Descobrindo O Erro!
11 Capítulo 11 (parte 2 do capítulo 10)
Notas iniciais
Preparadas??????? hihihihihihihihihi
Julie ficou encantada com aquela palavras. Como aquele fantasma conseguia ser tão adorável. Sentiu mais algumas gotas. Olhou para cima. O céu estava repleto de nuvens negras – Então... Já que você não sente, eu te digo claramente que vai chover.
Daniel levantou e estendeu as mãos para ela. Julie as segurou e ele a ajudou a se levantar.
– Vamos! – Daniel disse – Vamos procurar um lugar seguro antes que aumente. – Tirou seu palitó e o colocou por cima dos ombros de Julie, como um perfeito cavalheiro. – Assim você ficará protegida. – Julie sorriu agradecida – No três! — Julie fez cara de interrogação. Ele segurou sua mão. – 1, 2... 3– Gritou esse último número e os dois correram de mãos dadas.
A chuva aumentou muito. O palitó de Daniel não servia mais para protegê-la. Eles corriam como loucos, atravessando poças de água gigantes. Julie só fazia rir como se estivesse se divertindo com aquela situação. Daniel adorava vê-la sorrindo daquela maneira, deixavam suas covinhas ainda mais a mostra.
Eles estavam dobrando uma esquina quando os olhos de Daniel se depararam com uma tenda que ficava na frente de um supermercado – Por aqui! – Disse ele guiando-a para tenda.
Ao chegar debaixo da tenda, Julie entregou o palitó para Daniel, e tentava a todo custo retirar a água de sua roupa que estava encharcada, assim como seu cabelo. Ao contrário de Daniel, que para espanto de Julie, estava completamente seco.
– Como você fez isso? Quero dizer, como você conseguiu se secar tão rápido?
– Julie, eu não me sequei. Se você reparar direito, eu nem sequer me molhei.
– Hã?! Como assim? Você não se molha?
Daniel soltou uma risada — Julie, às vezes eu acho que você esquece que sou um fantasma... – Julie corou envergonhada, então Daniel prosseguiu – Você quer ver como eu fico debaixo da chuva?
Julie o olhou sem entender – O quê... Você brilha ou coisa parecida?
Daniel gargalhou – Não, Julie! – Continuou gargalhando. Julie ficou ainda mais corada , então Daniel chegou perto de seu rosto – Acho melhor você deixar de assistir filmes de vanpiros. Tá afetando seu cérebro. – Julie fez careta. Daniel parou de rir com dificuldade – Enfim, você quer ver?
Julie apertou os olhos – Não sei... Tô com um pouco de medo agora.
Daniel sorriu solidário – Relaxa, Julie... Não é nada demais.
E antes que Julie pudesse argumentar mais alguma coisa, Daniel saiu de debaixo da tenda, andando de costas. Então Julie arregalou os olhos e soltou um gritinho abafado de espanto.
– Mas... Como... – Julie não sabia o que dizer. Daniel estava debaixo da chuva, porém nenhum pingo de água chegava nele. Era como se em torno dele existisse um espécie de campo magnético. – É como um imã... Só que... Ao contrário. – Constatou.
Daniel sorriu – Ai Julie, já te disseram que você tem muita imaginação?
Julie sorriu envergonhada, e ficou pensativa – Daniel, o que aconteceria comigo se eu fosse até aí? – Perguntou Julie com ar maroto.
– Não sei! Nunca pensei nisso e nunca tentei, por quê?
– Porque... – Julie começou a responder, caminhando lentamente em direção a ele. Daniel engoliu a seco quando observou que a distância entre eles diminuía a cada passo de Julie.
Alguns segundos depois, Julie e Daniel estavam a poucos centímetros de distância. Daniel quase conseguia sentir sua respiração. E o que era mais incrível é que Julie estava certa, ao chegar próximo de Daniel, ela já não sentia mais a chuva. O campo magnético que o circundava, circundou Julie também.
– Que máximo! – Julie exclamou, feliz.
Daniel esboçou um sorriso, e balançou a cabeça. Seus olhos se encontraram. – Julie é melhor você voltar pra lá. – Conseguiu dizer Daniel.
– Por quê?
– Porque se você não sair de perto de mim, eu não sei se vou conseguir me segurar e... Eu juro que não suportaria levar outro fora seu.
Julie o olhou, apaixonada – E se eu te disser que... – Tocou a lapela de seu palitó, provocando-o – Você não levará um fora.
Daniel apertou os olhos, incrédulo. Ele ouviu mesmo Julie falar isso ou foi um sonho? – Pensou.
Julie estranhou a atitude de Daniel que nem se mexeu depois do que ouviu. Então resolveu ela mesma tomar a iniciativa. Esticou a mão em direção aos cachinhos de Daniel, enrolando um com o dedo. Depois inclinou sua cabeça em direção aos lábios de Daniel. Ele ficou tão surpreso com aquilo que no começo inclinou a cabeça pra trás. Julie sorriu com o temor de Daniel. Ela entendia, afinal, quem levou o fora foi ele.
Por isso, sem mais pestanejar, ela colocou seus lábios, delicadamente sobre os dele, e deu um selinho. Em resposta, Daniel abriu a boca e, ainda de olhos abertos, percebeu que Julie fechava os olhos lentamente. Foi a deixa para ele capturar sua boca.
Coração acelerado, pernas bambas, e frio na barriga eram fichinha para o que Julie sentia naquele momento. Estendeu os braços e agarrou a nuca de Daniel. Ele por sua vez, enlaçou a cintura de Julie, de maneira que ela ficou na ponta dos pés. Então, finalmente, os dois se entregaram ao beijo. Um beijo daqueles pra nunca mais esquecer. E pra lembrar pela eternidade. Com sofreguidão, com vontade e com muito, muito... Amor.
– A gente não devia ter feito isso – Falou Daniel, ofegante, quando parou de beijá-la. Os dois permaneciam dentro do campo magnético, com as testas coladas e seus narizes se tocando.
– Não, Daniel... Isso já deveria ter acontecido há muito tempo. – Julie disse, e Daniel, feliz como estava, capturou mais uma vez sua boca, porém agora sem pressa, deixando-se saborear pelo gosto dos lábios de Julie.
– É melhor... Julie não o deixava continuar, tascando um beijinho após o outro, enquanto ele se esforçava para terminar ao mesno uma frase – A gente... – Outro beijo – A gente... – Mais outro beijo – Ir... – Outro – Seu Pai... – Outro – Já deve tá preocupado. E eu sou um fantasma cavalheiro, sabia?!
– Ah é?! Esse seu lado, eu juro que não conhecia. – Murmurou ela, encarando-o.
– Se quiser, você poderá conhecer esse meu lado daqui por diante... – Tascou um beijo nela — Você quer?
Julie sorriu, de forma amável – Claro que eu quero. Mas, tem certeza que a gente tem que ir?!
– Certeza mesmo, eu não tenho não, mas... É melhor. Quero dizer, melhor não é não, mas... – Julie começou a rir do nervosismo dele em explicar – Ah, Julie, vamos logo antes que chegue alguém e te veja com os braços estendidos. Afinal, ninguém consegue me ver. E vão achar que você é louca, falando sozinha, rindo sozinha... – Fez uma expressão brincalhona – Beijando o ar...
Julie sorriu, divertida – Tá bom... Me convenceu.
Daniel colocou o braço ao redor da cintura de Julie, e ainda debaixo do campo magnético, eles começaram a caminhar em direção à casa dela.
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– Ah, não! – Resmungou Daniel, quando viu Nícolas em frente à porta de entreda da casa de Julie – O que esse mané tá fazendo aqui?
Julie que, até então, olhava para Daniel, apaixonada, virou e viu Nícolas – Calma, Daniel! Eu só vou lá ver o que ele quer e vou lá na edícula pra gente... Bem, conversar. Você pode me esperar lá?
Daniel sorriu aliviado. Não era um sonho. Aquele beijo realmente aconteceu e agora Julie lhe deu certeza de que sentiu o mesmo que ele – Por toda eternidade, se você quiser. – Disse e lhe deu um último beijo. Então desapareceu junto com seu campo magnético.
Julie correr depressa, pois a chuva estava muito forte e os pingos dela a atingiam com violência.
– Espera, Julie! – Gritou Nícolas correndo em sua direção – Assim você vai acabar pegando um resfriado – Estendeu seu casaco por cima do ombro de Julie, e passou seu braço ao redos dela, a conduzindo para casa.
– Brigada. – Agradeceu Julie, de maneira seca, devolvendo o casaco para ele.
– Julie, a gente precisa conversar... – Nícolas implorou com os olhos.
– Precisa ser agora? – Julie perguntou de forma natural, e aquela pergunta foi como um balde de água fria sobre a cabeça de Nícolas.
– Não, mas...
– Ótimo! – Julie o interrompeu — Porque agora eu tenho de subir pra tirar essa roupa molhada antes que eu pegue um resfriado. – Explicou Julie. Nícolas ficou abismado com aquele jeito frio com que Julie o estava tratando.
– Tudo bem, então... Você me liga? Quero dizer, quando quiser conversar?
– Ligo. – Abriu a porta de casa – Boa noite, Nícolas! – Fechou a porta, deixando Nícolas a ver navios.
Subiu, entrou no quarto e o fecou atrás de si. Encostou-se na porta, do lado de dentro, e ficou ali, suspirando e rememorando todos os acontecimentos daquele dia chuvoso. Estava preocupada com Nícolas, mas ali naquele momento, não conseguiria dizer nada a ele, além disso, tinha que correr, pois um certo fantasma a esperava na edícula e ela nunca se sentiu tão feliz em ir encontrá-lo. Correr para o banheiro a fim de se secar, tomar um banho e vestir roupas secas.
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Enquanto isso, na edícula...
Daniel não conseguia conter-se de tanta felicidade. Beijara Julie, a garota por quem sempre fora apaixonado. Não era sonho. Era real. Finalmente, depois de tanto tempo de espera, tivera Julie em seus braços. Ele a amava muito. Nunca tivera tanta certza disso.
– Martim! – Gritou – Félix! Apareçam! Vocês estão aí? – Ele não via a hora de dividir com os amigos um pouco de sua felicidade.
Silêncio total.
Daniel suspirou, triste, porém lembrando do beijo, voltou a sorrir.
– Oi Daniel! – Daniel ouviu uma voz que vinha do amplificador. Como estava de costas, virou-se para saber de quem se tratava.
– Você?! – Falou Daniel, espantado, vendo à sua frente, a fantasma que conhecera na noite anterior. Ela apareceu sentada em cima do amplificador, com as pernas cruzadas – O que tá fazendo aqui? – Perguntou ele.
Ela desceu do amplificado e caminhou em sua direção, rebolando – Como você não apareceu lá no bar, resolvi vir atrás de você. Lembra? – Piscou os olhos de forma sensual – Eu sou um dardo à procura de um alvo. E no momento, ele se encontra bem aqui na minha frente. – Enlaçou seu pescoço.
– Então... – Retirou os braços dela de seu pescoço, andando em sentido contrário ao dela — Acho melhor você procurar outro alvo porque o dardo que eu quero de verdade deve tá chegando aqui a qualquer momento. – Falou isso se referindo a Julie.
Marina que estava de costas para ele, bufou, com raiva. Depois virou pra ele, sorrindo, cinicamente. – Tudo bem, então, porque... Eu sei muito bem quando recuar... Pra voltar ao jogo muito mais forte. – Completou, andando em direção à parede a fim de atravessá-la.
– Espera! – Daniel pediu, e ela virou o rosto pra ele – Como me achou aqui?
Ela ficou nervosa. Nunca pensou que ele fosse lhe perguntar aquilo – Bem, eu...
– Foi o Martim e o Félix, não foi? – Quis saber, interrompendo-a.
– É... – Graças a Deus, ele respondeu porque pela primeira vez, ela não sabia o que responder – Foi. – Concluiu e atravessou a parede, deixando Daniel sozinho.
Alguns minutinhos depois, a porta se abriu, e Julie entrou. Daniel foi até ela, então em um pulo, Julie enlaçou seu pescoço e o beijou com ardor.
A porta se abriu novamente. Era Julie. A verdadeira Julie, que viu o casal Daniel e Marina se beijando. Enquanto para Daniel, tratava-se de Julie, pois só ele via a transformação. Fechou a porta com força,ficando do lado de fora com o coração acelerado, e com inúmeras lágrimas brotando de seus olhos. Então, com as mãos trêmulas, retirou seu celular do bolso da calça e discou um número.
– Nícolas? – Perguntou com a voz embargada quando Nícolas atendeu o celular – Você pode vir aqui? Não... Eu tô chorando por outra coisa... Você pode? Por favor! – Esse “ por favor” foi dito com a voz rouca, pois Julie sentiu que perdera as forças.
Correu para o quarto. Daniel morreu para ela, dessa vez, em seu coração.
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Dentro da edícula, Daniel ainda beijava Marina com o rosto de Julie. Porém, quando ele abriu os olhos, tomou um susto.
– Marina? Mas, como? – Pegou o braço dela com fúria – Você me enganou! Se passou por Julie e... – Antes que Daniel pudesse completar a frase. Ela tocou a cabeça dele com o dedo, e como num passe de mágica, ele perdeu a memória. Então ela desapareceu, e Daniel sem lembrar dos acontecimentos de 15 minutos atrás, voltou a ficar ansioso pela chegada de Julie, pois, para ele, era como se Marina nem tivesse ido lá.
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Alguns minutinhos depois, no mundo espectral, Marina apareceu no bar dos fantasmas. Caminhou em direção ao palco, indo para trás dele. Deparando-se com uma porta, olhou para um lado e para o outro a fim de se certificar de que ninguém a seguira, então entrou.
A porta dava para um salinha, onde só havia uma escrivaninha, com uma cadeira, — daquelas de escritório – virada para trás. Ela andou em direção a ela, sentando –se com as pernas cruzadas.
– Missão cumprida chefinho! – Disse Marina, com um olhar malvado – Pelos meus cálculos, à essa altura, a viva não quer ver Daniel nem vivo. – Riu uma risada malévola.
A cadeira se virou, e nela apareceu alguém, que colocou os cotovelos em cima da mesa, rindo na mesma proporção que ela.
Notas finais
E aí, gostaram???
Quem será esse chefinho??? Alguém arrisca um palpite???
Beijos e até o próximo capítulo!
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