Pedro estava exausto, parecia que iria desmaiar, fugindo há quase uma hora, por ter roubado uma padaria. Pedro e Alessa Auditore, por quase toda sua vida viveram apenas com sua mãe, que trabalhava como cozinheira em bares que pagavam uma miséria na bela Veneza, certa noite, Andrea sua mãe havia desaparecido deixando apenas uma harpa em sua cama, a única coisa que os ligava com o pai, Alessa tinha uma teoria que seu pai era musico isso porque sua mãe nunca quis falar para seus filhos sobre o pai. Quando Pedro já estava longe dos homens que o perseguiam conseguiu parar e tomar o fôlego, teve uma pequena folga até que os ouviu novamente, parecia que estavam mais zangados, estavam mais pesados e largos os passos, porém sem querer ser preso continuou correndo ao chegar à seu abrigo, já havia se passado muito tempo que parou de ouvir os passos, porém onde estavam era seguro. Alessa, diz que estava preocupada com ele.

Enquanto comiam o pão Pedro fala:

– Hoje foi um dia difícil para mim, tive que correr bastante, me cortei ao passar pelo muro de arame farpado da padaria.

– Posso ver?

– Alessa são só arranhões, não se preocupe.

– Pedro eu preciso te mostrar algo, me prometa que não vai se assustar ou dizer que sou uma aberração.

– Tudo bem maninha fala logo. Você está me deixando curioso!

A irmã de Pedro sobrepôs sua mão nos ferimentos, que após alguns instantes começaram a desaparecer.

– Alessa! Você consegue curar ferimentos?

– Ou piorá-los.

Enquanto falava o braço do irmão ficava preto e as veias pareciam que iriam sair da pele, sua cara também não era a das melhores, estava parecendo que iria vomitar ou ter uma parada cardíaca.

– Me desculpe ainda estou aprendendo. – Disse Alessa soltando o braço do irmão, que já estava melhor.

– Tudo bem, também preciso te mostrar algo.

Pedro há semanas atrás aprendera que podia se transformar em pequenos animais, como abelhas, moscar, pequenos peixes e até moscas.

– Tudo bem, então prove. – Disse Alessa rindo.

O irmão falava isso como se fosse legal, porém percebeu que em voz alta soava ridículo, para não parecer bobo tentou algo maior, visualizou em sua cabeça um tigre cinza, porém dispensou a ideia e se focou em uma abelha.

– Olha, eu estou tentando um tigre não é tão fácil assim Alessa.

Ela olhava com medo, porém muito surpreendida, Pedro olhava para ela como se não entendesse e fala:

– Porque parece tão surpreendida era apenas uma mosca!

– Pedro você era um tigre e eu sei diferenciar uma abelha de um tigre, acredite!

– É serio?

– Sim eu juro!

– Mesmo?

– Não, eu estava apenas brincando.

– Alessa!

Ela não parava de rir, estava quase desmaiando por sua risada.

– Vai dormir Alessa! Você me enganou estou chateado!

–Só durmo após uma das histórias do papai! Você vai ter que me contar uma!

Alessa insistiu que iria dormir logo após Pedro falar o que se lembrava do pai e uma de suas histórias.

Como havia prometido que contaria uma história a cada noite, mesmo chateado, ele assim fez.

Logo após se iludir com as histórias contadas por seu irmão, ela, como um filhote caiu em sono...
Alessa sempre tinha sonhos estranhos, mas naquela noite ela teve o pior de todos. Estava andando pelas calçadas de Veneza, havia certeza que estava sendo seguida e a mesma confiança que o que a seguia não era amigável ou muito menos Humano, aflita começou a correr, quase caiu nos aquedutos algumas vezes, ela entrou em um prédio estreito, subiu até o telhado desesperadamente tentando despistar o que a seguia. Após alguns minutos, olhou pela sacada do edifício diretamente para baixo, nas calçadas perambulavam, sem saber o que fazer monstros, perguntando a si mesma se sua mente estava pregando-lhe peças olhou novamente para ter certeza, porém apenas lembra-se de estar caindo...

Alessa acordou no meio da madrugada meio tonta, estava com sede e encheu um copo de água, sua testa estava suada como suas pernas estavam tremulas, após refrescasse Alessa andou até seu colchão pois pretendia dormir novamente, chegando perto, observou seu irmão Pedro dormindo, qual estava apenas de cueca o que fez Alessa rir até que ele acordasse.Ao acordar Pedro sacou suas facas e ficou em posição de ataque, ao perceber que apenas era sua irmã rindo de sua cueca, Pedro deitou e disse:

– Pelo menos uma noite você poderia não rir de mim?

– Poder eu posso. Porém você não faz por onde. – Alessa fala rindo.

–Vai dormir!

–Não consigo! Dorme você!

– Aquele sonho de novo? O que nós somos crianças e papai nos da as facas e o arco?

– Não, um novo, bem diferente.

– Diferente como?

– Amanha nós conversamos melhor.

– Melhor assim, se conseguir dormir, durma ok?

–Ok

Naquela mesma manha quando Alessa estava preparando o café da manha, um homem veio bater na porta do refugio, assim que ela abriu o homem já falou:

Alessa, sou um amigo de seu pai, estou aqui para lhes entregar essa carta, ele me mandou entregar-lhes isto quando Pedro completasse dezessete anos, porém é destinada para você.Após o homem ir embora Alessa saiu correndo para acordar o irmão.

– Pedro! Pedro! Acorda!

– Alessa fica quieta. Vai dormir!

– São onze horas no horário da Itália! Acorda!

– Que foi! Tomara que seja algo importante para você me acordar

– Um homem, um homem veio aqui e me entregou isso. – Alessa fala isso entregando a carta.

– Como? Aqui? Vamos precisamos trocar de abrigo!

– Espera!

–O que você precisa?

– Olhe essa carta, é do papai!

Pedro pegou, colocou em seu bolso e sem dizer nada começou a preparar suas malas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.