Descendants -Interativa

7 Garota desaparecida


Notas iniciais
Hey desculpe. eu sei que falei que ia postar em seguida mas não controlo minha vida ne mas espero que gostem e se isso deixa vcs felizes vai ter o especial de dia dos namorados para voces que passaram esse dia tão romantico sozinhos, assim como eu lol

O céu era tomado por um crepúsculo escarlate e assim todo o jardim ganhava uma cor meio avermelhada.

Os jardins costumavam ser ótimos quando o assunto é privacidade, já que essa palavra parecia não existir naquele colégio. Uma trilha de tijolos cinzentos cruzava de norte a sulo imenso jardim que na verdade era um tipo de bosque, a beira da pequena estrada uma diversidade assombrosa de flores a maioria da cor vermelha, claro que algumas brancas era destacadas por sua diversidade. As árvores não era as das mais altas, na verdade nem deveriam ser altas. Durante a manhã aquele lugar era infestado de pássaros e outros animais fofinhos que costumavam se alimentar das frutas que nasciam naquela região, mas agora estava tudo vazio.

Alguns alunos desfrutavam a paz e cochilavam abaixo de uma árvore, outros apenas treinavam alguns arremessos sem preocupação. Já Nathanael Fabray andava pelos tijolos cinzentos com seus olhos focados em um livro. Não parecia se importar muito com as coisas ao seu redor, apenas caminhava e lia seu livro.

O filho da Rainha má na verdade deveria estar na aula de poção naquele momento, sua ultima aula do dia, mas não parecia fazer muita diferença para si. Sua mãe era uma das bruxas mais poderosas do reino, a prova disso era a beleza que possuía, beleza que seu filho havia herdado. Achar alguma imperfeição na rainha ou em seu filho era um verdadeiro desafio.

Conforme a noite ia caindo a brisa que antes era agradável ia ficando fria e acertava o rosto de Nathanael com mais intensidade e virando as páginas de seu livro. A primeira reação foi um suspiro baixo e tentar regressa para página que lia, mas o vento impedia, acabou por fechar o livro. As ultimas luzes do dia sumiam no horizonte, mas ainda iluminavam o mural a frente do garoto.

''Desaparecida

Lindsay Schneider

Desapareceu em :

Encantia

Data que desapareceu :

Quarta, 16 de Junho, 2014

Aparência:

17 anos

Cabelos loiros

1,75 cm

Pele branca

olhos azuis.

Possui uma queimadura um pouco abaixo do pescoço e um corte em sua perna esquerda.

Qualquer informação entra em contato :

(555)398-5432''

–Então essa é a garota que falavam pelos corredores? -murmurava Nathanael que observava o pequeno pedaço de papel que continha a imagem de Lindsay em destaque.

Até onde o garoto sabia, Lindsay era herdeira de Aurora, apenas isso que ele sabia e não fazia muita questão de saber mais sobre aquela garota.

Ficou parado observando os inúmeros cartazes de Lindsay, isso até um ruído ,que ousavam chamar de musica, tirar sua atenção. O som não era tão alto porque saia dos fones de ouvido de uma garota que estava a poucos centímetros de si.

Seu cabelo era castanho e estava penteado para o lado esquerdo, passando por cima de seu ombro. Mesmo com uma camiseta de banda tinha um certo charme e elegância, o que nunca se via em alguém que usa esse tipo de roupa. Sua calça jeans estava um pouco desbotada e com um rasgo no joelho, seu all star estava completamente sujo.

–Hum...Não entendo porque ainda tentam acha-la. -comentava a garota retirando um de seus fones. — Se alguém sumiu por tanto tempo já deve estar morta ou longe daqui.

Nathanael olhou de canto para garota, precisava olhar um pouco para baixo para vê-la melhor, para então reparar os traços fortes que existiam no rosto alheio. Não eram traços estranhos para si, mas por algum motivo não recordava-se do dono deles.

–Eles acreditam em finais felizes. -respondia o garoto voltando a olhar o cartaz que estava na parede. -Pegue leve com os Royal pelo menos.

–Tsc... Eles mandaram minha mãe para o exílio, não tenho porque ser legal com eles. -dizia a garota virando seu rosto por um breve momento, mas depois voltando-se pro maior. -Aproposito me chamo Taissa De Vil.

Agora Nathanael conseguia relembrasse de onde já havia visto aqueles traços e aquela postura de Lady, isso até a loucura tomar conta de seu corpo.

– Estamos na mesma então. -respondia Nathanael voltando seu olhar para Taissa. — Nathanael, filho da Rainha má.

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–Pelo o amor dos deuses! Abra essa porta! -ordenava Charlie enquanto batia na porta de seu quarto algumas vezes. -Não me obrigue a derruba-la!

Nenhuma resposta do outro lado.

Aquela situação não chamava muita atenção das outras meninas por já ter se transformado em uma situação rotineira. Charlie esquecia a chave do quarto e Melissa não abria a porta. Emilly já havia sugerido um chaveiro ou um colar, mas claro que o conselho não foi ouvido.

–Pare de gritar. -pedia Emilly aproximando-se da cena. -Sabe que quanto mais gritar menos vontade Melissa terá de abri essa porta.

–AH! Eu vou quebra essa porta então! -rosnou Charlie tomando uma pequena distancia.

–Eu não faria isso. A porta é feita de madei...-antes que Emilly tivesse a oportunidade de terminar sua frase escutou o estrondo do corpo da amiga se chocando contra a porta e depois viu a garota escorrendo até se sentar no chão gemendo de dor. -Madeira de carvalho e você não tem força para isso.

–Eu te odeio. -resmungava Charlie em meio a gemidos de dor. Estava sentada a frente da porta esfregando seu braço esquerdo.

–Posso tentar? -perguntava Emilly com um sorriso amigável e ao mesmo tempo de deboche. -Melissa, acho que a Charlie já está com o braço quebrado. Ela tá caída e quase chorando.

Nenhuma resposta.

–Hum...-Emilly ficou uns minutos pensativa e logo tratou de beliscas o braço de Charlie. Não era a pele sendo torcida que doía e sim aquelas unhas.

Depois que Charlie afastou Emilly, seus olhos já estavam cheios de lagrimas, além de estar prestes a pular no pescoço da menor para enforca-la, mas esse pensamento sumiu quando a porta do quarto foi aberta.

Do quarto um som um pouco alto saía e acabava por irritar Charlie, ela sabia que Melissa havia feito de proposito. Desde que se conheceram as companheiras de quarto simplesmente se odiavam. Uma vez jogaram uma partida descontraída de futebol e as garotas quase se mataram, ambas saíram da partida com hematomas enormes por todo o corpo.

–Mas que merda, Melissa! -rosnava Charlie se colocando de pé. -Desligue!

A musica que ocupava todo o quarto e fazia as janelas tremerem um pouco era Bang Bang. Charlie sempre dizia o quanto odiava essas coisas barulhentas de Melissa, além de sempre ser considerada uma alma velha presa em um corpo jovem.

–Não! -a Melissa estava parada a frente de sua penteadeira. Ao lado esquerdo um livro aberto e em suas mãos uma escova.

–Bem, se resolvam sozinhas. -dizia Emilly se retirando do quarto. -Já fiz meu trabalho.

Assim Emilly saiu do quarto deixando Charlie e Melissa para se matarem.

–Você podia fazer o favor de carregar sua chave consigo. -dizia a Royal terminando de escovar seu cabelo. -Teve sorte. Estou preste a sair.

–Eu esqueci minha chave, só isso. -dizia a loira dirigindo-se pro banheiro do quarto e retirando sua blusa e a jogando no chão. -Você faz muito drama por algo tão idiota.

–Você esquece sua chave a três anos, Katrina! -Melissa elevou seu tom de voz, mas não demorou muito para perceber o que havia dito.

Charlie estava parada a uma certa distancia da companheira de quarto, suas mãos estavam fechadas em punhos.

–Charlie...Desculpe, eu não queria. -murmurava Melissa sem jeito. -Sinto muito.

–Tanto faz. -respondia Charlie se dirigindo pro banheiro.

–Tsc...-Melissa podia odiar Charlie, mas sabia o quanto aquele nome magoava a garota. Sabia o quanto aquele simples nome a machucava. Tinha indo longe demais em chama-la daquela forma.

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–Darmen! -chamava Hani que cruzava os corredores com certa velocidade.

O príncipe saia de seu quarto quando escutou a voz de Hani e depois viu a ruiva parada a sua frente, um tanto quanto ofegante. Assim como Damen, a garota já se encontrava devidamente vestida para o jantar.

Hani estava com um vestido negro não era muito curto eram uns quatro dedos acima do joelhos. Haviam alguns detalhes metálicos e um rubi prendendo alguns babados pretos. Seus salto a deixava quase na altura de Damen e seu cabelo ruivo não caia em sua face por causa de uma presilha em formato de aranha que prendia uma de suas mechas rebeldes.

Já Damen usava um terno clássico business. Era preto e estava fechado, a unica coisa que faltava era a gravata preta que Damen terminava de prender. Seu cabelo que costumava ficar bagunçado estava arrumado para trás.

–O que faz aqui? -perguntava o garoto arqueando sua sobrancelha esquerda. Seu relacionamento com Hani nunca foi o dos melhores, na verdade nunca chegou a falar mais de duas palavras com ela.

–O professor de fotografia mando eu vir buscar seu trabalho de férias. -respondia Hani um pouco ofegante por causa da corrida. -Acredite não queria estar aqui, mas ele me obrigou.

–Ah! Aquela coisa. -Damen revirou seus olhos e abriu a porta de seu quarto mais uma vez e a deixou aberta. -Pode entra, Kim está no banho então não vai ligar.

Hani não se sentia muito a vontade naquele lugar por muitos motivos e o principal era o lado do quarto que pertencia ao asiático. Diferente da cama de Damen que estava arrumada e com todas as coisas em seu devido lugar, Kim não parecia se importar muito com organização.

–Aqui! -falava Damen enquanto retirava um livro com capa preta do meio de sua mala e entregava para Hani. -Mas alguma coisa?

Hani percebeu o peso daquilo, tinha feito o mesmo trabalho, mas não tinha ficado tão pesado assim. De começo sua curiosidade foi sufocada pelo medo de Damen, mas acabou não resistindo.

–Posso ver ? -pediu Hani olhando a capa negra.

–Você vai ver de qualquer jeito quando sair desse quarto. Fique a vontade.

–Obrigada. -agradeceu Hani abrindo o livro e tomando um pequeno susto ao ver as fotos. -L-Lindsay?

Damen voltou sua atenção para Hani.

–Algum problema?

Hani não sabia ao certo o que falar. Em suas mãos um livro repleto com fotos de Lindsay. A garota gaguejou algumas vezes, mas percebeu o quanto ridícula deveria estar. Respirou fundo algumas vezes e depois se voltou para Damen.

–Lindsay era sua modelo?

–Sim. Antes dela sumi me ajudava algumas vezes. -respondia Damen um tanto quanto distraído olhando para seu celular. -Ela era boa com essas coisas.

–Hum...As fotos parecem tão...Naturais.-Antes que Hani continuasse o que pretendia falar pode escutar o riso de Damen.

–Acha que eu sequestrei ela? -perguntava Damen em meio algumas risadas. -Pelo amor dos deuses. Acha que ficaria pela escola tirado fotos escondido de uma garota?

–N-Não...S-só pensei que...

–Pensou errado! -Damen ficava parado a frente de Hani e fechava o livro. -Na verdade nem deveria pensar nada. Usei essas fotos porque não iria perder minhas férias tirando fotos. Agora se já terminou seu pequeno momento de detetive faça o favor de se retirar do meu quarto.

O sorriso que estampava a face alheia era um tanto quanto assustadora. Milhares de respostas dignas aquele momento passaram na cabeça de Hani, mas Damen era o futuro rei de todos os reinos, incluído o seu, não tinha resposta para se defender dele num futuro próximo. Só restava abaixar sua cabeça e sair daquele quarto.

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Thalia estava sentada em sua cama. Em sua mão esquerda uma maçã já pela metade e na outra um pequeno frasco de perfume de sua companheira de quarto, Kyla.

Kyla era filha de Giselle e tinha a mesma personalidade que sua mãe, só que um pouco mais controlada.

Ambas já estavam prontas para o jantar de boas vindas. Thalia usava uma túnica grega com a cor preta que ia até seus joelhos, seu cabelo estava preso em uma falsa trança grega, já Kyla usava um vestido preto curto e justo ao seu corpo, ainda estava sem seus saltos e isso graças a Lizzy que estava no quarto.

Thalia tinha pego a historia do meio, mas até onde entendeu as duas eram amigas de infância ou qualquer coisa assim, não importava, de qualquer foram a filha de Hades não conseguia escutar os próprios pensamentos por causa da musica que tomava conta do quarto. Lizzy e Kyla dançavam, o que não era difícil já que a musica dizia tudo que tinha que fazer.

–Thalia, se divirta um pouco. O jantar vai ser um saco. -chamava Kyla.

–Não obrigada. Prefiro ficar deitada esperando a comida.

Kyla suspirou baixo e depois riu um pouco. Não era de sua natureza força ninguém a nada, mas ela queria de verdade fazer amizade com sua companheira. Na verdade, tinha passado os anos anteriores sem companheira, por isso queria tanto isso.

–Vem Thalia!- chamava a ruiva segurando a mão da maior e a levantando da cama.

–Não! -o tom da garota podia ser um tanto quanto brabo, mas não intimidava a companheira, o que realmente foi uma surpresa para Thalia, geralmente as pessoas se afastavam nessa hora. Tinha que confessar que a persistência de Kyla era admirável. -Eu não danço.

–Não precisa saber. -dizia Lizzy com um pequeno sorriso em seus lábios vermelhos.

–Eu não disse que não sei!

Lizzy se afastou um pouco assustada com o olhar da garota, parecia que tinha fogo em seus olhar, talvez tivesse.

–Parem! -pedia Kyla colocando-se entre as garotas. -Vai Thai.

–Thai? Você tá perdendo a noção do perigo?

As ameaças não faziam nenhum efeito. Kyla apenas voltou-se para a parede espelhada que havia em seu quarto.

–I twist my hips.

I pump my frist.

I move like this

Nesse momento Thalia percebeu que seria obrigada a fazer aquilo para agradar sua companheira. Estava em observação constante, não parecia uma boa ideia fazer inimigos. A unica coisa que a garota nunca chegaria a admitir, em voz alta pelo menos, era que fazer aquilo com Kyla estava sendo a parte mais divertida de seu dia.

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A parte norte do castelo estava completamente vazia, isso porque todos estavam em seus quartos se arrumando ou talvez já estivessem no jantar. Por esse motivo aquele era o lugar perfeito para Kurtis. Talvez ele tenha sido o primeiro a ficar pronto para o jantar, já que nunca teve ao certo uma roupa formal e nunca se importou. Apenas tinha coloca um suéter marrom e por baixo uma camisa social, deixando apenas a gola para fora.

Ele estava encostado em um pilar e olhava o visor de seu celular algumas vezes. Alguns resmungos impacientes saiam de sua boca, mas não era possível compreender o que era dito.

E esse mesmo ato se repetiu mais algumas vezes até finalmente Kurtis sentir seu braço ser agarrado por alguém e depois seu corpo ser puxado para esquerda. O equilíbrio se perdeu por um breve momento, mas o recuperou graças a Ritchie que o segurou e riu baixo.

–Está atrasado...Como de costume. -suspirava Kurtis.- O que houve com seu cabelo ?

Todos os anos Ritchie aparecia com suas mechas loiras raspadas, era bem raro vê-lo com o cabelo daquele comprimento, mas pelo que Kurtis conhecia já era certeza que não duraria muito. Ele se irritava fácil com o cabelo.

–Hã? -Ritchie olhou para sua mechas loiras e riu baixo. -Esqueci de cortar nessas ferias.

–Cada ano você volta mais parecido com os caipiras de Radiator Springs. -brincou Kurtis puxando o rosto alheio para mais perto do seu. -Estava com saudade.

–Também estava. -respondia o loiro selando seus lábios aos de Kurtis.

Não foi um beijo muito longo e nem chegou a ser um beijo. Ambos mantinham aquele relacionamento um segredo desde que chegaram aquela escola. Os pais de ambos os garotos não reagiriam muito bem com isso.

–Como foi a corrida?

–Mesma coisa de sempre. Meu pai do mesmo jeito e minha mãe me pedido para ficar na cidade.

Ambos queria conversar e se aproveitar mais, mas se faltassem ao jantar passariam aquela noite mortos de fome. Claro que não era um problema já que tinham comida em seus quartos. Mas chamaria atenção só eles dois não estarem naquele maldito jantar. Pelo menos o dia dos namorados estava se aproximando, junto com o pequeno baile que sempre tem.