Notas iniciais
Oi gente! Aqui estou eu postando um novo capítulo! Resolvi dar uma mexida a história, e vem surpresa por aí hein! Boa leitura e comentem o que acharam

Passaram — se alguns dias, e tudo estava em paz. Lobão e os outros rapazes ainda estavam presos, Cobra e Jade estão completamente apaixonados. Eram 10:00 da manhã de sábado e Cobra estava sozinho no QG quando uma moça chega ao bairro completamente perdida a procura da escola de artes. A fábrica de sonhos estava sendo pintada no lado de fora, por isso tiraram a faixa. Cobra percebeu que a garota estava perdida, procurando algo. Logo deduziu que ela estaria procurando a Ribalta. "Uma garota tão bonita e bem vestida só pode ser atriz!" pensou ele, que viu a garota indo em direção ao QG. Ela era magra, não muito alta, devia ter no máximo uns 50 quilos, menos talvez, dos cabelos longos e loiros, pele branca dos olhos castanhos.

– Oi. — disse ela. — Você sabe onde é que fica a Ribalta? Estou quase desistindo... Me deram o endereço errado, só pode! Meu Deus... E esse sol infernal está me deixando mais estressada ainda e.. — disse a garota, que não concluiu a frase ao perceber que Cobra ria dela, ela não parava de falar. — Desculpa! — disse rindo. — Nem me apresentei. Meu nome é Marina, mais você pode me chamar de Mar. — disse ela estendendo a mão para que Cobra apertasse

– Oi Mar! — disse ele apertando a mão da garota. — O meu nome é Ricardo Cobreloa, mais pode me chamar de Cobra.

– Cobra? Interessante... Bom, e aí, você sabe onde fica a Ribalta? — disse ela

– É bem aqui na frente! — disse ele apontando para a fábrica. — É que estão pintando aqui na frente e tiraram a faixa...

– Ata! Obrigada! Foi um prazer conhece — lo... Cobra. — disse ela dando um beijo no rosto do rapaz.

Apesar de estar em reforma, a Ribalta e a academia ainda estava funcionando. Cobra observou Mar entrar no local, achou a garota muito bonita, porém sua dama era mais, diferente de todas. Voltou para o balcão da loja e voltou a fazer o estava fazendo. Mar entrou na fábrica e se surpreendeu ao ver que vários garotos treinavam muay thai no local, foi o que pareceu pela expressão que ela fez. Quando viram a menina, todos os alunos do Gael, sem exceção, se aproximaram para ajudar Mar.

– Oi! — disse Gael.

– Oi. Eu estou procurando a Ribalta. — disse ela procurando algum sinal de aula de tetro ou dança. — Será que eu entrei no lugar errado?

– Não! Entrou no lugar certo! — disse Zé

– Certíssimo! — completou Marcão e Mar riu

– É só subir as escadas que você estará lá! — disse Duca

– Obrigada. — disse Mar indo subir as escadas.

– Eu sou o Gael! — gritou ele, fazendo a garota virar — se e voltar para onde estava. — Sou professor de muay thai.

– Prazer! Meu nome é Marina, mais podem me chamar de Mar... Mais agora tenho que ir. Quem sabe a gente ainda vai se ver muito! Tchau meninos!

– Tchau .. — todos responderam juntos.

Mar estava subindo as escadas rapidamente olhando para o chão, assim como Jade, que estava descendo. As duas se esbarraram e levaram um susto. Mar logo levantou a cabeça e viu que era Jade que estava na sua frente. Ficaram se encarando por algum tempo, quando Mar quebrou o silêncio.

– Oi... Meu nome é Mar. — disse ela. — Vim ver se eu consigo uma vaga para estudar aqui. — disse ela simpática.

– Oi, eu sou Jade. Boa sorte pra você! — disse Jade saindo dali

– A aula já acabou? — disse Mar

– Não... Só estou indo ao banheiro aqui embaixo.

– Ata.

Jade foi ao banheiro, ainda estava com a roupa da aula, saia preta, blusa preta de manga cumprida até o cotovelo, sapatilha e um lindo coque. Arrumou o cabelo e retocou a maquiagem, básica, que quase não aparecia. Faltava apenas cinco minutos para a aula de dança começar, mais ainda não havia visto seu vagabundo, então resolveu usar esses cinco minutos para ir visita — lo. Saiu correndo, não queria se atrasar.

– Oi vagabundo! — disse ela entrando no QG dando um beijo no rapaz.

– Oi minha dama! — disse ele com um sorriso apaixonado

– Só vim te dar um bom dia mesmo. Eu tenho que voltar para a aula. — disse ela

– Ah... Achava que você ia ficar aqui comigo! — disse Cobra abraçando — a pela cintura.

– É... Mais eu juro, que mais tarde eu venho! Só tenho mais uma aula.

– Está bem. — disse ele depois de um suspiro. — Eu aguento! — disse ele rindo, fazendo a jovem bailarina rir junto.

– Sei que aguenta. — Jade ainda ria, acariciando a barba do lutador. — Tchau! — despediu — se com um selinho e voltou para a Ribalta.

Quando Jade chegou na Ribalta, se deparou com um grupo de garotas ao redor de Mar, entre elas estava Bianca. Mar havia feito um pequeno teste, e havia passado. Estava conhecendo melhor o lugar e as pessoas, mais só iria começar a participar das aulas apenas na segunda — feira. A aula de dança ainda não havia começado e Jade se encostou em uma parede onde podia ouvir tudo que as garotas falavam. Mar comentava como havia chegado na fábrica.

– Eu cheguei no bairro, e passei um tempão debaixo desse sol de rachar que nem louca procurando a Ribalta e nunca encontrava! Tinha poucas pessoas na rua, quando eu vi um garoto numa loja... — dizia Mar

Ao ouvir o final da frase, Jade começou a prestar mais atenção na conversa.

– ... Eu resolvi pedir ajuda para ele. Ainda bem que ele estava lá, já estava dando meia volta. Ele é um gato, moreno, vocês devem conhecer! O nome dele é... Cobra!

Quando Jade ouviu o nome do seu vagabundo, virou — se rapidamente para encarar a garota, mais continuava em silêncio.

– Claro que a gente conhece! Ele treina muay thai aqui embaixo na academia do Gael. Afinal, ele devia estar aqui hoje. — disse Tainá, uma das melhores bailarinas da Ribalta, depois de Jade, claro. Tainá se virou e ao perceber a presença de Jade perguntou. — Ah Jade! Cadê o Cobra? — disse ela.

Naquele momento, Jade sentiu muito ciúmes, mais sabia se controlar e disfarçar muito bem.

– Ele não pôde vir treinar hoje. — respondeu Jade, simplesmente

– Você é irmã dele? — disse Mar

A forma que Mar fez aquela pergunta, parecia realmente que era sem a intenção de provocar a bailarina, inocentemente. Porém Jade estava com muita raiva por ouvir aquilo, mais não deixou transparecer. As meninas que ali estavam tentavam não sorrir.

– Não. Eu sou... Namorada dele. — disse ela

Ele ainda não havia pedido ela em namoro, e por mais que ele a amasse não era bem a cara dele fazer isso, mais mesmo assim já deixou escapar em uma de suas conversas: "Você é minha namorada.". Por isso, se sentia no direito de dizer aquilo. Mar não respondeu nada, apenas fez uma cara de "legal". Quando a professora de dança entrou na sala, Mar despediu — se das novas "amigas" e saiu. A vontade de Jade era ir atrás dela e ver se ela não iria atrás de Cobra, porém resolveu se concentrar na aula.

Mar saiu da Ribalta, ficou poucos minutos na praça até que o táxi chegou. Cobra, que estava nos fundos do QG, foi para frente e viu Mar entrando no táxi e percebeu que a garota o encarava de dentro do carro. Já era noite, Jade havia trocado de roupa e estava saindo da Ribalta e foi para o QG, como o prometido. Entrou no QG com uma cara não muito agradável, mais Cobra a esperava com um sorriso.

– Minha dama... — disse ele, animado. — O que aconteceu? — disse ele ao ver a expressão de Jade

– Você conhece a Mar? — disse ela sentando — se no balcão

Cobra ficou sério e se aproximou da garota apoiando a mão em sua perna.

– Ela só pediu ajuda, e eu ajudei, só isso! — disse ele

– E porque você não me contou? — perguntou ela

– Porque é uma coisa boba, insignificante... Além disso, quando você veio aqui hoje de manhã, você estava com pressa.

– É.. — disse ela olhando para o lado, tentando ser dura. — Mais eu já não fui com a cara daquela garota, e sabe o que ela disse? Que um moreno gato que ajudou ela...

– Ué... Ela só está falando a verdade. — disse ele rindo

– Haha. — disse ela sorrindo falsamente, sem achar graça. — Convencido

– Eu achei ela simpática. — disse ele

– Simpática... — disse ela afinando a voz, com um voz "nojenta"

– Você fica linda com ciúmes! — disse Cobra rindo.

– E quem disse que eu estou com ciúmes? — disse ela

– Ah não... Essa menina não está nem um pouquinho com ciúmes, imagina! — disse Cobra debochando, fazendo Jade rir. Depois de pouco tempo se divertindo com a situação, os dois se beijaram.

– Só quero você! — sussurrou Cobra no ouvido da bailarina.

Notas finais
E aí gente? O que acharam da Mar? Comentem! Ela vai ser muito importante na história, e também pode ser perigosa! Ta bom.. Já falei demais kkk.. Beijos!