Descendants of the Sun
1 Prólogo
Notas iniciais

680 Metros ao sul da linha de demarcação Militar, Zona desmilitarizada
LEÓN
O silêncio dominava aquela área escura, um barulho sequer vindo de nós e poderíamos estar perdidos. A noite dificultava as coisas, o farol que ali tinha por ser perto do mar ajudava a iluminar, assim como nossas armas que possuíam lanternas. A Equipe 2 prostrava-se um pouco mais a frente da minha equipe, eram eles que marcavam a demora da nossa missão, por isso tiveram que mandar eu e a minha equipe para cá. Perda de tempo! Eu podia estar descansando agora.
Fiz sinal para que minha equipe parasse de andar e assim eles fizeram. Encarei a equipe 2 e o meu sangue ferveu, se fossemos uma Equipe rival, teríamos matado eles e eles nem perceberiam. Como é que a porra do governo manda um bando de desatentos para uma missão importante.
[...]
PRESIDENTE NICOLÁS
—Por volta das 1h20min, 3 agentes das Forças Especiais norte-americana atravessaram nossa demarcação militar. Eles invadiram o Posto de Guarda 301. — escutei o meu filho, Tenente Clemente, dizer enquanto apontava para as imagens da invasão. — E fizeram dois dos nossos soldados de reféns. E estão fazendo exigências.
—Exigências? — perguntei confuso e Clemente assentiu levemente. Encarei todos que se mantinham presentes na reunião. — Eles estão tentando começar uma guerra, mandando 3 soldados? — perguntei e o Sub.tenente se mostrou presente.
—Eles estão apenas nos provocando. Na zona desmilitarizada, o primeira a atirar, viola o acordo de armistício. Eles estão nos instigando para sermos os primeiros a usar a força, para que possam negociar melhores acordos na próxima convenção internacional. — explicou o Sub.tenente e eu fiquei surpreso, lógico que eles não começariam isso se não tivessem algum interesse.
—Então o que você propõe? Não podemos atacar primeiro. Mas os nossos soldados estão sendo mantidos como reféns. Não podemos ficar sentados. — indaguei e o Sub.tenente respondeu sem ao menos me encarar.
—Precisamos enviá-los de volta. Nós enviamos o time Alfa das Forças Especiais para a área.
[...]
LEÓN
Nos aproximamos mais, foi quando eles perceberam a nossa presença e se viraram para nós apontando suas armas. Idiotas.
—Congela! — falei alto para eles ouvirem e eles pararam de se mexer. — Se vocês se mexerem eu atiro. — falei e o Diego, capitão da equipe 2, revirou os olhos. — Sou o Leonard Vargas, Capitão do Time Alfa. De agora em diante, o Time Alfa assume essa operação. — completei fazendo sinal para eles abaixarem as armas. Pude ver fogo nos olhos do Diego e aquilo encheu o meu ego. Ditei as tarefas e disse em que posição cada um ficaria. Já estava quase tudo pronto, Diego (o Capitão da Equipe 2) e o Tomás (Vice-capitão) fizeram parte da equipe de resgate comigo e o Broduey (o Vice-capitão da minha equipe). — Fiquem aqui, vamos nos aproximar. — falei para o resto e nós nos aproximamos da casa onde eles mantinham refém os nossos amigos. Quando chegamos perto o suficiente, eu e o Broduey entregamos as armas para o Diego e o Tomás, que ficaram confusos, eu e o meu segundo no comando tiramos os coletes e apenas permanecemos com a escuta e as facas presas nas bainhas.
—O que estão fazendo? — perguntou Diego e eu joguei o meu colete no chão, Broduey repetiu o ato.
—Já que essa área é desmilitarizada,precisamos bater um papo com aquele pessoal. — sorri simples e comecei a andar na direção da casa com o Broduey no meu encalço. Aqueles dois ficaram pra trás. Ergui os braços em forma de rendição e o Broduey me acompanhou. Paramos a 2 metros de distância da casa. — Eu sou o capitão no comando! — gritei para que quem quer que estivesse lá dentro me escutasse. — Os nossos soldados estão bem?
—Sério isso? — resmungou Broduey revirando os olhos.
—Cala boca. — repliquei voltando a encarar a casa. — Por que não param aqui? Vamos enviá-los para casa em segurança! — gritei quando não obtive resposta.
—Eles não vão desistir tão facilmente. Vamos entrar. — retrucou Broduey e eu respirei fundo, assentindo logo em seguida. Pus a mão na escuta e entrei em contato com o Diego.
—Aqui é o chefão, estou entrando com o Lobo. — murmurei revirando os olhos para os codinomes merda que deram para nós. Sério, eu ainda mato quem inventou essa merda. "Se não fosse pelos codinomes vocês seriam facilmente identificados" eu sei dessa merda, mas chega a ser cômico dizer que o Harry Potter pegou um explosivo.
—'Aqui é o Piccolo. Alvo confirmado.'— escutei a resposta do Diego e eu criei forças para não revirar os olhos. Piccolo? Não tinha algo melhor, não? Eu e o Broduey começamos a nos aproximar devagar e eu pude ouvir na escuta o Tomás dizer:
'Aqui é o Snoopy. Os explosivos estão pronto.'
Logo depois um outro soldado falou:
'Ficarei com o Harry Potter.'
—Eu juro que se eles não pararem de falar, eu atiro neles. — resmunguei desligando a escuta e o Broduey riu. Foi quando eu lembrei de uma coisa. — Pera... Explosivos? — perguntei para ele confuso.
—É a nossa última opção caso a conversa não funcione. — explicou e nós finalmente chegamos na casa.
—As coisas vão ficar complicadas ao amanhecer! É melhor ir enquanto permitimos! — quase gritei para as pessoas que estavam na casa. Abriram a porta e apontaram uma arma para nós. Era para entrarmos. Nos aproximamos e entramos ainda com a arma apontada para nós. O que eu poderia fazer em uma situação dessa? Quase porra nenhuma já que eles estavam armados e nós não.
—Não podemos ir de mãos vazias. — comentou o líder deles tirando a sua arma do coldre, mostrando-a para nós. Ele deu a arma para um de seus capangas e pegou a faca presa na sua bainha. — Antes de ir, é melhor que eu mate alguns agentes das Forças Especiais sul-americana. Porque eu sou um soldado norte-americano. — falou apontando a faca para mim.
—Ok. — concordei pegando a faca da minha bainha. — Pode vir. — e vi seu olhar ir para a minha mão esquerda que segurava a faca. Sempre canhoto, León, sempre canhoto. Mas era isso que me fazia ser tão bom com as facas. Ele atacou primeiro, assim com um de seus soldados foi para cima do Broduey que revidou o ataque. As lâminas das nossas facas se chocaram e eu chutei a sua barriga, fazendo-o se afastar de mim, ele tornou a se aproximar e segurou o meu braço esquerdo, o que estava com a faca, enquanto tentava enfiar a faca no meu pescoço, com a minha mão livre, segurei o seu braço, impedindo que ele enfiasse a lâmina no meu pescoço. Ele forçou mais a mão com a faca e eu soltei o seu braço, tombando a cabeça para o lado antes que a lâmina pudesse encostar em mim. Meus olhos focaram Broduey que também me encarou, balancei a cabeça levemente e ele entendeu. Tornei a chutar a barriga do meu adversário e ele caiu para longe, quebrando uma cadeira disposta ali. Fui na direção do outro soldado, que apontava uma arma para os reféns,chutei a arma da mão dele, para em seguida puxá-lo e cortar a sua garganta.
O líder se levantou do chão e veio me atacar, tentei acertar a sua garganta, mas ele se esquivou, tentei de novo e ele acabou por segurar o meu braço esquerdo, sua faca pressionou o meu pescoço antes que pudesse segurar o seu braço, foi quando Broduey lançou o corpo do soldado que lutava contra ele em nós, o líder acabou caindo por cima de mim e eu senti uma dor escruciante no meu braço esquerdo. Merda, qual o preconceito com esse meu braço? Urrei de dor e o líder saiu de cima de mim, com a ajuda do soldado que caiu em cima de nós, ambos começaram a lutar contra o Broduey, encarei o meu braço e vi a minha faca cravada nele.
—Merda. — resmunguei retirando a faca, me levantei e joguei a faca para a minha mão direita. Não tem tu, vai tu mesmo. Encarei o líder que estava na frente da porta de saída e corri na direção dele, saltando e o derrubando, junto com a porta, que se estilhaçou, nos lançando para fora da casa. Tinha algum mecanismo na porta, porque assim que ela quebrou, se ouviu o som de um alarme.Nos levantamos e ignoramos o alarme, continuamos nos encarando. Eu estava com o braço esquerdo sangrando, rezando para o meu braço direito funcionar bem. Enquanto ele só possuía alguns hematomas avermelhados e alguns pequenos cortes.
—Você sempre foi destro? — perguntou cínico, vendo eu apertar a faca com mais força, por medo dela fugir da minha mão sem minha permissão. Eu fui o primeiro a atacar, nossas lâminas se encontraram e eu acabei recuando, o que o fez se aproximar. Com o meu braço machucado, de frente para ele, segurei o seu pulso esquerdo e o prendi atrás das suas costas, colando os nossos corpo, pus o cotovelo no seu bíceps o abaixando com o mesmo, o suficiente para deixar a lâmina da minha faca no seu pescoço, acabei por não ter pensado direito, se eu me mexesse primeiro, cortaria o seu pescoço, mas ele perfuraria a minha barriga com a faca dele. Ficamos assim por um longo tempo, ambos nos lançando olhares mortais.
—Você... — ele murmurou. — Você não pode me matar. — com essas palavras senti a lâmina da sua faca rasgar a minha pele, um corte profundo foi feito na minha barriga. Ele não me matou, algo ele ia fazer. — A América do Sul tem muitos olhos atentos. Para que não atire primeiro. — falou e eu sorri sacana. — Meu país é diferente. — após essas palavras, uma arma foi apontada para a minha cabeça.
—Vocês ainda não entenderam depois de 70 anos de separação. É para a paz do nosso país, não importa onde e quando, nunca perdemos nosso alvo. — repliquei e ele olhou para o cara que apontava a arma para mim, uma bolinha de lus vermelha pairava na têmpora dele, se ele atirasse em mim, morria com um tiro na cabeça. — Não cometa um erro. Eu não paro o meu inimigo quando ele comete um erro.
—Eu vim aqui como um soldado. Não posso voltar morto. — rebateu sem deixar de me encarar nos olhos. — Abaixa. — falou para o cara com a arma e assim ele fez, fazendo a luz vermelha sair de sua têmpora. — Fico feliz em encontrá-lo, Capitão Vargas.
—Eu entendo, mas não faça disso um evento anual, Tenente-coronel Sênior Laphontaine. — mesmo com a situação, eu resolvi colocar um pouco de humor ali. Ele sorri fraco e soltou a faca que dispunha perto do meu abdômen, eu fiz o mesmo, soltando-o em seguida.
—Vamos. — falou para os seus homens enquanto iam embora dali. Liguei a escuta para que todos me ouvissem.
— Aqui é o Chefão. Time Alfa completou a missão. — desliguei a escuta e sorri vitorioso. Sem guerras por enquanto, sem guerras.
[...]
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