e o ouviu gemer.
Ela se afastou um pouco, acreditando tê-lo ferido, mas ele logo a puxa para suas pernas e a envolve com seus braços. Ambos ficam frente a frente. Isabelle estava sentada novamente com ele entre suas pernas e isso a fez ficar vermelha. O hálito quente e libidinoso dela o envolvia e o embriagava.
Era perigoso, para Alexander, ficar tão perto dela. Por algum motivo, ela ficava tão sedutora, que suas palavras fugiam e seus pensamentos tornavam-se impróprios e eróticos.
Alexander acariciou-lhe os lábios com o polegar, e só então Isabelle percebeu o quanto esperava por um beijo dele. Ele também percebeu isso pelo modo intenso com que ela lhe olhava. Aqueles olhos eram tão azuis que eram transparentes para o que ela sentia.
- Gosto de você, Isabelle. Encantaste-me – ele murmurou.
- Gostas de mim ou me amas? – perguntou com uma pontada de esperança.
Ele acariciou o rosto dela com silêncio.
- A única mulher que amei, foi Otella... E veja no que deu – murmurou. – Foi uma dura lição, mas aprendi.
- Aprendeu o quê, monsieur? – ela perguntou.
- Que “amor” não existe. Isso é apenas uma forma idealizada e pura da paixão. Assim como eu idealizo a sociedade e os árcades idealizam a natureza, os românticos idealizam o amor.
Isabelle achou que este era um modo muito triste de se pensar, mas, se ele se sentia mais confortável ao pensar deste modo, ela não o criticaria. Beijou a testa dele e ia se afastar quando sentiu que ele desabotoava a frente de seu vestido.
Ela quase riu quando o sentiu lutar contra os cadarços do espartilho.
- Monsieur, eu já lhe disse o quanto eu adoro os espartilhos? – perguntou com sarcasmo.
- Não me diga que você não quer – ele resmungou de mau humor. Alexander odiava perder.
- Por mais que eu queira, creio que fazer isto em uma carruagem ultrapassa os meus limites – ela respondeu, abotoando a frente do vestido novamente.
Alexander sorriu com malícia.
- Bem, meu amor, saiba que, por hora, eu me aquietarei – ele diz se sentando corretamente na carruagem. – Mas saiba que é muito perigoso dividir uma longa viagem com um homem tão agitado quanto estou agora.
Isabelle riu, mas ficou séria com um pensamento um pouco infeliz.
- Você era assim com Otella? – ela perguntou com uma pontada de... Ciúmes (?)
Ele suspirou.
- Não. Otella se dizia respeitosa e nunca consegui mais do que uns beijos roubados... Mesmo assim, eu sabia que ela mentia e abria as pernas para quase Londres inteira – comentou com raiva.
- E você não sentia raiva da hipocrisia dela? Ciúmes de imaginar outros homens, menos você, a tendo? – perguntou.
- Tive. Mas disse a mim mesmo que ela mudaria após o casamento – respondeu.
Isabelle franziu o cenho. Agora estava confusa.
- Mas o senhor disse que... Como todo bom filho único você não suportava dividir as suas coisas... Mas,espere... O senhor também disse que tinha um irmão mais novo chamado Nicolai! Monsieur, agora eu estou verdadeiramente confusa.
Ele olhou para ela e desviou o olhar para a janela.
- Veja, há ovelhas ali. Já devemos estar passando por Hampshire – desconversou.
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