Descobri Que Te Amo - Cobrade
17 Só Quero Você
Notas iniciais
Passaram — se alguns dias, e tudo estava em paz. Lobão e os outros rapazes ainda estavam presos, Cobra e Jade estão completamente apaixonados. Eram 10:00 da manhã de sábado e Cobra estava sozinho no QG quando uma moça chega ao bairro completamente perdida a procura da escola de artes. A fábrica de sonhos estava sendo pintada no lado de fora, por isso tiraram a faixa. Cobra percebeu que a garota estava perdida, procurando algo. Logo deduziu que ela estaria procurando a Ribalta. "Uma garota tão bonita e bem vestida só pode ser atriz!" pensou ele, que viu a garota indo em direção ao QG. Ela era magra, não muito alta, devia ter no máximo uns 50 quilos, menos talvez, dos cabelos longos e loiros, pele branca dos olhos castanhos.
– Oi. — disse ela. — Você sabe onde é que fica a Ribalta? Estou quase desistindo... Me deram o endereço errado, só pode! Meu Deus... E esse sol infernal está me deixando mais estressada ainda e.. — disse a garota, que não concluiu a frase ao perceber que Cobra ria dela, ela não parava de falar. — Desculpa! — disse rindo. — Nem me apresentei. Meu nome é Marina, mais você pode me chamar de Mar. — disse ela estendendo a mão para que Cobra apertasse
– Oi Mar! — disse ele apertando a mão da garota. — O meu nome é Ricardo Cobreloa, mais pode me chamar de Cobra.
– Cobra? Interessante... Bom, e aí, você sabe onde fica a Ribalta? — disse ela
– É bem aqui na frente! — disse ele apontando para a fábrica. — É que estão pintando aqui na frente e tiraram a faixa...
– Ata! Obrigada! Foi um prazer conhece — lo... Cobra. — disse ela dando um beijo no rosto do rapaz.
Apesar de estar em reforma, a Ribalta e a academia ainda estava funcionando. Cobra observou Mar entrar no local, achou a garota muito bonita, porém sua dama era mais, diferente de todas. Voltou para o balcão da loja e voltou a fazer o estava fazendo. Mar entrou na fábrica e se surpreendeu ao ver que vários garotos treinavam muay thai no local, foi o que pareceu pela expressão que ela fez. Quando viram a menina, todos os alunos do Gael, sem exceção, se aproximaram para ajudar Mar.
– Oi! — disse Gael.
– Oi. Eu estou procurando a Ribalta. — disse ela procurando algum sinal de aula de tetro ou dança. — Será que eu entrei no lugar errado?
– Não! Entrou no lugar certo! — disse Zé
– Certíssimo! — completou Marcão e Mar riu
– É só subir as escadas que você estará lá! — disse Duca
– Obrigada. — disse Mar indo subir as escadas.
– Eu sou o Gael! — gritou ele, fazendo a garota virar — se e voltar para onde estava. — Sou professor de muay thai.
– Prazer! Meu nome é Marina, mais podem me chamar de Mar... Mais agora tenho que ir. Quem sabe a gente ainda vai se ver muito! Tchau meninos!
– Tchau .. — todos responderam juntos.
Mar estava subindo as escadas rapidamente olhando para o chão, assim como Jade, que estava descendo. As duas se esbarraram e levaram um susto. Mar logo levantou a cabeça e viu que era Jade que estava na sua frente. Ficaram se encarando por algum tempo, quando Mar quebrou o silêncio.
– Oi... Meu nome é Mar. — disse ela. — Vim ver se eu consigo uma vaga para estudar aqui. — disse ela simpática.
– Oi, eu sou Jade. Boa sorte pra você! — disse Jade saindo dali
– A aula já acabou? — disse Mar
– Não... Só estou indo ao banheiro aqui embaixo.
– Ata.
Jade foi ao banheiro, ainda estava com a roupa da aula, saia preta, blusa preta de manga cumprida até o cotovelo, sapatilha e um lindo coque. Arrumou o cabelo e retocou a maquiagem, básica, que quase não aparecia. Faltava apenas cinco minutos para a aula de dança começar, mais ainda não havia visto seu vagabundo, então resolveu usar esses cinco minutos para ir visita — lo. Saiu correndo, não queria se atrasar.
– Oi vagabundo! — disse ela entrando no QG dando um beijo no rapaz.
– Oi minha dama! — disse ele com um sorriso apaixonado
– Só vim te dar um bom dia mesmo. Eu tenho que voltar para a aula. — disse ela
– Ah... Achava que você ia ficar aqui comigo! — disse Cobra abraçando — a pela cintura.
– É... Mais eu juro, que mais tarde eu venho! Só tenho mais uma aula.
– Está bem. — disse ele depois de um suspiro. — Eu aguento! — disse ele rindo, fazendo a jovem bailarina rir junto.
– Sei que aguenta. — Jade ainda ria, acariciando a barba do lutador. — Tchau! — despediu — se com um selinho e voltou para a Ribalta.
Quando Jade chegou na Ribalta, se deparou com um grupo de garotas ao redor de Mar, entre elas estava Bianca. Mar havia feito um pequeno teste, e havia passado. Estava conhecendo melhor o lugar e as pessoas, mais só iria começar a participar das aulas apenas na segunda — feira. A aula de dança ainda não havia começado e Jade se encostou em uma parede onde podia ouvir tudo que as garotas falavam. Mar comentava como havia chegado na fábrica.
– Eu cheguei no bairro, e passei um tempão debaixo desse sol de rachar que nem louca procurando a Ribalta e nunca encontrava! Tinha poucas pessoas na rua, quando eu vi um garoto numa loja... — dizia Mar
Ao ouvir o final da frase, Jade começou a prestar mais atenção na conversa.
– ... Eu resolvi pedir ajuda para ele. Ainda bem que ele estava lá, já estava dando meia volta. Ele é um gato, moreno, vocês devem conhecer! O nome dele é... Cobra!
Quando Jade ouviu o nome do seu vagabundo, virou — se rapidamente para encarar a garota, mais continuava em silêncio.
– Claro que a gente conhece! Ele treina muay thai aqui embaixo na academia do Gael. Afinal, ele devia estar aqui hoje. — disse Tainá, uma das melhores bailarinas da Ribalta, depois de Jade, claro. Tainá se virou e ao perceber a presença de Jade perguntou. — Ah Jade! Cadê o Cobra? — disse ela.
Naquele momento, Jade sentiu muito ciúmes, mais sabia se controlar e disfarçar muito bem.
– Ele não pôde vir treinar hoje. — respondeu Jade, simplesmente
– Você é irmã dele? — disse Mar
A forma que Mar fez aquela pergunta, parecia realmente que era sem a intenção de provocar a bailarina, inocentemente. Porém Jade estava com muita raiva por ouvir aquilo, mais não deixou transparecer. As meninas que ali estavam tentavam não sorrir.
– Não. Eu sou... Namorada dele. — disse ela
Ele ainda não havia pedido ela em namoro, e por mais que ele a amasse não era bem a cara dele fazer isso, mais mesmo assim já deixou escapar em uma de suas conversas: "Você é minha namorada.". Por isso, se sentia no direito de dizer aquilo. Mar não respondeu nada, apenas fez uma cara de "legal". Quando a professora de dança entrou na sala, Mar despediu — se das novas "amigas" e saiu. A vontade de Jade era ir atrás dela e ver se ela não iria atrás de Cobra, porém resolveu se concentrar na aula.
Mar saiu da Ribalta, ficou poucos minutos na praça até que o táxi chegou. Cobra, que estava nos fundos do QG, foi para frente e viu Mar entrando no táxi e percebeu que a garota o encarava de dentro do carro. Já era noite, Jade havia trocado de roupa e estava saindo da Ribalta e foi para o QG, como o prometido. Entrou no QG com uma cara não muito agradável, mais Cobra a esperava com um sorriso.
– Minha dama... — disse ele, animado. — O que aconteceu? — disse ele ao ver a expressão de Jade
– Você conhece a Mar? — disse ela sentando — se no balcão
Cobra ficou sério e se aproximou da garota apoiando a mão em sua perna.
– Ela só pediu ajuda, e eu ajudei, só isso! — disse ele
– E porque você não me contou? — perguntou ela
– Porque é uma coisa boba, insignificante... Além disso, quando você veio aqui hoje de manhã, você estava com pressa.
– É.. — disse ela olhando para o lado, tentando ser dura. — Mais eu já não fui com a cara daquela garota, e sabe o que ela disse? Que um moreno gato que ajudou ela...
– Ué... Ela só está falando a verdade. — disse ele rindo
– Haha. — disse ela sorrindo falsamente, sem achar graça. — Convencido
– Eu achei ela simpática. — disse ele
– Simpática... — disse ela afinando a voz, com um voz "nojenta"
– Você fica linda com ciúmes! — disse Cobra rindo.
– E quem disse que eu estou com ciúmes? — disse ela
– Ah não... Essa menina não está nem um pouquinho com ciúmes, imagina! — disse Cobra debochando, fazendo Jade rir. Depois de pouco tempo se divertindo com a situação, os dois se beijaram.
– Só quero você! — sussurrou Cobra no ouvido da bailarina.
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