Na estação da Central, Al e Ed se despediam de Winry, ela estava voltando para Rush Valley, para seu novo emprego na loja de automails de Garfield-san.


– Obrigada por ter me parado naquela hora. Tem pessoas esperando por mim. Eu não poderia encarar essas pessoas... — Agradeceu Winry.


– Winry... — Al tentou dizer algo, mas não tinha o que falar para a amiga de infância.

– Ed! Não esqueça de cuidar do seu automail! — Winry interrompeu o silêncio que se seguira.

– Certo! — Ed respondeu, querendo dissipar aquele momento estranho tanto quanto Winry.

– Da próxima vez, trarei um óleo melhor para você, Al! — disse, sorrindo para os dois

– Certo!

– Não morram. — pediu, abaixando a cabeça e pensando na quantidade de encrencas em que os dois estão sempre metidos...

– Sim. – responderam em coro.

– Da próxima vez, você... — Ed começou a falar, mas o sinal da estação tocou.

– O quê? Eu não consegui escutar! — Winry disse, mas Ed não queria repetir, nem ele mesmo estava acreditando no que havia dito.


Confuso, Ed começara a andar em direção à saída da estação.


– Nii-san, espere! — Al disse, indo atrás de Ed – Até mais, Winry! — se despediu.

– Ei, Ed! O quê você disse? — insistiu Winry, gritando da janela, curiosa.


Nesse momento Ed e Al pararam, Ed gritou aborrecido:


– Da próxima vez que fizermos você chorar, será de alegria! — berrou apontando na direção de Winry – Eu e Al vamos recuperar nossos corpos e faremos você chorar de alegria! Lembre-se disso!


Winry sorriu e acenou,a maria-fumaça apitando e começando a partir.



"Por que eu menti?" pensou Ed. "Bom, eu realmente não quero fazê-la chorar mais, mas por que eu estou pensando nisso? Quer dizer, por quê eu falei aquilo? A Winry é uma... Uma... Irmã? Não, não. Não se disputa com o irmão a mão de uma "irmã"!”...


– Mas, por que então não sei dizer o que estou sentido? Al e eu ainda temos que recuperar nossos corpos. Quem sabe depois disso eu possa pensar em namoradas... Ed resmungou, antes de perceber o que estava fazendo.

– O que você disse, nii-san? — Perguntou Al, pois pensou ter escutado a palavra namorada entre os murmúrios do irmão.

– QUE?! EU?! EU NÃO FALEI NADA, POR QUE VOCÊ ESTÁ RINDO, AL?! AL?! -

– Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você iria se tocar, nii-san.

– Hã?! Do quê você tá falando, Al?! — Ed virara o rosto e soltara um muxoxo de desagrado. “Agora Al vai pensar tudo errado!”


E continuaram a caminhar em direção à saída, enquanto Winry os observava de longe, o trêm se afastando cada vez mais da estação, se lembrando da determinação e coragem que Ed sempre demonstrara. E, novamente, percebendo o quanto suas costas estavam mais largas, e que aquela camisa o deixava atraente...


– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAA – gritara ao perceber o que havia acabado de pensar.

– Está tudo bem com a senhorita? — perguntou um senhor sentado próximo a ela.

– Hã? — tirou as mãos do cabelo percebendo o escândalo que acabara de fazer — Ah!, sim, está... Está tudo bem. — respondera, mais para si mesma que para o companheiro de viagem.


“Entendo... Eu... Eu estou... Apaixonada.”


Notas finais
Sim, eu sei que a Winry não é tão escandalosa, mas essa cena foi divertida... Na minha cabeça... u.u
Obrigada você que leu essas minhas ~quase~ 600 palavras, espero que tenha gostado! õ/
E, já sabem, somos como o Gluttony e nos alimentamos de reviews. ;3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!