Descendentes E Seus Ancestrais
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Após passarem a tarde inteira jogando, todos foram, exaustos, em direção às suas casas. Elisa estava morta de sono e pediu para que Tommy a carregasse até a porta. Chegando lá, a porta estava arrombada.
- Ladrões. — pensou ela em voz alta — Acabo com eles rapidinho.
Elisa abriu a porta com uma bola mágica de luz em sua mão para que pudesse enxergar.
- Até que enfim! — uma voz desconhecida ressoou pelo grande salão, assustando Elisa. Uma pequena luz de uma abajur foi acesa, revelando o intruso — A criadagem chegou! — Elisa arregalou os olhos ao perceber que Ciel Phantomhive havia voltado para casa. Os outros, que tinham acabado de sair, correram o mais rápido possível de volta à mansão ao ouvir o grito de Elisa. Ciel fez uma cara feia. — Hum... Essa criada é muito escandalosa. Elimine-a, Sebastian.
- Yes, my lord. — então, ele avançou na direção de Lise. Juntando as mãos, ela criou o símbolo de seu contrato no chão. Ao entrar no círculo negro, Sebastian foi capturado por sombras, paralisando-o e deixando-o no chão. Elisa encarou Ciel, que estava boquiaberto. Ela admirava seu rosto, praticamente igual ao dela. "Não sabia que eu era tão fofinha assim..." pensou ela.
- Mas o quê...? Quem, diabos, é você?! — gritou Ciel, levantando-se de onde estava sentado.
- Muito prazer, conde. Eu sou a condessa de Phantomhive, Elisa Phantomhive. — disse Elisa se curvando diante dele.
- Huhu, — ria o garoto — acho meio impossível você ser uma Phantomhive. Eu era o último da família e me dei como morto aos treze anos, sem deixar herdeiros.
- É verdade, jovem mestre. — dizia Sebastian. — Ela é o você do futuro. É a sua cópia feminina. — Ciel estava boquiaberto, incrédulo.
- Prove. Diga-me o porque de eu ter feito o contrato. — Tommy soltou um sorrisinho. Os lábios de Elisa esboçaram um sorriso malicioso.
- Você estava à beira da morte, seuspais estavam mortos e você tinha medo da morte. Assim como eu.
- Droga, é verdade... — resmungou ele.
- Elisa!!! — todos gritaram ao abrirem a porta.
- Meu Deus...! — disse Angelo. Ciel e Elisa fizeram uma careta ao ouvri o nome do ser divino.
- O que foi?! Deixe-me ver! — Grell pulava do lado de fora.
- Grell...?! — Ciel estava pasmo. Sebastian murmurou um xingamento que fez Elisa rir.
- Se aquieta aí, Grell! — trovejou Chad — Eles precisam de um momento de silêncio e privacidade!
- Mas é o meu Sebby! — choramingou o shinigami.
- Grel, — disse Ciel — segure suas vontades dentro de si. — todos ficaram brancos de medo ao ouvir a voz de Ciel. Elisa sorriu novamente.
- Vocês ficam tão fofinhos quando estão assustados... — todos coraram e desviaram o olhar. — Grell, — os olhos verdes do shinigami voltaram sua atenção para Elisa — vem cá. — ele entrou feito uma diva, dançando pelo salão. — Devagar e direito! — ele tremeu e se endireitou. Ao entrar no círculo negro, ele sorriu ao ver seu amado de perto, que lhe olhou sem nenhuma expressão. Depois voltou seu olhar para Lise, levando ums susto com o olhar macabro que ela fazia.- Quero saber onde o Undertaker está?
- N-na loja. — Elisa soltou Sebastian, finalizou a magia e foi em direção à saída. Tommy a seguiu com um sorrisinho no rosto. Todos deram passagem para eles.
- Onde você pensa que vai?! — gritou Ciel.
- Não é da sua conta! Tommy, vamos!
- Entendido. — Tommy a pegou no colo e, simplesmente, desapareceu.
- Onde eles foram? — Samanta virou e deu de cara com Ciel, que acabara de perguntar. Ela abaixou os olhos. — Vamos, me diga!
- Para a loja do coveiro lendário... — sem mais delongas, Ciel saiu trombando em todo mundo.
- Sebastian! Vamos fazer uma visita ao Undertaker!
- Yes, my lord!
- Er...Mestre Ciel... — Melissa se arriscou a falar. — Você não vai conseguir entrar na loja. — Ciel parou e olhou em direção à menina. Ele arregalou os olhos. "Alois?!" pensou ele.
- Porque me diz isso?
- Ela é minha melhor amiga, portanto, à conheço muito bem. Assim como eu, Lise é uma maga e em todo lugar que ela entra, faz uma magia de proteção.
- Mesmo assim, vamos esperar do lado de fora. Tudo que entra deve sair um dia, não é mesmo?
Fale com o autor