Notas iniciais
Mil desculpas por sumir, é que realmente aconteceu umas coisas na minha vida bem fodas que me fizeram parar de entra no nyah e até do note. Primeiro meu cachorro tinha sido atropelado, mas ele também e depois um amigo meu morreu de uma forma bem violenta e um filho da puta ficou mandando as fotos do corpo para todos os amigos e familiares dele. Bom, dei minhas explicações mas não sei quando vou postar a proxima parte. Sinto muito de novo.

A noite demorou para chegar, talvez isso se devesse a ansiedade de Selena. Seu longo cabelo platinado se encontrava preso em um coque alto com apenas uma mecha solta. Seus lábios já possuíam um tom avermelhado dando um contraste em sua pele branca como a neve. Seu vestido não possuía muitos detalhes, era azul claro com alguns detalhes platinados, a saia era grande e volumosa e na cintura um detalhe que dava impressão de fita, um tipico vestido de baile. Entre suas mechas platinadas a tiara feita de prata, era obrigada a usar afinal era uma Royal.

Por algum estranho motivo não havia se focado muito no baile desse ano, o que era estranho já que nos bailes anteriores sempre era a mais empolgada. Já esse ano nem se lembrou de escolher um companheiro, por sorte Dimitrio estava sozinho, assim como Selena, mesmo não trocando mais de cinco palavras com o semideus era sua escolha.

Haviam combinado de se encontra em frente do salão e assim fizeram.

Era um tanto quanto estranho ver Dimitrio com seus cabelos castanhos penteados para trás e usando uma camiseta social branca, os dois primeiros botões estavam abertos. Suas mãos estavam escondidas dentro dos bolsos da calça social preta e seu pé esquerdo batia inúmeras vezes no piso mostrando sua impaciência.

–Finalmente Selena. -disse o garoto abrindo um sorriso de canto. -Vem logo!

–Por que está tão ansioso? -questionava Selena que nunca viu o garoto dessa forma em relação a um baile.

Dimitrio estava visivelmente distraído com outra coisa e ao entrarem no baile percebia-se que estava a procura de alguém. Selena não se importou muito com isso já que também estava a procura de alguém.

–Selena! -chamou Ingrid observando a companheira de quarto e tateando seu corpo. -Você não foi morta! Ai meus deuses! Pelo menos posso jogar isso na cara de Melissa.

–Hã? — Selena ficou confusa com aquelas palavras que saiam da boca da escocesa, mas não se importou muito com isso, apenas voltou a correr o salão com seu olhar.

A pouca luz se transformava em um grande obstaculo, a pessoa que procurava já possuía cabelos escuro tornando aquilo um jogo de encontra a agulha num palheiro. Não tinha o que fazer, além de continuar vagando seu olhar.

Se passou mais ou menos uma hora, Selena passou esse tempo sentada em uma mesa procurado alguém e Dimitrio fazia o mesmo, nenhuma palavra era trocada, até ambos encontrarem quem tanto procuravam:

–Já volto! -falaram praticamente juntos e se pondo em pé. Foram para lados opostos.

Por que está indo embora? -questionava Selena mentalmente ao ver Shadow.

Shadow usava um vestido curto e negro, a parte superior era um espartilho e a saia era toda feita de renda preta que caída até seus joelhos. Seu cabelo negro estava preso em um rabo de cavalo alto e seus olhos estavam focados na saída. Selena não conseguiu se conter, precisou segui-la.

Os corredores estavam tão vazios que qualquer som criado parecia um terrível estrondo, os saltos de Selena criavam esse som estrondoso, não demorou para Shadow perceber a presença.

–Por que ainda está me seguindo? -questionou Green se virando.

–Eerr...-o rosto branco de White adquiriu um tom intenso de vermelho. -E-eu não tinha nada para fazer. Onde está indo? Posso ir junto?

O sorriso que se formou no rosto de Green foi assustador, seja o que for que a garota tem em mente não é algo bom. Selena deu alguns passos para trás e teve certeza que voltar para o baile era a melhor escolha a se fazer, mas não pretendia recuar.

–O que tem em mente? -perguntou Selena se aproximando de Shadow.

–Hmm...O que acha de um mergulho, princesa? — o sorriso malicioso se transformou em um sorriso amigável.

–A piscina está fechada. -respondia Selena arqueando sua sobrancelha.

–Fechaduras não são um problema para mim. -declarava Shadow em meio a gargalhadas. -Você vem?

–Claro.

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–Como eu disse disse. Fechada. -falava Selena cruzando seus braços.

Shadow revirou seus olhos e aproximou sua mão do cadeado que prendia as correntes metálicas.

–Isso não é nenhum problema minha querida White. -zombava Shadow que pressionava o cadeado entre seus dedos. Aos poucos foi se percebendo a ferrugem tomar conta do objeto, se transformando em algo frágil e quebradiço. Não foi preciso muito esforço para ver o cadeado quebrado e jogado no chão. — Voilá.

–Como fez isso?-os olhos de Selena estavam focados no cadeado jogado no chão, parecia ter mais de mil anos de tão enferrujado.

–Truques que se aprende com o tempo. -respondia Shadow abrindo as portas e esperando a companheira entra para fecha-las.

Selena tentava esconder o quanto estava nervosa, se fossem pegas não seria simplesmente ''desculpa estava aberta e entramos'' estavam invadido uma parte do colégio. Na cabeça de Selena zilhões de pensamentos atravessavam deixando-a mais nervosa.

–Talvez fosse melhor irmos em outro lugar.

Shadow a ignorou e ligou as luzes da piscina e começou a retirar suas botas negras.

Selena começava a se arrepender, se fossem pegas Shadow poderia ser expulsa. Esses pensamentos afastaram tanto a royal da realidade que só regressou quando um jato de água foi lançado em sua direção.

–Hey! Acorde princesa!

–Hey! Não jogue água em mim! -ordenava Selena se afastando um pouco da piscina.

Shadow já estava dentro da água. Seu cabelo negro estava caído sobre seus ombros, como Selena já tinha imaginado a garota tinha entrado apenas de sutiã e calcinha, seu rosto parecia mais pálido sem a maquiagem.

–Só vai ficar me observando? -perguntava Shadow mergulhando e nadando mais para o fundo. -Você é sem graça, Selena.

A princesa sentou-se perto da borda e retirou seus sapatos. Apos ergue o longo vestido azul claro, colocou seus pés na água morna. Já estava ali mesmo porque iria embora agora?

Depois de pensar por uns minutos a garota de cabelos platinados se colocou de pé e retirou o vestido para finalmente se jogar na água,sua tiara simplesmente jogou para o lado, escutou o som da prata bater no chão, mas não ligou apenas pulou na água. Seu coque foi desfeito com o impacto e pelo peso que seu cabelo ganhara.

–Parabéns White. -cumprimentava Green jogando um pouco de água no rosto alheio.-Está virando uma garota má por andar comigo.

–Cale a boca Green. -ordenou em meio a risadas.

–Vai fazer o que se não calar a boca? -provocava.

–Eu ainda não pensei nisso.

Green deu uma gargalhada e aproximou seu rosto do de Selena selando seus lábios:

–Isso é apenas uma sugestão,claro.

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Dimitrio Hatzis

–Dillen!- não tinha como o filho do mar não reconhecer a voz do companheiro de quarto. Aquela perseguição começava a ficar um tanto quanto ridícula. Pelo menos Dimitrio sabia o quão idiota parecia indo atrás de Dill a cada cinco minutos. Mas a necessidade de vê-lo era maior do que qualquer coisa.

–Hey! -rosnou o menor que fuzilava o semideus com seu olhar. -O que está fazendo?

Dillen estava diferente por causa dos cabelos penteados, não tinham mais a aparência de tentáculos. Seu terno era cor vinho e estava aberto deixando a mostra sua blusa social branca e sua gravata cinza que já estava frouxa.

–Está sozinho?-perguntava o grego olhando ao redor e percebendo que a mesa do garoto estava completamente vazia, havia apenas um copo vazio sobre a mesma.

–Já disse que não é da sua conta! -rosnava o garoto enquanto virava seu rosto para evitar contato. -Mas não estou sozinho, ok. Thalia apenas teve de ir no banheiro.

Dimitrio por uns minutos chegou a acreditar que aquilo seria um tipo de provocação da parte de Dillen, afinal não se dava muito bem com a filha de Hades e a melhor maneira de irrita-lo seria fazendo algo desse gênero. Antes que tivesse a chance de perguntar algo pode escutar a voz de Thalia atrás de si. A filha de Hades usava aquele vestido semelhante a uma túnica grega, seu cabelo estava preso em uma trança grega.

–O que faz aqui? -questionou Thalia enquanto fuzilava Dimitrio de cima a baixo.

–Dillen estava sozinho e por isso resolvi chama-lo para dançar comigo. -a resposta do grego veio seguida de um puxão no braço de Dillen.

Claro que o menor relutou bastante, mas não tinha a menor chance contra o mais velho. Além de Dill não ter nenhum músculo o companheiro de quarto tinha um pouco da força do pai. Se relutasse mais um pouco acabaria sendo partido no meio.

–Me solte seu bastardo! -ordenava enquanto se debatia de uma forma meio desesperada.

–Só quero conversar com você. -falava Dimitrio parando o companheiro no meio da pista. Infelizmente a música que antes era agitada e animada, tinha uma mudança drástica. Era um tipo de tradição tocar musicas que foram dançadas pelas princesas antigas. Naquele momento começou a tocar So close.
–O que quer...-Dillen parou de falar ao sentir a mão de Dimitrio ir até sua cintura. Deu uns passos para trás, mas acabou sendo puxado de novo. -Por que você comanda?

–Porque sou mais alto e está na cara de que não sabe dançar. -respondia Dimitrio que puxava o corpo menor um pouco para mais perto do seu.

O corpo de Dillen estava mais tenso que o normal e a todo momento fazia o possível para não olhar diretamente pros olhos de Dimitrio.

–Sinto muito te persegui para todo os lados...É assustador. -desculpava-se o Dimitrio conforme guiava o companheiro. -Não é normal fazer isso...Apenas gosto da forma que age.

–So tinha isso para falar? -Dillen queria apenas sair daquela situação, deu uma olhada ao redor para ter certeza que nenhum olhar estava focado em si, por sorte ninguém parecia ligar.

Aos poucos a musica foi ficando mais rápida, tentou se soltar de Dimitrio nessa hora, claro que não conseguiu. Seus rostos estavam tão próximos que podia sentir a respiração do maior. Por algum motivo Dillen queria abraça-lo com força e esquecer o por que estava ali, claro que isso simplesmente desapareceu ao ver a herdeira de Ariel sozinha em um canto.

–Desculpe. -falou Dillen empurrando de leve o corpo do Dimitrio. -Não posso esquecer o por que estou aqui, Dimitrio.

–O que?

O grego ficou apenas observando Dillen se afastar, no começo realmente não sabia o motivo, mas percebeu ao ver um tipo de punhal sair da manga de seu terno. Os olhos de Dimitrio se focaram em Lizzy que estava a poucos centímetros. Se aquele idiota matasse ela ali seria mandado para o exílio e nunca mais teria como tira-lo, na verdade exílio seria pouco, iriam querer a cabeça de Dillen.

Dimitrio se pois a correr na direção do menor e ao acalça-lo colocou seu corpo contra a parede, prendendo seus braços para baixo. Seus lábios finalmente se encontraram, essa foi a melhor forma que encontrou para retirar aquela arma da mão alheia e esconde-la dentro da própria roupa. Se fosse encontrado com aquilo teria menos problemas que um filho de vilão, isso era uma certeza.

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K. ''Charlie'' Silver

Longe de toda agitação da festa, Charlie brincava com seu pequeno mutante de estimação, presente de seu pai, Morph. O mutante protoplasmático não chegava a ter nem cinco centímetros direito, mas podia assumir a forma de qualquer coisa, claro que deixando tudo de seu tamanho.

–Morph! -chamava a garota em meio de risos ao sentir o mutante se esfregando em seu rosto como se fosse um felino.

Charlie e Morph estavam sentados em um tronco de uma árvore no jardim, assim evitaria problemas caso alguém aparecesse naquele lugar. Seu vestido branco já estava com a bainha ensopada de lama e um pouco rasgada.

–Pelo menos aqui temos um pouco de paz, não acha?

O mutante se afastou um pouco da dona para ficar flutuando próximo a uma maçã que ainda estava presa em seu galho. Logo sua boca duplicou de tamanho e envolveu a fruta, mas a falta de dentes se tornou um problema. Uns resmungos saíam da boca de Morph, mas graças a sua capacidade de mudar de formar uma fileira de dentes afiados surgiu destruído a fruta em vários pedaços.

–Não se afaste muito...-antes que Charlie terminasse de chamar a atenção de seu mascote pode ouvir um som esvoaçante e suave. Em poucos segundos uma fada da água estava parada a poucos centímetros do mutante.

–Oh! Olá pequena. -cumprimentava Charlie estendendo a mão, mas sua aproximação foi negada pela criaturinha que virou o rosto e afastou-se. -Que grosseira. -Comentou enquanto via seu mutante se prender entre suas mechas loiras.

–Lagoon? O que houve? -perguntou uma voz masculina.

Não demorou para Morph ser tomado pela curiosidade e flutuar até o estranho que conversava com a fada.

–O que é você? -perguntava Zack estendendo a mão por mutante curioso com aquilo, em especial a Lagoon.

Lagoon agitou-se com a aquela aproximação repentina de Zack com a criatura gelatinosa e rosa. Por ser uma fada era pequena demais para sentir mais de um sentimento ao mesmo tempo, naquele momento a criatura era tomada pelo ciúmes e acabava se tornando um pouco agressiva. Voou com certa velocidade até seu dono e começou a puxa suas mechas de cabelo para afasta-lo. Junto com as puxadas de cabelo podia se escutar um som esvoaçante que parecia resmungos da fada.

–Calma ai Lagoon. -Zack falava em meio algumas gargalhadas e empurrava de leve a pequena criatura tomada por ciúmes.

–Morph!- -chamou Charlie pulando do galho que antes estava sentada. Seus olhos se encontraram por um breve momento, nada muito amigável. -Um vilão não deveria vagar sozinho pelos corredores, Hook -advertia a garota que sentia o mutante voltar a ser perder em suas mechas loiras.

Em resposta Zack soltou uma gargalhada fria:

–Seu pai é tão vilão quanto o meu, Silver...Digo, bastarda. -o castanho cuspia tais palavras enquanto passava o dedo indicador nos longos cabelos negros da fada.

Charlie havia se acostumado com aquele título e não chegava a ferir tanto. Sua unica ação foi puxar o ar para seus pulmões e depois solta-los. Seu pai não havia ganhado o posto de vilão, mas ele era um, essa era a verdade. Querendo ou não estava em observação constante. Começar uma briga com aquele cara não parecia a coisa mais inteligente do mundo.

–Por que não está na festa? -questionou a garota.

–Posso fazer a mesma pergunta. -respondeu Zack passando ao lado da loira e parado a frente do mural. -Vamos fingir que não nos vimos, okay? Não causamos problemas assim.

Os braços de Charlie se descruzava e agora se virava na direção do castanho.

–Parece justo. -um sorriso se formou nos lábios vermelhos da jovem. -Por que aceito isso, Zack?

–Não te diz respeito Katrin...Charlie...Sinto muito. -murmurou o garoto escondendo suas mãos no bolso da calça. -Achei que estaria com seu pai e não presa aqui.

Charlie jogou suas mechas para trás e sentou-se abaixo de uma árvore, a grama estava um pouco úmida, mas não era um incomodo. Um suspiro baixo saiu de seus lábios:

–Ele achou melhor...Além de que mulheres dão má sorte a qualquer navio pirata ou não.

Zack sentou-se ao lado da garota que um dia foi sua melhor amiga, mas agora não passava de uma conhecida. Nesse meio tempo Charlie pegou seus fones e colocou nos ouvidos, Zack roubou-lhe o fone esquerdo e colocou em seu próprio ouvido. Não fazia a menor ideia do nome daquela música.
–Uma besteira para falar a verdade. Os piratas de seu pai te aceitam vestida de garoto e nada acontece.

–Alguns raças são burras demais para ver a diferença entre homens e mulher humanas, infelizmente outros descobrem isso pelo cheiro. Uma verdadeira merda se quer saber.

–Posso imaginar. -Zack desviou seu olhar da garota e os voltou para o mural. -Acha que essa garota fugiu como todos falam?

–Lindsay? -os olhos de Charlie também se voltaram pro cartaz. -O que quer dizer com isso, Hook?

Os olhos azulados do garoto ficaram focados na foto de Lindsay por longos minutos. O garoto pensava uma forma de explicar o que se passava em sua cabeça, sem parecer um maluco. Na verdade não era algo tão maluco, apenas impossível.

–A mãe dela é Aurora...Sabe, Lindsay é a próxima a assumir o lugar de ''Bela adormecida''...-Zack não preciso terminar seu pensamento.

–Ela é a nova donzela com coração de luz pura. Sabe muito bem que isso não seria tão fácil, não agora.

–Claro que não. São mais de sete donzelas agora e para completar elas tiveram filhos homens. Mas se alguém tem esse plano em mente...-Zack foi interrompido por Charlie.

–Tenho inveja dessa pessoa. Deveríamos ter pensado nesse plano antes,Zack! O controle de todos os universos! Ia ser tanto poder que nem sei o que faria.

–Você faria a pessoa que mais odeia ficar andando e batendo na parede. Desde pequena acha isso a coisa mais engraçada do mundo. -comentava o garoto sem demostrar muita emoção.

–Tem razão.

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Kurtis Porter

–Kurt...-a voz foi cessada pela boca do inglês que capturava os lábios de Ritchie.

Nunca que o corpo de Rit iria responder de maneira negativa aos toques de Kurt, mas naquele momento isso era uma coisa importante de se acontecer. O loiro empurrou de leve o corpo de Kurt para trás e virou seu rosto na direção da porta.

–Rit, todos estão na festa. Seu companheiro está sem a chave para completar. -falava Kurt levando seus lábios até a curva do pescoço alheio e passando seus dentes de leve na região.

Uma vontade que parecia deixar Kurt insano era a de marcar o loiro, claro que não podia fazer nada disso afinal todos veriam e não podia colocar seu amado numa situação complicada. Se soubesse daquele pequeno romance do filho de Lightning McQueen seria algo horrível.

Talvez Kurt tenha se distraído demais que não percebeu quando seu corpo foi empurrado contra a parede e Rit grudou seu corpo ao seu. Seus lábios passavam pelo ombro do maior e davam algumas mordidas no local.

–De repente ficou mais pensativo que eu. -zombava Rit puxando o maior para cima de si e ria um pouco com a expressão surpresa que se formava no rosto de Kurt.

Seus lábios se selaram mais uma vezes e dava espaço para um beijo mais intenso. As mãos de Kurt deslizavam pelas costas de Ritch e se continha para não arranha-lo com força. Se conter era uma verdadeira merda, mas era preciso.

Suas línguas se entrelaçavam de uma forma meio desesperada, ambos queriam aquele contato e tinham medo de que fossem afastados a qualquer momento.

Não demorou muito para suas roupas já estarem jogadas ao lado da cama. Ritch estava deitado por baixo e acariciava as mechas escuras do amado enquanto sentia os beijos descerem do pescoço até seu membro que já estava um pouco rígido. Os gemidos eram contidos pela mão de Ritch, claro que a vontade de Kurt era tirar aquela mão, mas não podia, tinha um certo receio que fossem escutados. Se resumia a duas escolhas, tirar a mão da boca de seu amado ou parar o que estava fazendo. Parar aquilo não parecia uma escolha muito boa.

Kurt ficou beijando e dando algumas mordidas no ventre de Ritch, já que era a única parte com permissão para marca. As vezes o loiro se arrependia disso pois Kurt aproveitava apenas para provoca-lo. Sabia que não tinha nenhum interesse em marca aquele local, só queria provoca-lo de uma forma muito cruel.

–Kurt seu idiota! Pare!-ordenava Ritch dando um chute fraco no corpo alheio.

A risada de Kurt foi algo gostoso de se escutar, mas o loiro nem se importou muito apenas chutou de novo o corpo do maior e virou seu rosto para o lado para mostra que estava irritado.

O suspiro de Kurt foi seguido por um sorriso, sabia que seu namorado era um tanto quanto mimado algumas vezes, mas amava demais vê-lo daquela forma, por outro lado preferia não irrita-lo mais.

Segurou na base do membro de Ritch e passou a ponta de sua língua por toda sua extensão. Quando chegou a ponta pode escutar de novo os gemidos contidos do loiro. Passou a ponta da língua pela glande do garoto e abocanhou seu membro. Se movia devagar enquanto acariciava a parte interior das coxas alheias. Alguns arranhões leves marcavam aquela parte, mas nada que fosse ficar marcado.

Kurt parou o que fazia ao sentir o loiro puxar seus cabelos com um pouco de força. O moreno voltou para cima do outro e começou a beija-lo da mesma forma intensa que antes. O bom daquele sexo rápido e escondido quera que passava a maior parte beijando Ritch para evitar gemidos mais altos.

O moreno se afastou um pouco e pode escutar Ritch gemer em forma de protesto a aquela ação. Kurt sorriu de canto e colocou dois dedos na boca do loiro e só retirou ao ter certeza que estavam bem úmidos.

–Te amo...-murmurou Kurt voltando a beija-lo de uma forma intensa e começava a força seu primeiro dedo contra a entrada de Ritch.

Ritch tentava se afastar para gemer, mas não saiam tão altos, claro que foram se tornando mais altos conforme Kurt movia seu dedo e penetrava o segundo.

Apos tirar os dedos Kurt voltou a beijar seu amado para tentar acalma-lo um pouco mais. Conforme Kurt o penetrava mais alto eram os gemidos de Ritch,claro que sua mão cobria sua boca, mas não fazia muito efeito. Conforme o moreno se mexia mais difícil ficava conter os gemidos. Não demorou para o loiro puxar o maior e voltar a beija-lo daquela mesma maneira intensa que antes e desejar por mais contato.

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Lizzy Benson

–Lizzy! -aquela voz a chamava de novo. De todas as vozes daquele colégio tinha que ser justo a que mais a causava arrepios.

A jovem de cabelos rubros se virou devagar e poder ver Klaus parado com suas mãos escondidas dentro dos bolsos da calça social preta. Em seus lábios aquele sorriso macabro de sempre, suas mechas douradas estavam em perfeita ordem como de costume e suas roupas impecáveis. Se Lizzy não sentisse total pavor daquele garoto poderia até considera-lo um dos príncipes mais bonitos daquele lugar.

–Olá Klaus. -cumprimentava a jovem dando uns passos para trás conforme o garoto se aproximava. -Não deveria estar no baile ou coisa assim? -pensou a garota, mas achou que não seria uma boa ideia fazer uma serie de perguntas para Klaus.

Klaus deu alguns passos na direção de Lizzy, mas conforme a proximidade se tornava menor a jovem fazia questão de aumenta-la dando mais passos para trás. Não era da natureza de Lizzy desconfiar das pessoas, mas tinha alguma coisa em Klaus, alguma coisa ruim. Olhar em seus olhos era como ver a própria morte, era possível sentir sua alma derretendo.

Talvez Lizzy tenha se distraído demais já que foi pega em um susto ao ver o loiro parado a poucos centímetros. Seu corpo ficou paralisado por um breve momento.

–Saia daqui! -Os pensamentos de Lizzy gritava o mais alto possível. -Está mais uma vez sozinha com esse cara...Sabe muito bem que ele é perigoso!

–Eer...-as palavras falhavam antes de saírem da boca de Lizzy. Seu corpo tremia um pouco e graças a isso achou a desculpa perfeita. Tomou um pouco de ar e formou as frases antes de dize-las para ter certeza que não gaguejaria. -Eu... Não me sinto muito bem...Preciso tomar um pouco de ar. -Ao dizer isso a garota começou a corre na direção oposta de Klaus, uma pena que a direção oposta dava para o lado de fora, exatamente no começo do bosque.

De manhã aquele bosque podia ser bonito, relaxante, confortável e acolhedor , mas de noite uma mudança drástica acontecia naquele cenário perfeito de contos de fadas. As árvores pareciam adquire expressões humanas, talvez fosse por culpa do imaginário de Lizzy. O vento gélido que soprava do norte batia contra os galhos fazendo se mexerem de uma forma brusca, dando a impressão de estarem vivos.

Talvez tenha corrido por cinco minutos ou talvez apenas um minuto, mas a respiração de Lizzy estava ofegante de mais. Seu coração pulsava em um ritmo tão acelerado que a jovem tinha quase certeza que estava preste a vomitar o órgão. Por que havia corrido para esse lado? Deveria ter corrido para o lado oposto, não estaria perdida no meio do bosque.
No período da manha era um tanto quanto mais fácil achar a saída por causa das luzes, mas agora a falta de iluminação tornavam as coisas mais complicadas e sombrias.

Uma boa olhada ao redor ajudou para dar a certeza de que não voltaria tão cedo para o palácio, mas não podia ficar parada no meio do nada esperando por algo.

Lizzy evitava fazer qualquer tipo de barulho pois queria evitar chamar a atenção de qualquer coisa que pudesse vagar pelo bosque no meio da noite. Nunca soube de nenhum ataque, mas preferia evitar ser a primeira. Seus passos era curtos, para evitar sons altos e para poder recuperar seu folego.

Não sabia quanto tempo estava andando e nem imaginava que havia corrido tanto assim. Talvez estivesse andando em círculos. Tinha que parar um pouco para ver se reconhecia alguma coisa a sua volta e foi exatamente o que a jovem de cabelos rubros fez.

Foi nesse momento que seu coração pareceu ter parado. Sua respiração parou e todo seu corpo fez o mesmo. Seus olhos ficaram focados a dois fechos de luz banca que estavam focado em si. Eram olhos!? Estavam fixos em Lizzy e as sombras ajudavam a esconder o dono daquele par de olhos.

As pernas de Lizzy tremiam, seu corpo começava a suar frio e a vontade de gritar foi sufocada em sua garganta. Ela tentou gritar, mas a voz simplesmente não saia. Estava tão assustada que as coisas mais básicas ganharam um grau de dificuldade superior. Sua cabeça gritava para correr, mas seu corpo não obedecia, estava paralisada pelo panico, mas isso passou ao escutar o som de um galho se quebrando. Foi como sair de um transe. A garota se colocou a correr na direção oposta daquela coisa, sem se importar de ir mais para dentro do bosque. Só queria sumir dali e sair da mira daqueles olhos.

O mais rápido que Lizzy conseguia correr não era o suficiente, seu corpo queria que fosse mais rápido. Sua boca foi tomada por um forte gosto de ferro, não estava sangrando! Tinha certeza que não estava sangrando! Estava ficando louco, só podia ser isso!

A garota só parou de correr quando acabou tropeçando em alguma coisa. Lizzy deu de cara com as folhas secas que cobriam o chão que estava meio úmido. Os longos cabelos vermelhos de Lizzy cobriram seu rosto, mas os tirou da face para poder ver no que havia tropeçado.

Dessa vez não conseguiu sufocar seu grito.

–Lindsay!

A jovem de cabelos loiros estava caída a sua frente. Sua cabeça quebrada como uma casca de ovo. Seus olhos abertos com uma expressão assustadora, seus olhos agora sem vida tinham apenas um inseto passeando sobre eles. Pelo o estado que estava não deveria ter sido morta a muito tempo, mas a cena do crime não seria escondida com tanta facilidade. Quem a matou havia descontado toda sua raiva e na garota. Em seu peito haviam ao total dez fendas, em seu estomago umas seis. Ao seu redor o sangue já seco pintava as folhas daquela que região e a marca da mão da garota estava em uma árvore.

O cheiro era insuportável e a visão um verdadeiro pesadelo. Lizzy não conseguiu se manter acorda...Apenas fechou seus olhos e desmaiou naquele lugar.

...